Ruben
Depois de convencer a Mariana a jantar comigo segui até à
casa da minha mãe, ela queria saber como andava e depois de lhe matar a
curiosidade consegui finalmente sair para ir comprar o jantar, não sabia se
gostava da ementa mas mesmo assim preferi arriscar se não gostasse logo
resolvia a questão. Preparei tudo e no fim fui buscá-la, ela vinha extremamente
bem-disposta e nem a história da Letícia lhe ter dado um preservativo lhe
retirou o humor, chegamos ao meu apartamento e assim que viu o que a esperava
ficou logo a pensar outras coisas mas resolvi brincar com a situação.
- Isto por acaso é o
que estou a pensar?
- Como assim?
- É impressão minha
ou isto é um jantar especial.
- Especial? -
sorri ao ouvi-la.
- Romântico.
- Não é um jantar
entre dois amigos mas se quiseres vê-lo como um jantar romântico não vejo
problema nenhum nisso - murmurei junto do seu ouvido.
- Ok, será então um
jantar entre amigos - afastou-se de mim - e já agora ali aquela parte dos pauzinhos é mesmo porquê? -
gargalhei.
- Espero que gostes
de sushi porque é isso o nosso jantar.
- Só podes estar a
gozar, certo?
- Não, porquê?
- Porquê? Vais-me
obrigar a comer arroz com peixe cru? - voltei a gargalhar com a cara que
fez.
- Da forma que falas
nunca deves ter experimentado sushi.
- Pois não e
sinceramente dispenso tal coisa.
- Linda, experimentas
se não gostares mando vir outra coisa para ti - torceu o nariz - Mariana não podes dizer que não gostas sem
provares.
- Ok - falou sem
convicção levando-me a rir - as coisas
que obrigas-me a fazer - abracei-a.
- Se fosse uma
questão de obrigar já não andavas a fugir de mim - virou-se para mim.
- Há coisas que o
melhor é não tentares sequer obrigar-me ou a coisa pode correr mal para o teu
lado.
- Queres ser mais
explícita?
Não insisti e acabei por ir buscar o jantar, quando
regressei a Mariana já se encontrava sentada coloquei o nosso jantar na mesa e
assim que olhou para o sushi mas principalmente para os pauzinhos gargalhou
fortemente.
- O que foi?
- Isto vai ser uma
aventura - olhou-me - Ruben nunca
comi sushi e muito menos sei funcionar com os pauzinhos - sorri ao ouvi-la.
- Isso é fácil -
tentei explicar mas escusado será dizer que não atinou com aquilo e depois de
muito tentar acabou sentada ao meu colo, comigo a dar-lhe o sushi à boca, o que
proporcionou momentos caricatos principalmente ao início com as caretas que foi
fazendo ao provar o que lhe ia dando - então
afinal é comestível - meti-me com ela.
- Ok, ganhaste -gargalhei
- mas foi só desta vez.
- Não gostas mesmo de
perder, pois não?
- Não perdi nada
porque não apostei - ela sorriu - mas
sim tens razão detesto perder, é que nem a feijões.
- Outra coisa que
temos em comum - falei-lhe ao ouvido aproveitando para lhe dar um beijinho
no ombro despido
- Isso é bom -
olhou-me - espero - sorriu.
- É ótimo.
Já não respondeu até porque teimei em continuar a dar-lhe de
comer, quando terminamos fomos para o sofá, ficamos numa de jogar conversa fora
mas a Mariana acabou por pedir que a fosse levar uma vez que já estava tarde,
ainda tentei convencê-la a ficar mas não consegui e por isso fui levá-la, foi
no momento que nos íamos despedir que lhe perguntei se ainda daria para
estarmos juntos antes de regressar a Braga uma vez que só iria a seguir à hora
de almoço.
- Não sei, talvez dê.
- Isso quer dizer que
te posso ligar?
- Sim, depois logo
vejo se dá - sorriu - agora deixa-me
ir que estou cansada - inclinou-se e deu-me um beijo no canto dos meus
lábios, saindo do carro logo de seguida.
- Mariana -
chamei-a quando já estava à porta do prédio.
- Diz - falou
enquanto aproximava-me dela.
- Como é que ficamos? - perguntei a medo.
- Amigos, não é isso
que somos? - suspirei.
- Sim mas - não
deixou que terminasse pois interrompeu-me.
- Ruben neste momento
o mas é isso mesmo um mas - olhei-a sem entender - estou cada vez mais confusa.
- Isso é bom - olhou-me
- enquanto tiveres confusa posso ter
esperança que um dia percas o medo de amar.
- Não quero que
fiques com esperanças - baixou o olhar - Ruben não sei o que é que me deu para despedir-me de ti daquela forma
- levei a mão ao seu queixo e obriguei a olhar-me.
- Sabes sim, sabes
tão bem como eu, estás confusa mas isso só acontece porque trouxemos ao de cima
os sentimentos que andamos este tempo todo a abafar e nenhum dos dois está a
conseguir lidar com eles de uma forma racional.
