Boa noite!
Em primeiro lugar quer-vos deixar novamente o link de uma fic nova que estou a escrever em parceria com a Maria, se quiserem passar aqui fica o endereço reencontrosdeamigos.blogspot.pt
Em segundo fica o pedido de desculpas pela demora em publicar um capítulo :S outra coisas que gostava de vos perguntar é se por algum motivo a FIC está a perder o interesse, é que os comentários têm diminuído de capítulo para capítulo... o que dá que pensar!
Beijinhos
****
Mariana
Ter percebido que o Ruben apesar de não o admitir está desejoso que o teste
dê positivo fez-me gargalhar fortemente e por isso acordei o meu irmão, o
menino quis saber o motivo de tanta risota e não se deu satisfeito quando
afirmei ter sido uma piada do Ruben. O Martim insistiu para que contasse e o
Ruben por achar que não o faria também afirmou que não tinha piada o menino não
saber, não estive por meias medidas e esclareci o meu piolho de forma muito
serena.
- Amor, a mana e o
Ruben estivemos a falar de bebés - o Ruben olhou-me surpreendido - e depois de tanta conversa aqui o Sr. Meu
namorado - o Martim gargalhou - pensou
que podia estar grávida - o menino manifestou-se imediatamente.
- E tás? Eu vou ter um
mano?
- Não amor, a mana não
está grávida e foi por isso que gargalhou.
- Mas podes ficar eu
quero muito um mano - senti a mão do Ruben a procurar a minha e quando a
encontrou entrelaçou os seus dedos nos meus deixando as nossas mãos a
descansarem sobre a sua perna - ó mana
porquê que não queres ter bebés?
- Quem te disse que não
quero?
- Ninguém mas falas
sempre que ainda é cedo - sorri ao ouvi-lo.
- Mas é mesmo cedo.
- Ó mana não é nada - o Ruben sorriu - eu até já sou crescido e posso ajudar a
cuidar do bebé.
- Hum vou pensar no
assunto.
- Fixe, ó mana mas
quando pensares no assunto pensa que eu quero muito - voltamos a gargalhar
ao ouvi-lo.
- Ok, mas agora volta a
dormir que ainda falta muito caminho.
O Martim acabou por ceder ao sono e voltou a adormecer, o resto da viagem
foi connosco a falar dos mais diversos assuntos e assim que chegamos a Braga
fomos deixar imediatamente o Martim na escola uma vez que estávamos em cima da
hora, algo que tinha previsto e por isso tinha colocado a mala do meu irmão no
carro antes de seguirmos para Lisboa.
***
Tinha acabado de entrar no nosso quarto e caído em cima da cama quando o
Ruben relembrou-me de algo ao retirar da nossa mala o teste.
- Amorzinho do meu
coração vais mesmo obrigar-me a levantar da cama, logo agora que acabei de
deitar-me para fazer o teste?
- Não inventes - aproximou-se da cama
sentando-se ao meu lado - amor não te
custa nada fazeres-me a vontade e assim tínhamos certeza.
- Ruben não adianta
nada fazer o teste - interrompeu-me.
- Sei que tens a
certeza absoluta que vai dar negativo mas mesmo assim faz o teste por favor.
- Amor, faço o teste na
boa mas se leres as indicações vais perceber que não é a melhor altura, esses
testes fazem-se nos dias seguintes à falha da menstruação e a minha a falhar
será só daqui a uma semana.
- Isso quer dizer que
vou ter de esperar uma semana? - sorri foi impossível não o ter feito perante o
desespero do meu amor.
- Pois é o mais
acertado a fazer e agora podias deixar-me descansar que estou morta de sono,
boa?
- Ok, dorme que vou até
à sala - falou resignado com a sua pouca sorte e saiu após dar-me um beijo.
