Ruben
- Mariana sei que
pode parecer estranho o que vou dizer, até porque mal te conhecemos e nem
sequer falei com o Mauro sobre isso - olhamos todos para ela - mas o Rafael precisa de uma madrinha -
sorri ao ouvi-la - de preferência alguém
que o consiga calar já que o padrinho não consegue - o Mauro gargalhou - por isso gostava que ponderasses em aceitar
seres a madrinha dele, namoras com o Ruben, são um casal e o meu filho já te
escolheu afinal além do meu colo e do da avó só sossega ao teu.
- Agradeço o convite
mas não posso aceitá-lo - olhei para ela.
- Porquê? - o meu
irmão perguntou imediatamente.
- Porque para mim os
padrinhos de um bebé devem ser alguém em quem os pais confiam.
- O que te leva a
pensar que não confiamos em ti?
- Porque mal nos
conhecemos.
- Mariana, posso só
ter-te conhecido hoje mas já deu para perceber o enorme coração que tens, teres
abdicado da tua vida pelo teu irmão quando só tinhas vinte anos só demonstra
que não abandonas os teus, por isso o Rafael ficará muito bem servido no que
toca à madrinha, já para não dizer que se o Ruben escolheu-te é porque só podes
ser boa pessoa.
- Mesmo assim
deveriam pensar noutra pessoa que já conheçam há mais tempo.
- O convite está
feito, pensa e depois dás-nos uma resposta, pode ser? - olhou-me e talvez
por ter percebido que queria que aceitasse respondeu que iria pensar.
Ficamos à conversa durante alguns minutos mas quando o meu
sobrinho acordou para mamar acabamos por nos despedirmos deles e saímos.
- Mariana -
chamei-a ao vê-la distante a olhar pelo vidro do carro - estás bem? - sorriu.
- Sim - colocou a
mão na minha perna o que fez com que sorrisse.
- Então porquê que
estás tão calada?
- Oh isso -
voltou a sorrir - tenho saudades do
tempo em que o Martim era bebé - suspirou - apesar das dificuldades que senti nessa época nunca vou esquecer os primeiros
meses de vida dele, foi algo único.
- Foi nisso que
estavas a pensar enquanto adormecias o meu sobrinho, não foi?
- Sim, sempre que
tenho nos meus braços um ser tão pequenino lembro-me do Martim - olhou-me -
tenho saudades desse tempo - sorriu.
- Isso não será o teu
relógio biológico a falar mais alto? - olhou-me intrigada.
- Onde queres chegar
com esta conversa? - gargalhei.
- Mariana respira
porque não estou a pedir-te um filho - sorriu - a ideia agrada-me mas primeiro quero viver outras coisas do teu lado,
acho que temos tempo para tudo - aproveitei que estava parado num sinal
vermelho para a beijar - linda, o que
estava a querer dizer é que talvez inconscientemente queiras ser mãe mas
vivendo todas as fases, desde do planeamento da gravidez, à gravidez
propriamente dita e depois ao que já tão bem conheces - não respondeu mas
percebi que tinha ficado a pensar nas minhas palavras até ser interrompida pelo
toque do seu telemóvel, atendeu e no final informou-me que a Letícia nos tinha
convidado aos dois para jantar mas como ainda era cedo acabamos por ir até ao
meu apartamento.
- O que é que estás a
fazer? - perguntou-me quando percebeu que estava a retirar a sua mala da
bagageira do carro.
- A levar a mala
- olhei-a.
- Isso é alguma
proposta indecente? - sorri.
- Se partilhares a
cama com um puto de sete anos for uma proposta indecente, então sim, é -
beijou-me - linda o que quis dizer é que
podem ficar os dois cá e assim amanhã podemos dormir um pouco mais, isto se
aceitares.
- Essa de dormir um
pouco mais agrada - sorri - e só por
isso é que vou aceitar o convite.
- Só há um problema
assim pequenino - falei quando já estávamos no elevador - vais ter que colocar os lençóis na cama
- gargalhou.
- Isso lá é problema
- colocou os braços em volta do meu pescoço beijando-me - só tens que mostrar-me onde é esse quarto que trato já disso.
