sexta-feira, 31 de agosto de 2012

055 - “Mariana tens noção que isto esteve mais perto daquilo a que chamamos de rapidinha do que de outra coisa?”


Oi :)

Primeiro quero pedir desculpas pela demora em publicar mas não ando com muita vontade em escrever para esta história, talvez porque a sensação que não anda a ser lida é cada vez maior...
Segundo deixo o aviso que não reli o capítulo por isso se tiver erros peço desculpas!

***

Ruben

Hoje ao contrário do que tem sido comum não entrei nas contas do treinador, fiquei sentado no banco dos suplentes algo que desagradou o Martim que mal me viu correu na minha direção e fez questão de o dizer, confesso que soube muito bem ouvir simples palavras como Não fiques triste, o treinador é um totó, eu gosto muito de ti, o menino no seu jeito de criança reconfortou-me e fez com que mais uma vez desejasse tê-lo para sempre do meu lado.
Mas se o Martim mostrou preocupação por não ter jogado a Mariana não se ficou atrás, também ela achou estranho a minha ausência do onze e só serenou quando lhe expliquei que não passou de uma opção. Depois de uns mimos e troca de palavras acabamos por seguir até casa onde deixamos o carro dela e prosseguimos no meu, jantamos sempre com bastante animação e no fim regressamos para a nossa casa.
Assim que chegamos fui deitar o menino que por ter adormecido durante a viagem acordou rabugento e a fazer birra, tive que ficar no seu quarto até adormecer novamente e só depois é que consegui sair. Fui à procura das mulheres da minha vida mas a única que encontrei foi a Mariana, estava entretida a comer na cozinha e nem deu pela minha entrada, aproximei-me e abracei-a.
- Já estás com fome? - perguntei junto da sua orelha e aproveitei para lhe beijar o pescoço.
- Não é fome - beijou-me - é mesmo vicio - sorriu - o menino já adormeceu?
- Já, ainda tentou lutar contra o sono mas não conseguiu - o meu amor sorriu - onde é que está a minha mãe?
- Deve estar no quarto, porquê?
- Então está na hora de irmos para o nosso - tentei puxá-la mas a Mariana resistiu - anda, quero deitar-me - sorriu.
- Vai andando que já lá vou ter.
- O que ficas aqui a fazer?
- A comer que ainda não estou satisfeita - olhei-a - hey pára de olhar assim que não vais obrigar-me a fazer mais nenhum teste de gravidez - gargalhei ao ouvi-la - não sei onde está a piada - aproximei-me dela abraçando-a.
- Amor a piada está na cara que a minha mãe fez - fiz sinal com a cabeça para a Mariana olhar na direção da porta onde a minha mãe se encontrava a olhar-nos - não precisas ficar envergonhada - meti-me com a Mariana, afinal estava mesmo à procura de um buraco para se enfiar.
- Não tem piada - afastou-se - vou para o quarto - virou costas e ao passar pela minha mãe deu-lhe as boas noites.
- Filho - olhei-a - ouvi bem? - sorri - Vocês andam a tentar- interrompi-a.
- Tenha calma que não andamos a tentar nada - sentei-me a comer uma fatia de bolo.
- Mas ouvi a Mariana a falar em teste de gravidez - sentou-se à minha frente.
- Ouviu muito bem, ela mencionou isso mesmo mas estava a referir-se a um passado recente - suspirei - mãe houve aí uns acontecimentos que fez com que ficasse a pensar na hipótese dela estar grávida, acabei por lhe pedir para fazer um teste mas a Mariana não o chegou a fazer, não foi preciso.
- Isso quer dizer que estão a pensar em dar-me um neto para breve?
- Não - olhei-a - isso quer dizer que ambos sabemos o que andamos a fazer mas mesmo assim quis certificar-me que aqueles sintomas todos não estavam relacionados com gravidez.
- Mas querias que tivessem? - olhei-a novamente, era a minha mãe que estava diante de mim e sabia que não adiantava mentir-lhe, que ela iria perceber por isso limitei-me a baixar o olhar e continuar a “bicar” a fatia de bolo que tinha na mão - Filho a Mariana sabe?
- Do quê? - fiz-me de desentendido.
- Que por ti ela já estava grávida.
- Mãe, não meta palavras na minha boca - interrompeu-me.
- Ruben, só alguém que não te conheça minimamente é que pode acreditar que estás verdadeiramente disposto a esperar - engoli em seco, afinal no fundo bem no fundo a minha mãe tinha razão - filho devias falar com a Mariana sobre esse assunto.
