Mariana
Uma semana passou desde que falei com o Ruben e não sei se
foi por isso ou não só sei que afastou-se completamente de nós quando deveria
fazer o inverso, uma vez que lhe pedi que reconquistasse a confiança do meu
irmão. Tentei ao máximo não pensar nisso mas a verdade é que está cada vez mais
difícil desligar-me da realidade, está a custar-me imenso ficar longe dele,
sempre que o vejo tenho uma vontade louca de esquecer o que se passou e
abraça-lo principalmente por andar a sentir a falta dele de uma forma
inexplicável que impede-me de ser racional, é frequente dar comigo a pensar em
como tudo isto poderia ser diferente senão tivesse sido tão casmurra, se lhe
tivesse dado a hipótese de se explicar quando pediu.
O fim-de-semana chegou e como tal tivemos que nos despedir
da Patrícia e do Nuno, não percebi bem o motivo pelo qual nos ofereceram a
viagem e estadia em Paris bem como os bilhetes para irmos até à Disneyland
Paris só sei que acabei por aceitar, primeiro porque iria ser uma desfeita para
eles, segundo porque o meu irmão já tinha pedido para lá ir e terceiro porque
seria uma forma de afastar-me de Braga que ultimamente tem-me feito tanto mal.
O Martim estava elétrico e por isso não consegui que ficasse
sossegado durante o voo ainda assim esteve calado. O meu irmão parecia uma
pulguinha saltitante o que deixava-me de certa forma feliz por o ver alegre, já
tínhamos as nossas malas quando o Martim parou de andar, ele ia ao meu lado mas
de um momento para o outro parou o que fez com que olhasse para ele.
- O que foi?
-perguntei ao vê-lo estático.
- Mana o Ruben.
- O que tem o Ruben?
- perguntei por não estar a entender nada.
- Ele vem aí -
falou ao apontar virei-me e dei de caras com ele já próximo de nós.
- Oi - sorriu.
- O que é que estás
aqui a fazer?
- Só estou a cumprir
com o que pediste - disse-me ao olhar-me nos olhos o que causou-me um
arrepio por todo o corpo - estou a fazer
pela vida - sorriu ligeiramente.
- Estás a dizer que
isto é obra tua?
- Sim, pedi ajuda à
Patrícia e ao Nuno para que não desconfiassem mas fui eu que preparei tudo
- fiquei sem resposta, tê-lo ali diante de mim com um sorriso tímido no rosto
estava a melindrar-me de uma forma estranha e só despertei quando ouvi a voz do
meu piolho.
- Mana vamos -
puxava-me por um braço ignorando a presença do Ruben.
- Espera - pedi -
amor parece que vamos ter que levar com
a companhia do Ruben.
- Não - foi
perentório.
- Martim - o
Ruben baixou-se diante dele - sabes que
estás aqui porque vos ofereci a viagem - ele interrompeu-o.
- Estás a mentir quem
deu a viagem e os bilhetes foi o Nuno.
- Foi o Nuno que vos
entregou mas a ideia foi minha, fui eu que os comprei.
- Porquê?
- Porque quero
pedir-te desculpas por ter faltado à tua festa - o meu irmão olhou-o - sei que errei e estou mesmo arrependido,
gosto muito de ti e quero continuar a ser teu amigo por isso é que vos ofereci
a viagem, sei que querias muito vir cá mas que a mana ainda não tinha
conseguido juntar dinheiro suficiente para te trazer.
- Pois não - o
Ruben sorriu.
- Martim será que dá
para desculpares-me por ter sido um parvo e ter faltado à festa?
- Porquê que
faltaste? - o Ruben olhou-me.
- Porque fui um
parvo, desculpas?
- Porquê que foste um
parvo? - percebi que o Ruben estava a evitar dizer a verdade talvez porque
não sabia se queria que falasse.
- Lindo, sabes que
nós adultos às vezes somos mais crianças que vocês - o Martim sorriu - e foi isso que aconteceu comigo, Martim
nesse dia vi uma coisa que não gostei e não consegui esquecer mais isso - o
Ruben olhou-me - por isso não estava
capaz de ir até à tua festa, estava chateado e não queria que ficasses triste
por veres-me aborrecido, desculpa nunca pensei que ficasses tão chateado por
ter faltado.