- Anda - dei-lhe
a mão e entramos em casa, fui direto ao quarto que seria dela e do Martim
durante a noite.
Entramos no quarto e depois de colocar a mala num canto fui
buscar os lençóis, regressei e ajudei-me a coloca-los na cama para no final nos
deitarmos.
- O que é que tens?
- Nada.
- Mariana, estás
distraída - sorriu.
- Desculpa estava a
pensar numa coisa.
- Posso saber no quê?
- olhou-me.
- Ruben -
sentou-se de frente para mim - ias casar
com a Soraia porque ela fez questão ou porque era algo que querias mesmo? -
sorri com a sua pergunta por não esperar que a Mariana estaria interessada em
discutir esse assunto.
- O casamento para a
Soraia seria mais pela festa em si mas para mim seria pela cerimónia religiosa
mas porquê?
- Ou seja queres
casar pela igreja?
- Gostava mas porquê
que estás com esta conversa? - olhou-me mas não respondeu, voltou a
deitar-se e ficou a olhar para o teto - Mariana
- olhou-me - porquê que estás interessada
em saber se quero casar pela igreja?
- Porque sim -
mal acabou de falar tentou sair da cama mas não permiti isso agarrando-a pela
cintura e obrigando-a a deitar-se novamente.
- Onde pensas que
ias? - olhou-me - Mariana, não tinha
intenção de falar em casamento contigo tão depressa porque sei que queres ir
com calma mas isso não significa que não pense no assunto, só acho que temos
muito tempo para falarmos e decidirmos conjuntamente se é isso que ambos
queremos, não tenho pressa em casar até porque antes de unir a minha vida à tua
quero aproveitar todos os momentos que pudermos ter como namorados, temos que
nos conhecer primeiro e isso só é possível com o tempo, não tenho nada contra
as pessoas que se conhecem num mês e casam logo nos meses seguintes mas para
mim não faz sentido pularmos etapas só para provar a alguém que estamos juntos,
se for para casar é por termos a certeza que é isso que queremos, entendes?
- Sim - olhou-me
- já viveste com alguma namorada?
- Não.
- Porque nunca
quiseste ou porque nunca se proporcionou?
- Sinceramente nem
sei responder a isso nunca pensei muito nessa questão, quando namorava com a
Soraia nunca ponderamos viver juntos antes de nos casarmos, é verdade que
passávamos temporadas juntos mas viver mesmo em conjunto não, ela vinha passar
uns dias aqui ou eu ia ter com ela mas nunca passou disso - beijei-a - agora explica o motivo pelo qual estás tão
interessada nestas questões - pedi.
- Curiosidade.
- Só curiosidade?
- ela sorriu.
- Ruben, estava
curiosa para saber o que pensas a respeito destas questões mas isso não
significa que esteja a pensar em casar ou viver contigo num futuro próximo,
antes de pensarmos nisso preciso de ter outras garantias que neste momento
ainda não as tenho.
- Quais?
- São várias mas a
principal delas todas é se estás preparado para dividir a minha atenção e tempo
com o Martim, agora ao início é tudo muito bonito mas com o passar dos meses
pode tornar-se desgastante e é disso que tenho medo.
- Mariana, não
considero que seja desgastante, é sim mais complicado porque não estás
totalmente disponível para mim mas se entrarmos por aí não és só o Martim que
poderá ser o responsável pelo desgaste da nossa relação, linda tenho uma
profissão que não é propriamente normal, não posso ir de férias quando quero,
irei com toda a certeza estar ausente em momentos que não seria suposto, tenho
os jogos e estágios que obrigam-me a ficar distante de ti, entre tantas outras
coisas, por isso é que digo que o namoro é importante para aprendermos a lidar
com isso tudo e agora que estamos a falar sobre o assunto talvez tenha sido
mesmo este o motivo pelo qual a minha relação com a Soraia não resultou, nós
nunca conseguimos encontrar um verdadeiro ponto de equilíbrio.
- O que queres dizer
com isso?
