sábado, 30 de junho de 2012

035 - “Martim porquê que queres saber se gosto de ti como se fosses meu filho?”


Ruben

Acordei disposto a resolver de uma vez este mal-entendido porque passar outra noite mal dormida não estaria com nada por isso levantei-me e depois de despachar-me saí com destino à casa do Nuno. Quando lá cheguei a Mariana já tinha saído para ir deixar o Martim por isso acabei por ficar à sua espera enquanto jogava um pouco com o Nuno.
- O que é que tens?
- Nada.
- Nada? Estás totalmente desconcentrado e farto de perder sem refilares uma única vez por isso não acredito que não se passa nada?
- Discuti com a Mariana - acabei por admitir.
- Qual foi o motivo?
- Miguel diz-te alguma coisa?
- Ui, o que é que ele fez?
- Por enquanto nada mas tentei abrir os olhos à Mariana e ela ficou toda ofendida.
- Puto, estás cheiinho de ciúmes algo que a Mariana já deve ter percebido por isso é lógico que a rapariga não gostou, já bem basta o irmão.
- Sim, tenho ciúmes e admiti isso mas caramba se visses outro gajo a atirar-se à Patrícia também não irias gostar, além disso também já estranhaste o interesse dele na Mariana ou vais negar?
- Não, realmente é estranho perguntar por ela todos os dias mas não tens motivos para ficares inseguro a Mariana só tem olhos para ti.
- Será que ninguém percebe que tenho medo, que são mais as pessoas que estão contra nós do que do nosso lado.
- Ruben, fala calmamente com a Mariana explica-lhe os teus receios, a rapariga vai entender-te, agora não lhe podes é exigir que deixe de falar com o Miguel porque se entras por esse caminho ela não vai gostar e muito menos tolerar.
- Também aonde é que foi que está a levar tanto tempo - bufei levando o Nuno a sorrir.
- Sossega que quando chegar logo falas com ela.
Acabei por tentar distrair-me e quando dei por isso já tinha diante de nós a Mariana.
- Bom dia - falou ao entrar na sala mas nem se aproximou de mim saindo logo de seguida.
- Não vais falar com ela? - o Nuno perguntou talvez porque fiquei sentado.
- Vou - respirei fundo e levantei-me do sofá.
- Ruben, não comeces a espingardear - olhei-o - a Mariana tem um feitio especial não te esqueças disso.
- Não te preocupes - respondi já a sair da sala, caminhei até ao seu quarto e quando lá cheguei bati à porta antes de entrar - podemos falar? - perguntei quando já estava no interior do quarto.
- Diz - olhou-me e por isso viu-me a babar completamente ou não fosse estar a observá-la.
- Desculpa, amor sei que não devia ter falado naquele tom mas a verdade é que sempre que penso no que oiço todos os dias de manhã e no que vejo sempre que ele se aproxima de ti fico com os nervos em franja - a Mariana sorriu - não tem piada.
- Ruben, não tens motivos nenhuns para ficares com os nervos em franja porque o que está em causa não é se o Miguel quer alguma coisa comigo mas sim o que pretendo para mim, quando é que percebes que é de ti que gosto, é contigo que namoro e és tu que ocupas o meu coração e pensamento - olhei-a - será que não confias em mim e por isso estás inseguro?
- Não é nada disso - aproximei-me - amor só não gosto de ver o Miguel tão próximo de ti.
- Deste para embirrar com isso e não há nada que diga que faça mudar-te de ideias pois não?
- A questão não é mudar de ideias - olhou-me - é mesmo ter receio de te perder.
