Ruben
Desde que ouvi da boca da Mariana as suas desconfianças em
relação ao que estava a sentir por ela que a vontade de mandar tudo à fava, de
esquecer o mundo mas principalmente lutar por ela aumentou drasticamente, sei
que lhe menti com tantos dentes quantos os que tenho na boca mas naquele
momento só o fiz por achar que era o melhor, afinal ela tinha admitido que não
gosta de mim mas depois da conversa que tivemos a sensação que tive foi que não
estava a ser totalmente verdadeira, que talvez nem saiba aquilo que sente e foi
devido a esta dúvida que assombrou-me o pensamento que perguntei à Letícia se
podia ir ter com ela ao quarto, queria despedir-me da Mariana sem que o irmão
visse algo que a sua amiga deve ter entendido porque disse-me imediatamente
onde era o quarto.
Levantei-me do sofá e saí da sala com a desculpa que iria
até à casa de banho para o pequeno não desconfiar, percorri o corredor e
encontrei o quarto, a Mariana estava entretida a dobrar a roupa do irmão e não
reparou que estava a observá-la, por isso mesmo entrei e fechei a porta.
A vontade de chegar junto dela e beijá-la era imensa mas
controlei-me ao máximo e só quando deu pela minha presença é que aproximei-me,
a Mariana tentou fugir mas impedi ao abraça-la, ficamos frente a frente mas foi
quando ela perguntou se não podia ter esperado na sala para despedir-me dela
que ao afirmar que até podia mas lá não poderia fazê-lo da forma que pretendia
que a senti a tremer, até pode ser coisa da minha cabeça mas aquela reação fez
com que perdesse o pouco autocontrolo que vinha a impor a mim mesmo, acabei por
levar a mão à sua cara ao mesmo tempo que reduzi ainda mais a distância que nos
separava, estávamos agora a olharmo-nos de uma forma intensa, acho que ambos
estávamos na expectativa para saber o que o outro iria fazer até que acabei com
a nossa espera ao beijar-lhe inicialmente a bochecha do lado direito para de
seguida lhe dar um abraço apertado.
- Linda quando
chegares a Braga liga - pedi o que a levou a sorrir.
- Fica descansado que
aviso quando chegar - sorri-lhe - e
tu vê se tens juízo nessas férias que vais fazer não sei bem aonde.
- Queres saber, é?
- Não, porque sei que
nem à tua mãe contaste.
- Como é que sabes
isso?
- O Nuno comentou
comigo - sorri novamente.
- Mas a ti digo-te
- ela olhou-me - se quiseres lógico.
- Quero - ouvi-la
a admitir que queria saber deixou-me a levitar completamente - mas só digas se quiseres.
Não pensei em mais nada simplesmente aproximei a minha boca
do seu ouvido e disse-lhe praticamente num sussurro como se alguém fosse ouvir,
ela gargalhou perante a minha atitude mas foi quando afastou ligeiramente o
rosto para olhar-me que as nossas caras ficaram demasiado próximas, não sei
onde fui buscar o autocontrolo para não a beijar só sei que esse foi
completamente melindrado quando senti a sua mão e os seus lábios no meu rosto,
tê-la assim nos meus braços era tudo o que mais desejava por isso abracei-a
ainda mais, deixamo-nos ficar naquela posição alguns minutos mas sempre a
olharmo-nos.
- Deixa estar que
levo a mala - falei quando a vi a pegar na mala algo que ela não levantou
problema e por isso saí do quarto com a mala.
- Então já fizeste a
mala? - a Letícia manifestou-se ao ver-nos a entrar.
- Já, não vês que
sim?
- Vejo, vejo e foi só
a mala que fizeste? - a Mariana fuzilou-a com o olhar o que a mim deu-me
vontade para gargalhar algo que não fiz.
- Martim despede-te
da madrinha que temos de regressar - o miúdo fez o que a irmã pediu e
quando já se vinha para despedir de mim ela informou-o que ainda tínhamos que
ir até à minha casa, que era lá que estava o seu carro, o puto ficou contente
pois assim iria conhecer a minha casa em Lisboa, sorri ao ouvi-lo e depois de
despedir-me da Letícia saí com o Martim, já a Mariana ficou para trás à
conversa com a amiga.
