quarta-feira, 6 de junho de 2012

026 - “…Mariana não posso estar maluco ao ponto de achar que só eu é que quero beijar-te…”


Ruben

Depois de convencer a Mariana a jantar comigo segui até à casa da minha mãe, ela queria saber como andava e depois de lhe matar a curiosidade consegui finalmente sair para ir comprar o jantar, não sabia se gostava da ementa mas mesmo assim preferi arriscar se não gostasse logo resolvia a questão. Preparei tudo e no fim fui buscá-la, ela vinha extremamente bem-disposta e nem a história da Letícia lhe ter dado um preservativo lhe retirou o humor, chegamos ao meu apartamento e assim que viu o que a esperava ficou logo a pensar outras coisas mas resolvi brincar com a situação.
- Que foi? - olhou-me.
- Isto por acaso é o que estou a pensar?
- Como assim?
- É impressão minha ou isto é um jantar especial.
- Especial? - sorri ao ouvi-la.
- Romântico.
- Não é um jantar entre dois amigos mas se quiseres vê-lo como um jantar romântico não vejo problema nenhum nisso - murmurei junto do seu ouvido.
- Ok, será então um jantar entre amigos - afastou-se de mim - e já agora ali aquela parte dos pauzinhos é mesmo porquê? - gargalhei.
- Espero que gostes de sushi porque é isso o nosso jantar.
- Só podes estar a gozar, certo?
- Não, porquê?
- Porquê? Vais-me obrigar a comer arroz com peixe cru? - voltei a gargalhar com a cara que fez.
- Da forma que falas nunca deves ter experimentado sushi.
- Pois não e sinceramente dispenso tal coisa.
- Linda, experimentas se não gostares mando vir outra coisa para ti - torceu o nariz - Mariana não podes dizer que não gostas sem provares.
- Ok - falou sem convicção levando-me a rir - as coisas que obrigas-me a fazer - abracei-a.
- Se fosse uma questão de obrigar já não andavas a fugir de mim - virou-se para mim.
- Há coisas que o melhor é não tentares sequer obrigar-me ou a coisa pode correr mal para o teu lado.
- Queres ser mais explícita?
- Entendeste perfeitamente o que quis dizer.
Não insisti e acabei por ir buscar o jantar, quando regressei a Mariana já se encontrava sentada coloquei o nosso jantar na mesa e assim que olhou para o sushi mas principalmente para os pauzinhos gargalhou fortemente.
- O que foi?
- Isto vai ser uma aventura - olhou-me - Ruben nunca comi sushi e muito menos sei funcionar com os pauzinhos - sorri ao ouvi-la.
- Isso é fácil - tentei explicar mas escusado será dizer que não atinou com aquilo e depois de muito tentar acabou sentada ao meu colo, comigo a dar-lhe o sushi à boca, o que proporcionou momentos caricatos principalmente ao início com as caretas que foi fazendo ao provar o que lhe ia dando - então afinal é comestível - meti-me com ela.
- Ok, ganhaste -gargalhei - mas foi só desta vez.
- Não gostas mesmo de perder, pois não?
- Não perdi nada porque não apostei - ela sorriu - mas sim tens razão detesto perder, é que nem a feijões.
- Outra coisa que temos em comum - falei-lhe ao ouvido aproveitando para lhe dar um beijinho no ombro despido
- Isso é bom - olhou-me - espero - sorriu.
- É ótimo.
Já não respondeu até porque teimei em continuar a dar-lhe de comer, quando terminamos fomos para o sofá, ficamos numa de jogar conversa fora mas a Mariana acabou por pedir que a fosse levar uma vez que já estava tarde, ainda tentei convencê-la a ficar mas não consegui e por isso fui levá-la, foi no momento que nos íamos despedir que lhe perguntei se ainda daria para estarmos juntos antes de regressar a Braga uma vez que só iria a seguir à hora de almoço.
- Não sei, talvez dê.
- Isso quer dizer que te posso ligar?
- Sim, depois logo vejo se dá - sorriu - agora deixa-me ir que estou cansada - inclinou-se e deu-me um beijo no canto dos meus lábios, saindo do carro logo de seguida.
- Mariana - chamei-a quando já estava à porta do prédio.
- Diz - falou enquanto aproximava-me dela.
 - Como é que ficamos? - perguntei a medo.
- Amigos, não é isso que somos? - suspirei.
- Sim mas - não deixou que terminasse pois interrompeu-me.
- Ruben neste momento o mas é isso mesmo um mas - olhei-a sem entender - estou cada vez mais confusa.
- Isso é bom - olhou-me - enquanto tiveres confusa posso ter esperança que um dia percas o medo de amar.
- Não quero que fiques com esperanças - baixou o olhar - Ruben não sei o que é que me deu para despedir-me de ti daquela forma - levei a mão ao seu queixo e obriguei a olhar-me.
- Sabes sim, sabes tão bem como eu, estás confusa mas isso só acontece porque trouxemos ao de cima os sentimentos que andamos este tempo todo a abafar e nenhum dos dois está a conseguir lidar com eles de uma forma racional.
- Ruben, não sei o que sinto, estou tão confusa mas a última coisa que quero é dar-te esperanças, não quero que nenhum dos dois saia magoado desta confusão toda, não sei o que se passa comigo mas desde que admiti mas principalmente que confirmaste as minhas suspeitas que há algo que empurra-me para ti, algo que ainda não consigo perceber o que é mas que tenho medo de descobrir.
- Mariana vamos dar um passo de cada vez só assim é que podemos perceber o que se está a passar connosco mas sinceramente cada vez acredito mais que seja o inicio de um amor - sorriu timidamente - que espero que não tenhas medo de assumir mesmo sabendo que não será fácil mas juntos iremos conseguir lidar com esta nova realidade - a Mariana olhava-me com uma intensidade que nunca antes tinha olhado e sem que tivesse à espera abraçou-me.
- Não quero perder a tua amizade - suspirou - e tenho medo que isso venha a acontecer se insistirmos em querermos mais do que amizade.
- Linda não digas isso, vamos com calma, um dia de cada vez, sem pressa - olhou-me - Mariana se respeitarmos o tempo de cada um não há motivo para perdermos a amizade, é tempo que precisas é tempo que irás ter mas até lá vou guardar na minha memória e no meu coração estes pequenos momentos que acredites ou não são o suficiente para deixar-me de sorriso no rosto e feliz por a minha mãe com a conversa que teve impedir-me de fazer o maior disparate da minha vida.
A Mariana não respondeu, simplesmente deixou cair a sua cabeça no meu ombro e deixamo-nos ficar abraçados, a sensação de tê-la nos meus braços é única e maravilhosa algo que só foi interrompido quando se lembrou que tinha que ir dormir o que infelizmente ditava o nosso afastamento e por isso voltamos a despedirmo-nos com mais alguns beijos no rosto e canto dos nossos lábios.