- Ruben, não sei o
que sinto, estou tão confusa mas a última coisa que quero é dar-te esperanças,
não quero que nenhum dos dois saia magoado desta confusão toda, não sei o que
se passa comigo mas desde que admiti mas principalmente que confirmaste as
minhas suspeitas que há algo que empurra-me para ti, algo que ainda não consigo
perceber o que é mas que tenho medo de descobrir.
- Mariana vamos dar
um passo de cada vez só assim é que podemos perceber o que se está a passar
connosco mas sinceramente cada vez acredito mais que seja o inicio de um amor
- sorriu timidamente - que espero que
não tenhas medo de assumir mesmo sabendo que não será fácil mas juntos iremos
conseguir lidar com esta nova realidade - a Mariana olhava-me com uma
intensidade que nunca antes tinha olhado e sem que tivesse à espera abraçou-me.
- Não quero perder a
tua amizade - suspirou - e tenho medo que isso venha a acontecer se
insistirmos em querermos mais do que amizade.
- Linda não digas
isso, vamos com calma, um dia de cada vez, sem pressa - olhou-me - Mariana se respeitarmos o tempo de cada um
não há motivo para perdermos a amizade, é tempo que precisas é tempo que irás
ter mas até lá vou guardar na minha memória e no meu coração estes pequenos
momentos que acredites ou não são o suficiente para deixar-me de sorriso no
rosto e feliz por a minha mãe com a conversa que teve impedir-me de fazer o
maior disparate da minha vida.
A Mariana não respondeu, simplesmente deixou cair a sua
cabeça no meu ombro e deixamo-nos ficar abraçados, a sensação de tê-la nos meus
braços é única e maravilhosa algo
que só foi interrompido quando se lembrou que tinha que ir dormir o que
infelizmente ditava o nosso afastamento e por isso voltamos a despedirmo-nos
com mais alguns beijos no rosto e canto dos nossos lábios.
Mariana
Não sei o que me deu para despedir-me do Ruben com um beijo
no canto dos seus lábios, só sei que foi isso que quis fazer naquele momento, o
que fez com que quisesse esclarecer de uma vez por todas o que tínhamos e após
uma conversa franca acabei por despedir-me novamente dele e entrar no prédio,
subi de elevador e assim que entrei no apartamento da Letícia fui direta para a
sala queria ir dormir mas fiquei mesmo pela intenção pois quando entrei
encontrei-a à minha espera já com a minha cama improvisada feita.
- O Martim? -
perguntei ao atirar-me para o sofá cama.
- Já está a dormir no
meu quarto.
- Perguntou por mim?
- Não, ele vinha
cheio de sono que mal chegamos a casa quis ir logo dormir - sorri - já a menina isto lá são horas para se
chegar a casa?
- O que tem?
- Ainda tens a lata
de perguntar? Já passa da hora da cinderela recolher a casa - gargalhei ao
ouvi-la - ui que ela vem tão contente,
isso correu bem.
- Não comeces - sorriu.
- Ele gosta mesmo de
ti.
- Pois - olhou-me
- mesmo assim quero ir com calma para
depois não bater no fundo.
- Tens medo do quê?
- Letícia o Ruben
namorou durante quatro anos com a Soraia, estava de casamento marcado - interrompeu-me.
- Mas neste momento
já não está - olhou-me - o que pensas
fazer agora?
- Não sei, preciso de
tempo para pensar e ter-vos aos dois a insistir comigo não ajuda.
- Ok, não insisto mas
se precisares de alguma coisa diz.
- Obrigada mas agora
quero dormir.
- Tudo bem -
deu-me um beijo na testa - dorme que
estás a precisar.
A Letícia acabou por deixar-me sozinha e depois de muitas
voltas na cama acabei por adormecer e só acordei horas depois com o Martim a
chamar por mim.
- Diz - respondi
ainda de olhos fechados.
- Mana quero ir ver
os animais - abri os olhos.
- Queres o quê?
- Ver os animais já
não vamos lá á muito tempo.
- Ah estás a falar
que queres ir ao jardim zoológico é isso?
- Sim - falou
todo contente.
- Amor hoje não dá,
nós temos que regressar a Barga mas a mana promete que da próxima vez que
viermos a Lisboa visitamos os animais.
- Prometes mesmo?
- Sim.
- Tá bem - sorri
ao vê-lo a sair da sala.
Acabei por levantar-me e depois de vestir-me fui comer, já
estava de regresso à sala quando ouvi a campainha e a pedido da Letícia fui ver
quem era.
- O que é que estás
aqui a fazer? - perguntei de sorriso na cara ao ver o Ruben a sair do
elevador.
- Tentei ligar-te mas
não atendeste.
- Devo ter o
telemóvel no silêncio, desculpa.
- Não faz mal -
sorriu
- Mas entra, não vais
ficar à porta - quando estava a fechar a porta ouvi o meu irmão a chamar
pelo Ruben e ao olhar vi o puto já ao seu colo e sem aviso prévio dei comigo a
imaginar se um dia aquele a quem ele chama de amigo poderá ser seu cunhado, era
nisso que pensava quando o Ruben despertou-me para a realidade ao colocar o braço
em volta da minha cintura enquanto sussurrava-me ao ouvido.