- Mariana, a Soraia
tinhas objetivos de vida diferente dos meus e em determinados momentos
notava-se mais, tentamos mudar isso e até conseguimos alterar alguns pontos em
que chocávamos mas não foi suficiente, tanto que acabei por ir encontrar em ti
aquilo que procurava nela, apoio e compreensão, talvez tenha sido isso que
contribuiu para apaixonar-me por ti sem ter dado conta e quando percebi já não
havia volta a dar.
Ela não respondeu e por isso dedicamos os minutos seguintes
à troca de mimos que por entre brincadeiras se intensificaram mas sem perdermos
o controlo. Já estávamos naquilo há algum tempo quando a Mariana avisou que
seria melhor irmos ter com o Martim, concordei e por isso saímos do meu
apartamento com destino ao da Letícia.
Mariana
Não sei o que me deu para falar com o Ruben sobre casamento
e viver juntos só sei que senti necessidade de esclarecer as minhas dúvidas,
precisava de saber ao certo o que pensa sobre esses assuntos e quando obtive os
esclarecimentos todos ficamos numa de namorar até irmos ter com o meu piolho.
- Finalmente - a
Letícia implicou mal abriu a porta - deves
ter andado muito ocupada - sorrimos.
- Deixa de ser
embirrenta.
- Deixo, deixo mas
confirma lá a dúvida que tenho - olhei-a - vocês já se decidiram ou nem por isso?
- Já - confirmei
no mesmo instante que o Ruben abraçou-me para logo depois ter unido os meus
lábios aos dele - satisfeita?
- Desde que estejas
bem fico sempre satisfeita - olhou para o Ruben - ainda te lembras do aviso que te fiz, certo?
- Sim, fica
descansada que não tenciono magoar a tua amiga.
Teríamos continuado à conversa mas o Martim apareceu na sala
e ao ver-nos sentados no sofá atirou-se para cima de nós, o que originou
algumas brincadeiras mas foi quando saí da sala que ela veio atrás.
- Precisas de alguma
coisa? -perguntei quando já estávamos na cozinha.
- Sim, quero falar
contigo.
- Diz.
- Mariana, tu e o
Ruben, namoram desde quando? - sorri com a pergunta.
- Já dura a algumas
semanas mas só recentemente é que consegui apelidar o que temos de namoro.
- Porquê?
- Porque no dia que
ele pediu-me em namoro para mim ainda era muito cedo para batizar o que
tínhamos por namoro.
- Então o que é que
mudou desde esse dia?
- Se queres saber
nada - olhou-me - simplesmente
decidi deixar os medos de lado e viver isto que estou a sentir sem pensar muito
em como pode terminar.
- O Ruben deu-te
mesmo a volta a essa cabecinha - sorriu.
- O Ruben não deu a
volta a nada, simplesmente tem provado dia para dia que não tenho razões para
não viver o que estamos a sentir neste momento, além disso aceita o Martim por
isso o mínimo que posso fazer é não lhe dificultar a tarefa de provar-me que
estou errada na forma como penso no que respeita às relações.
- Isso já é uma
grande vitória.
- Sim, é mas mesmo
assim continuo a querer ir com muita calma.
- O Ruben se te amar
mesmo espera o tempo que for preciso e sinceramente acho que gosta imenso de ti
logo não terás problemas com isso, até digo mais vais acabar por ceder muito
mais cedo do que pensas - olhei-a - Mariana,
podes não reparar mas quem te conhece bem, como eu, vê a milhas de distância
que o Ruben toca-te de uma forma diferente, não sei explicar mas com ele estás
sempre serena ou seja confias mesmo no Ruben logo quando menos esperares esse
medo de sofrer irá desaparecer completamente e aí poderás aproveitar o namoro
de forma completa.
- Letícia -
sentei-me numa cadeira e a minha amiga noutra - gosto mesmo dele mas mesmo assim ainda há uma parte de mim que não
deixa que aproveite completamente o namoro, por muito que diga que ama-me
continuo a achar que ainda é muito cedo para o Ruben ter certezas quanto ao que
sente por mim.