- Já falamos e mais do que uma vez, por isso pode ter a certeza que não será avó de um filho meu nos próximos anos.
- Estás mesmo disposto a esperar?
- Mãe por muito que queira ser pai e você sabe disso, não posso obrigar a Mariana a engravidar, além disso compreendo os motivos dela em querer adiar os filhos para mais tarde.
- Ela ainda tem dúvidas do teu amor?
- Não, as razões são outras.
- Queres falar sobre isso?
- Mãe a Mariana quer licenciar-se, é um sonho que sempre teve e que adiou para cuidar do Martim, não tenho como pedir-lhe que volte a adiá-lo só porque quero ser pai.
- Mas um filho não é impedimento.
- Acha mesmo que a Mariana conseguiria deixar o filho entregue a alguém para ir estudar? Ela passou os últimos anos a abdicar dela própria para viver em função do irmão se engravida agora vai voltar a deixar o sonho de concluir os estudos e de ter uma oportunidade de trabalhar no que realmente a fará sentir-se realizada para cuidar e amar o nosso filho, não tenho como lhe pedir isso, quando sei o quanto magoa ter algo que nos impede de sentirmos realizados profissionalmente.
- Filho, a tua atitude é bonita e compreendo-a mas vais negar que não pensas nisso? Que sempre que há um sinal de gravidez que não ficas a torcer calado para que seja mesmo isso?
- Lógico que penso mas no momento seguinte esqueço essa hipótese não posso andar a viver na ilusão quando sei que nem sequer andamos a tentar.
- Fala com a Mariana pode ser que consigam arranjar um meio-termo - interrompi-a
- Acha? Ó mãe se lhe dissesse que quero ser pai já, que penso nisso cada vez mais, a Mariana acabaria por ceder e quando desse por isso estava a anunciar a gravidez.
- Se isso acontecesse era só uma prova que te ama.
- Mãe, não duvido do amor da Mariana por mim, não preciso que abdique novamente de um sonho para ter certeza de nada, além disso ser eu a esperar também é uma prova de amor minha para com ela.
- Tu é que sabes mas espero que estejas ciente que não estás habituado a esperar muito para teres o que queres - olhei-a incrédulo.
- Está a insinuar o quê? Que sou mimado e que por isso não consigo esperar que a mulher da minha vida, aquela que amo verdadeiramente e por quem daria a vida se fosse necessário, consiga ter a oportunidade que procura há anos para se sentir realizada?
Não esperei resposta, virei costas e fui até ao quarto, a minha mãe não tem o direito de julgar uma decisão que é minha e da Mariana. Cheguei ao quarto e encontrei-a deitada e de olhos fechados, julguei que já tivesse adormecido mas depressa percebi que não quando a ouvi dizer que tinha demorado.
- Fiquei à conversa com a minha mãe - esclareci-a - e tu porquê que vieste a correr para o quarto? - perguntei quando já estava deitado ao seu lado e com ela nos meus braços.
- Oh é estranho - sorri ao ouvi-la - nós estávamos a ter uma conversa enquanto casal e quando reparei tinha a mãe do meu namorado a assistir - hesitou por segundos mas continuou - não estou habituada a isso, sei que é tua mãe, que estou na tua casa mas gostava que a avisasses para deixar de ouvir conversas alheias, é a nossa privacidade e intimidade enquanto casal que está em jogo, compreendo que desabafes tudo com ela mas isso não quer dizer que tenha de ouvir as nossas conversas - suspirou - desculpa posso estar a ser injusta mas senti-me uma estranha na casa do meu namorado.
- Já acabaste? - olhou-me - Amor, primeiro não é a casa do teu namorado, é a nossa casa, não quero voltar a ouvir-te a falar desta forma, Mariana percebe de uma vez que o que é meu é teu e isso nem se discute, podemos não estar casados com papel passado mas sinto-me como se tivéssemos, o que importa é o que nos une - beijei-a - quanto à minha mãe fica descansada que depois da conversa que tive com ela duvido que se volte a meter onde não é chamada, já deixei nítido que as decisões que terei que tomar serão entre nós, que ela não tem nada que meter o bedelho quando não é chamada.
- Discutiram?
- Não, trocamos algumas ideias.
- Ruben o que é que não estás a contar?
- Amor, resumindo porque já estou farto do assunto, ela é da opinião que te devo pedir um filho para já - olhou-me imediatamente - porque não estou habituado a ter que esperar por aquilo que quero.