- Tu falhaste na
promessa que fizeste, tu disseste que nunca ias abandonar a mim e à minha mana
e foi isso que fizeste.
- Martim não vos
abandonei, falhei quando não consegui deixar de lado o que estava a sentir para
estar presente da tua festa, desiludi-te por isso mesmo mas nunca vos abandonei
e para te provar isso posso dizer que adoraste as férias no Algarve
principalmente o teres visto os Golfinhos e a tua mana ter-te levado a passear
à noite pelas ruas cheias de gente, foi ou não foi?
- Foi mas como é que
sabes?
- Lindo, posso ter
afastado de vocês mas nunca deixei de saber notícias vossas, se não era o Nuno
e a Patrícia a dá-las era a Letícia mas sempre soube o que andavam a fazer
- por esta não esperava algo que o Ruben percebeu - Martim desculpas-me? - o meu irmão olhou-me antes de responder.
- Prometes que não
voltas a fazer o mesmo não quero saber se estás triste ou não porque isso não
interessa.
- Sim prometo que
nunca mais vou deixar-te à minha espera - o Martim sorriu - nem a ti nem à tua irmã.
- Tá bom então eu
perdoo - o meu irmão abraçou o Ruben que acabou por se levantar ficando com
o Martim ao colo.
- Agora faltas tu
- olhou-me bem nos meus olhos - Mariana
não dá para continuar chateado contigo, sei que agi mal, que tens razão para
estares chateada mas dá-me uma oportunidade para redimir-me, aceita passar
estes dois dias comigo vamos levar o teu irmão a conhecer a DisneyLand Paris,
deixa-me provar-te que podes voltar a confiar em mim que a última coisa que
quero é ver-te triste - estava perdida a olhá-lo e fui incapaz de lhe negar
o que estava a pedir.
- Cumpro sempre o que
digo, conseguiste que o Martim te perdoasse, por isso tens a tua oportunidade
- ele sorriu e sem que tivesse a contar abraçou-me dando um beijo na minha
bochecha - hey calminha aí primeiro
temos que conversar e esclarecer umas coisas e depois é que vou decidir se
voltaremos a ter a mesma liberdade ou não.
- Será como quiseres.
- Então vamos que
quero ir deixar as malas no hotel e depois ainda quero dar uma volta.
- Iria jurar que não
gostas de sair à noite - picou-me.
- Não gosto de ir
para bares e discotecas mas gosto de passar serões agradáveis com os meus
amigos - ele sorriu - já para não
falar que estou em Paris.
- Ok, tens razão, vamos
então.
O Ruben meteu finalmente o meu irmão no chão e depois fez
questão de levar as nossas malas foi quando já estávamos no hotel que tirei a
dúvida que estava a pavonear os meus pensamentos.
- Ruben quando é que
chegaste? - ele sorriu.
- Vim no voo antes do
vosso queria ter a certeza que estaria à vossa espera.
- Mas não tens
treinos durante o fim-de-semana?
- Não, este
fim-de-semana temos folga - sorriu - o
que confesso que deu jeito.
- Hum, ok.
- Mariana espero-vos
lá em baixo - informou ao chegarmos à porta do meu quarto, meu e do Martim.
- Ok, o Martim vai só
mudar de roupa e já descemos.
Entrei no quarto e encontrei o meu piolho a explorá-lo,
deixei-o uns minutos sossegado no seu mundo mas acabei por chamá-lo à realidade
para que mudasse de roupa.
- Mana isto é bué
fixe - falou animado - o Ruben teve
uma ideia bacana.
- Teve, teve -
suspirei - mas agora tens que te
despachar para irmos ter com ele.
O meu irmão fez o que pedi enquanto fui espreitar a vista
que tinha da varanda do meu quarto, aquilo era lindo e tenho que confessar que
o Ruben esmerou-se nunca pensei que fizesse algo do género só para que o puto o
pudesse desculpar. Estava perdida em pensamentos e cada vez mais confusa quando
o Martim apareceu já vestido.
- Vamos?
- Sim piolho -
ele sorriu e foi todo contente à minha frente, descemos pelo elevador e assim
que as portas se abriram correu na direção do Ruben.
- Onde vamos? -
perguntou animado.
- Agora vamos passear
um pouco e depois vamos jantar.