- Mariana, pelo que
contaste e ao contrário de ti, o Ruben apaixonou-se por ti muito antes de o ter
admitido, foi algo que não planeou e muito menos percebeu que estava a começar
a confundir amizade com algo mais, foi até não aguentar mais e ter acabado por
admitir que gosta de ti, por isso não é de admirar que o rapaz diga que te ama,
amiga nestas últimas semana aproximaram-se mais, o que contribuiu para o rapaz
perceber que o que sente é muito mais do que atração ou mero gostar, o Ruben já
teve tempo suficiente para descortinar os seus sentimentos ao contrário de ti
que só depois da cena de ciúmes dele, de se afastarem e de terem andado umas
semanas sem quase falar é que começaste a perceber a falta que te fazia, só
nessa altura é que conseguiste descortinar que não sentias só a falta de um
amigo mas sim de um amigo especial, é normal que andes confusa e sem saber
gerir todas as emoções e sensações novas que sentes sempre que o Ruben te
beija, abraça, diga que te ama mas não deixes de viver só porque tens medo que
no fim vá cada um para o seu lado, Mariana o Ruben não é o Bruno e muito menos
o outro otário, por isso não tenhas medo deixa simplesmente acontecer e vais
ver que daqui a uns meses estão ainda mais unidos e felizes.
- O Ruben diz o
mesmo.
- Como assim?
- Diz para deixar
rolar que irá acontecer normalmente - olhou-me.
- Estás a falar do evoluir
do teu sentimento ou da outra coisa que nós as duas sabemos - sorriu.
- Estou a falar das
duas.
- Contaste-lhe?
- Que sou virgem?
- não a deixei responder - Sim, contei o
Ruben já tinha desconfiado muito antes de termos alguma coisa, aliás chegou a
perguntar-me com as letras todas e mais que uma vez mas nunca lhe confirmei, só
depois de termos começado a namorar é que lhe disse.
- Espera aí -
sorriu de forma traçada - o Ruben para
desconfiar disso é porque antes de admitirem o que sentem um pelo outro deve
ter-se passado alguma coisa, certo? - perguntou curiosa.
- Muitos momentos de
conversas e brincadeiras.
- O que é que não
estás a contar?
- Nada.
- Como se não te
conhecesse, vá desembucha-te.
- Quando ainda
namorava com a Soraia houve uma noite que fui ao seu quarto e por entre algumas
brincadeiras quase nos beijamos - esbugalhou os olhos - depois disso o Ruben insinuou que era
virgem não respondi e o assunto morreu mas ele voltou a perguntar se tinha
razão no dia que a Soraia terminou tudo, nesse dia o Ruben foi ter comigo
porque precisava de falar e acabamos por ir até ao Bom Jesus, entre muita
conversa voltou a perguntar e mais uma vez fugi ao assunto, só quando já
andávamos é que lhe confirmei que tinha razão, isto depois de uma conversa em
que abordamos a nossa adolescência bem como as anteriores relações.
- Ó rapariga e com
tudo isto nunca percebeste que o rapaz gostava de ti?
- Não para mim éramos
só amigos, ele precisava de desabafar e eu ouvia, nunca passou-me pela cabeça
que pudesse estar a apaixonar por mim.
- És mesmo tapadinha.
- Deixa de gozar,
sabes bem que não andava à procura de uma relação e para mim o Ruben era só um
amigo.
- Esclarece-me uma
coisa - olhei-a - tu e o Ruben já
andaram a falar do pequeno detalhe de nunca teres estado com um rapaz, assim só
por acaso não andas a pensar demasiado nisso? - sorri ao ouvi-la.
- O que é que queres
saber?
- Vocês já -
gargalhei ao ver a sua cara.
- Não mas já falamos
abertamente sobre isso.
- Jura?
- Pára de gozar e sim
já falamos, estávamos a falar e quando reparei a minha virgindade virou tema
principal - sorriu.
- Sabes o que acho?
- Diz.