Mariana
A conversa que tive com o Ruben por algum motivo deixou-me
confusa, não sei o porquê mas a verdade é que fiquei com a sensação que
desenterrei um assunto que não devia, as cenas entre nós ficaram estranhas
apesar de estarmos ambos a tentar negar isso e a forma como o Ruben falou e
olhou-me no quarto da Letícia só aumentou o desconforto que estava a sentir
talvez porque pela primeira vez coloquei a hipótese que se ele tivesse
confirmado as minhas suspeitas a nossa amizade poderia sofrer com isso mas
tentei disfarçar isso ao regressar à sala. A Letícia insinuou que poderíamos
ter estado a fazer algo mais naquele quarto mas não respondi preferi ignorar e
pedir ao Martim que se despedisse dela. Foi quando já ia a sair que a Letícia
puxou-me pelo braço.
- Então?
- Então o quê?
- Namoram? - olhei-a
chocada.
- Deixa de ser parva
já te disse que somos só amigos.
- Pois, pois, é por
serem só amigos que o rapaz pediu para ir ter contigo ao quarto, não é?
- Estás louca - gargalhei
- é verdade que estamos próximos mas não
tanto como imaginas somos só amigos.
- Só o facto de
deixar que se aproxime já é muito bom.
- Lá estás tu -
ela olhou-me - deixa de ver coisas onde
não existem e agora vamos que tenho uma viagem para fazer.
- Desta escapas mas
não penses que te vês livre do assunto.
Não respondi mas ela acompanhou-me até à porta do apartamento
onde novamente nos despedimos e depois descemos até ao carro do Ruben, ele
colocou a mala na bagageira enquanto colocava o cinto no meu irmão que
teoricamente deveria ir na cadeira mas que não ia afinal a cadeira estava no
meu carro.
A viagem até ao apartamento do Ruben foi feita com muita
conversa à mistura uma vez que o meu pequeno estava curioso para saber qual o
destino de férias do Ruben, ele acabou por partilhar com o Martim o que deixou
o meu irmão feliz e por isso lá se calou.
Chegamos ao condomínio do seu prédio e a pedido do Martim
acabamos por subir, o meu irmão queria conhecer o apartamento do Ruben algo que
não incomodou minimamente o nosso amigo que fez a vontade ao meu irmão. Subimos
de elevador e connosco foi a nossa mala uma vez que entramos diretos da garagem
para os elevadores.
Enquanto o Ruben foi mostrar a casa ao meu irmão fiquei na
varanda, a vista era fantástica e foi quando estava perdida a apreciá-la que
senti uns braços a envolverem-me a cintura, não foi preciso olhar para saber de
quem seriam e muito menos fiz algo para fugir do Ruben.
- O meu irmão?
-perguntei-lhe.
- Pediu para ir á
casa de banho.
- Ah ok -
sorri-lhe.
- Não queres ficar
para jantar? - perguntou-me ao ouvido o que arrepiou-me.
- Não dá -
olhei-o - depois fica tarde para fazer a
viagem e amanhã o Martim tem aulas - ele suspirou.
- Queria tanto passar
mais umas horas contigo - sorri com o desabafo dele.
- Daqui a um mês já
vamos ter oportunidade para passarmos mais tempo juntos - falei ao
afastar-me ligeiramente dele.
- Não sei se aguento -
olhei-o - fazes-me falta - sorriu - afinal vou estar um mês sem ter ninguém
para implicar comigo - gargalhei.
- Temos sempre o
telemóvel ou a net e depois vais estar de férias a divertires-te por isso o
tempo vai passar sem dares conta.
- Talvez - falou
nada convicto e teria respondido mas o meu irmão apareceu.
- Mana, já estou
despachado - o Martim falou ao chegar junto de nós.
- Então despede-te do
Ruben - olhei-o - que temos de ir.
O Martim despediu-se do Ruben e quando chegou a minha vez
dei-lhe um abraço acompanhado de um beijinho no rosto.
- Tem juízo nessas
férias - ele gargalhou - a sério
diverte-te que bem precisas.
- Obrigado.
Tentei despedir-me dele mas o Ruben informou que descia connosco,
pegou nas chaves de casa e depois de sairmos fechou a porta.
- Não te esqueças de
avisar quando chegares - sorri.