- Que sorriso foi
esse? - olhei-o.
- Nada - abanei a
cabeça numa tentativa de repelir tais pensamentos para bem longe.
- Sabes que podes
admitir aquilo em que estavas a pensar - falou com os seus lábios colados
ao meu ouvido e com as suas mãos na minha cintura, o Ruben aproveitou que o
Martim já tinha regressado à sala para se aproximar demasiado de mim o que
estava a deixar-me com uma vontade louca de o beijar.
- Desde quando é que
consegues ler pensamentos? - perguntei-lhe num tom de claro desafio.
- Não provoques -
sorriu - ou não respondo por mim.
- Não provoquei, fiz
uma pergunta - ele sorriu - e agora
diz lá porquê que vieste?
- Porque precisava de
ver-te antes de regressar a Braga - olhou-me - Mariana - colocou uma das suas mãos na minha cara - não dormi nada esta noite - a sua cara
estava cada vez mais próxima da minha e por muito que quisesse fugir não iria
conseguir por isso mesmo estava vidrada nele - está a tornar-se impossível ficar longe de ti - o Ruben estava
agora a olhar-me nos olhos encontrávamo-nos tão próximos que sentia a sua
respiração a embater nos meus lábios - dá-me
uma oportunidade de provar que é possível sermos felizes juntos - não
consegui responder talvez por isso o Ruben achou que poderia avançar e foi no
exato momento que nos íamos beijar que a Letícia apareceu no corredor vinda do
seu quarto.
- Olha lá mas isto lá
é forma de receberes as visitas - assim que a ouvimos afastamo-nos - a casa não é grande mas ainda tenho uma
sala para receber os convidados - o Ruben sorriu e depois cumprimentou-a - mas se preferes ficar a sós com ele têm
sempre o quarto - fuzilei-a com o olhar.
- Não tens que ir
fazer o almoço?
- Pois, pois
desconversa - ela gargalhou - mas
sim vou fazer o almoço - olhou para o Ruben - conto contigo, certo? - o Ruben olhou-me talvez a tentar entender
se estava de acordo.
- Sim - sorri - ele almoça.
- Ok, até já -
ela desapareceu e voltamos a ficar sozinhos mas não por muito tempo já que o
Martim veio-nos chamar.
Estávamos na sala à conversa quando o Martim ao desfolhar
uma revista da Letícia viu uma foto da Soraia e na inocência própria da idade
veio mostrar ao Ruben.
- Olha a tua namorada
- o Ruben sorriu.
- Martim, nós já não
namoramos.
- Não? - sorrimos
os dois perante o espanto do meu irmão - Isso
quer dizer que já não vais casar - falou animado.
- Sim, já não vai
haver casamento para ninguém.
- Fixe não gostava
nada dela - o Ruben olhou-me já a Letícia gargalhou e só aí é que
percebemos que já não estávamos só os três.
- Martim - tentei
repreende-lo mas o puto calou-me.
- Ó mana só falei a
verdade e também sei que não gostavas dela - o Ruben sorriu
disfarçadamente.
- Vai lavar as mãos
para irmos almoçar - pedi antes que continuasse a falar o que não devia.
- O puto é demais
- o Ruben falou a rir.
- É, é então para
deixar-me sem palavras não há melhor - gargalhou juntamente com a Letícia -
mas agora vamos almoçar que temos uma
viagem para fazer.
- Vais hoje para
Braga? - perguntou visivelmente animado.
- Sim, regresso logo.
O Ruben já não respondeu e veio atrás de mim acabando por
entrar na casa de banho com a desculpa que também queria lavar as mãos.
***
Almoçamos com alguma brincadeira à mistura e no fim fui
ajudar a Letícia a limpar a cozinha, estava a precisar de afastar-me por uns
minutos do Ruben uma vez que o momento do corredor não saída da minha cabeça de
forma alguma.
- Desculpa -
olhei para a Letícia sem entender tal pedido - não faças essa cara porque percebi que interrompi o vosso momento -
baixei o olhar - amiga não fiques assim
sem jeito é normal que o queiras beijar - suspirei.
- O problema não é
esse - parei de lavar a loiça e sentei-me numa das cadeiras - já não sei nada - ela sentou-se à minha
frente - Letícia o Ruben tem qualquer
coisa que atrai-me de uma forma inexplicável, nunca senti isto por ninguém,
esta vontade que sinto sempre que o tenho próximo de mim está a arruinar
completamente comigo, não sei aquilo que sinto só sei que está a tornar-se
impossível continuar a guardar isto só para mim, entendes?
- Amiga entendo que
estás, pela primeira vez, completamente apanhadinha por um rapaz, o Ruben bateu
mesmo forte aí dentro desse coração - sorriu - Mariana, estás a amar ou pelo menos a começar a amar verdadeiramente
por isso é que não reconheces mais as tuas atitudes, gostaste muito do Bruno
mas o que sentes pelo Ruben é diferente aproveita isso não deixes a
oportunidade fugir.