- Não é nada que não tenha já pensado - confessou de olhar baixo - até onde é que serás capaz de aguentar os meus caprichos?
- Hey, amor - fiz com que olhasse nos meus olhos - quereres estudar não é um capricho, é verdade que quero ser pai, nunca o escondi mas se esperei até aqui posso continuar a esperar.
- A verdade é que também posso esperar - olhei-a sem perceber - se até aqui não retomei os estudos porque o Martim precisou e precisa de mim também posso continuar a adiar isso para engravidar.
- Mariana não quero ouvir-te a dizer isso novamente, amor entende que não quero que te anules enquanto pessoa, tens todo o direito de lutar por mais e melhor, se estudar é aquilo que queres tens todo o meu apoio, temos tempo para tudo.
- Mas a verdade é que na vida há momentos certos para se fazer as coisas e o meu já passou, perdi o comboio quando escolhi ficar na estação a vê-lo partir, no dia que peguei no Martim pela primeira vez fiz uma escolha e por muito que queira não posso mudá-la.
- Chega - olhou-me - primeiro não acredito que alguma fez tenhas pensado sequer em mudar a escolha que fizeste quanto mais a desejares que isso acontecesse, amas o Martim como se fosse um bocado de ti, por muito que digas o contrário, o menino é e será sempre o teu primeiro filho, ama-lo como tal e nem venhas dizer o contrário - a Mariana já tinha os olhos rasos de lágrimas - quanto a haver um momento certo para tudo, tens razão mas por algum motivo existe tanta gente adulta a regressar às faculdades, se elas podem tu também podes, aliás deves.
- Não entendes que neste momento estou a escolher entre um sonho antigo e um recente, que só começou a fazer sentido desde que te conheci, caramba já não sou propriamente uma adolescente de dezoito anos que vai agora encarrar um novo desafio, tenho vinte e oito anos e quanto mais adiar a vinda do nosso primeiro filho pior é, já não sou uma criança e também não quero ser mãe quando já tiver idade para ser avó.
- E parares de ser exagerada, não? Desde quando é que ser mãe aos trinta e poucos é tarde?
- É porque não quero ter só um - sorri ao ouvi-la.
- Amor anda cá - sentei-me na cama e pedi-lhe que se sentasse entre as minhas pernas - Mariana também quero mais que um filho mas não há necessidade de construirmos uma equipa de futebol, não quero o rancho de filhos por isso falta-nos é tempo para ser pais.
- Resta saber se quero esperar esse tempo todo - atirou de rajada e confesso que apanhou-me desprevenido - se queres mesmo saber tenho pensado cada vez mais no assunto e não tenho chegado a conclusão nenhuma, por um lado quero prosseguir com os estudos mas por outro não quero abdicar da família, de ti e do meu irmão, não sei explicar mas cada vez que penso no assunto a sensação que tenho é que vou estar a abandonar-vos, a ser egoísta e a pensar só em mim.
- Amor, por muito que queira não consigo decidir por ti, mas independentemente da tua decisão irei apoiá-la.
- O problema é que não sei mesmo o que fazer, por um lado tenho o sonho de querer ir mais além em termos profissionais por outro tenho vocês os dois que querem tal como eu ver a família a crescer - foi inevitável não sorrir - e depois querendo ou não a verdade é que quanto mais tarde engravidar maior a probabilidade de existir problemas - suspirou - já para não falar que a licenciatura posso tirá-la quando quiser e ser mãe já não é bem assim.
- Mariana - olhou-me - vamos com calma, amor já tinhas decidido que só para o ano é que irias tentar entrar na faculdade por isso até lá tens muito tempo para ponderares e decidires, por agora vamos deixar como está, continuas a tomar a pílula e quando souberes o que queres voltamos a falar no assunto, pode ser?
- Sim - beijou-me - agora vamos dormir que estou cansada.
Respeitei o pedido dela e deitamo-nos para a ver a adormecer logo de seguida, no entanto não consegui seguir-lhe o exemplo por mais que quisesse fechar os olhos e não pensar mais no assunto sempre que o tentava fazer a nossa conversa voltava, vê-la tão indecisa faz com que sinta-me culpado, não quero nada que abdique do seu sonho para realizar um meu e isso deixa-me preocupado.