Mariana

Não sei o que me deu para despedir-me do Ruben com um beijo no canto dos seus lábios, só sei que foi isso que quis fazer naquele momento, o que fez com que quisesse esclarecer de uma vez por todas o que tínhamos e após uma conversa franca acabei por despedir-me novamente dele e entrar no prédio, subi de elevador e assim que entrei no apartamento da Letícia fui direta para a sala queria ir dormir mas fiquei mesmo pela intenção pois quando entrei encontrei-a à minha espera já com a minha cama improvisada feita.
- O Martim? - perguntei ao atirar-me para o sofá cama.
- Já está a dormir no meu quarto.
- Perguntou por mim?
- Não, ele vinha cheio de sono que mal chegamos a casa quis ir logo dormir - sorri - já a menina isto lá são horas para se chegar a casa?
- O que tem?
- Ainda tens a lata de perguntar? Já passa da hora da cinderela recolher a casa - gargalhei ao ouvi-la - ui que ela vem tão contente, isso correu bem.
- Não comeces - sorriu.
- Ele gosta mesmo de ti.
- Pois - olhou-me - mesmo assim quero ir com calma para depois não bater no fundo.
- Tens medo do quê?
- Letícia o Ruben namorou durante quatro anos com a Soraia, estava de casamento marcado - interrompeu-me.
- Mas neste momento já não está - olhou-me - o que pensas fazer agora?
- Não sei, preciso de tempo para pensar e ter-vos aos dois a insistir comigo não ajuda.
- Ok, não insisto mas se precisares de alguma coisa diz.
- Obrigada mas agora quero dormir.
- Tudo bem - deu-me um beijo na testa - dorme que estás a precisar.
A Letícia acabou por deixar-me sozinha e depois de muitas voltas na cama acabei por adormecer e só acordei horas depois com o Martim a chamar por mim.
- Diz - respondi ainda de olhos fechados.
- Mana quero ir ver os animais - abri os olhos.
- Queres o quê?
- Ver os animais já não vamos lá á muito tempo.
- Ah estás a falar que queres ir ao jardim zoológico é isso?
- Sim - falou todo contente.
- Amor hoje não dá, nós temos que regressar a Barga mas a mana promete que da próxima vez que viermos a Lisboa visitamos os animais.
- Prometes mesmo?
- Sim.
- Tá bem - sorri ao vê-lo a sair da sala.
Acabei por levantar-me e depois de vestir-me fui comer, já estava de regresso à sala quando ouvi a campainha e a pedido da Letícia fui ver quem era.
- O que é que estás aqui a fazer? - perguntei de sorriso na cara ao ver o Ruben a sair do elevador.
- Tentei ligar-te mas não atendeste.
- Devo ter o telemóvel no silêncio, desculpa.
- Não faz mal - sorriu
- Mas entra, não vais ficar à porta - quando estava a fechar a porta ouvi o meu irmão a chamar pelo Ruben e ao olhar vi o puto já ao seu colo e sem aviso prévio dei comigo a imaginar se um dia aquele a quem ele chama de amigo poderá ser seu cunhado, era nisso que pensava quando o Ruben despertou-me para a realidade ao colocar o braço em volta da minha cintura enquanto sussurrava-me ao ouvido.
- Que sorriso foi esse? - olhei-o.
- Nada - abanei a cabeça numa tentativa de repelir tais pensamentos para bem longe.
- Sabes que podes admitir aquilo em que estavas a pensar - falou com os seus lábios colados ao meu ouvido e com as suas mãos na minha cintura, o Ruben aproveitou que o Martim já tinha regressado à sala para se aproximar demasiado de mim o que estava a deixar-me com uma vontade louca de o beijar.
- Desde quando é que consegues ler pensamentos? - perguntei-lhe num tom de claro desafio.
- Não provoques - sorriu - ou não respondo por mim.
- Não provoquei, fiz uma pergunta - ele sorriu - e agora diz lá porquê que vieste?
- Porque precisava de ver-te antes de regressar a Braga - olhou-me - Mariana - colocou uma das suas mãos na minha cara - não dormi nada esta noite - a sua cara estava cada vez mais próxima da minha e por muito que quisesse fugir não iria conseguir por isso mesmo estava vidrada nele - está a tornar-se impossível ficar longe de ti - o Ruben estava agora a olhar-me nos olhos encontrávamo-nos tão próximos que sentia a sua respiração a embater nos meus lábios - dá-me uma oportunidade de provar que é possível sermos felizes juntos - não consegui responder talvez por isso o Ruben achou que poderia avançar e foi no exato momento que nos íamos beijar que a Letícia apareceu no corredor vinda do seu quarto.
- Olha lá mas isto lá é forma de receberes as visitas - assim que a ouvimos afastamo-nos - a casa não é grande mas ainda tenho uma sala para receber os convidados - o Ruben sorriu e depois cumprimentou-a - mas se preferes ficar a sós com ele têm sempre o quarto - fuzilei-a com o olhar.
- Não tens que ir fazer o almoço?
- Pois, pois desconversa - ela gargalhou - mas sim vou fazer o almoço - olhou para o Ruben - conto contigo, certo? - o Ruben olhou-me talvez a tentar entender se estava de acordo.
- Sim - sorri - ele almoça.
- Ok, até já - ela desapareceu e voltamos a ficar sozinhos mas não por muito tempo já que o Martim veio-nos chamar.
Estávamos na sala à conversa quando o Martim ao desfolhar uma revista da Letícia viu uma foto da Soraia e na inocência própria da idade veio mostrar ao Ruben.
- Olha a tua namorada - o Ruben sorriu.
- Martim, nós já não namoramos.
- Não? - sorrimos os dois perante o espanto do meu irmão - Isso quer dizer que já não vais casar - falou animado.
- Sim, já não vai haver casamento para ninguém.
- Fixe não gostava nada dela - o Ruben olhou-me já a Letícia gargalhou e só aí é que percebemos que já não estávamos só os três.
- Martim - tentei repreende-lo mas o puto calou-me.
- Ó mana só falei a verdade e também sei que não gostavas dela - o Ruben sorriu disfarçadamente.
- Vai lavar as mãos para irmos almoçar - pedi antes que continuasse a falar o que não devia.
- O puto é demais - o Ruben falou a rir.
- É, é então para deixar-me sem palavras não há melhor - gargalhou juntamente com a Letícia - mas agora vamos almoçar que temos uma viagem para fazer.
- Vais hoje para Braga? - perguntou visivelmente animado.
- Sim, regresso logo.
O Ruben já não respondeu e veio atrás de mim acabando por entrar na casa de banho com a desculpa que também queria lavar as mãos.