Ruben
A justificação da Mariana para não realizar o teste apesar de ter lógica
não me convenceu por completo e por isso assim que cheguei à sala agarrei no
portátil para começar a pesquisar sobre os testes de gravidez e logo na
primeira página que abri descobri que existe testes em que é possível saber uns
dias antes da menstruação se a mulher está grávida mas também li que nem todos
dão, tentei decifrar se o que tinha comprado permitia isso mas fiquei na mesma,
ainda pensei ir novamente a uma farmácia e retirar a dúvida mas desisti dessa
ideia, afinal a última coisa que queria era dar motivos para se falar de uma
possível gravidez e passar despercebido em Braga seria mil vezes mais
complicado do que em Lisboa, daí ter decidido pela solução mais prática e
razoável, esperar uns míseros dias que iriam parecer uma eternidade.
Estava perdido em pensamentos quando o toque do meu telemóvel acordou-me
para a realidade, atendi sem ver quem era.
- Bom dia.
- Ena
tanto formalismo - o meu irmão implicou comigo.
- Desculpa não vi que
eras tu mas o que queres? Não digas que já estás com saudades minhas -
brinquei.
- Para estares com tanta boa disposição é porque ainda não sabes.
- Não sei o quê?
- perguntei imediatamente.
- Mano, não stresses mas foste notícia.
- Como assim notícia?
- Ruben Amorim, jogador emprestado ao Sporting Clube de Braga festeja o
seu aniversário na capital até altas horas da madrugada e com companhia
feminina - percebi que lia o que quer que tivesse sido publicado - não
se privou em trocar afetos com a rapariga que ao que tudo indica é a sua atual
namorada e ainda de ter no mesmo grupo de amigos a sua ex-namorada com quem
esteve para casar - já estava farto do que ouvia e por isso
interrompi-o.
- Mano não quero
saber de mais nada.
- Puto mas se fosse a ti queria.
- O que estás a
querer dizer.
- Que há mais e que mete o Martim em xeque-mate.
- Como assim? Fala de
uma vez - perdi a calma quando ouvi o nome do menino.
- Mano respira também não é caso para tanto.
- Fala de uma vez ou
melhor diz-me onde é que saiu essa porcaria que quero ler com os meus próprios
olhos.
- Ruben em que jornal é que achas que saiu, qual deles é que dá
importância à vida das pessoas sem se incomodar com os estragos que pode
causar.
- Só podia, mano vou
desligar para ler essa treta.
- Mano, antes de desligares e de começares a ler peço que não te deixes
afetar pelo que irás encontrar, lembra-te que são só uma cambada de abutres que
só querem vender.
- Mauro, é assim tão
mau?
- É inconveniente, mau não é ou pelo menos não falam nada que possa
atingir a Mariana mas mesmo assim duvido que vá gostar do que vão ler.
Despedi-me do meu irmão e desliguei com a promessa que lhe
ligaria de volta quando a poeira acalmasse, como ainda tinha o portátil ligado
agarrei nele e fui à página do tal jornal / revista e assim que entrei vi que
era “notícia” de grande enfase.
“Ruben Amorim, jogador emprestado ao Sporting Clube de Braga festeja o
seu aniversário na capital até altas horas da madrugada e com companhia
feminina não se privou em trocar afetos com a rapariga que ao que tudo indica é
a sua atual namorada e ainda de ter no mesmo grupo de amigos a sua ex-namorada
com quem esteve para casar.
A relação já dura há meses e foi a causa do fim do relacionamento que o
jogador manteve durantes anos com a sua ex-namorada, ao que tudo indica o casal
conheceu-se em Braga por intermédio de um amigo e colega de profissão do Ruben
e desde logo revelaram uma cumplicidade enorme que tornou-se a cada dia mais
evidente, sendo mesmo o motivo para o fim do noivado e consequentemente do fim
da relação que mantinha com Soraia Valente.
Ruben e a sua atual namorada tudo fizeram para manter a relação em
segredo mas foi impossível continuarem a fugir ao sentimento que os unia,
recentemente o jogador assumiu que vive dias felizes mas ainda não tinha sido visto
com a sua namorada, de quem pouco se sabe a não ser que se recusa a abdicar do
seu trabalho em prol do jogador e que tem um irmão de tenra idade com quem o
Ruben mantém uma relação bastante próxima, há quem diga que o menino o
considera como um pai e que foi um dos grandes responsáveis para que o casal já
partilhe casa em completa harmonia.