***

Os dias passaram e hoje acordei animado, afinal tenho que preparar as surpresas que o meu amor irá receber amanhã durante o dia e que será impossível fazê-la esquecer-se o quanto a amo.
Comecei por ir acordar o Martim para o despachar, uma vez que tinha aulas e foi quando já estávamos os dois a comer que a minha mãe entrou na cozinha, cumprimentou-nos e foi impossível não ter reparado no sorriso dela, talvez por mais uma vez se aperceber que somos de facto uma família feliz e unida, que tanto o Martim como a Mariana são indispensáveis para o meu viver.
- Ruben - olhei-o - logo tens treino?
- Não, porquê?
- Então és tu que vais comigo ao meu treino, né? - perguntou visivelmente animado já que esta semana não consegui ir vez nenhuma com o menino.
- Sim - sorri-lhe - já avisei a Mariana que vou buscar-te à escola e que te levo ao treino.
- Boa - falou animado - posso pedir um favor?
- O que é que vem por aí?
- Nada de mal - falou com o seu ar de anjinho - mas é amanhã que é o dia dos namorados, né?
- Sim.
- Aquele em que se dá uma prenda à namorada, né?
- Sim.
- Então quero a tua ajuda para escolher uma prenda para a minha namorada - gargalhei ao ouvi-lo, afinal o menino falou muito convicto de si - não é para rir - fez beicinho - eu não gozei contigo quando explicaste que tinha de ficar com a vó Bela para fazeres aquela surpresa à mana, pois não? - perguntou chateado.
- Desculpa, tens razão - olhou-me - mas sabes o que queres oferecer à tua namorada?
- Não por isso é que preciso de ajuda, ó pai - sorri ao ouvi-lo afinal volta e meia o menino deixa escapar o “pai” - eu quero que ela goste mas eu não percebo nada disto das namoradas e dos presentes - desviei o olhar para a minha mãe e encontrei-a a olhar-nos de forma ternurenta.
- Hum, vou pensar em alguma coisa e depois quando acabares o teu treino tratamos do assunto pode ser?
- Tá bem - sorriu - já preparaste as surpresas todas para a mana?
- Não mas agora acaba lá de comer que tenho de te levar à escola e seguir para o meu treino.
O menino acabou de comer e depois de nos despedirmos da minha mãe saímos, deixei-o na escola e fui até ao estádio. O treino correu bem apesar do Nuno ter passado o tempo todo a querer saber os meus planos para amanhã, lógico que não falei e ele lá se calou.
O resto da manhã serviu para tratar dos últimos detalhes para amanhã correr tudo às mil maravilhas e no fim ainda dei comigo a pensar no que o Martim poderá oferecer à namorada, a última coisa que quero é que o meu piolho tenha o seu primeiro desgosto no dia dos namorados.
As horas passaram e depois do treino do Martim terminar fomos lanchar os dois, momento esse que serviu para o convencer que a melhor prenda a dar seria um beijinho e lhe dizer que gosta dela, porque os meninos da idade deles ainda não oferecem outro tipo de prendas, o piolho lá acabou por se deixar convencer e seguimos até casa. Quando lá chegamos fui obrigado a mostrar-lhe tudo o que tinha preparado para oferecer à Mariana e após ter a aprovação arrumei tudo.
Ajudei-o nos trabalhos e quando já estávamos na conversa com a minha mãe vimos a Mariana a chegar, o meu amor entrou, cumprimentou-nos e seguiu direta para o quarto, o Martim levantou-se imediatamente para ir ver o que se passava mas pedi-lhe que me deixasse ir, o menino ainda reclamou mas acabou por ceder.
- Está tudo bem? - perguntei ao entrar no quarto e vê-la deitada.
- Sim, dói-me só a cabeça, o teu afilhado hoje não me deu descanso - sorriu - acreditas que passou o dia todo a fazer birras atrás de birras?
- Sentiu a falta do padrinho, foi o que foi.
- É deve ter sido isso mas fica a saber que não foi o único que sentiu a tua falta - olhou-me - afinal onde é que andaste?
- Por aí - deitei-me ao seu lado.
- Por aí não é resposta.
- Mas é aquela que te dei e com aquela que te vais contentar - beijei-a.
- Ruben, espero que não estejas a fazer grandes planos para amanhã - olhei-a - amor nem te atrevas - sorri - Ruben Filipe - gargalhei - o que é que vai nessa cabeça?
- Amanhã descobres - beijei-a sem lhe dar hipótese de refilar e o que era um simples beijo passou a algo mais, acabamos por nos entusiasmarmos mas tivemos que parar ou não fosse o Martim ter entrado no quarto sem bater.
- Martim mas agora entras bem pedires? - a Mariana repreendeu-o.
- Ó mana tava preocupado contigo - com esta o menino desarmou-a - tu chegaste e vieste logo para o quarto e o Ruben não deixou eu vir ver como tavas - fez beicinho e agarrou-se à irmã, sim que com isto tudo acabei por afastar-me da Mariana.
- Amor, a mana está só cansada mas já ia ter contigo.
- Não ias nada - olhou-nos - se fosses o Ruben não tava em cima de ti.
- Martim - o menino olhou-me - mas afinal que modos são esses? E ficas já avisado que para a próxima bates à porta, percebeste?
- Sim - baixou o olhar - desculpa - a Mariana olhou-nos à vez e sorriu - mana eu não fiz por mal e nem fiquei zangado por ver o Ruben e a mana a namorar só tava preocupado contigo.