***

Almoçamos com alguma brincadeira à mistura e no fim fui ajudar a Letícia a limpar a cozinha, estava a precisar de afastar-me por uns minutos do Ruben uma vez que o momento do corredor não saída da minha cabeça de forma alguma.
- Desculpa - olhei para a Letícia sem entender tal pedido - não faças essa cara porque percebi que interrompi o vosso momento - baixei o olhar - amiga não fiques assim sem jeito é normal que o queiras beijar - suspirei.
- O problema não é esse - parei de lavar a loiça e sentei-me numa das cadeiras - já não sei nada - ela sentou-se à minha frente - Letícia o Ruben tem qualquer coisa que atrai-me de uma forma inexplicável, nunca senti isto por ninguém, esta vontade que sinto sempre que o tenho próximo de mim está a arruinar completamente comigo, não sei aquilo que sinto só sei que está a tornar-se impossível continuar a guardar isto só para mim, entendes?
- Amiga entendo que estás, pela primeira vez, completamente apanhadinha por um rapaz, o Ruben bateu mesmo forte aí dentro desse coração - sorriu - Mariana, estás a amar ou pelo menos a começar a amar verdadeiramente por isso é que não reconheces mais as tuas atitudes, gostaste muito do Bruno mas o que sentes pelo Ruben é diferente aproveita isso não deixes a oportunidade fugir.
- Mas não sei aquilo que sinto, só sei que quando o vejo, quando o Ruben se aproxima de mim o mundo parece que foge debaixo dos meus pés, quando ele abraça-me parece que o meu sangue fervilha - sorriu - vês já não digo coisa com coisa - bufei - não me reconheço mais.
- Mariana, sempre te disse que o que sentias pelo Bruno não era amor - olhei-a - por isso mesmo é que não hesitaste um momento que fosse em escolheres o Martim em vez do Bruno, como também nunca te entregaste verdadeiramente ao rapaz, já o mesmo não posso dizer do que sentes pelo Ruben, Mariana acabaste de admitir que amas o Ruben.
- Qual amor qual quê? Letícia como é que isto é amor se há um mês atrás não sentia rigorosamente nada pelo Ruben, que só desde a maldita viagem a Paris é que fiquei assim - sorriu - só posso estar louca.
- Mariana, vocês já gostam um do outro há imenso tempo, simplesmente andaram a negá-lo mas agora já não dá mais, o Ruben quando admitiu que gosta de ti desencadeou uma série de dúvidas na tua cabeça, que só contribuíram para andares a pensar constantemente nele e finalmente percebeste que o que sentes não é só amizade mas como tens tanto medo de sofrer ainda não consegues admitir que é amor.
- O que é que faço? - sorriu.
- Mariana, vive - olhei-a - amiga tens na sala alguém que deve estar neste momento a brincar com o teu irmão, que de certeza está disposto a aceitá-lo e a amá-lo como se fosse seu filho, que já provou que ama-te, que apesar de tudo prefere continuar a sofrer calado do que a perder a tua amizade, que basta dizeres uma palavra tão simples como quero para fazeres dele a pessoa mais feliz ao de cima da terra e continuas aqui sentada à minha frente a adiar a tua felicidade, Mariana não tenhas medo de sofrer um desgosto de amor, ninguém morre por isso muito menos tu, depois de tudo o que já viveste amar e seres amada é o mínimo que podes querer, dá essa oportunidade ao Ruben, deixa-o mostrar-te o lado bom da vida, aquele que andamos constantemente a sentir borboletas no estômago, aquele que basta um sorriso da nossa cara-metade para os problemas desaparecerem, entrega-te ao que estás a sentir, vive e deixa o rapaz viver, dá um pai ao Martim que o meu afilhado já merece ter alguém do seu lado que possa identificar como um pai, o puto merece já para não falar que todas as pessoas precisam de ter alguém do seu lado a apoia-las e pelo que já vi o Ruben está disposto a isso.
- Tenho medo - impediu-me de continuar a falar.
- Já sei, tens medo de sofrer mas isso não é desculpa principalmente para ti - olhei-a - Mariana, conhecemo-nos há dezoito anos e não houve um em que tenha passado do teu lado sem que estivesses a sofrer, tens vinte sete anos de sofrimento em cima das costas por isso não venhas dizer que tens medo de sofrer, o que tens é medo de ser feliz porque estás tão habituada a ser espezinhada, abandonada e trocada como se fosses lixo que agora que tens alguém que quer simplesmente amar-te e fazer-te feliz achas que é o fim do mundo - suspirei talvez por saber que tinha razão no que dizia - pára de fugir, aproveita mesmo que não seja um amor para a vida será com toda a certeza um amor que irá marcar-te e mostrar o lado bom da vida.
- Como é que faço isso? - sorriu.