Segundo o que conseguimos apurar o casal pretende oficializar a união
perante a família e amigos o quanto antes, o que fará o jogador mudar de clube
dos solteiros para o dos casados, assumindo assim o papel de pai de um menino
que apesar da sua idade nunca teve uma figura masculina que pudesse identificar
como a paterna, a criança está ao cuidado da irmã desde que nasceu e pelo que
se conseguiu apurar nunca apresentou namorado nenhum ao irmão a não ser o Ruben
Amorim.
Tentamos entrar em contato com o jogador de forma a obter uma
declaração mas tal não nos foi possível”
Quando acabei de ler a vontade que tive foi de ligar para o
jornal em causa e perguntar quem tinha autorizado tal matéria mas a verdade é
que a única coisa que estava escrita e que não seria completamente verdade é a
urgência em oficializar o nosso relacionamento mas ao mesmo tempo sabia que se
não fizesse nada que iria estar a dar espaço para especulações, fiquei os
minutos seguintes a pensar na melhor forma de lidar com o assunto mas resolvi
esperar que a Mariana acordasse, a decisão de fazermos ou não algo seria tomada
pelos dois.
Estava entretido a ver um pouco de televisão quando a
Mariana se veio sentar do meu lado.
- Precisamos falar
- disse assim que se acomodou no sofá.
- Pois temos -
suspirei - mas primeiro as senhoras
- sorriu ligeiramente.
- Ruben acordei com o
meu telemóvel a tocar - baixei o olhar - já sabes? - deve ter deduzido pela minha reação.
- Se estás a falar do
que saiu no jornal, sim já sei, o Mauro ligou-me quando estavas a dormir.
- Leste? -
confirmei unicamente com um aceno de cabeça - É muito mau? - notei-lhe receio no seu tom de voz.
- Quem te acordou não
disse?
- A Letícia ainda
tentou mas não lhe dei hipótese - procurou conforto nos meus braços - desliguei-lhe o telefone antes que
contasse.
- Porquê?
- Amor
independentemente do que estiver escrito prefiro ver contigo do que ficar a
saber por terceiros mesmo que seja pela Letícia - aconcheguei-a nos meus
braços ao perceber que estava com receio do que pudesse ter sido publicado e se
restasse duvidas ela tinha-as dissipado no momento que confirmou isso mesmo - tempo medo do que podem ter inventado.
- Amor, não
inventaram nada ou melhor a única parte em que extrapolaram um pouco foi na que
afirmam que queremos oficializar a relação o quanto antes - olhou-me
surpreendida - mas é melhor leres.
A Mariana concordou e depois de abrir novamente a página do
jornal passei-lhe o portátil, o meu amor leu com atenção e no fim colocou o
portátil novamente em cima da mesa levantando imediatamente caminhando até à
porta que dá acesso ao jardim mas nunca a transpôs, dei-lhe uns minutos e
quando já me preparava para lhe perguntar quais seriam os estragos causados
pela notícia a Mariana resolveu perguntar algo que no mínimo surpreendeu-me.
- Mesmo sério o
querer continuar a ser independente é mau e ainda por cima motivo para ser
notícia? - sorri perante a indignação da Mariana, ela não estava chateada
pela notícia em si mas sim por a criticarem de não ser a típica namorada de
jogador que pouco faz da vida.
- Amor ignora, nós
estamos de acordo no que respeita a continuares a trabalhar, sabes bem que te
apoio por isso o melhor é mesmo nem ligar, até porque não é isso que me
preocupa - a Mariana olhou-me - mas
sim terem mencionado o teu irmão - baixei o olhar.
- Ruben - falou
ao sentar-se do meu lado - nós sabíamos
que isto podia acontecer - olhei-a, a Mariana estava serena até de mais - aliás esta foi uma das razões pelas quais
não quis que se soubesse imediatamente mas quando aceitei viver contigo fi-lo
consciente que mais dia ou menos dia o nosso namoro seria assunto, só espero
que não comecem a tentar tirar “nabos da púcara” porque se tocam nem que seja
num “fio de cabelo” do meu irmão podes ter problemas sérios, Ruben não vou
admitir que tentem sequer usarem a minha história para venderem, ninguém tem
esse direito, é a minha vida e a do meu irmão, a figura pública és tu e quanto
a isso não podemos fazer nada mas com o Martim ninguém brinca, não sei bem como
funciona isto mas duvido que possam escrever o que quiserem sem que dê
autorização.