- E depois?
- Depois voltamos
para o hotel, temos que nos deitar cedo para amanhã não termos sono e
aproveitar o dia na DisneyLand, certo?
- Sim - falou
radiante o que deixou-me feliz por ele.
Passei as horas seguintes a presenciar a alegria do meu
irmão, o puto andava a tirar fotos a tudo o que via incluindo a nós os três,
ele tanto fez que conseguiu que permitisse o Ruben abraçar-me o que deixou-me
desconfortável já não sentia os seus braços em volta da minha cintura há mais
de um mês e tê-lo novamente perto de mim provocou-me uma sensação estranha,
sentir o seu perfume, o seu toque mas principalmente os seus lábios contra as
minhas bochechas fez com que suspirasse sem entender o motivo, algo que não
passou despercebido ao Ruben que sorriu de uma forma como já não o via a sorrir
há muito.
A noite foi bastante agradável e houve momentos em que
esqueci completamente os últimos acontecimentos parecia que nada se tinha
passado e que continuávamos amigos como antes, foi por pensar nisso e em tudo o
que se passou mas principalmente nas diversas conversas que tive com várias
pessoas que mal consegui dormir no entanto levantei-me cheia de energia sabia
que iria ter pela frente um dia cansativo mas que no final seria recompensador
pois o Martim iria estar felicíssimo.
O dia como esperava rebentou connosco, andarmos de um lado
para o outro a correr atrás do Martim não foi fácil, ele queria experimentar
tudo e nem o facto de saber que o dia amanhã seria passado lá o fez abrandar,
talvez por isso à noite assim que jantou quis dormir, fiz-lhe a vontade até
porque também estava a querer esticar-me, deitei-me com o Martim e uns minutos
depois já dormia serenamente ao contrário de mim que apesar de cansada estava
sem sono, acabei por ir até à varanda e quando estava perdida em pensamentos vi
que o Ruben observava-me de sorriso no rosto, ficamos uns segundos a
olharmo-nos, segundos esses que serviram para ter a certeza que não poderia
regressar para Braga com uma dúvida a assombrar-me o pensamento, por isso mesmo
regressei ao quarto, vesti-me e saí.
Ruben
Estava com receio de não conseguir que o Martim desculpasse
o que lhe fiz mas isso não aconteceu, o miúdo deslumbrou-se completamente com a
surpresa que lhe fiz e por isso esqueceu rapidamente o que se tinha passado
ainda assim pediu-me para prometer que não volto a repetir a piada.
A noite de ontem e o dia de hoje foram inesquecíveis ver a
alegria do Martim com tão pouco deu-me uma paz de espírito enorme e contribuiu
para ter a certeza que os quero do meu lado, tanto a Mariana como o Martim e
que por isso vou ter que ganhar coragem e admitir que lhe menti ao afirmar que
não gostava dela, mesmo correndo o risco de a desiludir mais uma vez não posso
continuar a mentir. Era nisso que pensava quando fui até à varanda onde
perdi-me completamente a olhá-la. A Mariana olhava as estrelas e como sempre
estava linda com a luz da lua a refletir na sua pele, acabei por ser apanhado
por ela e por isso sorri mas a Mariana simplesmente fugiu, regressou para o
interior do quarto o que deixou triste, algo que passou quando ouvi alguém a
bater à porta do meu quarto, apressei-me a ir abrir.
- Desculpa vir
incomodar mas preciso falar contigo.
- Deixa-te de coisas
e entra - sorri-lhe.
- Diz - pedi ao
vê-la sentada na cama mas conforme o fez também se levantou, ela estava
inquieta - passa-se alguma coisa? -
perguntei ao aproximar-me dela.
- Acho que estou a
dar em louca - olhei-a com vontade de rir - não te rias que não tem piada.
- Desculpa mas no
mínimo é estranho chegares aqui a dizer que estás a dar em louca - ela
suspirou - anda - puxei-a pela mão e
levei-a até à varanda - senta-te -
pedi e fiz o mesmo - agora fala pode ser
que ajude.
