quarta-feira, 20 de junho de 2012

032 - “…ou será que queres ajuda para despires a roupa?”


Antes de começarem a ler quero só deixar um pedido de desculpas pela demora em publicar mas como avisei no último capítulo estou a atravessar novamente uma fase complicada em termos de ter tempo para a FIC :s.
Ah e aviso que não consegui reler o capítulo por isso se encontrarem algum erro não se admirem lol.
Gostaria ainda de saber o que estão a achar da história e se merece ou não que continue a escrever...
Beijinhos :D

Ruben

Desde que chegamos ao apartamento da Letícia que a Mariana deixou-me com o Martim, ela e a Letícia desapareceram percebi que deveriam estar a conversar e por isso fiquei na brincadeira com o Martim mas quando o puto foi à casa de banho fui procurá-las e depois de algumas palavras trocadas sentei-me no seu colo, estávamos na brincadeira quando o puto entrou demonstrando o seu desagrado por ver-me ao colo da irmã.
O Martim não facilitou e acabou mesmo por sair da cozinha chateado porque a Mariana negou-se a fazer o que lhe pediu, ela tentou ir atrás do irmão mas impedi-a, agora era a minha vez de falar com o puto talvez ele assim entendesse que está com receio de perder a irmã sem ter motivo para isso.
- Posso sentar-me do teu lado? - pedi ao entrar na sala mas o puto não abriu a boca, ainda assim sentei-me mas conforme o fiz o miúdo tentou levantar-se, algo que impedi ao agarrá-lo.
- Larga-me não gosto de ti queres roubar a mana de mim.
- Martim largo-te se prometeres que vais ouvir o que tenho para dizer-te - não abriu a boca - posso saber porquê que reagiste assim ao ver-me no colo da tua mana?
- Porque tas a querer roubar ela de mim - falou num tom agressivo que não era de todo dele.
- Não quero roubar a Mariana de ti - olhou-me - sabes porquê? - puxei-o para mim fazendo-o sentar-se no meu colo - Porque por muito que tentasse nunca iria conseguir, Martim a tua mana adora-te e não há rapaz nenhum que vai mudar isso, lindo gosto muito de vocês os dois por isso a última coisa que seria capaz de fazer era magoar-vos, não precisas de ter medo porque não vou roubar-te a mana.
- Então porquê que tavas ao colo dela?
- Porque tal como gostas dos miminhos dela eu também gosto mas isso não quer dizer que a Mariana te deixe de dar miminhos aliás estarás sempre primeiro.
- Mas por causa de ti ela hoje não passou o dia comigo.
- Então mas não gostaste de ir ver os animais? Ouvi dizer que já querias ir ao jardim zoológico há imenso tempo.
- Gostei mas ela não foi comigo por tua culpa.
- Porquê que só agora é que estás com essa conversa? Nós já estivemos a brincar e não demonstraste que estavas chateado comigo.
- Porque só agora é que vi que queres roubar a mana de mim foi por isso que não quiseste casar não foi? - fiquei a olhar para o puto sem saber muito bem o que dizer - eu sei que foi.
- Martim, não casei com a Soraia porque já não gostava dela não teve nada a ver com o querer roubar a tua mana de ti. Lindo, gosto imenso da tua mana como gosto de ti, somos amigos e isso não vai mudar só porque sentei-me no colo da Mariana mas se não queres que volte a sentar-me no seu colo, não volto agora não quero é que fiques chateado connosco porque nós gostamos imenso de ti, a tua mana está sempre a falar em ti e se hoje deixou-te com a Letícia foi porque lhe pedi muito.
- Porquê que quiseste levar a mana a conhecer o teu sobrinho - olhei-o admirado - eu sei que foi isso que foram fazer ela disse que vinhas conhecer o bebé.
- Martim pedi à tua irmã para ir comigo porque gosto muito dela - o puto olhou-me confuso - por isso quis que conhecesse o meu sobrinho, entendes?