- A mana não fica chateada porque já percebeu que estás arrependido mas o Ruben tem razão não podes entrar sem bateres e sabes disso.
- Tá bem, agora vens brincar comigo?
- Amor, a mana já vai ter contigo pode ser?
- Pode, tou no quarto à tua espera.
- Ok - a Mariana deu-lhe um beijinho e depois vimos o menino a sair.
- Olha lá tinhas mesmo que repreender o meu irmão daquela forma?
- Essa é boa, o puto entra sem avisar, fala-te naquele tom e queres que fique calado? - gargalhou - Não vejo onde está a piada.
- Amor, só reagiste assim porque o Martim fez com que ficasses “na mão”, porque se tivéssemos só a falar de certeza que não dizias nada, não é?
- Estás a ser injusta - aproveitou que estávamos novamente os dois deitados para começar a dar-me beijos no pescoço - sabes bem que tenho tentado não lhe fazer as vontades todas e repreendê-lo quando erra - sorriu - estou a dizer alguma piada, é?
- Não mas estás mais preocupado em justificar-te quando podíamos estar a aproveitar estes minutos de outra forma.
A Mariana demonstrou bem o que pretendida e em menos de nada retomamos de onde tínhamos parado, mas ao contrário do que sempre acontecia, em que nos amamos sem pressa desta vez o meu amor não quis nem saber, digamos que foi a primeira vez que chegamos ao limite tão depressa.
- Vais ficar aí? - perguntou segundos depois de nos termos amado e já quando se estava a vestir - Que foi? Estás a olhar-me assim porquê?
- Amor talvez porque estás estranha.
- Desculpa?
- Mariana tens noção que isto esteve mais perto daquilo a que chamamos de rapidinha do que de outra coisa? - gargalhou.
- Vais começar a contar os minutos, é? - beijou-me.
- Não, simplesmente surpreendeste-me, só isso.
- E isso é mau?
- Não mas é estranho - olhou-me - afinal foi a menina que há uns meses atrás disse que não o conseguia fazer - provoquei - e afinal - a Mariana revirou os olhos.
- Sabes que mais fica aí deitado que vou ver o meu irmão - ainda tentou sair da cama mas impedi-a ao agarrá-la - larga-me, amor o menino ainda regressa porque lhe prometi não demorar.
- Já vais - fi-la sentar-se ao meu colo - mas antes deixa-me dizer-te que adorei o momento - beijei-a - e que se for para ser sempre assim podes ter dores de cabeça todos os dias - a Mariana gargalhou.
- És tão tonto - beijou-me demoradamente - mas agora deixa-me ir - voltou a beijar-me - vê se te vestes que assim ficas ainda mais irresistível - suspirou o que fez com que sorrisse a Mariana anda outra vez mais desinibida e sempre que assim é consegue surpreender-me pela positiva.
Acabei por vê-la a sair do quarto, ainda fiquei alguns minutos deitado mas acabei por vestir-me e ir procurar os meus amores, encontrei-os na sala de volta de um puzzle e com a minha mãe a assistir à montagem do mesmo. Sentei-me no sofá mas depressa juntei-me a eles, uma vez que o Martim assim o quis, estava ao lado da Mariana que sempre que apanhava o irmão distraído arranjava forma de provocar-me e na última vez que o fez foi apanhada pela minha mãe ainda assim não se incomodou nem um pouco.
- Martim a mana tem que ir fazer o jantar - alertou-o - mas depois continuamos pode ser?
- Tá bem, o Ruben fica comigo.
- Não - olhamos todos para a Mariana - o Ruben vai com a mana.
- Vou? - saiu-me o que fez a minha mãe sorrir.
- Sim vais, afinal não deste folga à empregada então agora vens comigo fazer o jantar que é para aprenderes.
- Ó mana a vó Bela vai contigo.
- Martim quem vai é o Ruben e acabou a conversa, no final brincamos contigo.
A Mariana nem deu tempo ao menino para refilar, levantou-se e obrigou-me a ir com ela, fomos diretos à cozinha.
- Posso saber o motivo de quereres a minha ajuda para fazer o jantar quando normalmente a dispensas?
- Quem te disse que quero a tua ajuda para o jantar? - falou ao fechar a porta deixando-me a olhá-la - Os préstimos que quero de ti não são para o jantar - aproximou-se levando de imediato as mãos aos botões das minhas calças - mas sim para apagares o fogo que tenho hoje - gargalhei ao ouvi-la, nunca pensei que a minha Mariana se revelasse neste sentido - que tal parares de rir e fazeres algo para o meu bem?
Não respondi, acabei só por a puxar ainda mais para mim e beijá-la, estávamos os dois dispostos a muito mais mas voltamos a ser interrompidos, desta vez pela minha mãe que entrou sem aviso prévio a sorte foi que ainda só estávamos na fase dos beijos com a Mariana sentada na bancada da cozinha e numa tentativa de desabotoar os botões das minhas calças, lógico que a minha mãe percebeu o que se estava a passar e como abriu a porta também a fechou.
- Acho melhor irmos fazer o jantar - a Mariana afastou-me imediatamente - ou então eu vou fazer o jantar e tu vais ver a tua mãe, não vá ter-lhe dado os cinco minutos - olhei-a incrédulo - posso saber o que estás ainda aqui a fazer?
- Talvez à espera de uma justificação para o teu comportamento?
- O que tem o meu comportamento? Vais dizer que não gostas?
