Depois do drama que o Paulo fez acabou por aceitar a ideia que a filha está a crescer... pelo menos concordou com o namoro, isto depois de ouvir mil e um aviso, como se fosse preciso, enfim tudo pela minha princesa.
O jantar de consoada foi animado com o Gonçalo a perguntar constantemente quando é que o Pai Natal vinha, insistiu tanto que a Inês em determinado momento disse que não existe Pai Natal e que quem nos dá os presentes é os nossos pais, lógico que o Gonçalo não se ficou e disse que a irmã era má, só sei que o bate boca deles terminou quando o Ruben se impôs, acabando por explicar ao puto que a Inês disse a verdade...
Estava deitado com a Kika na sua cama a falar e a namorar quando
- Não querem vir para a sala?
- Pai se quiséssemos estar na sala estávamos!
- Mas filha daqui a uns dias regressas a Lisboa, podias aproveitar para estar comigo e com a tua mãe...
- Ai pai não exagere! Tenho estado sempre convosco!
O Paulo provavelmente teria insistido, só não o fez porque a Filipa chamou-o e assim que saiu
- O teu pai é a comédia - olhou-me
- Mesmo sério não entendeste o porquê que aqui veio?
- Percebi… quer controlar-me! Como se fosse preciso… se quiséssemos fazer alguma coisa nunca seria com os meus pais em casa!
- E queres? - desviou o olhar - Kika nunca mais tivemos juntos…
- Isto não é assunto para ser falado aqui!
- Então é para falar onde? Kika só estamos aqui os dois, importas-te de responder?
- Ai oh Martim não insistas!
- Então porquê que não queres voltar a estar comigo?
- Estás parvo? Por acaso falei que não quero? Martim também quero só acho que não devemos falar disso aqui e muito menos fazê-lo, queres que nos apanhem
- Não... Mas tenho saudades tuas...
- Pois mas tens de aguentar mais uns dias
Estava entretido a conversar com o meu pai e com o Paulo quando a Mariana se aproximou
- Oh homens da minha vida o que acham de sairmos?
- Não... Mas pai arranje um programinha para fazermos todos que estou farta de estar em casa!
O Paulo sorriu e deu algumas ideias que agradou a Mariana mas que detestei, por isso pedi para ficar em casa é para os convencer, ofereci-me para ficar com os miúdos
- Tens a certeza que não queres vir?
- Sim... mana aproveita para namorar com o Pai... - gargalharam
- Tens uma lata... Mas os teus irmãos só ficam se a Kika não se importar de ficar, porque sozinho com os três não ficas
- Mariana!!!! - olhamos para o Paulo e antes que tivesse tempo para continuar
- Pai não comece! E devia de aproveitar a dica do Martim e namorar um pouco que não faz mal nenhum! Aliás no vosso caso só vos fará bem, porque é disso que têm falta ou será que estou assim tão enganada e vocês já não se amam? É que sinceramente não quero acreditar que continuam juntos só porque sim… até podem estar a atravessar uma fase complicada mas se não existisse amor já se tinham separado, por isso faça pela vida e vá à luta!
O Paulo cedeu e foi chamar a Filipa, deixando-me com o meu pai e irmã, algo que aproveitaram para pedirem que tivesse juízo
- Até parece que não tenho sempre juízo!
- Não precisas ficar tão indignado e não te esqueças que estás na casa dos pais da tua namorada por isso vê o que fazes!
Olhei para a Mariana sem entender o que quis dizer mas não tive hipótese de questionar porque a minha irmã saiu, por isso
- Pai que aviso foi aquele que a mana tentou dar e que não entendi - gargalhou
- Não entendeste ou não quiseste entender - voltou a sorrir
- Ok... o que a Mariana quis dizer foi para controladores as hormonas... se é que entendes... Estás na casa dos pais da tua namorada e sem saber quando regressam...
