sábado, 16 de junho de 2012

031 - “…porquê que estás interessada em saber se quero casar pela igreja?”


Ruben

- Mariana sei que pode parecer estranho o que vou dizer, até porque mal te conhecemos e nem sequer falei com o Mauro sobre isso - olhamos todos para ela - mas o Rafael precisa de uma madrinha - sorri ao ouvi-la - de preferência alguém que o consiga calar já que o padrinho não consegue - o Mauro gargalhou - por isso gostava que ponderasses em aceitar seres a madrinha dele, namoras com o Ruben, são um casal e o meu filho já te escolheu afinal além do meu colo e do da avó só sossega ao teu.
- Agradeço o convite mas não posso aceitá-lo - olhei para ela.
- Porquê? - o meu irmão perguntou imediatamente.
- Porque para mim os padrinhos de um bebé devem ser alguém em quem os pais confiam.
- O que te leva a pensar que não confiamos em ti?
- Porque mal nos conhecemos.
- Mariana, posso só ter-te conhecido hoje mas já deu para perceber o enorme coração que tens, teres abdicado da tua vida pelo teu irmão quando só tinhas vinte anos só demonstra que não abandonas os teus, por isso o Rafael ficará muito bem servido no que toca à madrinha, já para não dizer que se o Ruben escolheu-te é porque só podes ser boa pessoa.
- Mesmo assim deveriam pensar noutra pessoa que já conheçam há mais tempo.
- O convite está feito, pensa e depois dás-nos uma resposta, pode ser? - olhou-me e talvez por ter percebido que queria que aceitasse respondeu que iria pensar.
Ficamos à conversa durante alguns minutos mas quando o meu sobrinho acordou para mamar acabamos por nos despedirmos deles e saímos.
- Mariana - chamei-a ao vê-la distante a olhar pelo vidro do carro - estás bem? - sorriu.
- Sim - colocou a mão na minha perna o que fez com que sorrisse.
- Então porquê que estás tão calada?
- Oh isso - voltou a sorrir - tenho saudades do tempo em que o Martim era bebé - suspirou - apesar das dificuldades que senti nessa época nunca vou esquecer os primeiros meses de vida dele, foi algo único.
- Foi nisso que estavas a pensar enquanto adormecias o meu sobrinho, não foi?
- Sim, sempre que tenho nos meus braços um ser tão pequenino lembro-me do Martim - olhou-me - tenho saudades desse tempo - sorriu.
- Isso não será o teu relógio biológico a falar mais alto? - olhou-me intrigada.
- Onde queres chegar com esta conversa? - gargalhei.
- Mariana respira porque não estou a pedir-te um filho - sorriu - a ideia agrada-me mas primeiro quero viver outras coisas do teu lado, acho que temos tempo para tudo - aproveitei que estava parado num sinal vermelho para a beijar - linda, o que estava a querer dizer é que talvez inconscientemente queiras ser mãe mas vivendo todas as fases, desde do planeamento da gravidez, à gravidez propriamente dita e depois ao que já tão bem conheces - não respondeu mas percebi que tinha ficado a pensar nas minhas palavras até ser interrompida pelo toque do seu telemóvel, atendeu e no final informou-me que a Letícia nos tinha convidado aos dois para jantar mas como ainda era cedo acabamos por ir até ao meu apartamento.
- O que é que estás a fazer? - perguntou-me quando percebeu que estava a retirar a sua mala da bagageira do carro.
- A levar a mala - olhei-a.
- Isso é alguma proposta indecente? - sorri.
- Se partilhares a cama com um puto de sete anos for uma proposta indecente, então sim, é - beijou-me - linda o que quis dizer é que podem ficar os dois cá e assim amanhã podemos dormir um pouco mais, isto se aceitares.
- Essa de dormir um pouco mais agrada - sorri - e só por isso é que vou aceitar o convite.
- Só há um problema assim pequenino - falei quando já estávamos no elevador - vais ter que colocar os lençóis na cama - gargalhou.
- Isso lá é problema - colocou os braços em volta do meu pescoço beijando-me - só tens que mostrar-me onde é esse quarto que trato já disso.
- Anda - dei-lhe a mão e entramos em casa, fui direto ao quarto que seria dela e do Martim durante a noite.
Entramos no quarto e depois de colocar a mala num canto fui buscar os lençóis, regressei e ajudei-me a coloca-los na cama para no final nos deitarmos.
- O que é que tens?
- Nada.
- Mariana, estás distraída - sorriu.