- Porquê que não fui também? Não gosta de mim, é?
- Não, por mim tinhas ido mas a Letícia já tinha planeado a tarde para estar contigo.
- Mas eu também gosto de bebés não é só a mana.
- Queres conhecer o Rafael, é isso?
- O Rafael é o teu sobrinho?
- É - sorri ao vê-lo finalmente a ceder - queres ver uma foto dele?
- Sim - sorriu pela primeira vez desde que apanhou-me ao colo da irmã.
- Vê - passei-lhe o telemóvel para as mãos para que visse a foto.
- É bonito mas eu queria ter ido com a mana conhecer o bebé.
- Se quiseres posso ligar ao meu mano e perguntar se podemos passar por lá amanha.
- Não pode ser hoje? - sorri
- Hoje já está tarde o Rafael já deve estar a dormir mas amanhã antes de regressarmos a braga passamos pela casa do meu irmão, pode ser?
- Sim - olhou-me - tu gostas mesmo da minha mana né?
- Sim.
- E de mim?
- Também.
- E como é que é esse gostar?
- O que é que queres saber?
- Então se é o gostar de amigo ou se é aquele gostar para dares beijinhos?
Fiquei uns segundos a olhar para o puto por não saber o que responder, por mim abria o jogo mas a Mariana nunca iria perdoar tal coisa e foi quando ia a responder que ela entrou.
- Então já te passou a birra? - perguntou ao vê-lo no meu colo.
- Ó mana vai embora - ficamos a olhá-lo - que tou a ter uma conversa com o Ruben.
- Isto realmente primeiro fazes birra porque o Ruben está ao meu colo e agora já estás aí todo amiguinho dele e à conversa.
- Mana, não precisas ter ciúmes porque não vou roubar-te o Ruben - foi impossível não gargalhar ao ouvi-lo.
- Não tenho ciúmes até pelo contrário prefiro muito mais que estejas amigo do Ruben do que chateado com ele.
- Porquê?
- Porque a mana gosta muito dos dois.
- Ó mana vais gostar sempre de mim?
- Vou mas porquê essa pergunta?
- Mesmo quando encontrares um rapaz para dares beijinhos? - sorrimos ao ouvi-lo.
- Não te preocupes com isso que o coração da mana é muito grande por isso o meu amor chega para ti e para esse rapaz.
- Tá bom - ele saiu do meu colo e foi abraçar a irmã - desculpa ter ficado chateado mas não gostei mesmo de ver o Ruben no teu colo tive medo que já não gostasses de mim.
- Ó meu piolho a mana vai gostar sempre de ti independentemente de amar outro rapaz - olhou-me e por isso viu-me a suspirar quando ouvi a palavra amar - o teu espacinho no meu coração está garantido e a mana nunca vai abandonar-te nem tomar decisão nenhuma sem falar contigo primeiro, entendes?
- Sim mas mana sabes que amanhã o Ruben vai levar-me a conhecer o Rafael? - ela sorriu.
- Ai vai?
- Vai porque eu pedi - olhou-me.
- Ah agora percebi porquê que vocês já estavam todos amigos, ele fez-te a vontade.
- Não mana eu só quero conhecer o bebé e ele disse que sim - sorrimos.
- Ok - ela veio sentar-se ao meu lado com o irmão no colo.
Acabamos por ficar à conversa com a Letícia até o Rui chegar, a Mariana apresentou-me o namorado da madrinha do Martim e depois decidimos ir jantar todos juntos mas como estavam comigo quem decidiu o sítio fui eu, afinal a única exigência do meu amor foi que fosse um lugar sossegado, por isso fomos a um restaurante que normalmente vou quando quero privacidade.
As horas seguintes foram animadas mas sempre com o Martim grudado na Mariana, nem a mão consegui colocar na sua perna quanto mais uma troca de olhares das nossas, o miúdo já deve andar desconfiado e por isso não facilitou nem um pouco. O momento da despedida chegou e só aí é que o Martim foi informado que iria dormir ao meu apartamento juntamente com a irmã no entanto não se preocupou minimamente e depressa entrou para o meu carro.