- Amor, espero que
não seja necessário irmos tão longe mas se for há sempre forma de impedirmos
que publiquem o que quer que seja, lógico que são processos demorosos e
enquanto não os vencemos vão continuar a escrever.
- Ou seja não posso
fazer nada para prevenir essa situação?
- Julgo que não mas
posso informar-me melhor se isso te deixar mais tranquila.
- É melhor, não gosto
de ser apanhada desprevenida e então quando o assunto é o meu irmão é que
detesto mesmo que isso aconteça.
- Mariana queres
reagir à notícia?
- Como assim?
- Se quiseres podemos
emitir um comunicado qualquer a confirmar que partilhamos casa e que é verdade
que tens um irmão que vive connosco, aproveitávamos e pedíamos que nos
deixassem em paz.
- Isso não é dar
demasiada importância ao assunto? Se nos manifestamos ainda chamamos mais a
atenção da comunicação social, não sei se será a melhor ideia.
- Amor por mim não
faço nada, estou habituado a que volta e meia apareça notícias sobre a minha
vida pessoal mas não quero que isto interfira no nosso namoro e se tiver que
tomar outra atitude diferente da que sempre tomei não hesitarei um segundo que
seja.
- Prefiro adotar a
tua técnica e tentar ignorar o que escreveram.
- Tudo bem mas se
voltar a acontecer e que te sintas melindrada por alguma razão quero que seja
imediatamente sincera comigo.
- Ok, é justo-
sorriu o que serviu para que serenasse, afinal a Mariana reagiu muito melhor do
que pensava.
- Agora temos que
preparar o Martim porque pode haver comentários na escola.
- Pois.
- Amor, o menino se
lhe explicarmos que o melhor é ignorar ele vai entender.
- O problema não é
ele mas sim o que as outras crianças possam dizer e pensar.
- Não nos adianta de
nada estar a colocar possíveis cenários.
- Então o que achas
que devemos fazer?
- Estarmos mais
atentos ao Martim para que se for o caso entrevirmos ao primeiro sinal que algo
posso não estar bem.
- É talvez seja mesmo
o melhor a fazer.
A Mariana voltou a procurar o conforto que o meu abraço lhe
dá e acabamos deitados no sofá o resto da manhã. Por decisão dela fomos almoçar
ao centro da cidade, confesso que surpreendeu-me mais uma vez a sua atitude mas
principalmente a sua segurança, não ousei em abrir a boca para questionar o
pedido que fez e levantei-me no mesmo segundo assim que ouvi os seus planos.
Conduzi até ao centro e estacionei o carro no primeiro lugar
vago que encontrei, até porque a Mariana tinha-me informado que queria esticar
as pernas ou seja andar a pé, algo que faz sempre que precisa de colocar as
ideias no lugar.
Caminhamos de mãos dadas e com alguma sorte à mistura conseguimos
chegar ao restaurante sem sermos incomodados por ninguém, sentamo-nos e uns
minutos depois já tínhamos feito o pedido.
Almoçamos numa troca constante de mimos ainda assim
discretos para no fim sairmos tal como entramos abraçados. A Mariana quis ir
dar uma volta pelo centro pois tinha que comprar qualquer coisa para o irmão e
por isso acompanhei-a mas foi quando já estávamos sentados numa esplanada a
beber um café que a Mariana voltou a tocar no assunto.
- Amor, há uma coisa
que está a deixar-me com “macaquinhos no sótão” - sorri com a expressão que
usou - como será que a notícia surgiu.
- Onde queres chegar.
- Ruben, é verdade
que ontem não nos privamos nas demonstrações de carinho mas quer dizer não era
por isso que seriamos notícia, alguém deve ter falado.
- Ou tivemos azar e
no mesmo espaço estava um jornalista.