- Desculpa estava a pensar numa coisa.
- Posso saber no quê? - olhou-me.
- Ruben - sentou-se de frente para mim - ias casar com a Soraia porque ela fez questão ou porque era algo que querias mesmo? - sorri com a sua pergunta por não esperar que a Mariana estaria interessada em discutir esse assunto.
- O casamento para a Soraia seria mais pela festa em si mas para mim seria pela cerimónia religiosa mas porquê?
- Ou seja queres casar pela igreja?
- Gostava mas porquê que estás com esta conversa? - olhou-me mas não respondeu, voltou a deitar-se e ficou a olhar para o teto - Mariana - olhou-me - porquê que estás interessada em saber se quero casar pela igreja?
- Porque sim - mal acabou de falar tentou sair da cama mas não permiti isso agarrando-a pela cintura e obrigando-a a deitar-se novamente.
- Onde pensas que ias? - olhou-me - Mariana, não tinha intenção de falar em casamento contigo tão depressa porque sei que queres ir com calma mas isso não significa que não pense no assunto, só acho que temos muito tempo para falarmos e decidirmos conjuntamente se é isso que ambos queremos, não tenho pressa em casar até porque antes de unir a minha vida à tua quero aproveitar todos os momentos que pudermos ter como namorados, temos que nos conhecer primeiro e isso só é possível com o tempo, não tenho nada contra as pessoas que se conhecem num mês e casam logo nos meses seguintes mas para mim não faz sentido pularmos etapas só para provar a alguém que estamos juntos, se for para casar é por termos a certeza que é isso que queremos, entendes?
- Sim - olhou-me - já viveste com alguma namorada?
- Não.
- Porque nunca quiseste ou porque nunca se proporcionou?
- Sinceramente nem sei responder a isso nunca pensei muito nessa questão, quando namorava com a Soraia nunca ponderamos viver juntos antes de nos casarmos, é verdade que passávamos temporadas juntos mas viver mesmo em conjunto não, ela vinha passar uns dias aqui ou eu ia ter com ela mas nunca passou disso - beijei-a - agora explica o motivo pelo qual estás tão interessada nestas questões - pedi.
- Curiosidade.
- Só curiosidade? - ela sorriu.
- Ruben, estava curiosa para saber o que pensas a respeito destas questões mas isso não significa que esteja a pensar em casar ou viver contigo num futuro próximo, antes de pensarmos nisso preciso de ter outras garantias que neste momento ainda não as tenho.
- Quais?
- São várias mas a principal delas todas é se estás preparado para dividir a minha atenção e tempo com o Martim, agora ao início é tudo muito bonito mas com o passar dos meses pode tornar-se desgastante e é disso que tenho medo.
- Mariana, não considero que seja desgastante, é sim mais complicado porque não estás totalmente disponível para mim mas se entrarmos por aí não és só o Martim que poderá ser o responsável pelo desgaste da nossa relação, linda tenho uma profissão que não é propriamente normal, não posso ir de férias quando quero, irei com toda a certeza estar ausente em momentos que não seria suposto, tenho os jogos e estágios que obrigam-me a ficar distante de ti, entre tantas outras coisas, por isso é que digo que o namoro é importante para aprendermos a lidar com isso tudo e agora que estamos a falar sobre o assunto talvez tenha sido mesmo este o motivo pelo qual a minha relação com a Soraia não resultou, nós nunca conseguimos encontrar um verdadeiro ponto de equilíbrio.
- O que queres dizer com isso?
- Mariana, a Soraia tinhas objetivos de vida diferente dos meus e em determinados momentos notava-se mais, tentamos mudar isso e até conseguimos alterar alguns pontos em que chocávamos mas não foi suficiente, tanto que acabei por ir encontrar em ti aquilo que procurava nela, apoio e compreensão, talvez tenha sido isso que contribuiu para apaixonar-me por ti sem ter dado conta e quando percebi já não havia volta a dar.
Ela não respondeu e por isso dedicamos os minutos seguintes à troca de mimos que por entre brincadeiras se intensificaram mas sem perdermos o controlo. Já estávamos naquilo há algum tempo quando a Mariana avisou que seria melhor irmos ter com o Martim, concordei e por isso saímos do meu apartamento com destino ao da Letícia.