- Mas não sei aquilo
que sinto, só sei que quando o vejo, quando o Ruben se aproxima de mim o mundo
parece que foge debaixo dos meus pés, quando ele abraça-me parece que o meu
sangue fervilha - sorriu - vês já
não digo coisa com coisa - bufei - não
me reconheço mais.
- Mariana, sempre te
disse que o que sentias pelo Bruno não era amor - olhei-a - por isso mesmo é que não hesitaste um
momento que fosse em escolheres o Martim em vez do Bruno, como também nunca te
entregaste verdadeiramente ao rapaz, já o mesmo não posso dizer do que sentes
pelo Ruben, Mariana acabaste de admitir que amas o Ruben.
- Qual amor qual quê?
Letícia como é que isto é amor se há um mês atrás não sentia rigorosamente nada
pelo Ruben, que só desde a maldita viagem a Paris é que fiquei assim - sorriu
- só posso estar louca.
- Mariana, vocês já
gostam um do outro há imenso tempo, simplesmente andaram a negá-lo mas agora já
não dá mais, o Ruben quando admitiu que gosta de ti desencadeou uma série de
dúvidas na tua cabeça, que só contribuíram para andares a pensar constantemente
nele e finalmente percebeste que o que sentes não é só amizade mas como tens
tanto medo de sofrer ainda não consegues admitir que é amor.
- O que é que faço?
- sorriu.
- Mariana, vive -
olhei-a - amiga tens na sala alguém que
deve estar neste momento a brincar com o teu irmão, que de certeza está
disposto a aceitá-lo e a amá-lo como se fosse seu filho, que já provou que
ama-te, que apesar de tudo prefere continuar a sofrer calado do que a perder a
tua amizade, que basta dizeres uma palavra tão simples como quero para fazeres
dele a pessoa mais feliz ao de cima da terra e continuas aqui sentada à minha
frente a adiar a tua felicidade, Mariana não tenhas medo de sofrer um desgosto
de amor, ninguém morre por isso muito menos tu, depois de tudo o que já viveste
amar e seres amada é o mínimo que podes querer, dá essa oportunidade ao Ruben,
deixa-o mostrar-te o lado bom da vida, aquele que andamos constantemente a
sentir borboletas no estômago, aquele que basta um sorriso da nossa cara-metade
para os problemas desaparecerem, entrega-te ao que estás a sentir, vive e deixa
o rapaz viver, dá um pai ao Martim que o meu afilhado já merece ter alguém do
seu lado que possa identificar como um pai, o puto merece já para não falar que
todas as pessoas precisam de ter alguém do seu lado a apoia-las e pelo que já
vi o Ruben está disposto a isso.
- Tenho medo - impediu-me
de continuar a falar.
- Já sei, tens medo
de sofrer mas isso não é desculpa principalmente para ti - olhei-a - Mariana, conhecemo-nos há dezoito anos e
não houve um em que tenha passado do teu lado sem que estivesses a sofrer, tens
vinte sete anos de sofrimento em cima das costas por isso não venhas dizer que
tens medo de sofrer, o que tens é medo de ser feliz porque estás tão habituada
a ser espezinhada, abandonada e trocada como se fosses lixo que agora que tens
alguém que quer simplesmente amar-te e fazer-te feliz achas que é o fim do
mundo - suspirei talvez por saber que tinha razão no que dizia - pára de fugir, aproveita mesmo que não seja
um amor para a vida será com toda a certeza um amor que irá marcar-te e mostrar
o lado bom da vida.
- Como é que faço
isso? - sorriu.
- Deixa acontecer mas
para isso levanta esse rabo da cadeira e vai ter com o Ruben - olhei-a e
encontrei nos seus olhos aquilo que precisava, incentivo talvez por isso fiz
mesmo o que falou, levantei-me e fui até à sala.
Entrei e encontrei o Martim deitado com a cabeça em cima das
pernas do Ruben, eles estavam a assistir a uma reportagem qualquer sobre
futebol com o meu piolho a fazer perguntas sobre o desporto ao Ruben, fiquei a
ouvi-los e uns minutos depois percebi que estavam a falar do Benfica, o puto
mais velho estava a contar a história do clube e o mais novo ouvia-o com
atenção. Fiquei vários minutos a observar o que estava diante dos meus olhos e
só despertei para a realidade quando a Letícia entrou na sala.
- Vês aquilo que
falava - olhei-a - consegues negar
isto ao Martim?
- Mesmo que deixe o
Ruben se aproximar mais de nós, ele nunca vai ser o pai do Martim.
- Pois não, tal como
não és a mãe no entanto ambas sabemos que para o meu afilhado é como se fosses,
pára de arranjar desculpas para não admitires aquilo que queres.
Teria respondido mas a minha amiga não deu hipóteses, assim
que acabou de falar chamou o afilhado e levou-o consigo com a desculpa de irem
arrumar os seus brinquedos para depois irmos embora.
Ficamos só os dois e depois de respirar profundamente
aproximei-me do Ruben, sentei-me do seu lado sem dizer uma única palavra, por
muito que quisesse nada saía, pior ficou quando o senti a colocar o seu braço
por cima dos meus ombros e puxar-me mais para ele.