- Fica descasado que
aviso e agora deixa-me ir caso contrário nunca mais chego a Braga - ele
sorriu.
- Olha que a ideia
não é má de todo.
- Piadinha, estás a
esquecer-te que o puto amanhã tem aulas.
- Pode sempre dar-lhe
uma dor de barriga repentina - gargalhei ao ouvi-lo.
- Deixa de ser parvo.
- Ok até porque não
quero que nada de mal aconteça ao Martim e agora vai lá embora - senti os
seus lábios do lado esquerdo do meu rosto - adoro-te - sussurrou-me ao ouvido o que deixou-me momentaneamente
sem saber o que responder por isso limitei-me a abrir a porta do condutor e a
entrar para o carro.
***
- Martim acorda –
chamei-o quando chegamos a Braga.
- Já chegamos?
- Sim meu lindo já chegamos – ele sorriu e depois de sair do carro
espreguiçou-se o que deu-me vontade de rir.
Retirei a mala do carro e entramos em casa, o Martim foi a
correr para o jardim porque viu o Nuno a dar toques numa bola e por isso
aproveitei para mandar uma mensagem ao Ruben a avisá-lo que tínhamos chegado
bem.
Estava na sala completamente no mundo da lua quando a voz da
Patrícia despertou-me para a realidade.
- Está tudo bem? O
fim-de-semana foi bom?
- Sim, surpreendente
mas bom – sorri.
- Ui o que é que se
passou por Lisboa?
- Nada de especial.
- Porquê que acho que
estás a tentar iludir-me?
- Simplesmente estou
contente por ter estado com os meus amigos.
- Presumo que esse
“estado com os meus amigos” – imitou-me – inclui o Ruben.
- Sim, estive com
ele, fui visitá-lo hoje de manhã e acabei por convidá-lo a almoçar comigo, com
o Martim e a madrinha dele.
- Como é que ele
está? O Nuno contou-me que ontem estava com uma azia tremenda por causa do
jogo.
- Está bem, a azia já
passou.
- E quanto ao resto?
- Qual resto?
- A ele andar
distraído conseguiste saber o motivo?
- Irra tanta pergunta
mas sim consegui falar com ele e para que fiques tranquila o Ruben já voltou ao
que era.
- Por algum motivo em
especial?
- Não, só resolveu o
que tinha para resolver.
- Ok, fico contente
por fazer que está bem.
A conversa ficou por ali uma vez que fui arrumar a mala no
meu quarto, aproveitei e deitei-me um pouco na cama, estava cansada mas
principalmente precisava de ficar sozinha e pensar no que foi as minhas últimas
horas, era isso que ocupava os meus pensamentos quando o Martim pediu licença
para entrar no quarto e assim que lhe dei saltou para cima da cama deitando-se
do meu lado.
- Mana o que tens?
- Nada meu piolho.
- Tás deitada e isso
não é normal – gargalhei ao ouvi-lo.
- A mana está só
cansada da viagem.
- Ah tá bom mas mana
tenho fome – voltei a gargalhar.
- Então anda lá que a
mana vai fazer o jantar mas arranja-te alguma coisa para comeres.
Fui até à cozinha com o meu pequeno e depois de lhe preparar
um pequeno lanche comecei a fazer o jantar, uma vez que a D. Joana estava de
folga. Estava entretida a terminar de colocar a comida nas travessas quando a
Patrícia entrou com o meu telemóvel na mão.
- Toma, isto está
farto de tocar.
- Quem é?
- O Ruben.
- Ah deixa aí na mesa
que depois ligo-lhe.
- O rapaz está farto
de tentar ligar-te pode ser importante.
- Não deve ser caso
de vida ou de morte, depois falo com ele.
- Lá sabes –
olhou-me – queres ajuda para levar isso?
- Se quiseres ajudar-me
aceito – ela sorriu e pegou em duas travessas.
Jantamos com muita conversa à mistura uma vez que o Martim
quis contar como tinha sido o fim-de-semana e no final fiquei a saber que eles
partiam de férias dentro de uma semana logo iria ficar com a casa toda só para
mim e para o Martim, algo que agradou-me afinal dentro de duas semanas faço
anos e assim não tinha que comemora-los com ninguém uma vez que detesto
fazê-lo.