- Deixa de ser tonto - sorriu ligeiramente - não vais perder-me pelo menos enquanto tivermos este sentimento a ligar-nos - olhou-me - não sei se é para a vida, só sei que quero aproveitar ao máximo.
- Isso quer dizer que não estás chateada comigo?
- Nunca estive - olhei-a surpreendido - simplesmente percebi que ontem não adiantava continuarmos com aquela conversa porque não irias ouvir nada do que poderia falar.
- Sinceramente pensei que estivesses chateada - sorriu.
- Ruben, não fiquei chateada, no entanto espero que não repitas a gracinha, ciúmes todos temos mas convém aprendermos a lidar com eles.
- Já percebi o recado - tentei beijá-la mas fiquei-me só pela tentativa porque a Mariana fugiu com a cara - o que foi?
- Preciso falar contigo sobre outra coisa.
- Diz.
- Tens alguma coisa para fazer esta tarde?
- Tirando estar contigo - sorriu - não tenho nada, porquê?
- Hum, isso quer dizer que se te pedir para vires comigo ao primeiro treino do Martim aceitas?
- Lógico, mas queres que vá?
- É mais o Martim que quer, hoje acordou elétrico e pediu-me para te ligar porque quer que vás com ele - sorri ao ouvir tal pedido.
- A sério?
- Ya, o Martim no fundo adora-te só quando lhe dá para os ciúmes é que a coisa complica - sorri.
- Temos mesmo que lhe contar.
- Sim, mas quero ver se acalma mais um pouco.
- Tudo bem mas amor não queres regressar para junto do Nuno afinal deixamo-lo sozinho.
- Ele não tem medo - sorriu para depois beijar-me demoradamente - além disso quero aproveitar que o Martim está na escola para estar contigo - sorri ao ouvi-la - não queres ir dar uma volta podíamos levar o Nuninho até ao parque para brincar?
- Amor, por mim vamos.
- Fixe - sorriu - vou só mudar de roupa - saiu do meu colo e foi direta ao roupeiro onde escolheu algo mais confortável e sem que tivesse à espera começou a despir-se bem na minha frente não resisti e quando já estava só em lingeri aproximei-me - onde é que o menino pensa que vem? - falou enquanto tentava fugir de mim mas agarrei-a pela cintura encostando-a à parede o que fez com que olhasse bem nos meus olhos.
- Tinhas mesmo que provocar? - perguntei antes de unir as nossas bocas em um beijo a tender para o selvagem.
- Não provoquei, só estava a tentar mudar de roupa - falou quando a minha boca já percorria os seus ombros - amor chega - olhei-a imediatamente - deixa-me ir vestir - pediu e por isso mesmo afastei-me no entanto fiquei a olhá-la e só quando já estava vestida é que se justificou - desculpa mas hoje é que não dá mesmo para nos amarmos - falou envergonhada o que deu para perceber ao que se referia.
- Amor não tens culpa de estares nesses dias - abracei-a - mas para a próxima não provoques, está cada vez mais difícil ficar longe de ti e agravou depois de quase nos termos amado na casa do meu irmão - fui sincero.
- Ruben nunca pensei que por veres-me de roupa interior ficasses tão animado, afinal já me viste várias vezes de biquíni o que a bem da verdade não é muito diferente - gargalhei - mas terei mais atenção no futuro - colocou os seus braços à volta do meu pescoço - amo-te - beijou-me - mas agora vamos buscar o Nuninho.
Saímos do quarto abraçados e ao chegarmos à sala vimos o Nuno a brincar com o filho e quando a Mariana disse que iria levá-lo ao parque o nosso amigo colou-se, por isso mesmo saímos todos, passamos um resto de manhã agradável com muita brincadeira e alguma conversa à mistura.