- O que é que se
passa? - perguntou-me.
- Gostas mesmo de
mim? - perguntei de rajada o que provocou um sorriso lindo no seu rosto.
- Mariana por muito
que penses o contrário não estou a brincar quando afirmo que gosto de ti.
Ouvi-lo a responder-me serenamente e ainda por cima a
olhar-me nos olhos deixou-me com uma certeza estranha de que falava a verdade
ainda assim não consegui dizer nada, coloquei simplesmente a minha cabeça no
seu ombro e foi assim que fiquei nos minutos seguintes.
- O que foi? -
perguntei ao vê-lo a olhar-me.
- Apetece-me fazer
uma coisa?
- O quê?
- Beijar-te -
suspirou - se soubesses o esforço que
estou a fazer para controlar-me - olhei-o e tê-lo tão perto de mim estava a
deixar-me fragilizada - até quando é que
vais negar que queres o mesmo - engoli em seco - Mariana não posso estar maluco ao ponto de achar que só eu é que quero
beijar-te.
O Ruben olhava-me à espera de uma resposta que não chegou
por palavras mas sim por um impulso meu, beijei-o nos lábios ao início foi um
beijo tímido quase só um encosto mas depressa passou a algo mais quando permiti
que as nossas línguas se encontrassem e pela primeira vez deixei-me levar pelo
que estava a sentir, desliguei-me da realidade e aproveitei o momento ao
máximo, o Ruben estava a ser um querido, podia ter procurado algo mais mas
contentou-se com o que lhe estava a dar, não sei se foi por isso ou se foi
mesmo o meu subconsciente a pedir só sei que foi minha a iniciativa de
sentar-me no seu colo e aninhar-me completamente nos seus braços.
- Estás mesmo a
querer dar cabo de mim, não estás? - sorri com o que falou.
- Não - olhei-o
nos seus olhos - simplesmente pela
primeira vez fiz o que queria sem pensar nas consequências dos meus atos-
ele sorriu.
- Era tão bom se
fizesse isso mais vezes - não resisti a tê-lo ali tão perto e não voltar a
saborear os seus lábios, beijámo-nos novamente e a sensação de querê-lo só para
mim aumentava mais em cada enrolar de língua, ele estava a deixar-me estranhamente
confortável mas ao mesmo tempo descontrolada, por isso mesmo tentei afastar-me
interrompendo o beijo - Mariana - a
sua mão na minha cara impediu-me de desviar o olhar do dele - agora já não há volta a dar por muito que
tentes fugir ou afastar-me não vais conseguir porque agora tenho certeza que o
esforço de provar que só quero amar-te irá valer a pena.
- Ruben, tenho medo
- suspirei - de acordar um dia e
perceber que isto não passou de um sonho - ele sorriu.
- Até pode ser um
sonho mas é um sonho que quero viver e tornar realidade hoje, amanhã e para
sempre, Mariana não nos negues isto - beijou-me agora mais calmamente - linda não nos tires a oportunidade para
sermos felizes juntos, estou disposto a ir ao teu ritmo mas não recues, não
agora que já começo a amar-te, deixa que este sentimento possa crescer ainda
mais, quero amar e ser amado - beijei-o para voltar a aninhar-me nos seus
braços e ficarmos uns minutos no silêncio, não sei se percebeu que estava a
precisar desses minutos só sei que deu-mos sem ter que pedir.
- Prometes que vais
dar-me tempo para assimilar tudo isto e que terás uma paciência de santo para
lidares com todas as minhas dúvidas e receios? - perguntei quase num
sussurro.
- Não esperei até
agora?
- Sim mas até agora
não estávamos tão próximos.
- Achas que não?
Mariana só não nos tínhamos beijado porque o sentimento há muito que está
presente, nós é que não queríamos admitir mas agora que o fizemos já não tem
volta a dar vamos caminhar em frente ao ritmo que for não estou preocupado se
seja depressa ou devagar, só quero que continuemos em frente.
- Estás mesmo
disposto a esperar por mim?
- Estou e sempre
estive.
- Ruben mas estás
ciente que continuo com as minhas dúvidas, que tudo isto é novidade para mim
- ele calou-me com um beijo atrevido mas que deixou-me a levitar completamente.
- Estou ciente de
tudo isso e disposto a dar-te o tempo que precisas - falou assim que
separamos as nossas bocas.
Não falei mais, voltei a aninhar-me nos seus braços, ali
sentia-me estranhamente bem, uma sensação de proteção total invadiu-me e talvez
por isso quis aproveitar os minutos para estar assim com ele, ainda trocamos
mais alguns beijos e foi quando estávamos os dois completamente envolvidos num
beijo ardente que a voz do meu irmão vinda do corredor fez com que nos
afastássemos.
- Diz piolho -
falei quando entrou na sala.
- Já arrumei tudo
- a Letícia que apareceu atrás dele pediu desculpas com os lábios, sorri mas só
respondi ao meu piolho.
- Hum então despede-te
da madrinha - o Ruben olhou-me a aproveitou que o puto estava a despedir-se
da madrinha e de costas para nós para provocar-me.
