Boas :)
Sei que tenho andado completamente ausente desta FIC
mas estou com uma certa dificuldade em escrever para esta história :s as ideias
estão cá mas quando as passo para o “papel” não gosto do que leio :( o que
dificulta a escrita.
Pessoalmente não gosto do resultado final deste capítulo
no entanto resolvi postá-lo mesmo assim por já estar há demasiado tempo sem dar
notícia, espero no entanto que o resultado final não vos desiluda muito… irei
tentar dar a volta a este momento menos bom e regressar o quanto antes aos capítulo
que vos habituei.
Resta-me pedir desculpa pelo tempo de ausência e ao
contrário do que talvez estejam à espera não prometerei ser breve porque
sinceramente não sei quando irei escrever novamente, daqui até ao final do ano
dificilmente terei tempo para grandes aventuras neste mundo, tentarei ser breve
mas como já referi não prometo para não falhar!
Beijinhos e mais uma vez desculpem
*****
Mariana
Nas últimas semanas dividi o meu tempo
entre o trabalho, a família e os preparativos para o grande dia que apesar de
termos optado pela discrição está a dar-nos algum trabalho. Já há duas semanas
que deixei de tomar a pílula e confesso que a cada dia que passa o desejo de
engravidar o quanto antes aumenta mais um pouco.
- Amor, amanhã
vais ao jogo?
- Hum... acho que
não vai dar - olhou-me - Ruben tenho de ir
a Lisboa e estava a pensar ir amanhã.
- Não queres
deixar isso para Domingo? Assim podia ir contigo aproveitávamos e visitávamos a
família...
- Nop... - olhou-me - amor tenho mesmo de ir a Lisboa para falar
com a Letícia e além disso quero ver se aproveito para tratar logo do pormenor
do vestido...
- Pormenor? Amor
essa tua ideia não tem sentido nenhum... é o nosso dia!
- Já disse que
não vou tipo “princesa”... se fosse para isso tínhamos avisado o pessoal que
nos vamos casar já!
- Só tu... para
convenceres-me a alinhar nisto...
- Estás
arrependido? É que se estás podemos sempre voltar atrás e planear um desses
casamentos cheios de... - o Ruben calou-me com um beijo
- Não... o nosso
casamento será como queres mas aviso já que nos vão crucificar...
- Quero lá
saber... o dia é nosso e por isso...
- Sim... já
sei... o dia é nosso e nós é que decidimos como o queremos!
Não respondi simplesmente sorri perante o
ar de conformado do Ruben que depois de se despedir de mim e do Martim saiu com
destino ao estádio. Aproveitei o dia de folga para terminar os convites de
“casamento”, sim decidi fazê-los assim podia dar um toque mais pessoal. Passei
o dia em casa e só saí quando foi para ir buscar o Martim uma vez que o Ruben
não o poderia levar ao treino.
Estava sentada nas bancadas a ver o meu
piolho a treinar quando o Ruben apareceu.
- Por aqui? - beijei-o
- Não devias
estar com os teus colegas?
- Nop... o mister
deu-nos uma abébia e só nos juntamos amanhã de manhã.
- Hum...
- Ena tanto
animo... tu vê lá se queres que vá embora diz! - sorri perante
o falso amuo do Ruben que depressa passou e para isso bastou ter-me sentado ao
seu colo - Amor estás bem? - sorri -
É que isto de te sentares assim ao meu
colo em “público” não é normal.
- É impressão
minha ou hoje está a reclamar muito?
- E tu estás a
implicar com tudo o que digo...
- Ah é?
Teria continuado a reclamar mas o Ruben
achou por bem calar-me e para tal uniu as nossas bocas, o que foi suficiente
para “desligar” completamente e nos minutos seguintes reclamei mesmo por mimos.
- Amor...
passa-se alguma coisa? - olhei-o sem entender onde queria chegar - É que isto de namorarmos assim em plena luz
do dia num local em que outras pessoas também estão não é muito normal...
- Estás com
problemas em ser visto comigo, é? - meti-me com ele
- Achas?? Por mim
podemos mesmo continuar de onde estávamos... - voltou a unir as nossas bocas agora
num beijo mais demorado e menos decente - que
estou a adorar...
- Também estou a
adorar mas não abuses, sim? - refilei quando o Ruben tentou levantar-me a
t-shirt - Há coisas que só em casa...
- gargalhou - que foi? Falei alguma
mentira?
- Não amor... mas
é sempre bom saber a confiança que tens em mim... achas o quê? Que sou um
pervertido e como tal não me consigo controlar, é?
- Pois... - sorriu - digamos que... desde que liberei nunca mais
te controlaste...