- Vais dizer que nunca o fez na casa da avó? - gargalhou fortemente para depois
- Não desvies o assunto! Martim, compreendo que queiram estar juntos e até que tenha sido esse o motivo para o qual te ofereceste para ficar com os miúdos mas nem sempre a nossa vontade pode ser satisfeita - interrompi
- Pai pode parar! Já percebi e além disso a Kika também não quer fazer isso aqui - voltou a sorrir
- É normal… filho é a casa dos pais dela e a última coisa que a Kika deve querer é ser apanhada pelo Paulo ou pela Filipa
- Qual é a diferença entre fazê-lo aqui ou na nossa casa?
- Na nossa casa, vocês sabem perfeitamente os nossos horários, por isso a menos que haja um grande imprevisto nunca vos apanharemos, além disso depois de tudo o que já falamos com vocês, é mais do que óbvio que não faremos um escândalo se forem apanhados, a única coisa que vos pedimos é que tenham cuidado
- Acho bem e agora que estamos só os dois, diz lá como foi?
- PAI!!! - gargalhou - Nem penses que vou partilhar!!
- Engraçado mas tive de partilhar contigo...
- Mas isso é porque és meu pai e tens o dever de esclarecer as minhas dúvidas - voltou a rir
- Sabes muito... Mas não te esqueças que um dia serás pai e todas as perguntas embaraçosas que fizeste também um dia terás que responder
- Credo cruzes que o diabo seja cego, surdo e mudo
- O ditado é antigo e diz cá se fazem cá se pagam
- Até pode ser mas ainda falta muitos anos para que isso vire realidade!
- Nisso estamos de acordo, até porque não quero ser avô pelo menos
- Quem é que não quer ser avô nos próximos 10 anos?
Assim que ouvi a minha irmã, também olhei para o meu pai, na tentativa que não respondesse com a verdade mas isso não aconteceu, o meu pai afirmou que depois contava, isto porque o Paulo e a Filipa se aproximaram para se despedirem de nós.
Lógico que fizeram mil e uma recomendações, ao contrário da nossa irmã e do meu pai, que unicamente pediram para ligar se for necessário.
- Os miúdos estão connosco!
- Não sejas desmancha prazer! Os putos estão entretidos no quarto a brincar e daqui pouco vão dormir - tentei aproveitar mas
- Martim! Tem juízo ou queres que nos apanhem?
- Sinceramente não entendo o drama... os teus pais já sabem!
- Uma cena é saberem outra é ouvirem os putos a falar que nos apanharam a namorar, porra também quero mas quero regressar a Lisboa daqui a uns dias, entendes?
Concordei com a Kika, até porque tenho noção que tem razão. Acabamos por ir ter com os miúdos, brincamos um bocado e depois jantamos, para um tempo depois deitá-los...
Estávamos a ver televisão quando os nossos pais e irmã regressaram
- Sim... - respondi ao meu pai que sorriu de volta - e vocês gostaram do passeio?
- Sim! Mas amanhã a mana conta... agora - agarrou na mão do Ruben - vamos dormir!
Olhei para a Kika e sorri, afinal conhecemos bem demais aqueles dois... E quando a nossa irmã chama o meu pai para a cama é porque não está propriamente com sono e com intensão de dormir...
Depois de muito refletir e falar com a Filipa, acabamos por aceitar o namoro da Kika e deixar que regresse a Lisboa mas isso não significa que não faça confusão, principalmente quando aqueles dois se enfiam no quarto, mesmo que a porta esteja sempre aberta, nunca se sabe o que podem fazer e por isso mesmo não gostei nada quando a Mariana sugeriu que o Martim só ficaria em casa com os mais pequenos se a Kika ficasse também, ainda tentei resmungar mas a minha filha mais velha não deu sequer hipótese.
Caminhava ao lado da Filipa e ligeiramente atrás do Ruben e da Mariana, o que permitiu que, mais uma vez, observasse aqueles dois, é incrível como estão a cada ano mais unidos.