- A questão é mesmo essa - olhou-me - estou a gostar tanto que quero perceber qual o segredo para te deixar assim - abracei-a - em brasa - beijei-lhe o pescoço - amor o que se passa?
- Se queres saber nem sei - olhou-me - mas apetece-me estar contigo - suspirou - até a dor de cabeça passou - sorri ao ouvi-la - acho que estou a dar em louca.
- Amor, podes dar em louca as vezes todas que quiseres - sorriu - amo essa loucura - beijou-me.
- Pois mas talvez seja mesmo melhor ires até à sala porque caso contrário não vai haver jantar hoje - gargalhamos os dois - acertamos contas quando nos formos deitar - percorreu o meu corpo com o olhar e ainda trincou o lábio inferior - e nem penses que escapas.
- Achas mesmo que vou querer escapar-me - beijei-a demoradamente - amo-te - sorriu - mas agora deixa-me ir - voltamos a unir os nosso lábios mas no fim saí mesmo da cozinha.
- Já voltaste? - o Martim manifestou-se assim que entrei na sala.
- Parece que fui corrido da cozinha - a minha mãe sorriu - vamos brincar?
- Fixe - sorri ao ver a alegria do meu piolho - podemos jogar PES?
- Ok, mas só um jogo.
- Tá bem - levantou-se e foi ligar a playstation trazendo com ele os comandos.
Começamos a jogar mas confesso que só estava presente fisicamente, porque mentalmente estava longe ou melhor estava com a cabeça na cozinha e na Mariana, ela hoje estava estranha e isso não me saia de forma alguma do pensamento, tanto que o Martim acabou por ganhar o jogo sem dificuldade e no fim ainda o ouvi a reclamar.
- Isto assim não teve piada, tu deixaste-me ganhar - olhei-o - vamos jogar outro.
- Ok - nem contestei, afinal o menino tinha razão aquilo não tinha mesmo sido um jogo, mas voltei a estar completamente no mundo da Mariana e por isso o menino parou o jogo.
- O que tu tens? - foi visível a preocupação no rosto do menino.
- Nada - sorri-lhe.
- Mas tu não tás cá ou melhor tás mas é como se não tivesses eu falo para ti e tu nem ouves.
- Desculpa estava distraído - a minha mãe voltou a sorrir.
- Porquê?
- Porquê o quê?
- Porquê que tavas distraído.
- Olha porque estava a pensar na tua mana - admiti e percebi que a minha mãe ficou surpreendida.
- Oh mas isso tás sempre - gargalhei ao ouvi-lo - e das outras vezes consegues jogar comigo.
- Amor, anda cá - sentou-se no meu colo - tens toda a razão quando falas que ando sempre a pensar na Mariana mas hoje ainda estou a pensar mais.
- Porquê? - a minha mãe olhava-nos divertidíssima talvez porque sabia que não iria admitir ao miúdo o que quase se passou na cozinha.
- Porque faz amanhã um ano que a tua mana deixou-me aproximar dela e que foi desde esse dia que começamos a construir o que temos hoje, faz amanha um ano que cheguei de Lisboa muito triste e foi a tua mana que sem que estivesse à espera ajudou-me a ultrapassar aquela tristeza toda, ouviu-me e deu-me bastante na cabeça, ralhou comigo como às vezes ralhamos contigo quando fazes alguma coisa mal feita - o menino sorriu - mas também me deu amor inicialmente esse amor foi de amiga mas acabou por tornar-se no amor que sentimos e que partilhamos hoje, um amor capaz de aguentar tudo e que por vezes faz com que queiramos estar sempre juntos, a pensar um no outro, entendes?
- Acho que sim - olhou-me - tu nunca sentiste este amor pela Soraia pois não?
- Não - o menino sorriu - gostei da Soraia mas o amor que sinto pela tua irmã é muito maior.
- Isso quer dizer que nunca vais deixar a gente, né?
- Martim deixar-vos é impossível, amo-te meu piolho - fiz-lhe algumas cocegas - vocês fazem parte de mim, são a razão do meu viver - a minha mãe olhava-nos atenta - é pela Mariana que o meu coração bate e és tu que me deixas muito feliz quando me chamas de pai, se a Mariana é a mulher que quero para mãe dos meus filhos, tu és o nosso primeiro filho - o menino deu-me um abraço apertado - nunca duvides do amor que sinto por ti, Martim pode haver dias como os de hoje em que estou distraído e sem conseguir brincar contigo mas isso não é porque não te amo, percebes?
- Tu nos dias que tás distraído é porque tás a pensar na mana, né? - sorri.
- É.
- Então eu não fico chateado - voltou a abraçar-me - eu quero ver a mana feliz e ela é feliz contigo, eu nunca vi a mana a rir tanto como ri quando tás com ela - dei-lhe um beijinho no seu rosto - sabes eu nunca disse mas a mana quando vais jogar longe e ficas aqueles dias fora de casa fica sempre mais triste mas sempre que fala contigo ao telemóvel depois fica mais contente, por isso é que eu gosto de ti, porque tu fazes a mana ficar contente e depois também gostas de mim - sorri.
- Podes ter a certeza que gosto muito de ti e que farei sempre tudo para sermos os três muito felizes.
- Posso pedir só mais uma coisa?
- Diz.
- Eu quero muito um mano - desviei por segundos o olhar do meu piolho e encontrei a minha mãe atenta à conversa - eu sei que tu consegues convencer a mana - sorri ao ouvi-lo.
- Martim, explica-me o motivo de quereres tanto um mano?
- Para eu brincar.