- Até parece que
para ti é algum sacrifício... sim que podes ter levado o teu tempo até
liberares mas assim que percebeste o quanto é bom não queres outra coisa! - gargalhou
- Parvo!
- É parvo mas é
com este parvo que vais casar!
- E com quem vou
ter muitos pirralhinhos...
- Muitos? Amor
agora que falas nisso... quantos é que queres? - gargalhei ao
ver o entusiasmo dele.
- Não sei...
nunca pensei nisso e tu?
- Oh... pelo
menos dois... para fazerem companhia um ao outro.
- Se é para
fazerem companhia um ao outro já temos o Martim!
- Amor... adoro o
Martim e sim para mim é como um filho mas vamos ser realistas ali aquele piolho
quer muito um irmão mas a verdade é que vai ter uns anos de diferença e vai
chegar uma altura que o nosso pirralho vai querer brincar e o Martim vai querer
andar a correr atrás das garinas... logo o melhor é mesmo encomendarmos dois
pirralhinhos para garantirmos que andam sempre acompanhados...
- Muito me
contas... - sorriu - mas lindo...
lindo... era que os pirralhinhos que tanto queres fossem pirralhinhas...
- Não inventes...
nós vamos ter é meninos...
- Sim... pois
está claro... isto até é consoante a vontade de sua alteza...
- Sabes... desde
que venha com saúde e depressa o resto são detalhes...
Continuamos animadamente à conversa que
só foi interrompida quando o Martim se aproximou.
- Pai! - os outros pais
e mães que por estavam por perto olharam - Pensava
que não podias vir...
- Oh piolho... e
teoricamente não podia mas o mister deu-nos a tarde!
- E vais com a
gente para casa?
- Vou!
- Fixe... oh mana
eu vou com o Ruben no carro tá bem?
- Olha que isto
sim senhor... agora que tens o Ruben aqui já não queres saber de mim!
O Martim desculpou-se o que levou-nos a
rir para no fim acabar por ir com o Ruben, aproveitei e passei pela casa da
Patrícia afinal precisava de um favor, como já esperava a minha amiga não se
importou de ficar com o Martim para que amanhã pudesse ir a Lisboa, combinei de
o ir levar depois do jantar, algo que fiz para desagrado do piolho que queria
ir comigo para Lisboa mas lá o convenci a ficar na brincadeira com o Nuninho.
- Amor...
Ruben... onde é que estás? - chamei-o assim que entrei em casa e fui dar
com ele na sala com os convites nas mãos.
- Já os
terminaste!
- Ya, aproveitei
hoje para tratar disso até porque temos que os distribuir o quanto antes...
- Sim... mas o
pessoal vai refilar quando perceber que...
- Não interessa! - o Ruben
gargalhou - e agora se deixares isso aí
e vieres comigo até ao quarto???
- Quarto?? Para
quê?? Se o podemos fazer mesmo aqui...
Não consegui dizer mais nada uma vez que
o Ruben sabe bem como levar a água ao seu moinho e acabamos por nos amar ali
mesmo no chão da sala.
Acordei de manhã com o Ruben a
despachar-se para ir ter com os colegas, levantei-me e fiz-lhe companhia no
pequeno-almoço para quando ele saiu também eu rumar a Lisboa mas decidi ir de
comboio afinal era menos cansativo e sempre podia aproveitar o tempo para
tratar de outros pequenos detalhes para o grande dia.
Cheguei a Lisboa a horas de “raptar” a
minha amiga para almoçarmos junto ao rio uma vez que as saudades de ver o Tejo
já eram muitos.
- Mariana - olhei-a - agora que já pedimos podes finalmente dizer
o porquê desta visita relâmpago e ainda por cima com o aviso prévio de uma
revelação bombástica?? - gargalhei prazerosamente - Estás grávida, é isso não é??
- Nop...
- Então?
- Vou casar...
- Ya... mas isso
já sei... aliás sei eu e Portugal inteiro já que o senhor seu noivo não fez a
coisa por menos e pediu-te em casamento para todos verem...
- Oh sua toina...
estou a informá-la de que o dia está para muito breve... tanto que espero que a
minha madrinha tenha feito o que pedi e não tenha marcado compromisso nenhum
para esta tarde... sim porque temos um vestido para comprar...
- Estás a gozar,
certo?
- Não... quero
que seja minha madrinha!
- Não estou a
falar disso porque como é óbvio já estava à espera - meteu a língua
do lado de fora - estou a falar da parte
de estar para breve!
- Ah! Pois
lamento mas estou a falar muito a sério... nós vamos mesmo casar dentro de
muito pouco tempo!
- Isso é mesmo
daqui a quantos meses? - gargalhei
- Hum... chega lá
aqui... - a Letícia aproximou-se e assim que o fez murmurei a data escolhida.