- Que há muito que
vocês se apaixonaram um pelo outro - olhei-a - talvez mesmo desde o primeiro dia que se viram, essa tua implicância
com ele e o Ruben ter insistido tanto até teres deixado que se aproximasse não
é normal, provavelmente se o rapaz não estivesse noivo tinham reconhecido muito
antes o sentimento que andaram a querer esconder mas que acabou por vir ao de
cima. Mariana, vocês andaram durante meses a cozinhar esse amor que sentem como
amizade quando no fundo era muito mais, só admitiram quando não conseguiram
disfarçar mais para vocês mesmo porque para quem vos conhece há muito que
percebemos que não era só amizade, aliás não é normal enfiares-te no quarto com
um rapaz muito menos na cama dele e pelo que contaste hoje visitaste muito o
quarto dele ainda que como amiga, além disso os abraços, sorrisos, os beijinhos
no rosto, as trocas de olhares nada disso era normal.
- Não sei e agora
também não interessa, aconteceu porque tinha que acontecer e se queres mesmo
saber não estou minimamente incomodada muito pelo contrário vou viver este
sentimento na totalidade se no final bater com a cabeça bati mas pelo menos
vivi que é coisa que ainda nunca fiz, tenho pensado sempre no Martim, ele é e será
sempre a minha prioridade mas vou ter que aprender a incluir o Ruben também.
- Gosto disso -
assim que ouvi a voz do Ruben olhei imediatamente para a porta e encontrei-o de
sorriso no rosto a olhar-me.
- Estava aí há muito
tempo?
- Acabei de chegar
- aproximou-se ficando do meu lado - mas
ainda ouvi a última parte do que falaste - sorriu.
- Não sabes que é
feio ouvir as conversas das outras pessoas?
- Também é feio falar
das pessoas pelas costas e foi isso que as meninas tiveram a fazer este tempo
todo - a Letícia sorriu já o Ruben deitou a língua de fora.
- Piada - olhei-o
- fica a saber que não falei mal do
menino.
- Também não tens
como - sorriu.
- Deixa de ser
convencido e diz lá porquê que vieste até à cozinha.
- Senti saudades de
uma certa menina - falou ao olhar-me nos olhos.
- Ui que ele está a
precisar de colinho - sorriu.
- Não é bem colinho.
- Ai não? Então é
mesmo do quê - não consegui continuar a falar porque o Ruben uniu os nossos
lábios mas acabou sentado no meu colo - para
quem não queria colo - suspirou levando a Letícia a sorrir - isso está mau.
- A culpa é tua -
beijou-me demoradamente - que dás comigo
em louco.
- Deixa de ser
exagerado e já agora onde é que deixaste o meu irmão?
- O puto foi à casa
de banho.
- Hum, ok.
Ainda trocamos mais algumas palavras bem como mimos mas
fomos surpreendidos pela entrada do Martim na cozinha que ao ver o Ruben
sentado no meu colo deu-lhe para os ciúmes.
- A mana é minha sai
do colo dela - a Letícia sorriu já o Ruben olhou-me talvez numa tentativa
de perceber se tinha ficado chateada por termos sido apanhados pelo puto.
- Martim modera a
forma como estás a falar.
- Ó mana o que é que
ele tá a fazer no teu colo?
- Porquê? Não pode,
é?
- Não, o teu colo é
meu - o Ruben levantou-se e o Martim não perdeu tempo a sentar-se - tu és minha mana não dele.
- Piolho tens razão
sou tua mana mas também sou amiga do Ruben não tem mal ele estar no meu colo.
- Tem porque tu és só
minha - o Ruben olhava-nos atento - ele
quer colo não mandasse a Soraia embora.
- Martim pede
desculpas ao Ruben que isso não é forma de falares e muito menos de um assunto
que não é teu.
- Tás a ralhar comigo
por causa dele.
- Não, estou a ralhar
contigo porque estás a ser mal-educado para um amigo.
- Se ele fosse meu
amigo não roubava a mana de mim - olhámos todos para o puto sem entender o
que quis dizer.
- Martim o que queres
dizer com isso? - perguntei calmamente.
- Foi por culpa dele
que não passaste o dia comigo e com a madrinha - doeu ouvir tal coisa o que
foi visível tanto ao Ruben que baixou o olhar como à Letícia que ficou à espera
de uma reação minha.
- Porquê que estás
com esta conversa agora?