***

- Amor já dorme? - perguntei ao ver o meu afilhado deitado na sua cama.
- Sim - sorriu
- Hum não queres ir até ao jardim para aproveitarmos esta tarde de sol - pedinchei.
- Daqui a nada tenho de ir buscar o Martim.
- Ainda falta quase duas horas para o irmos buscar não sejas cortes, anda lá - dei-lhe um beijo.
- Ok, chato - sorriu - vai andando que vou só comer qualquer coisa e já lá apareço.
- Até já - beijei-a e depois segui até ao jardim onde o Nuno estava sentado na relva.
- Então a Mariana não vem?
- Foi só comer- informei-o.
- Puto, é verdade como é que vocês estão?
- O que queres saber? - olhei-o.
- A história do Miguel?
- Ah isso já está resolvido mas também não quero falar disso agora porque a Mariana vem aí - falei ao vê-la a aproximar-se, assim que chegou junto de nós sentou-se no meio das minhas pernas.
Estávamos os três a falarmos quando o Nuno informou que iria buscar um sumo para ele, perguntando se também queríamos, respondemos e logo depois ele desapareceu, aproveitei que estávamos a sós para a beijar, a intenção não seria levar tão longe o beijo mas o certo é que quando o Nuno regressou já estava deitado em cima da Mariana e com a minha mão a percorrer o seu corpo, estávamos tão entregues um ao outro que não reparamos que já o tínhamos do nosso lado, só mesmo quando abriu a boca é que percebemos.
- Vejam lá se não querem uma cama - interrompi imediatamente o beijo e olhei para a Mariana, já sabia que iria estar envergonhada mas ainda assim não consegui deixar de sorrir ao vê-la sem saber o que dizer.
- Não lhe ligues - sussurrei-lhe ao ouvido para a beijar novamente mas agora fomos bem mais contidos - amo-te - sorriu e quando saí de cima dela, foi a vez de a Mariana procurar alguma proximidade, o meu amor abraçou-me e colocou a sua cabeça no meu peito, o que fez o Nuno sorrir.
- Que foi? - perguntou-lhe.
- Nada de especial mas lembrei-me como não suportavas o Ruben ao início e agora nove meses depois estão assim tão apaixonados - a Mariana suspirou levando-nos a sorrir.
- A culpa é deste menino - deu-me um beijo - que com a sua teimosia e jeito de criança conquistou-me.
- Jeito de criança, é? - inquiri.
- Sim, criança traquina - o nosso amigo sorriu.
- Ai é? - sorri para logo depois começar um ataque de cócegas umas vez que a Mariana já estava novamente deitada na relva, acabei sentado em cima das suas pernas e na brincadeira com ela, o que levou mais uma vez o Nuno a sorrir.
- Parecem dois putos - olhámos quando ouvimos a voz da Patrícia.
- Amor já em casa? - o nosso amigo perguntou afinal ainda não eram horas dela regressar do seu trabalho.
- Estou maldisposta por isso vim para casa.
- Não queres ir ao médico?
- Não, isso passa - a Mariana olhou imediatamente para a Patrícia.
- Tens a certeza?
- Sim.
- Patrícia se até à noite não melhorares vamos ao médico e não há discussão possível - a Mariana sorriu disfarçadamente o que levou-me a perguntar quase num murmúrio o motivo pelo qual se estava a rir, afinal a nossa amiga estava indisposta.
- É engraçado ver o Nuno todo preocupado - sorriu - quando a Patrícia provavelmente só está indisposta porque comeu alguma coisa que lhe caiu mal.
- Amor é normal que se preocupe - olhou-me - se fosse contigo também iria ficar.
- Então ainda bem que está longe de acontecer - murmurou.
- Nunca se sabe- olhou-me - ninguém está livre de comer alguma coisa que faça mal - sorriu - onde é que está a piada?
- Esquece - beijou-me demoradamente o que fez os nossos amigos mandarem algumas piadas mas a Mariana não ligou nenhuma e continuou numa de dar-me mimos, algo que estava mesmo a saber bem mas como tudo o que é bom acaba depressa tivemos que interromper para voltarmos à realidade de termos um piolho pela casa, já estava na hora de irmos buscar o Martim à escola.
- Amor - entrei no seu quarto.
- Diz.
- Posso ir busca-lo sozinho? - beijei-a.
- Porquê? - olhou-me.
- Para se habituar.
- Habituar a quê?
- A que vá busca-lo - abracei-a - amor quero aproximar-me ainda mais do Martim - olhou-me - Mariana talvez se estiver mais presente na vossa vida ele aceite melhor o nosso namoro, entendes?
- Sim mas sinceramente não acho que seja por aí que vá entender que não queres roubar-me dele - beijou-me - mas se fazes questão de o ir buscar não vou opor-me, só te peço para teres cuidado, não faças dessa ia à escola um alvoroço com as crianças.
- Vou ser discreto - beijei-a - agora deixa-me ir para não chegar atrasado - ela sorriu - o que foi?
- Nada só achei piada a essa tua tentativa de virares pai do meu irmão - olhei-a - amor não confundas as coisas sei que é complicado quando passamos tanto tempo ao lado do Martim não o tratarmos como se fosse um filho mas na realidade não o é. Ruben, não serás pai tal como não sou mãe do Martim, não é por namorarmos que tens de ser responsável pelo meu irmão.