***

Chegamos ao meu apartamento e como já era tarde a Mariana não deixou que o Martim ficasse na brincadeira comigo porque o miúdo tinha que ir dormir, a ideia não desagradou de todo porque se o puto adormecesse podia ser que tivesse sorte e pudesse finalmente receber os mimos dela.
A Mariana a pedido do Martim foi deitá-lo por isso fiquei pela sala à sua espera mas os minutos foram passando e nada de Mariana acabei por adormecer no sofá pois foi acordado umas horas depois por ela.

Mariana

Por incrível que pareça o Ruben conseguiu amansar a fera do meu irmão, estava a deliciar-me com a conversa daqueles dois quando ouvi o puto a perguntar ao Ruben até onde ia o gostar a que se referia, percebi que o Ruben não sabia o que responder talvez por não querer mentir mas também por não querer dizer a verdade, por isso acabei por entrar na sala e uns minutos depois já estava tudo normalizado, à exceção que desde o momento que o Martim apanhou o Ruben no meu colo não desgrudou mais de mim, para onde ia o puto ia atrás, foi assim durante o jantar e foi assim também no momento de ir para a cama.
- Mana, não veste o pijama?
- A mana ainda não vai já dormir.
- Porquê?
- Porque ainda não tem sono.
- Fixe porque também não tenho e assim podemos ficar à conversa.
- Martim já é tarde, por isso tens que dormir.
- Mas também não tenho sono.
- Tens sim olha aí o João pestana a mandar-te fechar os olhinhos.
- Ó mana porquê que viemos dormir na casa do Ruben?
- Porque o Rui ficou na casa da madrinha - dei a primeira desculpa que surgiu.
- Tá bem - olhou-me - mas mana veste o pijama e deita-te comigo - pedinchou - tenho saudades de dormir contigo.
- Ok, mas é para irmos dormir e não para ficarmos à conversa.
- Tá bem - sorriu - mana posso deitar a cabeça no teu braço como fazia quando era mais pequeno - gargalhei.
- Podes, podes mas até parece que agora já és um homem grande - ele sorriu.
- Gosto tanto de dormir contigo - além de deitar a cabeça no meu braço ainda se abraçou a mim, ele hoje estava mesmo numa de grudar-se a mim.
- Ó meu piolho a mana não foge não precisas prender-me.
- Mas eu gosto.
- Ok, mas vá agora vamos dormir - fechei os olhos numa tentativa que o puto adormecesse, esperei mais de uma hora e quando pensava que já dormia tentei levantar-me não sabia se o Ruben ainda estaria acordado mas estava disposta a ir ver.
- Mana onde é que vais? - perguntou-me ao perceber que estava a querer sair da cama.
- Á casa de banho, dorme meu piolho.
- Eu não tava a dormir tava só com os olhos fechados - falou com uma espertina desgraçada.
- Amor, dorme que já está tarde.
- Tá bem mas vou esperar que voltes - olhei-o numa tentativa de perceber se estava a falar a sério e ao ver que sim resolvi regressar para a cama sem mais demoras - então não ias à casa de banho?
- A vontade passou, agora dorme que a mana também vai dormir - virei-me de lado numa tentativa dele não se agarrar a mim mas não adiantou porque o puto abraçou-me na mesma, fiquei mais de uma hora a fazer-lhe um cafuné até adormecer e assim que certifiquei-me que estava mesmo a dormir levantei-me com cuidado e fui direta ao quarto do Ruben mas para meu espanto não estava na cama por isso fui procurá-lo e encontrei-o deitado no sofá ainda com a sua roupa mas a dormir o que deu-me vontade de sorrir, afinal quis ficar à minha espera mas não aguentou.
Fiquei a observar o Ruben enquanto dormia por vários minutos mas acabei por o despertar afinal estava todo torto e se passasse ali a noite no dia seguinte iria estar aflito com dores nas costas. Acordei-o com um beijo nos seus lábios, isto depois de ter passado os meus dedos pelo seu rosto e feito com que se mexesse.
- Desculpa adormeci - murmurou quando descolei os meus lábios dos dele.
- Se há alguém que tem de pedir desculpas sou eu, afinal ficaste à minha espera - sorriu.
- Deixa de ser tonta - percorreu todo o meu corpo com o seu olhar - que valeu a pena ter adormecido para ser acordado desta forma - colocou a mão na minha perna - mas porquê que demoraste tanto? - sorri ao ouvi-lo.
- Porque o Martim hoje decidiu que não tinha sono além de ter adormecido agarrado a mim.
- O puto está desconfiado - olhei-o e percebi que estava perdido a olhar para as minhas pernas.
- Pois está - inclinei-me para o beijar - se não tivesse não tinha perguntado se o teu gostar é de amigo ou de dar beijinhos - o Ruben olhou-me.
- Ouviste a conversa?
- Sim, toda se queres mesmo saber.