- Ruben não sei por
onde começar nem a melhor forma de perguntar o que preciso de saber -
olhei-a sem entender nada - por isso vou
direta à questão mas desta vez quero mesmo a verdade - ela respirou
profundamente - ainda te lembras da
conversa que tivemos em tempos e que perguntei se tinha sido a responsável pelo
fim do teu noivado - ela calou-se percebi que estava à espera que
respondesse e por isso mesmo afirmei que sim com a cabeça já que por palavras
não o consegui fazer - sei que negaste,
também sei que pedi a verdade e ainda te avisei que a única coisa que não
desculpo é a mentira mas mesmo assim preciso que sejas sincero e digas se
estavas mesmo a falar a verdade - tê-la diante de mim a remexer no único
assunto que tinha medo de desenterrar deixou-me sem saber o que dizer e por
isso mesmo voltei a ouvi-la - Ruben só
quero a verdade por favor - respirei profundamente.
- Mariana, não fui
totalmente honesto contigo quando falamos sobre isso - baixei o olhar.
- Como assim? E olha
para mim enquanto estivermos a falar - elevei a cara e encarei-a.
- Fui sincero quando
afirmei que não foste a responsável pelo fim do noivado afinal não tiveste
culpa nenhuma e muito menos fizeste alguma coisa para que isso acontecesse mas
menti-te quando neguei que não sinto nada por ti, a razão pela qual não fiquei
na lama quando a Soraia terminou comigo foi porque já era em ti que pensava e
não nela.
- Porquê que
mentiste?
- Porque tive medo de
te perder se admitisse em voz alta o que sinto por ti.
- Pedi-te para seres
sincero e tu mentiste.
- Querias o quê -
levantei-me - tinhas acabado de admitir
que não sentes o mesmo, que se conseguisse lidar com um não da tua parte que poderíamos
continuar a ser amigos mas que se isso não acontecesse que afastavas-te -
ela interrompeu-me.
- Isso não serve de
desculpa para teres mentido quando pedi a verdade - acusou-me.
- Sei disso mas agora
já não posso voltar atrás mas desculpa se neguei aquilo que sinto por ti porque
preferi ter-te como amiga do que não ter nada, Mariana por muito que afirmes
que consegues separar as coisas isso não é verdade depois desta conversa sempre
que te abraçar, que te der um beijo, que te faça uma carícia no rosto vais
interpretar de outra forma, só quis evitar isso - ela interrompeu-me.
- O que tu queres é
dar comigo em louca - olhei-a sem entender nada.
- O que queres dizer
com isso?
- Que já não sei
nada, que desde o dia que fizeste aquela cena por falar com o Miguel que fiquei
completamente confusa, que olho para ti e vejo um amigo especial tão especial
que não sei mais o que sinto quando estamos próximos e que por isso afastei-me
- fiquei sem reação e talvez por isso ela levantou-se.
- Mariana - tentei
falar mas ela interrompeu-me.
- Ruben não digas
nada, é verdade que conseguiste algo que mais nenhum rapaz conseguiu em tão
pouco tempo, não sei porquê nem como, só sei que quando reparei já tinha
deixado que entrasses na minha vida de uma forma estranha, custa-me imenso
estar afastada de ti mas neste momento estou confusa não sei o que sinto só sei
que é algo estranho e forte, tenho medo de vir a descobrir que o que estou a
sentir seja o que as pessoas chamam de amor - sorri ao ouvi-la aquilo era
tudo o que mais queria - neste momento não
consigo dar-te mais do que dou, tens e terás sempre a minha amizade só não sei
se algum dia terás mais, não posso nem estou em condições de te prometer tal
coisa - tê-la diante de mim a ser o mais sincera possível e a admitir que
talvez um dia possa vir a chama-la de amor deixou-me completamente nas nuvens e
num impulso puxei-a para mim numa tentativa desesperada de beijá-la mas a
Mariana fugiu com a cara, olhei-a e quando já ia a abrir a boca para pedir
desculpas ela falou - Ruben não peças
desculpas, se não fosse este meu lado racional a impedir-me de fazer o que o
lado emocional quer já há muito nos tínhamos beijado - sorri ao ouvi-la a
admitir algo que afinal ambos queremos há tanto tempo - mas não consigo por muito que tente não consigo - ela suspirou - Ruben não quero magoar-te e muito menos
arrastar-te para o meu mundo que de perfeito não tem nada, se um dia conseguir
realmente perceber o que sinto por ti e se ainda sentires o mesmo por mim pode
ser que nesse dia deixe de fugir mas até lá peço-te que respeites a minha
vontade, não quero perder-te como amigo mas também não consigo dar-te mais
- olhou-me - se para ti for melhor
afastares-te vou entender e respeitar isso - ouvi-la a colocar a hipótese
de nos afastarmos novamente fez com que a impedisse de continuar a falar, levei
os meus dedos da mão direita à sua boca como
que a pedir que se calasse algo que ela fez mas sem nunca deixar de olhar-me.