- Mariana, não quero ser pai dele mas se estamos juntos é logico que sinto-me também um pouco responsável pelo Martim, sei que o puto não é meu filho mas na verdade é como se fosse um enteado, amor a única coisa que te impede de chamar filho ao teu irmão é o grau de parentesco direto porque em tudo o resto és a única mãe que conhece e espero sinceramente ser o único homem que ele um dia possa identificar com o que tiver de mais parecido com um pai - a Mariana olhava-me atenta - amor podes pensar que são frases feitas ou que já o disse a todas as raparigas com quem andei mas o que sinto por ti é único não sei explicar mas contigo sinto uma paz interior enorme, uma segurança e uma vontade de constituir família que nunca antes senti, já para não falar na falta que me fazes, na necessidade que tenho em estar do teu lado, Mariana está a tornar-se impossível pensar no amanhã sem que estejas do meu lado a apoiar-me, amor se hoje tivesse que deixar o Braga para voltar ao Benfica não sei se seria capaz de ir deixando-te aqui, sei que o fiz com a Soraia deixei-a em Lisboa e vim para Braga mas contigo duvido muito que consiga fazer algo do género, amo-te cada vez mais, por isso é impossível não olhar o para Martim e não sentir-me também responsável por ele.
- Ruben - suspirou - não sei o que dizer depois do que acabei de ouvir - sorri - para mim também está a tornar-se impossível continuar a fingir que somos só amigos quando estamos perante terceiros mas sabes o que está em jogo, nunca te escondi nada e muito menos o receio que tenho do que pode vir por aí se descobrem que namoramos, é a segurança do meu irmão - as lágrimas vieram-lhe aos olhos - por muito que te ame vou ama-lo sempre mais mas não vai ser esse amor que sinto pelo meu irmão que irá impedir-me de viver e aproveitar ao máximo o que sinto por ti, só precisamos de não apressar as coisas, sei que estou a pedir muito, que não é fácil, que queres começar a fazer planos para o futuro, que queres chegar a casa e encontrares alguém à tua espera, que queres casar e ser pai mas amor isso deve-se essencialmente porque já viveste muito mais do que eu no que respeita a relacionamentos o que contribuiu para que o teu lado de namorado e companheiro responsável tenha vindo ao de cima mas eu nunca tive esse tempo apesar de sermos da mesma idade neste campo já viveste muito mais do que vivi, para mim está a ser tudo novidade e por muito que te ame acho que ainda é muito cedo para atirar-me de cabeça, Ruben não te esqueças que tirando a parte dos beijos e dos amassos tudo o resto é novidade para mim, nunca namorei a sério com ninguém e nem sei muito bem o que é isso daí querer ir com calma, entendes?
- Sim, mas amor não estou a querer apressar nada, até porque quero que vivas e aproveites todas as fases do namoro, a única coisa que quero o mais rápido possível é que contes ao Martim mesmo que vá reagir mal, que não aceite e que dificulte ao máximo, amor não faz sentido que o miúdo continue posto de lado como se não fosse essencial para que estejas bem, o Martim é a tua razão de viver e enquanto não estiver incluído verdadeiramente no nosso namoro nunca vais conseguir pensar num futuro a três e é isso que quero que comeces a pensar, só assim é que irás perder esses medos todos que sentes.
- Tens razão o melhor mesmo é contar o quanto antes ao meu irmão - beijou-me - ainda hoje vou tentar falar com ele mas não prometo.
- Se fores tentando já é um bom princípio mas agora tenho mesmo que ir ou o puto fica plantado à minha espera - sorriu - até já amor - beijei-a e finalmente saí com destino à escola do puto.
Conduzi calmamente e quando cheguei estacionei o carro no parque em frente à escola, fiquei no seu interior à espera do toque de saída e só quando o vi a aproximar-se do portão é que saí do carro, atravessei a estrada e quando estava a chegar à entrada da escola vi o Miguel, também ele tinha vindo buscar o filho.
- Ruben por aqui? - perguntou surpreendido.
- Parece que sim - respondi sem dar grande importância ao facto e talvez por isso não voltou a meter conversa.
- Ruben - tinha acabado de avisar a auxiliar que vinha buscar o Martim quando o vi a correr na minha direção e a chamar por mim - vieste buscar-me? - falou animado.
- Sim, a mana pediu para passar por aqui e levar-te.
- Fixe - sorri - ela já te disse que quero que vás comigo?
- Já.
- E vais?
- Vou mas agora temos que ir, tens de mudar de roupa e lanchares para ires então para o treino - sorri ao vê-lo verdadeiramente entusiasmado.
- Sim vamos - dei-lhe a mão e atravessamos a estrada - Ruben porquê que a mana não veio buscar-me? - perguntou quando já íamos a caminho da casa do Nuno.
- Ela ficou a fazer-te o lanche para não chegares atrasado ao primeiro treino.