- Estavas com medo que falasse demais? Foi por isso que entraste na sala naquele instante?
- Não, estava curiosa para ver e ouvir-te a lidar com o meu irmão - beijei-o - e só entrei na sala porque percebi que não lhe querias mentir mas também não sabias o que dizer.
- Nós vamos ter que lhe contar, o Martim é esperto, já anda desconfiado, por isso mais cedo ou mais tarde descobre.
- Tratamos disso amanhã, agora dá aí um jeitinho para deitar-me - o Ruben sorriu mas fez o que pedi.
- Achas que ele vai reagir bem?
- Se for revelado com calma sim, só tenho que arranjar um jeito de lhe explicar que não queres roubar-me dele, que tenho espaço para os dois no meu coração, que vos amo - os olhos do Ruben brilharam como nunca antes tinha visto quando falei “amo” - e que não vou escolher um em detrimento do outro.
- Repete essa última parte - pediu-me a olhar bem no fundo dos meus olhos.
- Que não vou escolher um em detrimento do outro - sabia que não era isso mas resolvi brincar com o Ruben.
- Não era bem isso - falou com os seus lábios a roçarem nos meus - era mais o que falaste antes - beijou-me com uma calma estonteante.
- Que vos amo aos dois - disse-o a olhar para ele - Ruben hoje deste-me a única prova que precisava - beijei-o - quando tiveste a iniciativa de ires falar com o Martim demonstraste que queres mesmo que resulte, que o aceitas tal como é, bem como às birras e ciúmes, isso é a única coisa que sempre pedi e nunca nenhum outro rapaz consegui dar e muito menos compreender.
- Mariana não faz sentido ser de outra forma afinal quando nos conhecemos o Martim já existia e se não foi impedimento para apaixonar-me por ti muito menos será para te amar - estava vidrada nele - amo-te com todos os teus defeitos e virtudes, não duvides nunca que o Martim faz parte das virtudes e nunca dos defeitos, só alguém com um coração enorme é que seria capaz de fazer o que fizeste e é uma pessoa dessas que quero do meu lado, com quem quero fazer planos sem ter receio do futuro, que quero para mãe dos meus filhos e minha mulher - olhava-me de uma forma penetrante - Mariana quero que sejas essa mulher mas sem pressa, temos tempo para realizarmos todos os nossos sonhos e desejos, a única coisa que preciso é que digas se estás ou não disposta a levares por tabela, linda por muito que não queira vai chegar o dia que o nosso namoro irá ser descoberto e aí não vou conseguir fazer nada para evitar certos inconvenientes.
- Não te preocupes com isso porque não será pior do que já passei, posso não gostar de ser o centro das atenções mas desde que sejamos discretos acho que não nos vão incomodar muito, além disso o problema não será lidar com as tuas fãs mas sim lidar com o meu passado.
- Tens medo que seja descoberto?
- Não, tenho medo que a minha mãe nos descubra em Braga e que venha atrás do meu irmão.
- Tens a tutela dele por isso ela não pode fazer nada.
- Sim mas pode sempre tentar além disso não te quero envolver em confusões que não são tuas.
- Shiu não digas disparates - olhei-o - se isso acontecer, coisa que duvido, irei estar do teu lado antes de tudo sou vosso amigo e sei que o Martim está muito melhor contigo do que com a mãe por isso se for necessário farei tudo para que o menino fique connosco, ele vai crescer do nosso lado e isso nem tem discussão possível - sorri ao ouvi-lo a incluir o Martim.
Fiquei a olhá-lo durante uns minutos, estava a observar cada detalhe do seu rosto quando uma vontade louca de sentir os seus lábios contra os meus percorreu o meu corpo, não fiz por menos e puxei-o para mim, o Ruben não negou e por isso mesmo fiquei deitada por baixo dele, unimos as nossas bocas num beijo ardente e carregado de sentimento, as nossas línguas há muito que se tinham encontrado quando senti a sua mão direita na minha perna esquerda, o Ruben percorreu-a desde a zona do joelho até à coxa e pela primeira vez senti vontade de ir mais longe mas tive vergonha de o admitir e talvez por isso o Ruben não avançou, ficamos simplesmente a namorar no sofá e aos beijos uns mais ardentes que outros mas sempre carregados de muito sentimento.
- Linda não queres ir dormir? - perguntou ao abrir a boca era notório que estava cansado.
- Sim, vamos - o Ruben foi o primeiro a levantar-se até porque tinha de sair para que conseguisse levantar-me.
- Dormes comigo? - perguntou num sussurro enquanto beijava-me o pescoço e apertava-me contra o seu corpo.