- Mas não ias
regressar só à noite? - perguntou-me com os seus lábios a roçarem nos meus
o que estava a dar cabo do meu discernimento.
- Mudei de ideias
- sorriu.
- Isso quer dizer que
ainda podemos estar juntos hoje? - sussurrou.
- Não sei, logo vejo
e agora deixa-me ir buscar as malas.
- Posso ajudar-te se
quiseres.
- Não, dispenso -
sorri ou não fosse ter entendido quais eram as suas intenções.
Fui buscar as malas enquanto o Ruben ficou a despedir-se da
Letícia, deixei as malas à entrada e fui despedir-me da minha amiga.
- Martim vai chamar o
elevador que a mana vai só à casa de banho.
Pedi ao entrar na sala e só o fiz porque queria despedir-me
a sério do Ruben, por isso mesmo mal ficamos a sós aproximei-me, ele estava a olhar
talvez numa tentativa de perceber o que estaria a passar pela cabeça mas não
lhe dei hipótese de perguntar o que quer que fosse uma vez que não perdi tempo
a unir de novo as nossas bocas, senti os seus braços em volta da minha cintura,
puxava-me para si, estávamos colados que nem lapas e a olharmos um para o outro
quando a Letícia regressou à sala e ao apanhar-nos sorriu antes de sair
fechando a porta, ainda assim ouvi-a a chamar o Martim, percebi que só o fez
para que não fossemos interrompidos pelo meu irmão e agora com a certeza que não
nos iria apanhar voltei a beijá-lo demoradamente.
- Por tua culpa ainda
acabo num hospício - admiti levando-o a sorrir.
- Desde que possa
ficar no mesmo quarto que o teu está tudo perfeito - voltou a beijar-me.
- Deixa de ser parvo.
- Linda
independentemente de tudo estes momentos já ninguém mos tira e saber que não te
sou indiferente é muito mais do que esperava há um mês atrás, vamos com calma,
um dia de cada vez, irei estar à tua espera e mesmo que acordes um dia com a
certeza que o que se passou nestes dias foi um erro não deixarei de ser teu
amigo.
Não consegui dizer nada simplesmente o abracei com uma força
descomunal para depois nos separarmos, o Ruben tinha mesmo que regressar para
não chegar atrasado ao treino, saímos da sala e encontrei o meu piolho à porta
de casa com a madrinha, despedimo-nos novamente da Letícia e entramos no
elevador, foi quando já estávamos a descer que senti a mão do Ruben a procurar
minha, olhei-o pelo canto do olho e encontrei-o a sorrir. Naquele momento
senti-me uma autêntica criança que tenta a todo o custo esconder o namoro dos
pais, era assim que sentia-me pois queria voltar a beijar o Ruben ou mesmo
dar-lhe a mão e não podia por causa do meu irmão.
Saímos do elevador e como o Martim ia na nossa frente
entrelaçamos os dedos, foi assim que saímos do prédio mas mal o Ruben abriu a
porta fiz questão de afastar-me, não queria correr o risco de sermos vistos
juntos algo que deve ter percebido porque sorriu.
- Quando chegares a
Braga liga - pediu depois de se ter despedido do Martim.
- Ok - sorriu.
- Adoro-te -
sussurrou quando se despediu de mim com um beijo rápido no canto dos meus
lábios.
Não respondi, sei que esperava ouvir alguma coisa mas não
consegui, depois de ouvir aquele “adoro-te” deixei de ter capacidade para
articular uma palavra quanto mais uma frase, por isso regressei a Braga sem lhe
dizer mais nada.
Ruben
Estes últimos dois dias deixaram-me nas nuvens e foi
impossível esconder isso da minha mãe quando fui despedir-me dela no entanto
não contei tudo, disse-lhes só que estávamos mais próximos.
Fiz a viagem de regresso a Braga com a cabeça no mundo da
lua e o treino não foi diferente não consegui concentrar-me e por isso no final
ouvi uma tremenda reprimenda do mister que para ser sincero entrou por um lado
e saiu por outro.
- Puto o que é que se
passou por Lisboa para vires completamente aluado? - o Nuno meteu-se comigo
quando já estávamos a chegar aos carros.
- Nada.
- Pois, pois e eu
acredito no pai natal, vá desembucha.
- Já disse que não se
passou nada.
- Porque que será que
tenho a certeza que quando chegar a casa vou encontrar um pessoa com um sorriso
parvo que nem o teu?
- Nuno, não faças
filmes porque não se passa rigorosamente nada.
- Vou fingir que
acredito - sorriu - já agora jantas
connosco?
- Não, vou para casa
que estou cansado.
- Sabes que a Mariana
regressa hoje podias ir até lá a casa.
- Falo com a rapariga
amanhã.
- Até quando é que
vão aguentar estar longe um do outro?
Não respondi, preferi entrar no carro o que foi motivo
suficiente para ele gargalhar, ignorei e segui até casa, queria ligar à Mariana
e saber se já tinha chegado.