- Deixa acontecer mas para isso levanta esse rabo da cadeira e vai ter com o Ruben - olhei-a e encontrei nos seus olhos aquilo que precisava, incentivo talvez por isso fiz mesmo o que falou, levantei-me e fui até à sala.
Entrei e encontrei o Martim deitado com a cabeça em cima das pernas do Ruben, eles estavam a assistir a uma reportagem qualquer sobre futebol com o meu piolho a fazer perguntas sobre o desporto ao Ruben, fiquei a ouvi-los e uns minutos depois percebi que estavam a falar do Benfica, o puto mais velho estava a contar a história do clube e o mais novo ouvia-o com atenção. Fiquei vários minutos a observar o que estava diante dos meus olhos e só despertei para a realidade quando a Letícia entrou na sala.
- Vês aquilo que falava - olhei-a - consegues negar isto ao Martim?
- Mesmo que deixe o Ruben se aproximar mais de nós, ele nunca vai ser o pai do Martim.
- Pois não, tal como não és a mãe no entanto ambas sabemos que para o meu afilhado é como se fosses, pára de arranjar desculpas para não admitires aquilo que queres.
Teria respondido mas a minha amiga não deu hipóteses, assim que acabou de falar chamou o afilhado e levou-o consigo com a desculpa de irem arrumar os seus brinquedos para depois irmos embora.
Ficamos só os dois e depois de respirar profundamente aproximei-me do Ruben, sentei-me do seu lado sem dizer uma única palavra, por muito que quisesse nada saía, pior ficou quando o senti a colocar o seu braço por cima dos meus ombros e puxar-me mais para ele.
- O que é que se passa? - perguntou-me.
- Gostas mesmo de mim? - perguntei de rajada o que provocou um sorriso lindo no seu rosto.
- Mariana por muito que penses o contrário não estou a brincar quando afirmo que gosto de ti.
Ouvi-lo a responder-me serenamente e ainda por cima a olhar-me nos olhos deixou-me com uma certeza estranha de que falava a verdade ainda assim não consegui dizer nada, coloquei simplesmente a minha cabeça no seu ombro e foi assim que fiquei nos minutos seguintes.  
- O que foi? - perguntei ao vê-lo a olhar-me.
- Apetece-me fazer uma coisa?
- O quê?
- Beijar-te - suspirou - se soubesses o esforço que estou a fazer para controlar-me - olhei-o e tê-lo tão perto de mim estava a deixar-me fragilizada - até quando é que vais negar que queres o mesmo - engoli em seco - Mariana não posso estar maluco ao ponto de achar que só eu é que quero beijar-te.
O Ruben olhava-me à espera de uma resposta que não chegou por palavras mas sim por um impulso meu, beijei-o nos lábios ao início foi um beijo tímido quase só um encosto mas depressa passou a algo mais quando permiti que as nossas línguas se encontrassem e pela primeira vez deixei-me levar pelo que estava a sentir, desliguei-me da realidade e aproveitei o momento ao máximo, o Ruben estava a ser um querido, podia ter procurado algo mais mas contentou-se com o que lhe estava a dar, não sei se foi por isso ou se foi mesmo o meu subconsciente a pedir só sei que foi minha a iniciativa de sentar-me no seu colo e aninhar-me completamente nos seus braços.
- Estás mesmo a querer dar cabo de mim, não estás? - sorri com o que falou.
- Não - olhei-o nos seus olhos - simplesmente pela primeira vez fiz o que queria sem pensar nas consequências dos meus atos- ele sorriu.
- Era tão bom se fizesse isso mais vezes - não resisti a tê-lo ali tão perto e não voltar a saborear os seus lábios, beijámo-nos novamente e a sensação de querê-lo só para mim aumentava mais em cada enrolar de língua, ele estava a deixar-me estranhamente confortável mas ao mesmo tempo descontrolada, por isso mesmo tentei afastar-me interrompendo o beijo - Mariana - a sua mão na minha cara impediu-me de desviar o olhar do dele - agora já não há volta a dar por muito que tentes fugir ou afastar-me não vais conseguir porque agora tenho certeza que o esforço de provar que só quero amar-te irá valer a pena.
- Ruben, tenho medo - suspirei - de acordar um dia e perceber que isto não passou de um sonho - ele sorriu.
- Até pode ser um sonho mas é um sonho que quero viver e tornar realidade hoje, amanhã e para sempre, Mariana não nos negues isto - beijou-me agora mais calmamente - linda não nos tires a oportunidade para sermos felizes juntos, estou disposto a ir ao teu ritmo mas não recues, não agora que já começo a amar-te, deixa que este sentimento possa crescer ainda mais, quero amar e ser amado - beijei-o para voltar a aninhar-me nos seus braços e ficarmos uns minutos no silêncio, não sei se percebeu que estava a precisar desses minutos só sei que deu-mos sem ter que pedir.
- Prometes que vais dar-me tempo para assimilar tudo isto e que terás uma paciência de santo para lidares com todas as minhas dúvidas e receios? - perguntei quase num sussurro.