Ruben

- Ruben não sei se é boa ideia - ia para falar mas ela colou as nossas bocas - não é por ti - olhou-me - é mesmo pelo Martim que se acorda e não me vê do seu lado pode tornar as coisas piores no momento que lhe for revelar que namoramos.
- O puto já está a dormir - pedinchei - e à hora que adormeceu duvido muito que acorde primeiro que nós - ela sorriu - anda lá - beijei-a no pescoço o que fez com que se encolhesse - temos tão poucas hipóteses de dormir abraçadinhos - continuei com os beijos no seu pescoço mas agora a percorrer em linha reta a sua pele até chegar aos seus lábios unindo-os num beijo carregado de desejo.
- Ruben não me tentes - pediu ao separarmos as nossas bocas.
- Para pedires isso é porque estou no bom caminho - não a deixei responder e voltei a puxa-la para mim - vem lá dormir comigo - suspirou - isso é um sim? - sorriu.
- Não devia ser - beijei-a sem mais demoras e foi por entre beijos que chegamos ao meu quarto, só aí é que nos separamos e enquanto fui colocar o telemóvel a carregar a Mariana puxou os lençóis, não sei se fez de propósito ou se foi inocentemente só sei que a visão que tive foi dela com o rabo empinado o que fez com que ficasse a olhá-la, já que os calções do seu pijama também não ajudavam em nada, ela não se apercebeu pois deitou-se como se nada fosse - então vais ficar aí feito múmia ou vens deitar-te - sorri ou a observação dela.
- Vou só à casa de banho já regresso - passei pela cama e dei-lhe um beijo rápido - linda - chamei-a ao regressar ao quarto.
- Diz - abriu os olhos.
- Incomoda-te se dormir só de boxers? - perguntei afinal não a queria incomodar mas a minha pergunta só fez com que gargalhasse - olha que acordas o puto - ela continuou a sorrir mas agora sem fazer barulho.
- Ó Ruben, estás a esquecer-te que já te vi só de boxers aliás até já te vi sem eles - sorri ao relembrar esse dia.
- Mas nunca dormimos na mesma cama comigo só em boxers - falei ao aproximar-me da cama.
- Deixa-te de cenas, dorme como estás habituado que a mim não faz confusão - beijou-me demoradamente - ou será que queres ajuda para despires a roupa?
- Não seria má ideia mas prefiro fazê-lo sozinho - levantei-me e dei a volta à cama, estava a despir-me com ela a olhar-me e confesso que não consegui evitar certos pensamentos, ainda assim deitei-me do seu lado sossegadinho mas depressa ela se chegou para mim, a Mariana acabou mesmo por colocar a cabeça no meu peito e foi assim que adormecemos.