Estivemos a falar e combinamos que amanhã almoçávamos juntos
uma vez que o Martim iria passar o dia na casa de um amigo e o Nuno tinha
qualquer coisa combinada com a Patrícia.
***
Os dias foram passando e o início de Setembro chegou, o
Martim andava irrequieto com o aproximar do início das aulas e consequentemente
do futebol, o miúdo está mesmo ansioso para começar a jogar e tem feito cada
vez mais perguntas que vou respondendo sempre que posso.
Quem tem andado a chatear cada vez mais é o Nuno e a
Patrícia que implicam comigo por andar tão bem disposto e com a Mariana por
andar a dar algumas escapadelas durante o dia mas nunca falamos o motivo se bem
que temos consciência que já andam desconfiados.
***
Acordei tardíssimo e só porque a Patrícia resolveu ligar-me
a convidar para o almoço uma vez que estávamos de folga e assim podia
aproveitar o dia de domingo para estar com o meu afilhado lógico que aceitei de
imediato.
- Oi -
cumprimentei o Nuno ao entrar.
- Tudo bem?
- Sim - sorri ao
ver o Nuninho a brincar na sala e depois de lhe dar um beijinho cumprimentei a
Patrícia.
- Isso é que foi
dormir - ela meteu-se comigo.
- Opa ontem meti-me a
ver um filme e já adormeci tarde - eles sorriram.
- Isso é falta de
mulher - o Nuno retorquiu.
- Antes só do que mal
acompanhado.
- Hey tem lá calma
- sorri ao ouvi-lo.
- Calma é o que tenho
a mais.
- O que queres mesmo
dizer com isso? - a Patrícia perguntou curiosa.
- Nada de especial
- peguei no meu afilhado e comecei a brincar com ele.
Ficamos uns minutos à conversa mas a D. Joana chamou-nos
para o almoço que foi servido no jardim, estava um dia de sol agradável e daí a
Patrícia ter escolhido almoçar ao ar livre.
Comemos com muita conversa à mistura e o assunto principal
foi o projeto que o Nuno tem em mente e que vai deixar a Mariana animada quando
souber da proposta que o nosso amigo tem para lhe fazer. Depois do almoço
deixamo-nos ficar pelo jardim e foi quando estava deitado ao sol quase a dormir
que ouvi a voz de quem não esperava o que fez com que abrisse imediatamente os
olhos.
- Ena tanto lagarto
deitado ao sol - sorrimos todos ao vermos a Mariana.
- Já voltaste? -
a Patrícia foi a primeira a falar.
- Parece que sim
- a Mariana olhou-me e sorriu.
- Qual é mesmo a
razão para regressares antes do previsto?
- Podia dizer que foi
por ter saudades deste pequenino - falou ao pegar no Nuninho que estava a
brincar ao nosso lado - mas estaria a
mentir - olhou-me.
- Não gostei de saber
que só sentes saudades do Nuninho - o Nuno resolveu implicar.
- Ui vais dizer que
estás com ciúmes do teu filho - ela gargalhou - olha que não sei se a Patrícia vai achar muita piada a isso - o
Nuno sorriu.
- Ultimamente andas
muito bem-disposta. - a Patrícia meteu-se.
- Irra ninguém vos
entende, se ando mais calada é porque devia falar mais se brinco é porque
brinco.
- Prefiro quando
andas assim mais sorridente e bem-disposta.
- Não te preocupes
porque vais ver-me mais vezes assim.
- Podemos saber o
motivo dessa animação toda? - o Nuno perguntou.
- Nada de especial,
deve ser o sol que deixa-me mais alegre - desconversou levando a Patrícia e
o Nuno a sorrirem.
- Então e tu não
falas nada? - meteu-se comigo.
- Estás tão animada
que achei por bem nem meter-me - ela sorriu.
- Olha que fixe
acabei de descobrir que se andar sempre animada livro-me de ti - os nossos
amigos gargalharam.
- Andas muito
aproveitadinha.
- Nem tu sabes o
quanto - sorriu de forma traçada.
- Devo ficar atento?
- ela gargalhou.
- Estás com medo, é?
- sorriu - Fica descansado que não te
faço mal - o Nuno sorriu.
- Olha lá onde é que
está o Martim? - perguntei de forma a desviar o assunto.
- Não está.
- Como assim? - o
Nuno foi o primeiro a manifestar-se.
- O Martim encontrou
um amigo no centro comercial e conseguiu convencer-me a deixá-lo ir passar o
resto da tarde na casa do miúdo.
Ficamos a jogar conversa fora até que a Mariana avisou que
iria vestir o biquíni para aproveitar o resto da tarde, estava ao telemóvel
quando ela regressou e talvez por estar distraído vidrei completamente nela, vê-la
só de biquíni arruína com todo e qualquer autocontrolo, parece que o corpo dela
tem ímanes que atraem-me de uma forma inexplicável.
- Não queres dar aí
um jeitinho para deitar-me na tua toalha - olhei-a não esperava que pedisse
tal coisa.
- Grande lata vai
buscar uma toalha para ti - ripostei o que levou os nossos amigos a
gargalharem.
- Podias ser
cavalheiro e dar um jeitinho.