- Mariana não quero
nunca mais voltar a afastar-me de ti, é verdade que gosto de ti, que dava tudo
para teres a mesma certeza que tenho quanto ao que sinto por ti mas não é por
não teres que vou afastar-me, só eu sei o que custou-me estas semanas longe de
ti não consigo voltar a passar tanto tempo longe de ti antes de tudo somos
amigos e quero continuar a manter esta amizade que nos une, afinal amizade
também é uma forma de amar - as lágrimas escorreram-lhe pelo rosto - o que sinto por ti é muito forte e tem
vindo a crescer de dia para dia, foi por já gostar de ti que tive certezas que
o meu namoro com a Soraia não fazia mais sentido e muito menos o casamento, não
perguntes como aconteceu porque não sei responder e para ser verdadeiro acho que
nem teria percebido o que sinto por ti se não fosse a minha mãe a conversar
comigo.
- Acho que todos
perceberam isso menos nós os dois - disse em género de desabafo o que fez
com que gargalhasse.
- Porquê que falas
isso?
- Começando pelo meu
irmão que em tempos perguntou se namorávamos - sorri ao recordar esse dia -
passando pela conversa que a tua mãe teve comigo, depois as conversas por meias
palavras que tive com o Nuno e com a Patrícia, aquela cena de ciúmes -
sorri ao ouvi-la - e por fim o que a
Patrícia disse-me, ela falou com as letras todas que gostas de mim e ainda
falou que estamos a ser casmurros que gostamos um do outro mas não o
reconhecemos.
- Nisso tens razão
parece que fomos os últimos a perceber o que estava a acontecer mas é bom saber
que sou correspondido mesmo que ainda não seja a cem por cento.
- Ruben e agora?
- Agora? - sorri
- Agora vamos dar tempo ao tempo se
tivermos que ficar juntos ficamos não és tu que falas que o que é nosso á nossa
mão vem parar - ela sorriu - então
se os nossos caminhos se cruzaram é sinal que de uma forma ou de outra estamos
destinados a ser um do outro, resta percebermos se será só como amigos ou algo
mais, da minha parte podes ter a certeza que não irei fugir ao que sinto mas
também não vou deixar que isso interfira na nossa amizade.
A Mariana não disse nada simplesmente abraçou-me, aquilo
soube bem e nem sei ao certo o tempo que ficamos assim juntos nos braços um do
outro, só sei que terminou com ela a dar-me um beijo no rosto.
- Ruben, preciso ir
até ao meu quarto - olhou-me - o
Martim está sozinho e depois preciso arrumar as ideias - sorri ao ouvi-la.
- Vai mas promete que
esta conversa não vai mudar nada - olhei-a nos olhos - que amanhã vais acordar sem te arrependeres de termos falado, que não
te vais afastar.
- Fica descansado que
ter admitido em voz alta o que andava há demasiado tempo na minha cabeça não
vai mudar nada primeiro que tudo somos amigos.
Não insisti mais, a Mariana acabou por se despedir de mim e
foi até ao seu quarto.
Mariana
Acordei com o meu irmão a chamar-me como não lhe liguei
nenhuma o puto resolveu começar a dar-me ligeiras chapadas no meu braço o que
fez com que abrisse os olhos e assim que o fiz dei de caras com o Ruben a rir.
- Posso saber o que
estás aqui a fazer?
- Iria jurar que
combinamos a esta hora lá em baixo para comermos?
- Desculpa adormeci
- ele gargalhou.
- É que nem deu para
ver nem nada - sorriu - vá
levanta-te que nós esperamos lá em baixo - só quando falou é que reparei
que o puto já estava vestido e pronto a sair.
- Isso é tudo pressa?
- Ó mana pára lá de
falar e vai vestir-te.