- Ya até podia estar
mas houve detalhes na notícia que só saberiam se tivessem perguntado a alguém,
nós nunca tínhamos sido notícia e a única coisa que podiam saber é que namoras
porque assumiste isso naquela entrevista que dão a seguir aos jogos -
sorri, afinal a Mariana contínua a não conseguir familiarizar com os termos
mais técnicos da minha profissão - agora
como é que sabem que vivemos juntos ou que o Martim te vê como um pai?
- Não tinha pensado
nisso.
- Só pode ter sido
alguém que estava connosco - olhei-a - e
apesar de não os conhecer bem acho que os teus amigos estão fora de questão por
isso só sobra duas pessoas.
- A Soraia e a Inês
- falamos ao mesmo tempo o que nos levou a rir.
- Achas que seriam
capaz?
- Amor, a Soraia
sempre gostou das luzes da ribalta e temos que ser realistas, a forma como a
história que me ligava a ela terminou e o facto de ter prometido que não
ficaria sem resposta não abona muito a seu favor.
- É que precisa mesmo
ser muito mesquinha para fazer tal coisa mas o que me deixei mesmo parva é
saber que andaste com aquilo durante tanto tempo - gargalhei ao ver a cara
de completo frete da Mariana quando mencionou o facto inegável de ter namorado
com a Soraia - amor como é que
conseguiste aturar durante tanto tempo aquela betinha afetada?
- Oh a Soraia nem
sempre foi assim, quando começamos a namorar gostava mesmo dela e conforme foi
mudando também me fui habituando, a verdade é que a paixão que sentia por ela
foi diminuindo mas deixei-me ficar acomodado a uma relação que se tornava cada
vez mais inexistente, até que te conheci e dentro de mim deu-se o click que
fez-me acordar para a vida e entender que aquilo que tinha com ela não era
nada.
- Resumindo todos
temos uma pedra no sapato daquelas bem pequeninas que quase não se veem mas que
magoam p'ra caraças - gargalhei com a comparação que fez - e a tua é de facto a Soraia.
- É talvez seja mesmo
isso mas deixemos de falar em quem não merece - inclinei-me para a frente numa tentativa de
alcançar os seus lábios para matar saudades, a Mariana deve ter entendido pois
também o fez e assim conseguimos saciar o desejo que sentíamos mas foi quando o
estávamos a fazer que alguém resolveu incomodar.
- Podes dar-me um
autófago - separei os meus lábios da Mariana e sorri ao ouvir o menino que não
tinha mais do que seis anos a pedir um autógrafo.
- Posso - sorriu - tens um papel? - perguntei e como
resposta tive um encolher de ombros acompanhado com uma cara de desanimo pois o
menino não tinha nem papel e muito menos caneta.
- Amor, toma - a Mariana retirou da
sua mala um pequeno bloco e a caneta que tem sempre consigo - e tu pequenino como te chamas? -
meteu-se com o menino assim que teve oportunidade.
- Tenho o mesmo nome
que ele - sorri ao vê-lo a apontar para mim.
- Ruben? - a Mariana voltou a
meter conversa.
- Não - olhei-o sem entender
- é o outro nome dele - sorriu
envergonhado.
- Hum estou a ver és
Filipe.
- Sim - disse todo feliz.
- Sabes que poucos são
aqueles que conhecem o Ruben por Filipe? - a Mariana estava numa de puxar pelo puto.
- Mas eu sei - disse todo senhor de
si.
- Então e como é que
soubeste?
- Ouvi um dia - encolheu novamente
os ombros - e não esqueci mais.
- Então e quantos anos
tens?
- Tenho estes - e mostrou os cincos
dedos da mão.
- E esses são quantos? - o menino olhou-a - Não sabes?
- Sei são cinco - o meu amor sorriu.
- Muito bem, então e
gostas do Ruben, é?
- Gosto mas já gostei
mais.
- Porquê?
- Atão quando jogava no
Benfica - sorri ao perceber que tinha um benfiquista de meia leca diante de mim.
- Mas agora ele joga
pelo clube da tua cidade - o menino interrompeu-a.
- Eu não sou de cá - gargalhei.
- Então és de onde?
- Do Porto.
- Como é que consegues
ser do Benfica morando na cidade do Porto? - perguntei curioso mas o menino não chegou a
responder porque a sua mãe aproximou-se.