***

Acordei com uma voz de criança a chamar-me, não foi difícil perceber que era o Martim e por isso abri os olhos.
- Precisas de alguma coisa? - perguntei ainda ensonado.
- Não sei da mana - falou preocupado.
- Já viste se não está na cozinha ou na casa de banho? - respondi depois de olhar para a porta da casa de banho do meu quarto e verificar que a Mariana não se encontrava lá.
- Já, ela não tá em casa.
- Ó piolho deita-te aqui que vou ligar-lhe.
O Martim estava mesmo preocupado e apesar de não haver razões para isso acabei por ligar à Mariana, lógico que obtive a confirmação do que já suspeitava, ela tinha saído para ir comprar pão para o nosso pequeno-almoço, informei o miúdo e acabamos por ficar à conversa na cama.
- Então conta lá como é que foi a ida ao jardim zoológico.
- Fui fixe - disse animado - deu para ver todos os animais que gosto.
- Então e quais são?
- Os macacos, os golfinhos, os elefantes, as girafas, os pinguins, os leões - comecei a sorrir - tas a rir porquê?
- Martim porque estás a dizer todos os animais que o zoo tem.
- Oh gosto de todos - encolheu os ombros levando-me a gargalhar.
- Mas deves gostar mais de uns do que de outros.
- Sim, dos golfinhos.
- Olha também gosto de golfinhos - ele sorriu.
- Ruben sempre vamos ver o Rafael - mudou de assunto.
- Ainda te lembras disso?
- Lembro e tu disseste que nós íamos.
- E vamos mas mais daqui pouco.
- Tá bom - olhou-me e fiquei com a sensação que queria perguntar alguma coisa.
- Queres perguntar alguma coisa? - ele olhou-me.
- Não.
- Tens a certeza?
- Sim, não quero perguntar quero fazer um pedido - sorri ao ouvi-lo.
- Diz lá.
- Tu és nosso amigo né?
- Sim.
- E gostas de sair à noite? - não entendi a pergunta mas respondi na mesma.
- Sim quando posso vou divertir-me com os meus amigos mas porquê?
- Porque eu quero ir sair á noite mas a mana não gosta de sair à noite - gargalhei.
- Mas o que é que consideras sair à noite?
- Ir jantar e depois passear - sorriu.
- Hum, temos que convencer a tua mana a sair à noite.
- Isso era muito fixe mas ela nunca quer diz sempre que tá cansada.
- Escolher um dia que esteja de folga.
- Podemos tentar mas não sei.
- Vais ver que conseguimos.
- Posso fazer outra pergunta? - olhei-o.
- Diz.
- Gostas mesmo da minha mana? - a pergunta dele apanhou-me desprevenido ainda assim respondi com a verdade.
- Gosto.
- Então e de mim?
- Também gosto muito.
- Então e da Soraia? - olhei-o afinal já era muita pergunta junta.
- Gostei muito dela mas agora é só uma amiga - o miúdo teria continuado com o interrogatório mas a entrada da Mariana não permitiu.
- Olha que bem dois homens enfiados na mesma cama - olhamos os dois ao ouvir a voz da Mariana - então piolho ouvi dizer que acordaste o Ruben porque não sabias de mim - deu-lhe um beijinho - pensavas que tinha fugido, foi? - a Mariana estava extremamente bem-disposta e quando dei por isso já estava em cima da cama a fazer cócegas ao miúdo.
- Ó mana pára - o miúdo bem que pedia mas ela estava numa de brincadeira.
- Pronto já parei - sentou-se - já se levantavam os dois, não?
- Ó mana tou aqui tão bem - gargalhamos ao ouvi-lo.
- Mas os meninos têm que se levantar porque o pequeno-almoço está feito e à vossa espera - ela tentou sair da cama mas puxei-a e como se desequilibrou caiu em cima de mim, o que fez o Martim gargalhar novamente - que piada - falou ao olhar-me - és mais criança que o puto - ela estava disposta a continuar a refilar por isso fiz-lhe o mesmo a ela que fez ao puto, iniciei um ataque de cócegas, algo que o Martim se juntou e só paramos quando a Mariana implorou - vá toca a despachar que temos de passar pela casa do teu irmão antes de regressar.
- Ainda temos tempo - falei enquanto a olhava com uma tremenda vontade de beijá-la algo que percebeu porque pediu ao puto para ir mudar de roupa e assim que o menino saiu não perdeu tempo a puxar-me para si, acabei deitado em cima dela e com os nossos lábios grudados - o puto - tentei alertá-la que o miúdo podia entrar mas a Mariana ignorou isso voltando a unir as nossas bocas.
- Vá, toca a vestir - falou quando as minhas mãos já passeavam no interior do seu top.
- Se tem mesmo que ser - falei resignado.
- Tem, temos que passar pela casa do teu irmão, já que o menino prometeu que ao meu irmão que iria conhecer o Rafael - ela sorriu mas não me deu tempo para lhe responder uma vez que saiu logo depois.
Fui tomar um duche rápido mas quando regressei ao quarto para vestir-me ela estava a arruma-lo e como se encontrava de costas aproveitei para a abraçar.
- O teu irmão perguntou-me se gostava mesmo de ti - sussurrei enquanto lhe dava beijinhos no pescoço.
- O que é que respondeste - perguntou-me já virada para mim e com os seus braços à volta do meu pescoço.
- A verdade, que gosto muito de ti - ela sorriu - ele está cada vez mais desconfiado.
- Depois falo com ele - beijou-me - mas agora vai-te vestir para irmos embora - ela tentou esquivar-se mas puxei-a para mim unindo de novo as nossas bocas mas desta vez num beijo intenso que acabou connosco deitados na cama e só interrompemos a trocas de carícias porque ouvimos os passos do Martim que entrou no quarto logo depois.
- Mana tenho fome - gargalhamos
- Anda lá meu reguila e tu vê se te despachas - falou ao sair do quarto.