- Porque agora só
queres saber do Ruben - olhei-o.
- Piolho a mana gosta
muito de ti não precisas ter medo que ninguém vai mudar isso.
- Mas hoje ainda não
brincaste comigo - fez beicinho - fiquei
com a madrinha para ires sair com o Ruben e agora tas aqui na cozinha com eles,
não quiseste saber de mim.
- Martim isso não é
verdade.
- É sim.
- Não é nada, lindo a
mana foi com o Ruben e tu não te importaste de ficar com a madrinha vocês até
foram ao jardim zoológico e quando chegamos a mana teve contigo mas depois veio
beber água e acabou por ficar na conversa com a Letícia porque sabia que
estavas na brincadeira com o Ruben, foi só por isso. Amor, a mana nunca vai
deixar de gostar de ti.
- Mas tu és minha e
eu não gosto de ver o Ruben ao teu colo.
- Porquê?
- Porque depois só
queres saber dele é como a madrinha quando o Rui tá com a gente também se
esquece de mim quando ele começa aos beijinhos com ela.
- Martim mas a
madrinha e o Rui são namorados - desviei o olhar para o Ruben - é normal que quando estão juntos queiram
dar beijinhos mas não podes dizer que a madrinha se esquece de ti porque isso
não é verdade, tal como a mana nunca se vai esquecer de ti.
- Mana se gostas de
mim não deixes nunca mais o Ruben se sentar no teu colo porque o teu colo é só
meu.
- Lindo não vou fazer
isso - olhou-me com cara de chateado - amor,
a mana é muito mas mesmo muito amiga do Ruben e não vai ser porque estás com
ciúmes dele que vou afastar-me do Ruben, tens que entender que a mana tem
direito a ter amigos como tu tens os teus mas não é por isso que vou deixar de
gostar de ti, Martim a única coisa que a mana pode pedir ao Ruben é que não se
sente ao meu colo quando estiveres connosco e aí podes ficar o tempo todo no
meu colo mas a mana não vai nunca afastar-se do Ruben ou proibi-lo de se sentar
nas minhas pernas porque queres.
- Porquê? Tu és minha
mana não dele.
- Martim explica à
mana o motivo pelo qual está a implicar com o Ruben quando sei que adoras
brincar com ele e o consideras um amigo.
- Porque, porque
tenho medo pronto já disse.
- Medo?
- Sim medo que ele
roube a mana de mim.
Não consegui dizer nada fiquei uns segundos a olhá-lo e
quando ia a abrir a boca já o puto tinha saído porta fora, levantei-me para ir
atrás dele mas o Ruben impediu-me de o fazer.
- Deixa-me ir falar
com ele - pediu-me ao envolver-me nos seus braços.
- Não sei se é boa
ideia.
- Posso tentar pelo
menos? - suspirei.
- Isso só vai piorar
a situação - o Ruben interrompeu-me
- Mariana por muito
que tentes explicar que não o vais trocar por mim ele não vai ouvir porque
embirrou nisso, só estou a pedir uns minutos com ele, deixa-me tentar falar com
o puto se não resultar afasto-me de vocês - ouvi-lo a colocar a hipótese de
se afastar afetou-me mais do que seria suposto e não consegui evitar que as
lágrimas molhassem o meu rosto - linda
amo-te por isso não vai ser os ciúmes de um puto de sete anos que vai destruir
o que sinto mas se tiver que afastar-me de ti enquanto tivermos diante dele
afasto-me, foi isso que quis dizer - abraçou-me ainda mais beijando-me
demoradamente o que acalmou-me imediatamente - amo-te minha tonta - sorriu - mas
agora vou falar com o puto - tentou afastar-se mas voltei a puxá-lo para
mim unindo novamente as nossas bocas.
- Posso ir contigo?
- Preferia falar a
sós com ele mas se quiseres vir não vou opor-me a isso.
- Ruben, tem cuidado
com o que vais dizer - sorriu.
- Fica descansada que
não lhe vou dizer que namoramos, essa parte deixo para ti - beijou-me - e será revelado quando quiseres.