Observava atento e por isso quando começaram na brincadeira um com o outro
- É incrível… - a Filipa olhou-me
- Estes dois… e a forma como se amam
- O Ruben, mesmo com a Soraia sempre foi atencioso, mas com a Mariana vê-se que é amor verdadeiro, completam-se de uma forma única, além disso o rapaz teve que recuperar a tua filha das feridas do passado, fizeram esse percurso juntos, é compreensível que sejam tão unidos, afinal acredito que se conhecem de olhos fechados, mas acima de tudo que se amam, vivem um para o outro e juntos vivem para a família. Aliás conhecendo o Ruben e a sua forte ligação à família só seria feliz ao lado de alguém que preze os mesmos valores e não há duvidas que a Mariana é essa pessoa, porque se não fosse, hoje não estaríamos aqui com eles e não sei se a Kika teria encontrado dador…
- Porquê que estás a falar disso?
- Porque faz parte da história da nossa família, apesar de terem sido meses de medo de perder a nossa filha e depois de angústia por te ver a sofrer por causa do teu passado, também foram meses em que vi a nossa filha a renascer e tudo graças à capacidade de amar da Mariana, apesar de tudo lutou pela irmã como sempre lutou pelo Martim e continua a lutar para que a família seja feliz.
- Mas também podia lutar um bocadinho menos - olhou - porque se a Mariana não apoiasse o namorico - a Filipa sorriu - a nossa filha não nos enfrentaria!
- Paulo, a nossa filha está a crescer, também não estou muito confortável com a ideia mas não podemos impedir, nisso a Mariana tem razão.
- E será sempre a nossa menina, tal como sou a menina dos meus pais! Mas tal como os meus pais tiveram que deixar que voasse sozinha, nós temos de deixar a Kika seguir a vida dela, ainda é uma adolescente e precisa de ser orientada, mas até nisso temos muita sorte, a nossa filha tem a melhor pessoa para a orientar do seu lado, a verdade é que apesar de ser a sua mãe e de ter a obrigação de a orientar, tenho noção que a Mariana está a anos-luz de mim no que respeita a saber lidar e controlar adolescentes, já para não dizer que tanto o Ruben como a Mariana são um bom exemplo para a nossa filha…
- O que queres dizer com isso?
- Quero dizer o que estás aos olhos de qualquer pessoa… que se amam e não têm problemas de o demonstrar…
As nossas miniférias terminaram e por isso regressamos a Lisboa e assim que chegamos, os enamorados cá de casa pediram autorização para irem ter com os amigos, o que fez com que o Ruben se metesse com o Martim, lógico que brincadeira puxa brincadeira e acabamos os quatro a rir às gargalhadas.
- Podem ir ter com os vossos amigos mas quero-vos em casa para o jantar!
- Queres ajuda? - sorri ao ouvi-lo
- Mais duas mãos dão sempre jeito para desfazer malas…
Aproximou-se e quando já tirava a sua roupa da mala
- Mas será que acreditavam mesmo que nos enganavam com a desculpa de ir ter com os amigos? - gargalhei
- São putos… de certeza que com a idade deles também julgavas que enganavas a tua mãe!
- Fazemos cada figura quando somos adolescentes… - gargalhamos
- Mudando de assunto - o meu amor olhou - achas que o meu pai e a Filipa ainda têm solução?
- Depende deles… mas se já não gostassem um do outro não continuavam juntos, além disso nestes últimos dias achei-os mais próximos
Acordei com uma dor de cabeça tremenda e sem vontade nenhuma para trabalhar, ainda assim saí da cama e ajudei a despachar os miúdos. Fui levar a Daniela à creche e segui para a Instituição, onde tive a manhã toda mas depois da hora de almoço, vim para casa e direta para a cama, onde fiquei algum tempo, mas acabei por ir até à cozinha, preparar um bolo para o lanche.