- Filipe já chega - o menino olhou-a - o senhor já te deu o autógrafo por isso não
incomodes mais.
- Mas eu tou á conversa - a Mariana sorriu.
- Pois estás mas temos
que ir embora - o menino deu a mão à sua mãe - agradece
e despede-te.
- Obigado - falou com um sorriso
envergonhado mas depois surpreendeu-nos quando se virou para a Mariana - posso dar um beijinho a ti - o meu amor
sorriu e acenou que sim com a cabeça, o menino largou a mão da mãe e foi dar o
tal beijinho repenicado à Mariana.
- Desculpe, ele nem é
de muitas falas, não sei mesmo o motivo pelo qual fez tal pedido.
- Não se preocupe não
tem mal e é só uma criança - a Mariana respondeu-lhe serenamente e no fim retribuiu
o beijinho que o menino lhe tinha dado - e
tu porta-te bem, tens de fazer o que a mamã diz.
O Menino afirmou que sim com a cabeça e depois voltou para junto da mãe que
mais uma vez pediu desculpas pelo incómodo que o filho possa ter causado e
retirou-se logo de seguida.
- Perdeste
completamente com as crianças - provoquei-a assim que ficamos sozinhos.
- E tu babas
completamente quando me vês com uma - gargalhei com a sua resposta.
- Fui apanhado na minha
própria brincadeira - a Mariana sorriu - amo-te.
- Também te amo muito
mas o que dizes de irmos andando, o Martim daqui a nada termina as aulas.
- O que achas de o
irmos buscar e dar um passeio a três?
- Amor, prefiro ir para
casa. Ruben o menino deve estar cansado apesar de ter ido para casa a horas
minimamente decentes não está habituado a deitar-se fora de horas, além disso
tem os trabalhos para fazer.
Concordei com a Mariana e seguimos caminho, ainda tivemos que fazer tempo
para o ir buscar mas acabamos por ir até à escola do menino, a irmã foi
esperá-lo à porta enquanto fiquei no carro a observa-la, foi notório a
desilusão no rosto do Martim quando viu a irmã talvez por pensar que não o
tinha ido buscar mas isso passou-lhe assim que entrou no carro. Conduzi até
casa e ajudei-o nos trabalhos, isto depois de termos lanchado os três juntos.
- Vamos brincar? - o Martim perguntou
assim que terminou os trabalhos.
- Podemos brincar
depois mas agora quero falar contigo, pode ser?
- Sim.
- Então vamos procurar
a mana?
- Eu fiz alguma coisa
mal feita? - sorri perante a duvida existencial que caiu sobre o meu piolho.
- Não, é mesmo só uma
coisa que nós temos que falar contigo.
- Ah tá bem.
Encontramos a Mariana a preparar o nosso jantar mas assim que lhe disse que
já tínhamos terminado o meu amor parou o que estava a fazer e acompanhou-nos
até à sala, sentamo-nos no sofá de três lugares com o menino no meio de nós e
percebi que a Mariana estava com algum receio da forma como o Martim poderia
reagir, por isso tomei a iniciativa de lhe revelar os últimos acontecimentos.
- Amor - olhou-me - nunca escondemos nada de ti por isso é que
queremos contar-te uma coisa, lindo lembraste de em tempos ter falado contigo
sobre as consequências de ser conhecido?
- Sim, falaste que às
vezes as pessoas falam do que não sabem e que até pode aparecer escrito nos
jornais - sorri ao perceber que o menino não se tinha esquecido.
- Pois e isso aconteceu - o Martim olhou
imediatamente para a Mariana abraçando-a o que fez com que sorrisse - lindo houve um jornal hoje que escreveu
sobre o nosso namoro - interrompeu-me.
- Não tem mal é verdade - sorrimos.
- Realmente não tem
mal, é verdade que namoro com a Mariana, como também é verdade praticamente
tudo o que escreveram, Martim falaram do facto de consideras-me um pai e de
vivermos juntos, entre outras coisas mas o que interessa é que entendas que não
podes reagir mal se ouvires alguma piada, amor agora que já todos sabem que
vives comigo pode haver comentários maus mas se isso acontecer quero que fales
comigo ou com a tua mana, pode ser?