- Ok, vai lá então
- o Ruben antes de sair ainda voltou a beijar-me e quando saiu ouvi a minha
amiga.
- Ainda tens dúvidas
que se amam? Amiga, desesperaste assim que ouviste o Ruben a falar em
afastar-se e depois a atitude dele só prova que está contigo para valer caso
contrário teria ignorado os ciúmes do puto.
Não respondi uma vez que saí da cozinha precisava de ouvir a
conversa daqueles dois e por isso fui procurá-los mas acabei por ser seguida
pela Letícia, encontramo-los aos dois na sala e por isso ficamos no corredor
remetidas ao silêncio a ouvir a conversa dos dois.
Como irá correr a conversa? Irá o Martim compreender?
*****
Desculpem nestes últimos dias não ter publicado com a mesma frequência mas foi impossível. O próximo mês vai ser igualmente complicado mas tentarei passar por cá sempre que conseguir, espero que não desistem de ler a FIC e de darem a vossa opinião pois é sempre importante. Aliás gostava que se manifestassem neste capítulo e dissessem como gostariam que corresse a conversa do Martim com o Ruben.
Beijinhos e até breve :)
Adorei :D Estes dois já nao podem ficar um sem o outro! E o Martim cheira-me qe não vai ser fácil, essa conversa não sei se será fácil, mas confio plenamente nas tuas ideias e de certeza qe virá daí um capitulo muito bom como todos os outros.
ResponderEliminarBeijinhoo
Adorei o capítulo do princípio ao fim!!
ResponderEliminarSó não achei piada a não saber como vai correr conversa do ruben.
Como vai ter um tempo complicado pela frente bem podiadar uns capítulos extra agora ;-)
A conversa entre o Ruben e o Martim vai correr obviamente bem, mas acredito que o Ruben sofra um bocadinho durante a mesma porque o miúdo não está nada disposto a dividir as atenções da irmã
Bjokinhas
Mariaa
Olá : )
ResponderEliminarAdorei o capítulo (como sempre :p)
Espero o próximo ;)
Beijinhos
Ritááá xD
Olá :)
ResponderEliminarFiquei feliz por ter mais um capitulo e claro que não vamos desistir da fic,não estamos malucas a este ponto xD
E quando à conversa de Homens :P espero que corra bem ,mas concordo com a Maria se ele sofresse um pouco com um Martim até que era divertido xD
Fico à espera de o próximo :P
Beijinhos
Rita
magnifico como ja nos abituaste...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa para ver o proximo...
continua...
Muito bom!!! Mas eu só consigo pensar na conversa daqueles dois... eu quero saber como vai ser com o Martim, rápido!!!!
ResponderEliminarAdoro!!!
Beijinhos.
Adorei!
ResponderEliminarBeijinhos
espero que esse breve seja mesmo breve ! ahah
ResponderEliminarbem, o que e que eu posso dizer deste capitulo?! 'odiei' como sempre, estava mesmo 'detestável'.... LOOL
este fim de semana promete! começou bem e tem que terminar ainda melhor com a conversa entre o ruben e o martim a correr bem xD
agora a serio... adorei o capitulo (as always...) e estou ansiosa por mais :)
beijinho enorme
Raquel
Afinal o meu palpite tava certo, a pergunta para a Mariana era mesmo o convite para ser madrinha do Rafael, mas ela é tão casmurra que não sei se irá aceitar, mas ao menos vai pensar no assunto o que já não é mau.
ResponderEliminarAdorei, mas o calvário deles tá só no início, o Martim não vai ser nada fácil, afinal ele nunca dividiu a mana com ninguém e agora aparece-lhe este marmanjo no caminho...ai Amorim, Amorim, vamos ver se tens paciência para as birras do puto. O primeiro teste é esta conversa que promete... mas como eles até falam a mesma lingua, sim porque o Amorim também é amigo de fazer a sua birra e de ter a sua crise de ciúmes, pode ser que ele se safe com o puto.
Mas como é lógico para sabermos o que vai acontecer nesta conversa precisamos, urgentemente do próximo capitulo, por isso menina Caty, quando puderes dá corda aos dedinhos.
Beijocas
Fernanda