Mariana

Não sei o que me deu para falar com o Ruben sobre casamento e viver juntos só sei que senti necessidade de esclarecer as minhas dúvidas, precisava de saber ao certo o que pensa sobre esses assuntos e quando obtive os esclarecimentos todos ficamos numa de namorar até irmos ter com o meu piolho.
- Finalmente - a Letícia implicou mal abriu a porta - deves ter andado muito ocupada - sorrimos.
- Deixa de ser embirrenta.
- Deixo, deixo mas confirma lá a dúvida que tenho - olhei-a - vocês já se decidiram ou nem por isso?
- Já - confirmei no mesmo instante que o Ruben abraçou-me para logo depois ter unido os meus lábios aos dele - satisfeita?
- Desde que estejas bem fico sempre satisfeita - olhou para o Ruben - ainda te lembras do aviso que te fiz, certo?
- Sim, fica descansada que não tenciono magoar a tua amiga.
Teríamos continuado à conversa mas o Martim apareceu na sala e ao ver-nos sentados no sofá atirou-se para cima de nós, o que originou algumas brincadeiras mas foi quando saí da sala que ela veio atrás.
- Precisas de alguma coisa? -perguntei quando já estávamos na cozinha.
- Sim, quero falar contigo.
- Diz.
- Mariana, tu e o Ruben, namoram desde quando? - sorri com a pergunta.
- Já dura a algumas semanas mas só recentemente é que consegui apelidar o que temos de namoro.
- Porquê?
- Porque no dia que ele pediu-me em namoro para mim ainda era muito cedo para batizar o que tínhamos por namoro.
- Então o que é que mudou desde esse dia?
- Se queres saber nada - olhou-me - simplesmente decidi deixar os medos de lado e viver isto que estou a sentir sem pensar muito em como pode terminar.
- O Ruben deu-te mesmo a volta a essa cabecinha - sorriu.
- O Ruben não deu a volta a nada, simplesmente tem provado dia para dia que não tenho razões para não viver o que estamos a sentir neste momento, além disso aceita o Martim por isso o mínimo que posso fazer é não lhe dificultar a tarefa de provar-me que estou errada na forma como penso no que respeita às relações.
- Isso já é uma grande vitória.
- Sim, é mas mesmo assim continuo a querer ir com muita calma.
- O Ruben se te amar mesmo espera o tempo que for preciso e sinceramente acho que gosta imenso de ti logo não terás problemas com isso, até digo mais vais acabar por ceder muito mais cedo do que pensas - olhei-a - Mariana, podes não reparar mas quem te conhece bem, como eu, vê a milhas de distância que o Ruben toca-te de uma forma diferente, não sei explicar mas com ele estás sempre serena ou seja confias mesmo no Ruben logo quando menos esperares esse medo de sofrer irá desaparecer completamente e aí poderás aproveitar o namoro de forma completa.
- Letícia - sentei-me numa cadeira e a minha amiga noutra - gosto mesmo dele mas mesmo assim ainda há uma parte de mim que não deixa que aproveite completamente o namoro, por muito que diga que ama-me continuo a achar que ainda é muito cedo para o Ruben ter certezas quanto ao que sente por mim.
- Mariana, pelo que contaste e ao contrário de ti, o Ruben apaixonou-se por ti muito antes de o ter admitido, foi algo que não planeou e muito menos percebeu que estava a começar a confundir amizade com algo mais, foi até não aguentar mais e ter acabado por admitir que gosta de ti, por isso não é de admirar que o rapaz diga que te ama, amiga nestas últimas semana aproximaram-se mais, o que contribuiu para o rapaz perceber que o que sente é muito mais do que atração ou mero gostar, o Ruben já teve tempo suficiente para descortinar os seus sentimentos ao contrário de ti que só depois da cena de ciúmes dele, de se afastarem e de terem andado umas semanas sem quase falar é