- Hey tem calminha
que a DisneyLand não foge - resmunguei ao levantar-me da cama - e agora onde está o meu beijinho -
pedinchei ao aproximar-me dele que estava ao lado do Ruben.
- Aqui - deu-me
um beijinho repenicado - mas agora
despacha-te.
- Ok - respondi
enquanto endireitava-me - dez minutos e
estou lá em baixo - falei a olhar para o Ruben e por isso percebi que
estava indeciso quanto a poder ou não cumprimentar-me - mas antes quero o meu beijo - falei ao dar a cara para o Ruben
beijar-me, ele não se fez de rogado e deu-me um beijo demorado na bochecha
direita e depois outro na esquerda.
Eles saíram e por isso fui despachar-me, encontrei-me com
eles dez minutos depois para comermos e assim que o fizemos voamos para a
DisneyLand, voltamos a passar o dia lá e só regressarmos ao hotel para irmos
buscar as malas, seguimos imediatamente para o aeroporto onde acabamos por
fazer um pequeno lanche antes de entrarmos para o avião.
O voo foi calmo principalmente porque o Martim adormeceu,
estava a contemplá-lo quando a vos do Ruben despertou-me para a realidade.
- Estava mesmo
cansado - sorri.
- Pudera não parou um
segundo que fosse.
- Mariana -
olhei-o - preciso perguntar-te uma
coisa.
- Diz.
- Porquê que agora
falas tanto com o Miguel?
- Ruben, o Miguel é
só uma pessoa com quem falo é que nem o posso considerar amigo para mim é um
conhecido com quem troco algumas palavras porque o seu filho é amigo do Martim,
os miúdos combinaram umas tardes de brincadeira e por isso enquanto eles
brincavam nós conversávamos.
- Não gosto da forma como
ele olha para ti.
- Primeiro não tens
que gostar ou deixar de gostar somos só amigos lembra-te disso - ele baixou
o olhar - e depois estou-me a borrifar
se o Miguel olha para mim com segundas intenções isso que muda rigorosamente
nada, só o vejo como um conhecido e só isso é que deveria interessar-te -
ele suspirou - Ruben como falei ontem
não consigo dar-te mais do que dou por isso não insistas.
Teríamos continuado a falar mas o Ruben teve que se ir
sentar porque estávamos a chegar, aterramos sem qualquer problema e saímos
separados do cais de desembarque a meu pedido, não queria dar motivos para
falatórios algo que ele compreendeu ainda assim combinamos de nos encontramos
no parque de estacionamento. O Ruben deixou-nos em casa e seguiu para a sua, estávamos
os três cansados e a precisar de dormir.
- Então como correu?
- os nossos amigos estavam expectantes mas o Martim resolveu logo o assunto ao
contar o que tinham sido estes dois dias e no final pediu para o ir deitar que
tinha sono.
- Não queres comer
nada?
- Mana, só tenho sono
- sorrimos ao ouvi-lo.
- Ok, então vamos lá.
Adormeci o meu piolho e foi quando regressei à sala que fiz
um pedido que deixou a Patrícia e o Nuno admirados.
- Posso saber porquê
que queres ir quinze dias para Lisboa?
- Patrícia, preciso
de afastar-me de Braga.
- Mas não te
conseguiste entender com o Ruben?
- Sim mas mesmo assim
preciso destes dias.
- Tudo bem mas é
estranho.
- Nuno, não insistas
por favor.
- Ok, podes ir até
porque vou estar mesmo de férias, logo não irias ter muito que fazer porque
tenciono ter o Nuninho só para mim - a Patrícia sorriu.
- Obrigada e agora se
não se importam vou retirar-me para fazer as malas.
Eles já não questionaram e ainda bem afinal não queria dizer
que iria estar a fugir da revelação que fiz ao Ruben mas precisava mesmo
afastar-me dele para colocar definitivamente as ideias em ordem.
***
Duas semanas passaram e deu para colocar as ideias em ordem,
ainda não estava certa do que sinto pelo Ruben mas pelo menos serviram para
descansar e recuperar energias uma vez que os últimos tempos foram difíceis.
- Letícia, podes
ficar com o Martim? - pedi quando estávamos a arrumar a cozinha.
- Posso saber o que
vais fazer?