Depois do jantar arrumei a cozinha e fiquei na brincadeira
com o Nuninho e com o Martim, mas quando chegou a hora de irem dormir fui
deitá-los, regressei à sala só para despedir-me do Nuno e da Patrícia porque
estava cansada e além disso ainda queria falar com o Ruben, liguei-lhe e
estivemos alguns minutos a jogar conversa fora para depois desligarmos com a
promessa que amanhã ele ligaria.
***
Os dias passaram e o momento de ver o meu pequenino a ir de
férias com os pais chegou, despedi-me deles, algo que o Martim também fez e
depois vimo-los a partir, a primeira coisa que o meu irmão pediu foi para lhe
fazer pipocas que queria ver um filme comigo, acabei por lhe fazer a vontade e
ficamos a tarde toda com o rabo sentado no sofá, só despertei para a realidade
quando ouvi o meu telemóvel, era o Ruben atendi e estivemos vários minutos a
jogar conversa fora até que o Martim pediu para falar por isso coloquei em alta
voz o que nos permitiu ficar os três a conversar o que proporcionou algumas
gargalhadas ao meu pequenino ou não fosse o Ruben só ter dito baboseiras.
Ruben
Apesar de estar de férias e longe de Portugal tenho falado
todos os dias com a Mariana é a única forma que encontrei para conseguir lidar
com a distância, sei que não temos nada, que somos só amigos mas a necessidade
de senti-la próxima de mim é enorme.
Tenho aproveitado estes dias para pensar imenso no que
fazer, sei que se chego a Portugal e lhe digo que gosto dela, que menti quando
perguntou que a Mariana se vai afastar mas a verdade é que está cada vez mais
difícil continuar com esta farsa, afinal cada vez tenho mais certezas que gosto
dela, que o que sinto é muito mais que mera atracção e talvez por isso o melhor
será mesmo ser sincero.
***
Hoje acordei bem-disposto afinal regresso a Portugal, mais
concretamente a Lisboa depois de umas férias solitárias que serviram para abstrair-me
dos problemas e recarregar energias. Cheguei ao aeroporto de Lisboa e à minha
espera tinha o meu irmão, cumprimentei-o e depois seguimos até à casa da nossa
mãe onde tinha à minha espera um almoço.
- Filho como correu
as férias?
- Bem, deu para descansar.
- Já deu para ver que
sim – olhei-a – vens animado.
- Ya.
- Então puto conta lá
isso é tudo porque as paisagens eram bonitas ou é porque encontraste distração
por lá?
- Mauro se quis ir
sozinho foi porque não queria companhia logo como é lógico não encontrei
distração nenhuma.
- Então e tens falado
com a Mariana? – olhei para o meu irmão.
- Sim porquê?
- Curiosidade.
- Hum ok.
-Então e como é que
ela está?
- Bem – não
alonguei muito a conversa porque não queria dar a entender que pudesse andar a
falar mais do que devia com a Mariana.
- Então e quando é
que regressas a Braga? – desta foi a minha mãe a perguntar.
- Talvez passe por lá
estes dias mas ainda não sei, porquê?
- Só para saber.
- É impressão minha
ou vocês estão estranhos?
- Nós? Não – o
meu irmão apressou-se a falar.
- Ok, digam de uma
vez o que se passa. – pedi
- Puto - olhei
para o meu irmão - quando é que admites
o que sentes pela Mariana - olhei-o.
- Que raio de
pergunta é essa?
- Mano, pediste para
dizermos o que se passa então fui directo à questão.
- Questão que não tem
razão de ser - tentei dar o assunto por terminado.
- Será que não tem?
Ruben, não é só a mãe que estranhou a vossa amizade, puto podes nem perceber
mas a verdade é que reages de forma diferente quando estás com a Mariana, já
para não falar no alívio que sentiste quando a Soraia acabou tudo.
- A Mariana não tem
nada que ver com o fim do meu namoro.
- Mano que não tenhas
admitido que ela mexe contigo enquanto namoravas com a Soraia até compreendo
mas agora estás livre por isso se gostas dela só tens que lutar pela rapariga,
pelo pouco que conheço da Mariana acho que deves arriscar, não tens nada a
perder.
- Mas quem é que te
disse a ti que gosto dela - olhei para a minha mãe afinal era a única a
quem tinha admitido tal coisa.