que começaste a perceber a falta que te fazia, só nessa altura é que conseguiste descortinar que não sentias só a falta de um amigo mas sim de um amigo especial, é normal que andes confusa e sem saber gerir todas as emoções e sensações novas que sentes sempre que o Ruben te beija, abraça, diga que te ama mas não deixes de viver só porque tens medo que no fim vá cada um para o seu lado, Mariana o Ruben não é o Bruno e muito menos o outro otário, por isso não tenhas medo deixa simplesmente acontecer e vais ver que daqui a uns meses estão ainda mais unidos e felizes.
- O Ruben diz o mesmo.
- Como assim?
- Diz para deixar rolar que irá acontecer normalmente - olhou-me.
- Estás a falar do evoluir do teu sentimento ou da outra coisa que nós as duas sabemos - sorriu.
- Estou a falar das duas.
- Contaste-lhe?
- Que sou virgem? - não a deixei responder - Sim, contei o Ruben já tinha desconfiado muito antes de termos alguma coisa, aliás chegou a perguntar-me com as letras todas e mais que uma vez mas nunca lhe confirmei, só depois de termos começado a namorar é que lhe disse.
- Espera aí - sorriu de forma traçada - o Ruben para desconfiar disso é porque antes de admitirem o que sentem um pelo outro deve ter-se passado alguma coisa, certo? - perguntou curiosa.
- Muitos momentos de conversas e brincadeiras.
- O que é que não estás a contar?
- Nada.
- Como se não te conhecesse, vá desembucha-te.
- Quando ainda namorava com a Soraia houve uma noite que fui ao seu quarto e por entre algumas brincadeiras quase nos beijamos - esbugalhou os olhos - depois disso o Ruben insinuou que era virgem não respondi e o assunto morreu mas ele voltou a perguntar se tinha razão no dia que a Soraia terminou tudo, nesse dia o Ruben foi ter comigo porque precisava de falar e acabamos por ir até ao Bom Jesus, entre muita conversa voltou a perguntar e mais uma vez fugi ao assunto, só quando já andávamos é que lhe confirmei que tinha razão, isto depois de uma conversa em que abordamos a nossa adolescência bem como as anteriores relações.
- Ó rapariga e com tudo isto nunca percebeste que o rapaz gostava de ti?
- Não para mim éramos só amigos, ele precisava de desabafar e eu ouvia, nunca passou-me pela cabeça que pudesse estar a apaixonar por mim.
- És mesmo tapadinha.
- Deixa de gozar, sabes bem que não andava à procura de uma relação e para mim o Ruben era só um amigo.
- Esclarece-me uma coisa - olhei-a - tu e o Ruben já andaram a falar do pequeno detalhe de nunca teres estado com um rapaz, assim só por acaso não andas a pensar demasiado nisso? - sorri ao ouvi-la.
- O que é que queres saber?
- Vocês já - gargalhei ao ver a sua cara.
- Não mas já falamos abertamente sobre isso.
- Jura?
- Pára de gozar e sim já falamos, estávamos a falar e quando reparei a minha virgindade virou tema principal - sorriu.
- Sabes o que acho?
- Diz.
- Que há muito que vocês se apaixonaram um pelo outro - olhei-a - talvez mesmo desde o primeiro dia que se viram, essa tua implicância com ele e o Ruben ter insistido tanto até teres deixado que se aproximasse não é normal, provavelmente se o rapaz não estivesse noivo tinham reconhecido muito antes o sentimento que andaram a querer esconder mas que acabou por vir ao de cima. Mariana, vocês andaram durante meses a cozinhar esse amor que sentem como amizade quando no fundo era muito mais, só admitiram quando não conseguiram disfarçar mais para vocês mesmo porque para quem vos conhece há muito que percebemos que não era só amizade, aliás não é normal enfiares-te no quarto com um rapaz muito menos na cama dele e pelo que contaste hoje visitaste muito o quarto dele ainda que como amiga, além disso os abraços, sorrisos, os beijinhos no rosto, as trocas de olhares nada disso era normal.