Mariana

Acordei sem sono e por isso resolvi sair para comprar pão e preparar um pequeno-almoço decente para os meus dois homens, estava entretida à procura de um sítio que vendesse pão quando ouvi o telemóvel, era o Ruben a perguntar onde andava porque o Martim estava preocupado acabei por lhe dizer que dentro de algum tempo estava de regresso e expliquei o motivo da minha ausência.
Cheguei ao apartamento e estava um silêncio enorme algo estranho uma vez que o Martim já estava acordado, ainda assim fui para a cozinha adiantar o nosso pequeno-almoço e só quando já estava praticamente feito é que fui procura-los, primeiro ao quarto onde o meu piolho tinha dormido e depois ao do Ruben, foi quando aproximava-me da porta que percebi o tema de conversa ainda fiquei uns minutos a ouvir mas quando o Martim começou com as perguntas delicadas decidi entrar antes que ele deixasse novamente o Ruben sem saber o que dizer.
Ficámos vários minutos na brincadeira mas acabei por sair do quarto do Rubem e ir ajudar o meu irmão a vestir-se, quando terminei regressei à origem para arrumar o quarto e foi quando o estava a fazer que o Ruben aproveitou para tentar a sua sorte no que toca aos mimos mas tivemos que nos separar ao ouvirmos os passos do meu pequeno, acabei por ir com ele até à cozinha enquanto o Ruben ficou para trás.
- Mana - olhei-o - quando é que vamos ás compras?
- Como assim?
- Então comprar os cadernos para a escola - sorri.
- Amor, tratamos disso amanhã pode ser?
- Sim.
- Agora come para irmos ver o Rafael - falei ao ver o Ruben a entrar na cozinha.
Comemos sem grandes conversas até porque queria que o Martim se despachasse e assim que o miúdo terminou de comer pedi-lhe para ir lavar os dentes algo que fez sem questionar mas consigo arrastou o Ruben, não percebi o motivo pelo qual o fez só sei que a criança mor não se importou minimamente e saíram da cozinha na brincadeira.
Quando terminei de limpar a cozinha fui procura-los e encontrei-os no quarto do Ruben à conversa, fiquei uns minutos a olhá-los o que deu para perceber que falavam de futebol, o meu piolho estava a pedir ao Ruben para que o fosse levar ao primeiro treino o que deixou-me aliviada pelo menos a birra de ontem já tinha passado completamente.
Acabei por ter que interromper o momento deles ao avisar que já podíamos ir visitar o Rafael, algo que fez o Martim pular da cama.
- Isso é tudo pressa?
- É, quero conhecer o bebé.
- Então vamos lá - o Ruben falou e assim que o fez o Martim saiu do quarto motivo suficiente para agarrar-me pela cintura.
- Onde pensas que vais com essa pressa toda - falou-me ao ouvido não lhe respondi, virei-me e beijei-o afinal sabia que era isso que queria.
- Vá, toca a mexer - ele sorriu mas fez-me a vontade e por isso saímos finalmente do seu apartamento com destino à casa do irmão.