Estava na cozinha quando ouvi os mais velhos. Tirei o bolo do forno e coloquei a mesa para lancharmos, para de seguida ir chamá-los, mas antes fui ao meu quarto e
- O que é que fazes aqui? - assim que falei o Martim olhou
- Já estava a sair - falou todo atrapalhado
- Desde quando é que vens para o meu quarto abrir as gavetas da mesa-de-cabeceira? Martim, o que é que procuras? - tentei parecer séria mas a vontade de sorrir foi superior, afinal tinha uma pequena ideia do que procurava…
- Não é nada… - o meu irmão caminhava para sair do quarto
- Martim - chamei-o e por isso olhou
- Não sou parva! Sei bem o que procuras - voltei a sorrir e estiquei a mão na sua direção - anda cá - o Martim olhava para os seus pés mas aproximou-se, sentamo-nos na cama e - se fores a um supermercado ou a uma farmácia encontras o que procuras aqui no meu quarto!
O Martim não respondeu, aliás saiu do quarto imediatamente, o que fez com que gargalhasse sozinha para depois ligar ao meu amor
- Também foste mázinha… oh mor podias ter ignorado…
- Ruben Filipe é só o que mais falta! Quer preservativos que os compre que dispenso saber com que frequência os usa! Além disso não admito que vasculhem as gavetas do nosso quarto!
- Estás com medo que vejam o que não devem…
- Mas hoje comeste palhacinhos à hora de almoço? - resmunguei e o Ruben gargalhou
- Mor estás mesmo irritada! Afinal o que é que tens para estares em casa a esta hora?
- E seres mais explicita?
- Chato! Devo estar a ficar engripada…
Lanchei com a companhia dos meus irmãos e depois fui até à sala. Estava deitada no sofá enrolada numa manta quando o Ruben se aproximou
- O que fazes aqui? - sorriu e deu-me um beijinho na testa
- Pois… é normal estou com febre! Mas não respondeste!
- Passei por casa para te ver antes de ir para as aulas
- Tenho um marido tão fofinho!
- A sorte é que mesmo com gripe há duas coisas que não perdes, a boa disposição e a vontade de comer!
- É que nem resposta mereces! - gargalhou, para de seguida
- Vou buscar os miúdos ao colégio e a Daniela à creche.
- Não é preciso! Mor vou lá!
- E tu tens aulas! E não é uma gripe que impede de cuidar dos miúdos!
- Deixa de ser teimosa, porque se te tivesses a sentir bem não tinhas vindo para casa no horário de trabalho!
- Não! - voltou a sorrir - Depois peço os apontamentos à Joana
- Deves querer apanhar e não sabes! - gargalhou
- Sabes bem que és a única ciumenta que quero!
- Pois mas não sou a única que te quer! - gargalhou novamente
- Não puxes um assunto que está morto e enterrado!
- Quem puxou a Joaninha a voa a voa para a conversa foste tu! Não tens mais colega nenhum e de preferência macho a quem possas pedir os apontamentos?
- Tenho… mas adoro ver-te assim…
- Ai adoras? Então depois não te queixes!
- Eich oh mor… não exageres! Estava só a brincar contigo
- Sabes perfeitamente que essa amostra de colega de turma irrita-me profundamente e mesmo assim julgas que podes brincar… pois fica a saber que a brincadeira sairá cara!
- Amor, a Joana é só uma colega de turma e com quem fiz um trabalho de grupo, mais nada!
- Pois… a Joaninha é só a coleguinha de turma e de grupo que te ligava constantemente!
- Mas isso foi por causa do trabalho…
- Foi… foi… e foi pelo trabalho ao qual não te prestaste… porque por vontade dela o que tens entre as pernas tinha trabalhado e muito!
Ripostei por já estar danada com o rumo da conversa, mas não fiquei sem resposta porque o Ruben entrou na onda e
- O que tenho entre as pernas trabalha para ti e não para outras!
Ainda o olhei para responder mas fiquei pela intensão, isto porque antes de consegui fazê-lo, ouvimos duas gargalhadas destintas e quando olhamos vimos o Martim e a Kika a rirem
- Satisfeito! - resmunguei
- Quem começou com a conversa foste tu…
- Que lindo… agora a culpa é minha! - resmunguei novamente enquanto livrava-me da manta que tinha em volta do corpo, levantei-me com a intensão de deixá-lo a falar sozinho, mas
- Sabes que só tenho olhos para ti, que és a única que amo e que desejo, mas acima de tudo és a outra metade de mim! Mor, podem vir as Joaninhas que vierem que nenhuma mudará o que sinto por ti - voltou a beijar-me - e não tens razão para sentires ciúmes, nunca te dei motivos para isso!