- Não sei e agora também não interessa, aconteceu porque tinha que acontecer e se queres mesmo saber não estou minimamente incomodada muito pelo contrário vou viver este sentimento na totalidade se no final bater com a cabeça bati mas pelo menos vivi que é coisa que ainda nunca fiz, tenho pensado sempre no Martim, ele é e será sempre a minha prioridade mas vou ter que aprender a incluir o Ruben também.
- Gosto disso - assim que ouvi a voz do Ruben olhei imediatamente para a porta e encontrei-o de sorriso no rosto a olhar-me.
- Estava aí há muito tempo?
- Acabei de chegar - aproximou-se ficando do meu lado - mas ainda ouvi a última parte do que falaste - sorriu.
- Não sabes que é feio ouvir as conversas das outras pessoas?
- Também é feio falar das pessoas pelas costas e foi isso que as meninas tiveram a fazer este tempo todo - a Letícia sorriu já o Ruben deitou a língua de fora.
- Piada - olhei-o - fica a saber que não falei mal do menino.
- Também não tens como - sorriu.
- Deixa de ser convencido e diz lá porquê que vieste até à cozinha.
- Senti saudades de uma certa menina - falou ao olhar-me nos olhos.
- Ui que ele está a precisar de colinho - sorriu.
- Não é bem colinho.
- Ai não? Então é mesmo do quê - não consegui continuar a falar porque o Ruben uniu os nossos lábios mas acabou sentado no meu colo - para quem não queria colo - suspirou levando a Letícia a sorrir - isso está mau.
- A culpa é tua - beijou-me demoradamente - que dás comigo em louco.
- Deixa de ser exagerado e já agora onde é que deixaste o meu irmão?
- O puto foi à casa de banho.
- Hum, ok.
Ainda trocamos mais algumas palavras bem como mimos mas fomos surpreendidos pela entrada do Martim na cozinha que ao ver o Ruben sentado no meu colo deu-lhe para os ciúmes.
- A mana é minha sai do colo dela - a Letícia sorriu já o Ruben olhou-me talvez numa tentativa de perceber se tinha ficado chateada por termos sido apanhados pelo puto.
- Martim modera a forma como estás a falar.
- Ó mana o que é que ele tá a fazer no teu colo?
- Porquê? Não pode, é?
- Não, o teu colo é meu - o Ruben levantou-se e o Martim não perdeu tempo a sentar-se - tu és minha mana não dele.
- Piolho tens razão sou tua mana mas também sou amiga do Ruben não tem mal ele estar no meu colo.
- Tem porque tu és só minha - o Ruben olhava-nos atento - ele quer colo não mandasse a Soraia embora.
- Martim pede desculpas ao Ruben que isso não é forma de falares e muito menos de um assunto que não é teu.
- Tás a ralhar comigo por causa dele.
- Não, estou a ralhar contigo porque estás a ser mal-educado para um amigo.
- Se ele fosse meu amigo não roubava a mana de mim - olhámos todos para o puto sem entender o que quis dizer.
- Martim o que queres dizer com isso? - perguntei calmamente.
- Foi por culpa dele que não passaste o dia comigo e com a madrinha - doeu ouvir tal coisa o que foi visível tanto ao Ruben que baixou o olhar como à Letícia que ficou à espera de uma reação minha.
- Porquê que estás com esta conversa agora?
- Porque agora só queres saber do Ruben - olhei-o.
- Piolho a mana gosta muito de ti não precisas ter medo que ninguém vai mudar isso.
- Mas hoje ainda não brincaste comigo - fez beicinho - fiquei com a madrinha para ires sair com o Ruben e agora tas aqui na cozinha com eles, não quiseste saber de mim.
- Martim isso não é verdade.
- É sim.