- Não esperei até agora?
- Sim mas até agora não estávamos tão próximos.
- Achas que não? Mariana só não nos tínhamos beijado porque o sentimento há muito que está presente, nós é que não queríamos admitir mas agora que o fizemos já não tem volta a dar vamos caminhar em frente ao ritmo que for não estou preocupado se seja depressa ou devagar, só quero que continuemos em frente.
- Estás mesmo disposto a esperar por mim?
- Estou e sempre estive.
- Ruben mas estás ciente que continuo com as minhas dúvidas, que tudo isto é novidade para mim - ele calou-me com um beijo atrevido mas que deixou-me a levitar completamente.
- Estou ciente de tudo isso e disposto a dar-te o tempo que precisas - falou assim que separamos as nossas bocas.
Não falei mais, voltei a aninhar-me nos seus braços, ali sentia-me estranhamente bem, uma sensação de proteção total invadiu-me e talvez por isso quis aproveitar os minutos para estar assim com ele, ainda trocamos mais alguns beijos e foi quando estávamos os dois completamente envolvidos num beijo ardente que a voz do meu irmão vinda do corredor fez com que nos afastássemos.
- Diz piolho - falei quando entrou na sala.
- Já arrumei tudo - a Letícia que apareceu atrás dele pediu desculpas com os lábios, sorri mas só respondi ao meu piolho.
- Hum então despede-te da madrinha - o Ruben olhou-me a aproveitou que o puto estava a despedir-se da madrinha e de costas para nós para provocar-me.
- Mas não ias regressar só à noite? - perguntou-me com os seus lábios a roçarem nos meus o que estava a dar cabo do meu discernimento.
- Mudei de ideias - sorriu.
- Isso quer dizer que ainda podemos estar juntos hoje? - sussurrou.
- Não sei, logo vejo e agora deixa-me ir buscar as malas.
- Posso ajudar-te se quiseres.
- Não, dispenso - sorri ou não fosse ter entendido quais eram as suas intenções.
Fui buscar as malas enquanto o Ruben ficou a despedir-se da Letícia, deixei as malas à entrada e fui despedir-me da minha amiga.
- Martim vai chamar o elevador que a mana vai só à casa de banho.
Pedi ao entrar na sala e só o fiz porque queria despedir-me a sério do Ruben, por isso mesmo mal ficamos a sós aproximei-me, ele estava a olhar talvez numa tentativa de perceber o que estaria a passar pela cabeça mas não lhe dei hipótese de perguntar o que quer que fosse uma vez que não perdi tempo a unir de novo as nossas bocas, senti os seus braços em volta da minha cintura, puxava-me para si, estávamos colados que nem lapas e a olharmos um para o outro quando a Letícia regressou à sala e ao apanhar-nos sorriu antes de sair fechando a porta, ainda assim ouvi-a a chamar o Martim, percebi que só o fez para que não fossemos interrompidos pelo meu irmão e agora com a certeza que não nos iria apanhar voltei a beijá-lo demoradamente.
- Por tua culpa ainda acabo num hospício - admiti levando-o a sorrir.
- Desde que possa ficar no mesmo quarto que o teu está tudo perfeito - voltou a beijar-me.
- Deixa de ser parvo.
- Linda independentemente de tudo estes momentos já ninguém mos tira e saber que não te sou indiferente é muito mais do que esperava há um mês atrás, vamos com calma, um dia de cada vez, irei estar à tua espera e mesmo que acordes um dia com a certeza que o que se passou nestes dias foi um erro não deixarei de ser teu amigo.
Não consegui dizer nada simplesmente o abracei com uma força descomunal para depois nos separarmos, o Ruben tinha mesmo que regressar para não chegar atrasado ao treino, saímos da sala e encontrei o meu piolho à porta de casa com a madrinha, despedimo-nos novamente da Letícia e entramos no elevador, foi quando já estávamos a descer que senti a mão do Ruben a procurar minha, olhei-o pelo canto do olho e encontrei-o a sorrir. Naquele momento senti-me uma autêntica criança que tenta a todo o custo esconder o namoro dos pais, era assim que sentia-me pois queria voltar a beijar o Ruben ou mesmo dar-lhe a mão e não podia por causa do meu irmão.
Saímos do elevador e como o Martim ia na nossa frente entrelaçamos os dedos, foi assim que saímos do prédio mas mal o Ruben abriu a porta fiz questão de afastar-me, não queria correr o risco de sermos vistos juntos algo que deve ter percebido porque sorriu.
- Quando chegares a Braga liga - pediu depois de se ter despedido do Martim.
- Ok - sorriu.
- Adoro-te - sussurrou quando se despediu de mim com um beijo rápido no canto dos meus lábios.
Não respondi, sei que esperava ouvir alguma coisa mas não consegui, depois de ouvir aquele “adoro-te” deixei de ter capacidade para articular uma palavra quanto mais uma frase, por isso regressei a Braga sem lhe dizer mais nada.