- Ninguém mas somos
irmãos logo conheço-te.
- Isso não te dá o
direito de te meteres nos meus assuntos.
- Tudo bem não
insisto mais mas apesar de não admitires sei que tenho razão e estás a ser
parvo em continuares a negar isso, ela é uma rapariga como outra qualquer, pode
não ter o mesmo nível de vida que actualmente tens mas tanto quanto sei nunca
foste de ligar a isso, aliás nem sempre tiveste o que tens hoje por isso qual é
o motivo que te impede de tentares algo.
- Mauro o problema
não é nem nunca foi dinheiro mas sim não ser correspondido, é verdade gosto da
Mariana cada vez mais se queres mesmo saber mas isso não adianta nada porque
não sou correspondido, ela só me vê como amigo e prefiro ter a amizade dela do
que não ter nada.
- Já tentaste falar com
ela?
- Falei com ela antes
de ir de férias e a Mariana foi bem explícita ao afirmar que sou só um amigo
por isso como é óbvio não lhe disse que gosto dela, aliás neguei quando ela o
perguntou.
- Filho a Mariana
questionou os teus sentimentos por ela?
- Sim porquê?
- Não te passou pela
cabeça que pode estar confusa e que talvez tenha sido essa a razão pela qual
perguntou o que sentias por ela.
- Mãe não diga isso
- suspirei - a última coisa que preciso
é agarrar-me a uma esperança falsa, a Mariana deixou bem nítido que não gosta
de mim da mesma forma.
- Continuo a dizer
que deverias ser honesto com ela.
- Mauro isso implica
dizer-lhe que menti quando antes de responder a Mariana avisou-me que a única
coisa que não perdoa é a mentira, chegar junto dela e dizer-lhe a verdade é o
mesmo que perdê-la como amiga.
- Puto não compliques
- olhei-o sem entender - não precisas
admitir que mentiste, só precisas dizer que durante estes quinze dias que
estiveram afastados que percebeste que o que sentes por ela é mais que amizade.
- Isso não é solução,
vou estar a mentir para encobrir outra mentira.
- Então diz a
verdade, diz que tiveste medo de a perder e que por isso negaste, ela pode não
gostar que lhe mintam mas se explicares a Mariana entende.
- Não sei.
- Devias falar com
ela e ser honesto mas a decisão será sempre tua.
- Neste momento não
vou remexer neste assunto ainda tenho uns dias de férias e vou aproveitar para
tentar organizar a confusão que vai na minha cabeça e coração depois logo
decido.
Eles já não insistiram mais e o resto do almoço serviu para
contar o que tinha sido os meus quinze dias e depois mostrei algumas fotos mas
foi quando cheguei a casa e comecei a desarrumar a mala que ao encontrar a
prenda do Martim lembrei-me dele e por isso liguei à Mariana, estive vários
minutos à conversa com ela mas acabei por pedir para falar com o miúdo, ela
cedeu e ouvi-a a chamar o puto, A Mariana acabou por deixá-lo sozinho pois
tinha que ir fazer qualquer coisa e por isso pudemos falar sem problemas foi no
meio da conversa que o Martim disse-me algo que não sabia e que fez alterar por
completo os meus planos, uma vez que fiquei a fazer que a Mariana faz anos
amanhã, pedi ao miúdo para não comentar com a irmã que tinha dito que fazia
anos algo que ele só aceitou depois de lhe explicar que queria fazer uma
surpresa.
Ainda fiquei um pouco à conversa com ele mas acabei por
desligar, tinha uma viagem até Braga para fazer e queria chegar antes da
Mariana se ir deitar.
Só tive tempo de avisar a minha mãe que iria até Braga algo
que a levou a perguntar imediatamente se a minha ida repentina a Braga tinha alguma
coisa a ver com a conversa que tínhamos tido ao qual respondi com a verdade,
que ia para Braga devido ao aniversário da Mariana mas que não estava a pensar
revelar o sentimento que tenho por ela.
Fiz viagem toda a pensar na Mariana, cheguei a Braga umas
horas depois e já à porta da casa do Nuno mandei mensagem.
Oi linda, quando o
Martim estiver a dormir manda mensagem para ligar-te preciso falar contigo mas
sem sermos interrompidos pelo puto.