- Não é nada, lindo a mana foi com o Ruben e tu não te importaste de ficar com a madrinha vocês até foram ao jardim zoológico e quando chegamos a mana teve contigo mas depois veio beber água e acabou por ficar na conversa com a Letícia porque sabia que estavas na brincadeira com o Ruben, foi só por isso. Amor, a mana nunca vai deixar de gostar de ti.
- Mas tu és minha e eu não gosto de ver o Ruben ao teu colo.
- Porquê?
- Porque depois só queres saber dele é como a madrinha quando o Rui tá com a gente também se esquece de mim quando ele começa aos beijinhos com ela.
- Martim mas a madrinha e o Rui são namorados - desviei o olhar para o Ruben - é normal que quando estão juntos queiram dar beijinhos mas não podes dizer que a madrinha se esquece de ti porque isso não é verdade, tal como a mana nunca se vai esquecer de ti.
- Mana se gostas de mim não deixes nunca mais o Ruben se sentar no teu colo porque o teu colo é só meu.
- Lindo não vou fazer isso - olhou-me com cara de chateado - amor, a mana é muito mas mesmo muito amiga do Ruben e não vai ser porque estás com ciúmes dele que vou afastar-me do Ruben, tens que entender que a mana tem direito a ter amigos como tu tens os teus mas não é por isso que vou deixar de gostar de ti, Martim a única coisa que a mana pode pedir ao Ruben é que não se sente ao meu colo quando estiveres connosco e aí podes ficar o tempo todo no meu colo mas a mana não vai nunca afastar-se do Ruben ou proibi-lo de se sentar nas minhas pernas porque queres.
- Porquê? Tu és minha mana não dele.
- Martim explica à mana o motivo pelo qual está a implicar com o Ruben quando sei que adoras brincar com ele e o consideras um amigo.
- Porque, porque tenho medo pronto já disse.
- Medo?
- Sim medo que ele roube a mana de mim.
Não consegui dizer nada fiquei uns segundos a olhá-lo e quando ia a abrir a boca já o puto tinha saído porta fora, levantei-me para ir atrás dele mas o Ruben impediu-me de o fazer.
- Deixa-me ir falar com ele - pediu-me ao envolver-me nos seus braços.
- Não sei se é boa ideia.
- Posso tentar pelo menos? - suspirei.
- Isso só vai piorar a situação - o Ruben interrompeu-me
- Mariana por muito que tentes explicar que não o vais trocar por mim ele não vai ouvir porque embirrou nisso, só estou a pedir uns minutos com ele, deixa-me tentar falar com o puto se não resultar afasto-me de vocês - ouvi-lo a colocar a hipótese de se afastar afetou-me mais do que seria suposto e não consegui evitar que as lágrimas molhassem o meu rosto - linda amo-te por isso não vai ser os ciúmes de um puto de sete anos que vai destruir o que sinto mas se tiver que afastar-me de ti enquanto tivermos diante dele afasto-me, foi isso que quis dizer - abraçou-me ainda mais beijando-me demoradamente o que acalmou-me imediatamente - amo-te minha tonta - sorriu - mas agora vou falar com o puto - tentou afastar-se mas voltei a puxá-lo para mim unindo novamente as nossas bocas.
- Posso ir contigo?
- Preferia falar a sós com ele mas se quiseres vir não vou opor-me a isso.
- Ruben, tem cuidado com o que vais dizer - sorriu.
- Fica descansada que não lhe vou dizer que namoramos, essa parte deixo para ti - beijou-me - e será revelado quando quiseres.
- Ok, vai lá então - o Ruben antes de sair ainda voltou a beijar-me e quando saiu ouvi a minha amiga.
- Ainda tens dúvidas que se amam? Amiga, desesperaste assim que ouviste o Ruben a falar em afastar-se e depois a atitude dele só prova que está contigo para valer caso contrário teria ignorado os ciúmes do puto.
Não respondi uma vez que saí da cozinha precisava de ouvir a conversa daqueles dois e por isso fui procurá-los mas acabei por ser seguida pela Letícia, encontramo-los aos dois na sala e por isso ficamos no corredor remetidas ao silêncio a ouvir a conversa dos dois.