Não respondi, limitei-me a colocar o braço em volta do seu pescoço e a unir novamente as nossas bocas
E quando tivemos a necessidade de interromper o beijo
- Vou buscar os miúdos e já regresso para continuarmos com esta conversinha… - sussurrou ao meu ouvido
- Fia-te na virgem e não corras! - gargalhou
- Deixa de ser ruim… - beijou-me - sabes bem que por muito que tentes acabo sempre por conseguir…
- Até um dia… até um dia…
- Que nunca chegará! - a convicção do Ruben fez com que sorrisse e depois de mais um beijo, sentei-me no sofá
- Mas vocês ainda aí estão! - resmunguei ao ver o Martim e a Kika na porta da sala a olharem-nos enquanto sorriam
- Oh é engraçado assistir aos vossos arrufos porque picam-se mutuamente e acabam sempre por falar coisas engraçadas para depois terminarem nos braços um do outro!
- Ena como o meu filho está a falar tão bem… - olhei para o Ruben e bastou para perceber que tramava alguma - só para pedir o que precisa é que não fala - o meu amor levou a mão ao bolso de trás das calças e - mas como não quero que te falte nada - aproximou-se do Martim - toma!
Assim que o Ruben entregou a caixa de preservativos ao Martim foi a nossa vez de rir, porque tanto o Martim como a Kika ficaram envergonhados
- Vais agarrar na caixa ou vou ter que ir ao teu quarto deixá-la?
- Martim fica descansado que é a primeira e a última caixa que te compro! Até porque há toda uma diversidade de preservativos que podem experimentar… - interrompi com pena dos miúdos
- Mor… menos! Já estão envergonhados o suficiente!
- É para aprender a não meter o bedelho nas gavetas do nosso quarto! - o Ruben sorriu - Mas agora a sério, filho se quiseres falar do assunto podemos fazê-lo quando regressar!
- Até parece que és um expert no assunto! - retorqui e
- Tanto quanto sei nunca me apanhaste desprevenido! - respondeu com um sorriso travesso e por isso aproximei-me para sussurrar ao seu ouvido
- Só não te apanhei desprevenido porque rapidamente deixámos de os usar… - gargalhou
- Não foi assim tão rapidamente…
- Esperaste muito mais para começar a usá-los comigo do que para os deixares de usar… - voltei a sussurrar e o Ruben a rir - mas vai lá embora antes que chegues atrasado ao colégio! - falei agora normalmente
O Ruben beijou-me e depois despediu-se do casalinho de namorados para sair de seguida.
Quando o Martim disse que a Mariana o tinha apanhado a mexer nas gavetas do seu quarto e que percebeu o que procurava, só tive vontade de o mandar passear macacos, mas esqueci o assunto, até porque a nossa irmã não tocou nele quando lanchamos com ela.
Acabamos por ir para o meu quarto, onde fizemos os trabalhos e depois deixamo-nos ficar a namorar, mas assim que o Martim começou a abusar, acionei os travões e para que não tentasse novamente, informei que ia ter com a Mariana, afinal está adoentada.
Entramos na sala e percebemos que a Mariana e o Ruben estavam na brincadeira, sim que as cenas de ciúmes da nossa irmã, nunca passam de uns minutos de brincadeira, no fundo acredito que a Mariana só as faz para se rirem os dois, porque se há coisa que ninguém duvida é que o Ruben só tem olhos e coração para a nossa irmã.
Deixamo-nos ficar a assistir mas a determinado momento gargalhamos e depois… bem depois só tive vontade de hibernar, porque o Ruben entregou uma caixa de preservativos ao Martim… e só não se alongou no assunto porque a nossa irmã intercedeu por nós…