- Tavas na casa do Nuno com ela? - desviei o olhar por segundos da estrada e encontrei-o a olhar-me desconfiado de algo.
- Sim.
- Agora passas lá o tempo todo.
- Não posso?
- Podes mas é estranho tás sempre com a mana.
- Não gostas que a mana passe tanto tempo comigo é isso?
- Não sei - encolheu os ombros - ela quando tá contigo tá contente - sorriu - mas é estranho porque quando moravas lá em casa não passavam tanto tempo juntos e agora passam.
- Sabes que nessa altura tinha namorada - interrompeu-me.
- Mas não gostavas dela - a observação do puto deixou-me sem saber o que dizer.
- Porquê que falas isso?
- Então se gostasses não tinhas acabado com ela - sorri ao ouvir a dedução dele.
- Tens razão quando acabei com a Soraia já não gostava dela mas quando vim para Braga ainda gostava - respondi ao sairmos do carro uma vez que já tínhamos chegado a casa do Nuno.
- Foi por isso que só ficaste mais amigo da mana - olhei-o - como deixaste de gostar da Soraia tens mais tempo para tares com a mana né? - pela primeira vez vi ali a oportunidade de dar-lhe a entender que talvez goste da Mariana não só como amigo.
- É verdade que desde que fiquei sem namorada que aproximei-me mais da Mariana mas isso é porque gosto muito de vocês.
- De mim também?
- Sim.
- Mas esse gostar é como?
- Como assim?
- Ruben é gostar só de amigo ou é gostar como a mana gosta de mim? - o miúdo perguntou ao entrarmos na sala o que fez com que tanto o Nuno como a Patrícia olhassem imediatamente.
- Se sou teu amigo é gostar de amigo, a tua mana gosta de ti não só por seres amigo dela mas também irmão.
- Não é isso - falou quando já estávamos sentados ao lado dos nossos amigos.
- Então?
- A mana gosta de mim como se fosse minha mãe - olhei-o - e o que quero saber é se também gostas de mim como a mana gosta - os nossos amigos sorriram com a pergunta do miúdo e quando ia para responder ouvi a voz da Mariana.
- Martim vai lavar as mãos para ires lanchar - falou ao entrar na sala.
- Ó mana já vou mas quero que o Ruben responda à pergunta que fiz - ela olhou-me e deve ter percebido que a pergunta trazia “água no bico” porque voltou a falar.
- Amor, isso não pode ficar para depois? Ou queres chegar atrasado ao treino?
- Ó mana mas é rápido o Ruben só tem que responder se gosta de mim como tu também gostas - olhou-o sem entender, já o puto veio sentar-se no meu colo - podes responder?
- Martim porquê que queres saber se gosto de ti como se fosses meu filho? - desviei o olhar para a Mariana e por isso vi que esbugalhou os olhos assim que percebeu qual foi a pergunta que o irmão tinha feito.
- Porque eu não tenho pai mas gostava de ter um a fingir e tu tás sempre com a mana.
- Amor - a Mariana veio sentar-se ao nosso lado - não podes andar por aí a dizer que o Ruben é teu pai porque isso não é verdade - olhei-a sabia que só o estava a dizer para evitar que o miúdo falasse isso na escola mas ainda assim doeu ouvir, afinal estava mesmo disposto a assumir esse papel na vida do Martim e ela sabia - e podes arranjar-lhe problemas, entendes?
- Problemas porquê? Ele já não tem namorada por isso ninguém se vai chatear com ele - sorri com a dedução do puto.
- Mas estarás a mentir e isso não se faz.
- Tu também andas a mentir - olhámos todos para o miúdo.
- O que queres dizer com isso?
- Eu sei que andas a sair á noite e não queres que eu fique a saber mas ontem fui ao teu quarto e tu não tavas lá e também não tavas em casa porque eu procurei bem e não te vi.
- Martim a mana teve que sair mas já estavas a dormir por isso é que não te disse.
- Tás a mentir eu sei que tás - o miúdo estava determinado e antes que a conversa azedasse mais relembrei-os que tínhamos que ir para o treino por isso mesmo fui com o puto até à cozinha para lanchar - tu sabes o que se passa com a mana?
- Sei - admiti.
- Então conta.
- Martim, prometo que conto tudo mas agora tens que lanchar para irmos ao treino, quando regressarmos falamos pode ser?
- Sim mas contas mesmo.
- Fica descansado que vou falar com a tua irmã e pedir-lhe que conte tudo.
- Tá bom.
O Martim comeu e no fim fui com ele até ao seu quarto, ajudei-o a mudar de roupa e quando entramos na sala percebi que a Mariana continuava nervosa.
- Vamos?
- Sim, é melhor mesmo.
A Mariana saiu à nossa frente e logo atrás de si foi o Martim, quando já ia para sair a Patrícia chamou-me.
- Ruben, tem cuidado que a Mariana está nervosa.
- Não precisas de dizer, já deu para ver que está uma pilha de nervos mas não te preocupes que trato do assunto - sorriu - de hoje não passa, o puto vai saber a verdade toda - olhou-me.
- Acabei de dizer que ela está nervosa e tu queres obriga-la a contar ao irmão que estão juntos?
- Não vou obrigar ninguém, vou-lhe pedir mas agora deixa-me ir.
Despedi-me dos meus amigos e fui ter com eles ao carro, decidimos ir no meu e seguimos até ao estádio uma vez que seria lá o encontro.