Bjs:)
Esperei pela sua resposta que não tardou mas ao contrário do
que esperava não foi através de uma mensagem mas sim de um telefonema afinal já
eram mesmo horas do puto estar a dormir.
- Oi jeitoso– sorri ao ouvi-la – querias falar comigo?
- Quero mas para isso
abre a porta de casa.
- Como assim? – perguntou imediatamente levando-me a gargalhar
– estás
a gozar comigo, é?
- Não, estou a pedir
para abrires o portão para entrar com o carro para podermos falar pessoalmente,
isto se quiseres.
- Ruben, nem em Portugal estás quanto mais em Braga – gargalhei
até porque ela não sabia mesmo quando é que iria regressar a Lisboa.
- Mariana, abre o
portão ou então vem até cá fora.
- Estás a brincar comigo – voltei a sorrir principalmente
quando vi o portão a abrir.
- Estava difícil
abrires o portão – ela interrompeu-me.
- Estás mesmo cá – perguntou imediatamente levando-me a
gargalhar mas quando ia a responder percebi que já tinha desligado, aproveitei
para entrar com o carro e assim que o fiz encontrei-a à porta, sorri sozinho e
apressei-me a sair do carro.
- Estava complicado
acreditares em mim – falei ao aproximar-me dela, a Mariana olhava-me atenta
a todos os meus movimentos.
- O que é que estás
aqui a fazer? – sorri
- Resolvi visitar-te
a ti e ao Martim – estava agora diante dela a olhá-la atentamente quando a
Mariana falou.
- Posso saber o
motivo de teres regressado de férias mais cedo?
- Podes -
olhei-a - tive saudades tuas e do Martim
e como estava por Lisboa sem fazer nenhum vim passar o fim-de-semana a Braga
antes de ir de férias com a minha família.
- Pensava que ainda
não tivesses regressado a Portugal.
- Regressei hoje -
ela sorriu - e agora será que não mereço
um beijinho e um abraço da minha amiga.
- Tadinho dele quer
um abracinho é? - gargalhou.
- É e já agora um
beijinho também - ela sorriu para logo depois abraçar-me, senti-la de novo
junto do meu corpo fez com que o meu ritmo cardíaco aumentasse, a sensação de
tê-la nos meus braços ainda que só como amiga é algo único.
- Satisfeito? -
perguntou depois de dar-me o tal beijinho repenicado do lado esquerdo do meu
rosto.
- Ya - ela
sorriu.
- Anda vamos entrar
- esticou o braço e por isso dei-lhe a mão.
- O Martim já dorme?
– perguntei assim que entrei na sala.
- Já, ele hoje estava
cansado, por isso adormeceu mais cedo – ela sentou-se no sofá algo que
também fiz – mas conta como é que foram
as férias.
- Deu para descansar.
- Ainda bem – ela
sorriu e ficámos simplesmente vidrados um no outro como se estivéssemos só a
falar pelo olhar, perdi a noção do tempo que estivemos simplesmente a observar
o outro e só quando reparei nas horas é que percebi que já passava da
meia-noite, sorri o que fez com que ela perguntasse o motivo.
- Parabéns -
sorriu - pelas vinte sete primaveras.
- Como é que descobriste?
- O Martim comentou
comigo quando estive a falar com ele ao telemóvel.
- Foi por isso que
regressaste a Braga?
- Regressei
principalmente por ter saudades vossas e como já tinha decidido vir cá nos
próximos dias quando o Martim partilhou a novidade comigo não resisti e vim
imediatamente, só não tive foi tempo para comprar nada.
- Não digas
disparates a melhor prenda que podia receber já a deste quando decidiste vir
passar o dia do meu aniversário comigo.
- Quem te disse que
vim só por um dia? - ela olhou-me surpreendida - Linda, vim para passar mais que um dia.
- Mas estás de
férias.
- E? Lá porque estou
de férias não posso passar um fim-de-semana em Braga, é?
- Podes mas é em
Lisboa que tens a tua família e a maioria dos amigos.
- Mas é aqui que te
tenho a ti e ao Martim.
- O que é que queres
dizer com isso? - ouvir tal pergunta fez com que vacilasse e por momentos a
vontade de lhe dizer que para mim não era só uma amiga aumentou drasticamente
por isso mesmo não consegui falar - Ruben
o que é que se passa? - olhou-me - Parece
que queres dizer alguma coisa mas que por algum motivo não o fazes.