Como irá correr a conversa? Irá o Martim compreender?

*****

Desculpem nestes últimos dias não ter publicado com a mesma frequência mas foi impossível. O próximo mês vai ser igualmente complicado mas tentarei passar por cá sempre que conseguir, espero que não desistem de ler a FIC e de darem a vossa opinião pois é sempre importante. Aliás gostava que se manifestassem neste capítulo e dissessem como gostariam que corresse a conversa do Martim com o Ruben.

Beijinhos e até breve :)

9 comentários:

  1. Adorei :D Estes dois já nao podem ficar um sem o outro! E o Martim cheira-me qe não vai ser fácil, essa conversa não sei se será fácil, mas confio plenamente nas tuas ideias e de certeza qe virá daí um capitulo muito bom como todos os outros.
    Beijinhoo

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  2. Adorei o capítulo do princípio ao fim!!
    Só não achei piada a não saber como vai correr conversa do ruben.
    Como vai ter um tempo complicado pela frente bem podiadar uns capítulos extra agora ;-)
    A conversa entre o Ruben e o Martim vai correr obviamente bem, mas acredito que o Ruben sofra um bocadinho durante a mesma porque o miúdo não está nada disposto a dividir as atenções da irmã
    Bjokinhas
    Mariaa

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  3. Olá : )
    Adorei o capítulo (como sempre :p)
    Espero o próximo ;)
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  4. Olá :)
    Fiquei feliz por ter mais um capitulo e claro que não vamos desistir da fic,não estamos malucas a este ponto xD
    E quando à conversa de Homens :P espero que corra bem ,mas concordo com a Maria se ele sofresse um pouco com um Martim até que era divertido xD
    Fico à espera de o próximo :P
    Beijinhos
    Rita

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  5. magnifico como ja nos abituaste...

    quero mais... tou super curiosa para ver o proximo...

    continua...

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  6. Muito bom!!! Mas eu só consigo pensar na conversa daqueles dois... eu quero saber como vai ser com o Martim, rápido!!!!
    Adoro!!!
    Beijinhos.

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  7. espero que esse breve seja mesmo breve ! ahah
    bem, o que e que eu posso dizer deste capitulo?! 'odiei' como sempre, estava mesmo 'detestável'.... LOOL
    este fim de semana promete! começou bem e tem que terminar ainda melhor com a conversa entre o ruben e o martim a correr bem xD

    agora a serio... adorei o capitulo (as always...) e estou ansiosa por mais :)

    beijinho enorme

    Raquel

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  8. Afinal o meu palpite tava certo, a pergunta para a Mariana era mesmo o convite para ser madrinha do Rafael, mas ela é tão casmurra que não sei se irá aceitar, mas ao menos vai pensar no assunto o que já não é mau.
    Adorei, mas o calvário deles tá só no início, o Martim não vai ser nada fácil, afinal ele nunca dividiu a mana com ninguém e agora aparece-lhe este marmanjo no caminho...ai Amorim, Amorim, vamos ver se tens paciência para as birras do puto. O primeiro teste é esta conversa que promete... mas como eles até falam a mesma lingua, sim porque o Amorim também é amigo de fazer a sua birra e de ter a sua crise de ciúmes, pode ser que ele se safe com o puto.
    Mas como é lógico para sabermos o que vai acontecer nesta conversa precisamos, urgentemente do próximo capitulo, por isso menina Caty, quando puderes dá corda aos dedinhos.

    Beijocas

    Fernanda

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