- Sim.
- Amor, promete que não
vais responder aos meninos que possam ser mauzinhos contigo, se alguém falar
qualquer coisa que não gostes finge que não ouviste e depois falas connosco que
resolvemos o assunto, percebes?
- Mas assim eles vão
pensar que sou bebé e não sei defender-me - confesso que tive vontade de rir perante a
indignação do Martim ainda assim tentei dar-lhe a volta.
- Se eles pensarem isso
é porque são ainda mais bebés que os bebés, amor já és crescido e os crescidos
não reagem ao soco sempre que se sentem ofendidos, olha o meu exemplo já
pensaste se fosse reagir ao que falam a meu respeito ou quando fazem uma falta
sobre mim andava sempre a trocar farpas e isso não é bom e muito menos bonito.
Martim o correto é fingir que não ouvimos ou que não nos magoaram mas isso não
quer dizer que temos que esquecer, amor o que estou a pedir é que fales
connosco que ajudamos-te a resolver esses problemas de uma forma adulta, assim
provas aos outros meninos que os bebés são eles.
- Tá bem eu vou fazer
como o pai faz - olhei para a Mariana e via sorrir.
- Então fica combinado
e não te esqueces do que falei.
- Não esqueço porque eu
quero ser igual a ti - sorri - eu
gosto muito dos dois - é incrível a capacidade que uma criança de sete anos
tem em desarmar-nos completamente.
- Ó piolho também
gostamos muito de ti - dei-lhe um beijinho - e agora se quiseres já podemos ir brincar.
- Fixe.
- Então vai lá ligar a
playstation que já vou ter contigo - o menino saiu da sala feliz da vida e quando
tentei abrir a boca para falar com a Mariana, esta atirou-se literalmente para
o meu colo beijando-me imediatamente.
- Obrigada amor - olhei-a - foste fantástico - sorri perante o
exagero dela.
- Tens noção que não
fiz nada de especial, não tens?
- Achas que não?
- Tenho a certeza.
- Ruben até pode não
ter sido nada de especial mas foi o suficiente para o Martim perceber o que tem
que fazer no caso de o chatearem mas acima de tudo provaste mais uma vez que a
cada dia que passa te tornas num pai ainda melhor, o meu irmão tem muita sorte
em ter-te como exemplo a seguir.
- Phsiu não é só ele
que tem sorte - beijei-a - também tive muita
quando me deram a hipótese de vir para Braga e que aceitei, afinal conheci-vos,
tornei-me numa pessoa completa e redescobri-me a mim mesmo, Mariana nestes
últimos meses aprendi a dar valor a coisas que antes nem imaginava que pudessem
existir, amadureci enquanto homem e isso só foi possível porque o amor que
sentem por mim é verdadeiro.
- Verdadeiro e
reciproco - sorri ao ouvi-la a dizer a mais pura das verdades ainda tentamos elevar a
outro patamar os mimos com que já nos estávamos a brindar mas voz do Martim
vinda da sala onde brincamos fez-nos despertar para a realidade, a Mariana foi
terminar o jantar enquanto nós os dois brincamos.
***
Dez dias passaram e o nosso pior receio não se confirmou, afinal não
recebemos nenhuma queixa do Martim. Durante estes dias andamos ocupados com a
escolha da empregada, fiz questão de ajudar a Mariana nessa tarefa e por isso
as horas vagas foram ocupadas com as entrevistas às pessoas que responderam ao
anúncio de trabalho e no fim decidimo-nos por uma senhora, a D. Filomena que com
os seus quase cinquenta anos nos cativou pela simpatia mas principalmente pela
serenidade que nos transmitiu.
Com isto tudo acabei por deixar de parte o assunto da possível gravidez mas
foi quando abri uma gaveta do móvel da casa de banho e encontrei a caixa do
teste que voltei a sentir a necessidade de esclarecer a dúvida com a Mariana.
- Amor, linda abre os
olhos
- pedinchei ao deitar-me do seu lado, sabia que ainda não dormia.
- Que foi? - perguntou já com os
olhos abertos mas sem grande vontade de mantê-los assim.