Ruben

Estes últimos dois dias deixaram-me nas nuvens e foi impossível esconder isso da minha mãe quando fui despedir-me dela no entanto não contei tudo, disse-lhes só que estávamos mais próximos.
Fiz a viagem de regresso a Braga com a cabeça no mundo da lua e o treino não foi diferente não consegui concentrar-me e por isso no final ouvi uma tremenda reprimenda do mister que para ser sincero entrou por um lado e saiu por outro.
- Puto o que é que se passou por Lisboa para vires completamente aluado? - o Nuno meteu-se comigo quando já estávamos a chegar aos carros.
- Nada.
- Pois, pois e eu acredito no pai natal, vá desembucha.
- Já disse que não se passou nada.
- Porque que será que tenho a certeza que quando chegar a casa vou encontrar um pessoa com um sorriso parvo que nem o teu?
- Nuno, não faças filmes porque não se passa rigorosamente nada.
- Vou fingir que acredito - sorriu - já agora jantas connosco?
- Não, vou para casa que estou cansado.
- Sabes que a Mariana regressa hoje podias ir até lá a casa.
- Falo com a rapariga amanhã.
- Até quando é que vão aguentar estar longe um do outro?
Não respondi, preferi entrar no carro o que foi motivo suficiente para ele gargalhar, ignorei e segui até casa, queria ligar à Mariana e saber se já tinha chegado.
Estivemos a falar e combinamos que amanhã almoçávamos juntos uma vez que o Martim iria passar o dia na casa de um amigo e o Nuno tinha qualquer coisa combinada com a Patrícia.