- Porquê que tenho de
ser eu e não o Nuno.
- Olha porque és tu
que és pior que gaja e tens uma toalha que mais parece um lençol - eles
gargalharam - juro que não percebo
porquê que precisas de uma coisa tão grande se no final não deixas uma amiga
ocupar uma parte do raio da toalha - sorri ao ouvi-la.
- Ok - olhei-a - deita-te lá - cheguei-me para um lado
da toalha e dei-lhe espaço para se deitar.
- Obrigada -
sorriu - agora para seres um menino bem comportado - olhei-a desconfiado - podias deixar-me usar o teu bronzeador.
- Vê lá se não queres
usar mais nada que seja meu - ripostei levando o Nuno a gargalhar.
- Lamento mas não
tens mais nada que mereça ser usado por mim - fiquei calado a olhá-la.
- Shii ó puto -
desviei o olhar para o Nuno - arrumou-te
na prateleira com uma facilidade tremenda - a Patrícia gargalhou.
- Ela só fala assim
porque não sabe o que anda a perder - piquei-a mas não fiquei sem resposta.
- Então não sei -
os nossos amigos olharam-nos - algo me
diz que esses joelhos não devem aguentar muito - eles gargalharam.
- Agora foste má.
- Tadinho dele -
apertou-me as bochechas mas já não lhe respondi, deitei-me na toalha de barriga
para baixo e com a cara virada para o lado dos nossos amigos - ui que ele amuou como os putos - gozou
mas não respondi algo que não a incomodou uma vez que foi dar um mergulho na
piscina.
Será que o Ruben vai levar a peito as palavras da Mariana?

Bem, ADOREI, linda .. *.*
ResponderEliminarIsto cada vez está melhor, e eu mal posso esperar pelo próximo .. :D
Beijinho, e até amanhã (ATENçÃO: Isto é uma indirecta para amanhã voltares a postar .. hihihihi)
Olá :)
ResponderEliminarIsto sim é que foi um jantar de "amigos" com muito romance xD
Não quero é agora este romance todo estraga por causa de uma troca de palavras! :P
Quero mais e rápido.
E já agora sigo a teoria do 1 comentário
Até amanhã ;)
Beijinhos
Rita
ai que lindos que eles andam xD
ResponderEliminarADOREI !!
mas a mariana abusou... não devia ter dito aquilo
beijinho
Raquel
finalmente que eles se beijaram, hehehe, já esperava por isto há muito! ;)
ResponderEliminaragora estou ansiosa para saber como é que irá decorrer a vidinha destes dois pombinhos, e por quanto conseguirao esconder isto, principalmente do martim!
adorei imenso este capitulo, agora fico à espera do proximo, sim?
beijinhos ;)
Ai qe esse final cheio de indirectas, isto vai aquecendo ^^ e o Ruben não pôde ter levado aqilo a peito, a rapariga estava a brincar :p
ResponderEliminarGostei imenso e ainda bem qe a Mariana finalmente fez o qe qeria sem pensar, finalmente! :D Ficam tão lindinhos!
Beijinhoos
Depois de algumas dificuldades técnicas espero que agora sim consiga comentar, aqui vai:
ResponderEliminarEste jantar deixou-me a salivar que foi qualquer coisa de mais.
Adorei cada momento deste capitulo... todos mesmo. E assumo que eu nunca teria sangue frio o suficiente para conseguir ter uma conversa como esta da Mariana no jardim em que parece que "não conhece" o Ruben de lado nenhum quanto mais...
Mas algo me diz que este final traz agua no bico...
Por isso preciso do próximo com urgência!
Bjokinhas
Mariaa
Gosto tanto, tanto.
ResponderEliminarAdorei!!!!
Só espero que o casalinho não arranje problemas com as brincadeiras...
Quero mais!!!
Beijinhos linda ;)
hoje publicas?
ResponderEliminarOi,
EliminarHoje não vou conseguir publicar mas amanhã terão novo capítulo.
Desculpem mas não dá mesmo :s
Bjs
ALELUIA, finalmente o tão esperado beijo, ou beijos, que agora que começaram já não querem outra coisa, quer dizer, querer até querem, mas isso é outra etapa a percorrer e o Ruben vai mesmo ter que ser um santo com muita paciência.
ResponderEliminarA Mariana foi mázinha, então foi logo falar nos joelhos ao rapaz? logo os joelhos que são o ponto fraco do moço? Ele pode não ter gostado, mas cá pra mim é só fita, é para disfarçar, como se os amigos não soubessem que se passa alguma coisa.
Adorei, tudinho, e essa história da Mariana se deitar na mesma toalha que o Ruben dando a desculpa que a toalha é grande, traz água no bico, ela quer é ficar juntinha a ele. Provou , gostou, agora não quer mais nada, e eu o que quero é mais um capitulo, porque definitivamente, este soube-me a pouco.
Beijocas
Fernanda
vais postar hoje?
ResponderEliminarAdorei *.*
ResponderEliminarHoje publicas?
estou ansiosa pra saber o desenrolar desta cena...
ResponderEliminarquando publicas?
Catarina