- Quero saber se existe
motivos para darmos uso ao teste que comprei? - a Mariana sorriu - Amor, responde.
- Hum… O que achas? - perguntou ao
agarrar-me na mão e colocando-a sobre a sua barriga.
- Amor não brinques
comigo.
- Não estou a brincar
só te fiz uma pergunta.
- Se soubesse a
resposta não estaria a perguntar - sorriu.
- Mas não tens nem
assim uma desconfiança?
- Mariana diz de uma
vez, por favor.
- Ok eu digo, queres
saber se estou grávida por isso tenho a dizer que…
E agora o
que irá a Mariana dizer? Terá o Ruben razão?
Isto não se acaba assim e tenho dito!
ResponderEliminarAhh adorei o resto e quero um pai destes para o meu Jr!
Bjokinhas
Mariaa
Olá!
ResponderEliminarEntão mas isto acaba assim?! Eu quero saber se ela está ou não grávida :p
Está maravilhoso como sempre ;)
Beijinhos
Ritááá xD
Ola
ResponderEliminarO capitulo esta fantástico e estou a adora a fic.
Fiquei curiosa pelo próximo.:)
Beijos
LM
Olá :)
ResponderEliminarMas?!?!?Acabas assim?!?!?!
Vais me deixar a MORRER! lol
Quero mais e rápido :P
Beijinhos
Rita
Como assim? Vou mesmo é entrar em estado de erupção o.O LOOL
ResponderEliminarQuero mais rapidinho shim? *-*
Gabii :*
PS: Tira da cabeça que isso aqui não está bom, por favor. Tua fic, é PERFEITA, sem mais.
Olá!
ResponderEliminarIsto não se faz! Eu posso torturar os meus leitores com isto da espera do resultado do teste, mas tu tambem es tramada! Va la! Estou curiosa!!!
Ja espero o proximo e com este assunto esclarecido!!!
Beijo
Ana
bem tive ausente uns dias e por isso perdi uns quantos capitulos e ao ver uns avisos ia-me dando um treco! mas ainda bem qe continuaste e ando a gostar muito, e agora estes dois vão ser papás ou não? quero sabeeer!!
ResponderEliminarbeijinhoos
Olha lá mas que raio de maneira foi esta para terminares o capitulo? Eu sei que até tinha uns capitulos em atraso, mas já tenho a leitura em dia e agora fico assim, sem saber qual o resultado? Mau Maria, bandeia-te com o próximo,porque adorei este.
ResponderEliminarTenho que admitir que adorei o que li, mas esta noticia do jornal...cambada de abelhudos, isto tem dedinho da Soraia, só pode.
Continua, tá mesmo emocionante.
Beijocas
Fernanda
Mas isto lá é maneira de acabar o capitulo?????
ResponderEliminarSó consigo pensar no próximo capitulo... quero mais!!!
Adoro, adoro!!!
Beijinhos.
Elsa (não consigo entrar com a minha conta)
Entao? Está gravida ou nao?!
ResponderEliminarBeijinhos*
Olá :)
ResponderEliminarOlhe posso dizer que estás muito enganada!:P
A tua Fic é lida e seguida por MUITO boa gente!E é bom que saibas disto que te dei-a assim uma inspiração para escreves o 56 e postar bem rapinho!
Agora tenho de falar sobre acabares assim...Então acabas sem uma "respostas" quero saber se é um sim ou um não (e acho que é óbvio que todas gostávamos de uma resposta positiva :P)
Fico à espera de mais ,e tira lá esta ideia de que não andam a ler!! lol
Beijinhos
Rita
Olá :D
ResponderEliminarAdorei e já estava cheia de saudades de ler um capítulo teu!
Espero bem que aquilo que a Mariana ouviu não estrague tudo o que o Ruben preparou para o dia seguinte : ) Bem esta Mariana hoje estava cá com um fogo ahah
Olha agora quanto à diminuição de comentários, parece que é comum...eu também tenho visto os meus comentários nas duas fics a caírem a pique... por isso acho que está relacionado com as férias e não por não estarem a gostar da fic!
Beijinhos
Ritááá xD