***

Os dias foram passando e o início de Setembro chegou, o Martim andava irrequieto com o aproximar do início das aulas e consequentemente do futebol, o miúdo está mesmo ansioso para começar a jogar e tem feito cada vez mais perguntas que vou respondendo sempre que posso.
Quem tem andado a chatear cada vez mais é o Nuno e a Patrícia que implicam comigo por andar tão bem disposto e com a Mariana por andar a dar algumas escapadelas durante o dia mas nunca falamos o motivo se bem que temos consciência que já andam desconfiados.

***

Acordei tardíssimo e só porque a Patrícia resolveu ligar-me a convidar para o almoço uma vez que estávamos de folga e assim podia aproveitar o dia de domingo para estar com o meu afilhado lógico que aceitei de imediato.
- Oi - cumprimentei o Nuno ao entrar.
- Tudo bem?
- Sim - sorri ao ver o Nuninho a brincar na sala e depois de lhe dar um beijinho cumprimentei a Patrícia.
- Isso é que foi dormir - ela meteu-se comigo.
- Opa ontem meti-me a ver um filme e já adormeci tarde - eles sorriram.
- Isso é falta de mulher - o Nuno retorquiu.
- Antes só do que mal acompanhado.
- Hey tem lá calma - sorri ao ouvi-lo.
- Calma é o que tenho a mais.
- O que queres mesmo dizer com isso? - a Patrícia perguntou curiosa.
- Nada de especial - peguei no meu afilhado e comecei a brincar com ele.
Ficamos uns minutos à conversa mas a D. Joana chamou-nos para o almoço que foi servido no jardim, estava um dia de sol agradável e daí a Patrícia ter escolhido almoçar ao ar livre.
Comemos com muita conversa à mistura e o assunto principal foi o projeto que o Nuno tem em mente e que vai deixar a Mariana animada quando souber da proposta que o nosso amigo tem para lhe fazer. Depois do almoço deixamo-nos ficar pelo jardim e foi quando estava deitado ao sol quase a dormir que ouvi a voz de quem não esperava o que fez com que abrisse imediatamente os olhos.
- Ena tanto lagarto deitado ao sol - sorrimos todos ao vermos a Mariana.
- Já voltaste? - a Patrícia foi a primeira a falar.
- Parece que sim - a Mariana olhou-me e sorriu.
- Qual é mesmo a razão para regressares antes do previsto?
- Podia dizer que foi por ter saudades deste pequenino - falou ao pegar no Nuninho que estava a brincar ao nosso lado - mas estaria a mentir - olhou-me.
- Não gostei de saber que só sentes saudades do Nuninho - o Nuno resolveu implicar.
- Ui vais dizer que estás com ciúmes do teu filho - ela gargalhou - olha que não sei se a Patrícia vai achar muita piada a isso - o Nuno sorriu.
- Ultimamente andas muito bem-disposta. - a Patrícia meteu-se.
- Irra ninguém vos entende, se ando mais calada é porque devia falar mais se brinco é porque brinco.
- Prefiro quando andas assim mais sorridente e bem-disposta.
- Não te preocupes porque vais ver-me mais vezes assim.
- Podemos saber o motivo dessa animação toda? - o Nuno perguntou.
- Nada de especial, deve ser o sol que deixa-me mais alegre - desconversou levando a Patrícia e o Nuno a sorrirem.
- Então e tu não falas nada? - meteu-se comigo.
- Estás tão animada que achei por bem nem meter-me - ela sorriu.
- Olha que fixe acabei de descobrir que se andar sempre animada livro-me de ti - os nossos amigos gargalharam.
- Andas muito aproveitadinha.
- Nem tu sabes o quanto - sorriu de forma traçada.
- Devo ficar atento? - ela gargalhou.
- Estás com medo, é? - sorriu - Fica descansado que não te faço mal - o Nuno sorriu.
- Olha lá onde é que está o Martim? - perguntei de forma a desviar o assunto.
- Não está.
- Como assim? - o Nuno foi o primeiro a manifestar-se.
- O Martim encontrou um amigo no centro comercial e conseguiu convencer-me a deixá-lo ir passar o resto da tarde na casa do miúdo.
Ficamos a jogar conversa fora até que a Mariana avisou que iria vestir o biquíni para aproveitar o resto da tarde, estava ao telemóvel quando ela regressou e talvez por estar distraído vidrei completamente nela, vê-la só de biquíni arruína com todo e qualquer autocontrolo, parece que o corpo dela tem ímanes que atraem-me de uma forma inexplicável.
- Não queres dar aí um jeitinho para deitar-me na tua toalha - olhei-a não esperava que pedisse tal coisa.
- Grande lata vai buscar uma toalha para ti - ripostei o que levou os nossos amigos a gargalharem.
- Podias ser cavalheiro e dar um jeitinho.
- Porquê que tenho de ser eu e não o Nuno.
- Olha porque és tu que és pior que gaja e tens uma toalha que mais parece um lençol - eles gargalharam - juro que não percebo porquê que precisas de uma coisa tão grande se no final não deixas uma amiga ocupar uma parte do raio da toalha - sorri ao ouvi-la.
- Ok - olhei-a - deita-te lá - cheguei-me para um lado da toalha e dei-lhe espaço para se deitar.
- Obrigada - sorriu - agora para seres um menino bem comportado - olhei-a desconfiado - podias deixar-me usar o teu bronzeador.
- Vê lá se não queres usar mais nada que seja meu - ripostei levando o Nuno a gargalhar.
- Lamento mas não tens mais nada que mereça ser usado por mim - fiquei calado a olhá-la.
- Shii ó puto - desviei o olhar para o Nuno - arrumou-te na prateleira com uma facilidade tremenda - a Patrícia gargalhou.
- Ela só fala assim porque não sabe o que anda a perder - piquei-a mas não fiquei sem resposta.
- Então não sei - os nossos amigos olharam-nos - algo me diz que esses joelhos não devem aguentar muito - eles gargalharam.
- Agora foste má.
- Tadinho dele - apertou-me as bochechas mas já não lhe respondi, deitei-me na toalha de barriga para baixo e com a cara virada para o lado dos nossos amigos - ui que ele amuou como os putos - gozou mas não respondi algo que não a incomodou uma vez que foi dar um mergulho na piscina.