- Tenta outra - o menino olhou-me - amor se é para brincares tens os teus amigos ou tens-nos a nós que brincamos todos os dias contigo.
- Posso dizer a verdade?
- Podes e deves- falei muito serenamente.
- Eu tenho medo que um dia a mana se zangue e vá embora e se tiverem um bebé ela já não vai - o menino deixou-me “sem chão” não esperava que o motivo fosse esse - e assim eu fico sempre contigo e com a mana.
- Amor não precisas de ter esse medo - olhou-me - nós vamos ficar sempre juntos mas mesmo que isso não venha a acontecer vou gostar sempre de ti e isso não vai mudar nunca.
- Mas eu depois fico sem o pai e eu não quero isso.
- Martim isso não vai acontecer, acreditas em mim?
- Sim mas contínuo com medo.
- Consegues explicar esse medo?
- Posso tentar - encolheu os ombros - eu nunca tive isto que tenho aqui em casa, a mana sempre deu tudo o que pedi às vezes não dava logo porque não tinha dinheiro mas ela prometia sempre que quando pudesse dava mas aqui eu tenho mais coisas, tenho o pai e isso eu só tenho se ficares sempre com a mana e é disso que tenho medo de perder o pai - as palavras dele apesar de confusas tocaram-me de uma forma inexplicável, tanto que as lágrimas vieram-me aos olhos - eu tenho amigos que os pais ficam zangados e eles depois só podem tar com um de cada vez e eu não quero isso, eu quero sempre tar com os dois ao mesmo tempo, eu não quero escolher a mana ou o pai, eu quero os dois sempre.
- Martim não posso prometer que será para sempre - olhou-me - por muito que queira não posso, nós não sabemos o dia de amanhã mas posso prometer-te que no que depender de mim ou da Mariana vamos fazer de tudo para que resulte, nós quando falamos no futuro imaginamo-nos velhinhos e juntos.
- Então porquê que não convences a mana a terem um bebé? - a minha mãe sorriu.
- Martim se queres mesmo saber, nós já falamos do assunto, aliás várias vezes mas a decisão de termos um filho não pode ser tomada assim de um dia para o outro, um bebé muda algumas coisas nas nossas vidas e neste momento a prioridade é outra, nós queremos aproveitar todos os momentos a três, amor não te preocupes que a decisão de adiarmos a vinda do bebé não significa que não nos amamos, muito pelo contrário estamos a pensar enquanto casal, Martim talvez não saibas mas a Mariana está a pensar regressar à escola - o menino olhou-me - e se ela quiser mesmo isso vou apoiá-la mas para isso o bebé terá que ficar para depois, entendes?
- Mas porquê que a mana quer voltar á escola? Ela não precisa disso.
- Martim não digas isso - o menino olhou-me - a Mariana sempre quis concluir os estudos e só saiu da escola por amor a ti mas com o desejo de um dia poder regressar, é por isso que a mana insiste tanto contigo para estudares, ela sabe o quanto é importante os estudos ou achas que se pudesse não procurava outro trabalho em que conseguisse mais dinheiro para te dar tudo sem teres que esperar?
- Mas ela agora pode dar-me tudo, tu tens dinheiro ela não precisa trabalhar nem de estudar.
- Martim, é verdade que tenho dinheiro e que nunca neguei-te nada e nem vou negar, mas não é por isso que a Mariana vai deixar de trabalhar ou de estudar, aliás nenhum dos dois quer isso - olhou-me aborrecido - compreendo que queres ter a tua mana sempre perto de ti mas não tens o direito de lhe exigires que deixe de estudar ou de trabalhar.
- Eu posso não ter mas tu tens, como namorado dela podes pedir para ficar em casa e cuidar do vosso bebé.
- Posso mas nunca o vou fazer.
- Porquê?
- Martim, pedir isso à tua mana é o mesmo que ela me pedir para deixar o futebol, compreende que não temos o direito de obrigar o outro a escolher entre a profissão e a relação, as duas coisas são conciliáveis.
- Pois vocês conseguem tudo mas esquecem é que sou uma criança e que preciso dos dois - olhei-o.
- Martim, és de facto uma criança mas tanto quanto sei a tua irmã antes de namorarmos nunca falhou com nada e agora que estamos juntos muito menos, nós organizamo-nos de forma a nunca ficares sozinho, a teres sempre um de nós por perto por isso não podes acusar-nos de não pensarmos em ti, isso é feio e magoa muito, a tua irmã que nunca te oiça dizeres uma coisa dessas ou vais deixá-la muito triste, ela que sempre fez de tudo para que não te faltasse nada agora acusas a Mariana de se esquecer de ti?
- Desculpa - pediu já a choramingar - eu não quero que fiques chateado comigo e não contes nada à mana.
- Não vou contar porque sei que ela ia ficar muito triste mas não repitas a brincadeira ou quem se chateia a sério contigo sou eu.
- Desculpa - abraçou-me - eu gosto muito dos dois.
- Também gostamos muito de ti e só por isso vamos esquecer o que acabou de acontecer.
O menino já não abriu mais a boca mas deixou-se ficar agarrado ao meu pescoço, ainda choramingou durante uns minutos mas lá conseguiu acalmar, deixamo-nos ficar os dois no silêncio mas quando desviei o olhar vi a Mariana, não foi preciso abrir a boca para ter percebido que tinha ouvido a conversa ou pelo menos a última parte.