- É impressão tua.
- Será que é mesmo?
- O que é que queres
dizer com isso?
- Não sei o que se
passa mas estás estranho.
- Estou só cansado
- olhei-a - acho que vou até casa.
- Podes ficar cá afinal quartos não faltam.
- Hum acho que vou
aceitar o convite – ela sorriu.
- Então vou colocar
os lençóis na cama para ires descansar.
A Mariana levantou-se e saiu da sala mas acabei por
segui-la, ajudei-a a colocar os lençóis na cama e foi quando o estávamos a
fazer que inevitavelmente recordei todos os momentos de cumplicidade que
partilhamos no espaço onde dormi durante alguns meses.
Acabei por ter que despedir-me dela e assim que a Mariana
fechou a porta deitei-me na cama numa tentativa desesperada de conseguir
adormecer.
Será que o Ruben vai conseguir aguentar estar do lado da Mariana e não
lhe revelar a verdade?
Ai, meu Deus!! Então, quando é que o Ruru conta pra Mariana que o que sente por ela já passa da amizade? hum? Estou que não me aguento LOOL
ResponderEliminarNem precisa dizer que está maravilhoso não é? Quero mais! =)
Gabii.
Ahh isto soube-me a pouco!!
ResponderEliminarEntão nem uma prendinha?! é que nem que fosse um autocolante da área de serviço...
Isto de ele ficar por lá a dormir traz agua no bico com certeza!
Quero mais!!
Bjokinhas
Mariaa
porque estou com a sensaçao que esta noit irá ser bem longa? hum, a mariana ainda vai ter um dia de anos bem diferente dos outros, mas para acabar com as minhas suspeitas terei de esperar pelo proximo! :)
ResponderEliminarcomo sempre, este está maravilhoso e parece que tudo o que leio é pouco, isto está cada vez mais lindo! :)
ah, nao te enviei aquilo que te tinha dito pq acabei por adormecer mas vou tratar disso agora :)
beijinhos
fabuloso...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa pata ver o proximo...
continua...
Irá acontecer alguma coisa durante a noite? :p
ResponderEliminarQuero sabeer rápido! A Marianinha já vai dando umas abébias ao Rubinho, já se vai apercebendo, talvez...
Beijinhoo
Olá :)
ResponderEliminarAi quero o próximo MUITO rápido!
Beijinhos
Rita
http://letitbe-5.blogspot.pt/
Olá :)
ResponderEliminarAi quero o próximo MUITO rápido!
Beijinhos
Rita
http://letitbe-5.blogspot.pt/
ai que querido.. fazer tanto quilometro, depois de ter chegado de viagem so pra ir ter com a sua mais que tudo... AH e de facto a Mariana já está a ceder, espero e que ela nao volte atrás!
ResponderEliminarCheira-me que está próximo, quase... quase...
como já sabes, o capitulo está completamente AWESOME !!!
beijinho ENORME
Raquel
Uma pessoa espera e desespera com estes dois, mas quando é que ele pensa abrir o jogo com a Mariana? quando forem velhinhos? Ai Ruben Amorim, bandeia-te.
ResponderEliminarEspero que a noite seja muito boa conselheira, para os dois, que bem precisam.
Adorei, mas já sabes que agora quero saber como vai correr a noite.
Beijocas
Fernanda
Estou a desesperar por o Ruben contar tudo o que sente ou que aconteça algo entre eles...
ResponderEliminarquero mais
nao publicas hoje?
ResponderEliminarOlá linda, ainda li ontem mas estava a cair de sono e não comentei e hoje só agora cheguei...
ResponderEliminarAcho que estes meninos precisam de uma ajudinha... será que tem de ser o Martim que é uma criança a mete-los a conversar verdadeiramente... raios... e tranca-los num quarto??!!! Pode ser que resulte... :D
Espero cheia de esperanças para este dia ;)
Tenho de confessar que já via toda contente a pensar que tinha o capitulo 22...
Muito bom!
Quero mais!!!!
Beijinhos.
Olá!
ResponderEliminarIsto nao se faz! Mas nunca mais admitem o que sentem???
Fogo que desespero! xD
Quero o próximo e que de preferência venha com declaração!!!
Beijo
Ana