Será que o Ruben vai levar a peito as palavras da Mariana?

13 comentários:

  1. Bem, ADOREI, linda .. *.*
    Isto cada vez está melhor, e eu mal posso esperar pelo próximo .. :D

    Beijinho, e até amanhã (ATENçÃO: Isto é uma indirecta para amanhã voltares a postar .. hihihihi)

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  2. Olá :)
    Isto sim é que foi um jantar de "amigos" com muito romance xD
    Não quero é agora este romance todo estraga por causa de uma troca de palavras! :P
    Quero mais e rápido.
    E já agora sigo a teoria do 1 comentário
    Até amanhã ;)
    Beijinhos
    Rita

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  3. ai que lindos que eles andam xD
    ADOREI !!
    mas a mariana abusou... não devia ter dito aquilo

    beijinho

    Raquel

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  4. finalmente que eles se beijaram, hehehe, já esperava por isto há muito! ;)

    agora estou ansiosa para saber como é que irá decorrer a vidinha destes dois pombinhos, e por quanto conseguirao esconder isto, principalmente do martim!

    adorei imenso este capitulo, agora fico à espera do proximo, sim?

    beijinhos ;)

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  5. Ai qe esse final cheio de indirectas, isto vai aquecendo ^^ e o Ruben não pôde ter levado aqilo a peito, a rapariga estava a brincar :p
    Gostei imenso e ainda bem qe a Mariana finalmente fez o qe qeria sem pensar, finalmente! :D Ficam tão lindinhos!
    Beijinhoos

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  6. Depois de algumas dificuldades técnicas espero que agora sim consiga comentar, aqui vai:

    Este jantar deixou-me a salivar que foi qualquer coisa de mais.
    Adorei cada momento deste capitulo... todos mesmo. E assumo que eu nunca teria sangue frio o suficiente para conseguir ter uma conversa como esta da Mariana no jardim em que parece que "não conhece" o Ruben de lado nenhum quanto mais...
    Mas algo me diz que este final traz agua no bico...

    Por isso preciso do próximo com urgência!

    Bjokinhas
    Mariaa

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  7. Gosto tanto, tanto.
    Adorei!!!!
    Só espero que o casalinho não arranje problemas com as brincadeiras...
    Quero mais!!!
    Beijinhos linda ;)

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  8. Respostas
    1. Oi,

      Hoje não vou conseguir publicar mas amanhã terão novo capítulo.

      Desculpem mas não dá mesmo :s

      Bjs

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  9. ALELUIA, finalmente o tão esperado beijo, ou beijos, que agora que começaram já não querem outra coisa, quer dizer, querer até querem, mas isso é outra etapa a percorrer e o Ruben vai mesmo ter que ser um santo com muita paciência.
    A Mariana foi mázinha, então foi logo falar nos joelhos ao rapaz? logo os joelhos que são o ponto fraco do moço? Ele pode não ter gostado, mas cá pra mim é só fita, é para disfarçar, como se os amigos não soubessem que se passa alguma coisa.
    Adorei, tudinho, e essa história da Mariana se deitar na mesma toalha que o Ruben dando a desculpa que a toalha é grande, traz água no bico, ela quer é ficar juntinha a ele. Provou , gostou, agora não quer mais nada, e eu o que quero é mais um capitulo, porque definitivamente, este soube-me a pouco.

    Beijocas

    Fernanda

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  10. Adorei *.*

    Hoje publicas?

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  11. estou ansiosa pra saber o desenrolar desta cena...
    quando publicas?

    Catarina

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