- Mas vocês estão
loucos?? Isso é já daqui a...
- Sim... é... mas
é mesmo nesse dia que nos vamos casar! Ah e aviso que vai ser algo muito
simples só assim para os amigos mais próximos e família.
- É que nem
comento... já agora os convidados sabem quando será o casamento ou também vão
avisar no dia anterior?? - gargalhei
- Deixa de ser
exagerada que os convites estão feitos e serão entregues a tempo... até porque
como falei será uma cena muito simples!
- Diz-me só como
é que convenceste o Ruben a alinhar nisso?
- Se queres mesmo
saber só lhe disse uma vez... o Ruben alinhou imediatamente!
- Quer dizer...
depois de um pedido daqueles.. vão casar quase em segredo??
- Yap...
- Enfim... seus
doidos!
- Pois somos mas
agora vamos comer que depois temos que ir buscar o meu vestido...
- Buscar?? Como
assim??
- Então... lá
porque estou a dizer-te só agora não quer dizer que não saiba que vestido
quero...
- Até o vestido
já está escolhido?
- Sim... vim um
que é a minha cara no Porto e como em Lisboa também existe uma loja do mesmo
grupo pedi para o vestido ser entregue cá... por isso tenho que passar por lá
para fazer a prova...
- Isto é muita
informação para ser processada! -
gargalhei novamente - Definitivamente
vocês enlouqueceram! Já agora vão pelo menos em lua de mel ou nem isso?
- Esse detalhe
quem tratou foi o Ruben logo se queres saber o destino terás que falar com o
meu noivo! Sim que ele não se descose...
Continuamos a falar do casamento e dos
preparativos para o mesmo mas assim que terminamos de almoçar fomos directas à
loja onde fiz a prova do vestido para no fim ouvir a aprovação da minha amiga,
pedi-lhe ainda segredo absoluto pois ainda mais ninguém sabia e nós queríamos
que continuasse assim.
Acabei por regressar a Braga a tempo de
conseguir ver o jogo no estádio e assim que lá cheguei o meu piolho abraçou-me.
- Mana tava cheio
de saudades tuas! - sorri so ouvi-lo
- Oh a mana
também já estava cheia de saudades tuas - enchi-o de beijinhos e acabei por ver
o jogo com o Martim sentado no meu colo.
- Mariana agora
que o teu irmão já está ali entretido conta lá porquê este segredo todo em
volta dessa ida a Lisboa?
- Não queiras ser
mais papista que o papa... a seu tempo saberás...
- Tu e o Ruben
andam a preparar alguma e deve ser daquelas bem grandes... - sorri
- Em grande não
será... mas sim estamos a preparar alguma!! Mas não adianta fazeres mais
perguntas porque não vou dizer nada...
A Patrícia ainda tentou mas como avisei
não lhe dei mais informações, ficamos à espera dos nossos homens e quando se
dignaram a aparecer fomos finalmente jantar todos juntos.
- Bem... agora
que já comemos - olhei para o Ruben e sorri por saber o que iria dizer - aqui esta menina - abraçou-me - faz anos dia 1 de Junho como tal estão os
dois convidados para o seu aniversário... sim porque desta vez ela não se
escapa e vai mesmo ter que festejar!
- Ena... isso
deve ser em grande para avisarem com tanto tempo de antecedência!
- Nuno não é
assim tanto tempo... são três semanas!
- Mesmo assim...
tendo em conta que a Mariana não festeja o aniversário...
- É mas este ano
vou festejar! Aqui o Ruben convenceu-me...
- Ui... amiga
ultimamente andas a deixa-lo convencer-te de muitas coisas... olha que assim o
Ruben fica ainda mais convencido do que já é!
Lógico que com a piada do Nuno iniciou-se
um “bate boca” entre os homens o que levou-me a mim e à Patrícia quase às lágrimas
de tanto rir, sim que aqueles dois quando se juntos não há crianças que os
consigam bater.
O serão foi animado e só terminou porque
o Martim queixou-se que estava com sono, isto depois do Nuninho já estar a
dormir há mais de uma hora nos braços da Patrícia, regressamos a casa e
enquanto o Ruben foi deitar o Martim fui até ao quarto onde acabei por
deitar-me à espera do meu amor.
A noite foi pacata tal como os dias
seguintes, duas semanas passaram a correr e a uma semana do meu aniversário os
nervos começaram a apoderarem-se de mim, algo no mais ínfimo do meu ser estava
a deixar-me angustiada e por muito que tentasse descobrir o porquê não
conseguia encontrar motivo nenhum para andar nesta pilha de nervos.
Será que a Mariana tem motivos para andar angustiada?
E este aniversário irá trazer surpresas? E o casamento será mesmo para quando?