Como irá reagir a Mariana ao desabafo do irmão? Irá isto afetar os planos do Ruben para o dia seguinte?

11 comentários:

  1. A-D-O-R-E-I!!!!
    Este Ruben está um super-pai!
    E estes apetites da Mariana, hummm dai virá coisa.
    Ahhh e estou ansiosa pelo reacção da Mariana e pela surpresa do Ruben!

    Bjokinhas
    Mariaa

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  2. Nao acho nada que a fic esteja a ficar desinteressante, de todo!

    Adoro a capacidade como tu explicas as situaçoes e fazes o Ruben e a Mariana educarem o Martim!

    por favor nao deixes de publicar nesta fic, por favor!!~

    Sao lindas todas as tuas fic's, ja as li todas!

    P.s - tbm adoro a fic que estas a escrever com a Maria, mesmo!

    Beijinhos*

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  3. Não acho que a fic esteja a perder o interesse, antes pelo contrário, estou curiosa para saber se a Mariana vai ficar gravida ou não. Posta Rapido.

    Beijos
    LM

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  4. uii, tou para ver como a Mariana vai reagir.. E essa rapariga anda em fogo, daqi a nada o Ruben não tem pedalada :p
    Quero o próximoo!
    Beijinho

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  5. Oi!! Como seria de esperar gostei muito deste capitulo, como tenho gostado de toda a historia desde o inicio!

    Todos os dias abro a net para confirmar se há ou não um capitulo novo, e assim como eu, outras pessoas tambem o farão... Por isso acredita que a tua fic é acompanhada por muita gente que maior parte das vezes por falta de tempo ou até mesmo preguiça, como é o meu caso, acaba por não comentar e por isso deixo as minhas desculpas porque sei como os comentários são um grande incentivo a quem dedica um pouco do seu tempo a escrever...

    Espero então que não desistas do excelente trabalho que tens vindo a realizar!
    Beijinho :)

    Bruna

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  6. Olá!
    Este Martim é fenomenal mas as coisas complicaram-se no fim. Ui ui até tenho medo do que aí vem, mas tenho esperança que a Mariana não reaja mal. Afinal há um dia seguinte tao bom, acredito, para os pombinhos.
    Adorei!
    Quero mais!

    Beijo
    Ana

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  7. Olá!
    Mais vale tarde do que nunca, eu prometi e cá está o meu comentário.
    Quanto à fic, adoro, por isso minha menina faça o favor de tirar essas ideias malucas da cabeça de não andar com vontade de escrever, porque as pessoas adoram o que escreves, e não tenhas duvidas disso.
    Em relação ao capitulo, a Mariana anda em brasa, não sei se o Ruben se aguenta, quanto ao Martim, o puto é fino, tem cá uma lábia,sabe levar a água ao seu moinho, mas tanto pediu um pai, que arranjou não um pai mas um super pai, porque o Ruben tá a revelar-se, o puto já não faz dele aquilo que quer, tou pra ver como é que vai acabar a noite, já que o dia seguinte promete, e eu tou em pulgas para saber o que é que o Ruru andou a preparar.
    Continua,

    Beijocas

    Fernanda

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  8. olá, como sempre amei o capitulo :D
    mais uma vez PARABÉNS! NÃO DEIXES DE ESCREVER POR FAVOR!
    beijinhos

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  9. Olá :D
    Adorei o capitulo xD
    E concordo exatamente com tudo o que a Bruna disse ;D
    Beijinhos

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  10. Que grande capitulo!!!Mesmo adoro!!!
    Vou continua a leitura ;)
    Beijinhos

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