Como irá correr o primeiro treino? Será que o Ruben vai cumprir a promessa que fez ao Martim e revela-lhe a verdade?

Desculpem a demora em publicar, espero que ainda continuem a querer acompanhar esta história pois é para vocês que escrevo! Deixem as vossas opiniões através de comentários pois é isso que dá animo para continuar a dedicar tempo a este espaço, o esforço é enorme pois tempo é coisa que não tenho.
Aproveito ainda para divulgar uma nova FIC http://givemelove06.blogspot.pt/ é da Ana Laranjeira.

Beijinhos e fico à espera das vossas opiniões :)

P.S. tentarei postar o quanto antes mas não prometo nada.

12 comentários:

  1. Oi!
    Muito bem, adorei!
    Espero que a Mariana conte tudo ao Martim de uma vez. O Rúben já merece que ele saiba a verdade e espero que ele não reaja mal...
    Gosto mesmo de os ver juntos...
    Beijinhos!

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  2. fabuloso...

    quero mais...

    continua...

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  3. Adorei!!!
    A conversa sobre como o Ruben gosta do Martim e a tarde bem passada entre o Ruben e a Mariana.
    Mas o que eu queria mesmo era esse pedido do Ruben!!

    Bjokinhas
    Mariaa

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  4. Olá!
    Fogo, este Martim e muito prespicaz...
    Espero que seja desta que a Mariana lhe conta!
    Espero pelo proximo!

    Beijo
    Ana

    P.S. Obrigada por teres divulgado a minha fic!

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  5. Olá :D
    Adorei Caty!
    Esta história está cada vez melhor, e deixas-me cada vez com mais vontade de ler ;)
    Quero o próximo :p
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  6. Adoro a tua fic é fantastica continua.bjs

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  7. Olá :)
    Para além de ADORAR estou a morrer de curiosidade quanto a este primeiro treino!
    Está mesmo muito bom!E espero que possas postar rapidamente :P
    Beijinhos
    Rita
    http://lifegoesonr.blogspot.pt/

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  8. adorei adorei adorei continua.bjs

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  9. jasus aguenta coraçao! tu gostas de deixar-me sempre com mais vontade de ler e acabas na melhor parte!! quero mais e mais!!!! adorei, acho que esta conversa nao vai acabar da melhor forma, será que o puto nao ira aceitar o namoro deles??

    fico a`espera para ver isso, nao demores muito sim??

    beijinhos linda!

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  10. E eu a pensar que era desta que o Martim ficava a saber... tinhas mesmo de acabar agora?
    Adoro, mesmo!!!
    Como sabes não perco um capitulo e estou sempre à espera de mais. Muito obrigada por todo o teu que nos dás através das tuas fic´s e são fantásticas.
    Quero mais.
    Beijinhos

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  11. O puto só falta mesmo dizer-lhes que já sabe, já lhes deu montes de oportunidades e de deixas para eles contarem, e eles nada, vamos ver se é desta.
    Só espero que corra bem. Aposto que o Ruben vai querer ir mais vezes buscar o Martim à escola, só para a Mariana não se encontrar com o Miguel, ele faz de tudo.
    Ainda bem que ela não tava chateada, adorei o capitulo, como sempre.
    Esta indisposição da Patricia...será?

    Beijocas

    Fernanda

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  12. Bem, este Martim no fundo quer aceitar a relação da irmã, mas tem medo, tadinho .. :P

    E parece-me que vem aí bebé a caminho .. hihihi

    Estou a espera do próximo, linda ..

    Beijinho

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