- Vou resolver um
assunto.
- Vais ter com o
Ruben, é isso não é? - sorriu.
- Não.
- Pára de mentir
- olhei-a - é que deves julgar que não
sei que ele está em Lisboa.
- Como sabes?
- Ó sua toina lá que
não vês futebol não quer dizer que as outras pessoas não vejam e ontem foi o
jogo do Benfica vs Braga não é difícil adivinhar que o rapaz tenha ficado cá.
- Ah - ela
gargalhou.
- Vá, admite lá que
vais ter com ele.
- Sim vou satisfeita?
- Não, só fico
satisfeita quando parares de fugires ao que sentes, Mariana já confessaste ao
rapaz que ele mexe contigo, sabes que o Ruben está caidinho por ti e continuas
a fugir, vocês têm falado todos os dias e alguns mais do que uma vez já para
não dizer que quando estão a falar pareces manteiga derretida.
- Não posso admitir
algo que não sei se é verdade, além disso cada coisa a seu tempo.
- Ai ai o dia para ti
deveria ter quarenta e oito horas e mesmo assim não sei se chegava - gozou
- esquece o tempo e aproveita a vida.
- Deixa-me fazer as
coisas da minha forma e agora podes ou não ficar com o Martim?
- Lógico que fico com
o puto, vai descansada.
Assim que obtive a resposta que queria fui despedir-me do
Martim que tentou saber onde ia, acabei por lhe dar uma desculpa esfarrapada e
saí antes que voltasse a perguntar mais alguma coisa.
Fiz a viagem do apartamento da Letícia ao do Ruben a pensar
qual seria a reação dele uma vez que não fazia a mínima ideia que o ia visitar.
Olá :)
ResponderEliminarAinda bem que o Martim perdoou o Rúben e isto sim uma surpresa fantástica tal como já foi dito num comentário anterior nem eu me importava de me fazerem uma surpresa destas xD
Quero mais que estou TANTO curiosa quanto ao rumo da história destes dois :P
Fico à espera
Beijinhos
Rita
Mau...mau... Então e onde é que ficou o encontro deles?
ResponderEliminarAdorei a surpresa... Realmente nada melhor que a disney.
O próximo por favor!!!
Bjokinhas
Mariaa
olha nao te esqueceste do resto? é que eu tenho quase a certeza que falta uma boa parte neste capitulo e te esqueceste de publicar, pq ficou logo na parte "critica"!! quero ler esse resto, rapidinho ;))))
ResponderEliminarfico à espera do proximo!
beijinhos
Amei a surpresa do Rúben, fantástica!!!!
ResponderEliminarMas quando é que estes 2 se acertam???? Tinhas mesmo necessidade de acabar logo agora o capitulo????
Muito bom, fantástico.
Quero mais!!!
Beijinhos.
Que lindos que eles são *.* e muito fofinhos :D
ResponderEliminarAgora a Mariana que se decida de uma vez .. Ai ai a minha vida. Tem ali o moço a espera .. LOL
BjnhO linda, fico a espera do próximo ..
fabuloso... fantastico...
ResponderEliminarquero mais... tou super curiosa para ver o proximo... continua...
Que bela surpresa, por esta é que o puto não esperava, assim foi fácil perdoar.
ResponderEliminarFinalmente a menina Mariana admitiu que o Ruru não lhe é indiferente, e melhor ainda adimitiu-o ao próprio, mas ela que se despache porque não se faz esperar um homem destes.
Tenho esperança que desta é que é, mas para isso preciso muito do resto do capitulo, e onde é que ele está menina Catarina? Não está, parece que temos um problema que só tu podes resolver, por isso dá corda aos dedinhos e mostra-nos o resto.
Como sempre adorei, isto já se tornou um vicio.
Beijocas
Fernanda
Olá!
ResponderEliminarBem que oportunidade desperdiçada!!! Então os dois em Paris, na chamada Cidade do Amor e nada mais do que palavras??? Nem um beijinho???
Ai ai ai quero o próximo e que venha com beijinhos ahahahahah
Beijo
Ana
Vai acabar bem esta visita? Vá lá *.* Estes dois precisam de apimentar as coisas :p Espero qe a Mariana já tenha as ideias em dia... E realmente, adorei! :D
ResponderEliminarBeijinhoo