Será que o Martim vai continuar “amigo” do Ruben por muito mais tempo? Como irá ele reagir à constante presença do Ruben na vida da irmã?

10 comentários:

  1. Poça que o puto não desgruda!
    Ele está mesmo desconfiado, diria até que ele já sabe e há algum tempo... lol
    Adorei!
    Beijinhos!

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  2. Cheira-me qe o Martim não vai gostar muito da constante presença do Ruben, mas também posso tar errada :p
    Gostei muito! :D E isto anda a aquecer para aqeles lados, não sei se a Mariana irá aguentar muito mais...
    Beijinhos e que venha o próximo!

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  3. Olá :)
    Ai isto do Martim está a deixar-me morta de curiosidade!!!!
    E ainda me faz pedir o próximo muito rapidamente :)
    Beijinhos
    Rita
    http://lifegoesonr.blogspot.pt/

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  4. Parou tudo! Este Martim é uma revelação ahahahah
    É inteligente o rapaz...
    Ai ai que o Amorim tem tanto trabalhinho pela frente!
    Espero pelo proximo!!!

    Beijo
    Ana

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  5. Gosto muito da tua fic continua.bjs

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  6. Em 1º lugar eu não gosto da história, eu adoro a história, como já te disse várias vezes, mas continuo a dizer as vezes que forem precisas, por isso claro que vale apena continuares a escrever, é que isso nem se pergunta.
    Em 2º lugar, o capitulo tá fantástico como sempre, adorei. O puto não tá fácil de o enganarem, o Ruben vai ter que ter muita genica e paciência para lidar com ele. Tou a adorar estes momentos da Mariana e do Ruben, isto de namorar ás escondidas tem logo outra emoção, andam sempre no limite de serem apanhados, e a Mariana diga-se de passagem anda a sair da casca...
    Finalmente em 3º lugar, obrigada pelo capitulo, mas depois do dia que tiveste, tu é que deverias receber algo.
    Continua

    Beijocas

    Fernanda

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  7. tens de publicar todos os dias, começa a ficar viciante esta história. PARABÉNS bjs

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  8. Adoro, adoro!!!
    Será que o Rúben dá mesmo a volta ao Martim... espero que sim ;)
    Completamente viciada pela fic.
    Quero mais!!!!
    Beijinhos minha linda.

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  9. Amo a tua fic, continua, por favor...
    Tenho um selo para ti no meu blog http://mylove1414.blogspot.pt/

    Beijos*

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  10. em primeiro tenho de me desculpar por nao ter comentado estes ultimos capitulos mas só agora consegui pôr a leitura toda em dia! :))

    já sentia saudades de ler algo teu, bem que podia ser sempre assim mais do que um capitulo por dia para ler, mas isso já seria muita sorte ;P

    que hei de dizer? está fantastico, o puto ainda vai fazer mais das suas birras e estou mortinha para ler o capitulo onde a Mariana conta que namora para o ruben, ai quero quero!!!!


    fico à espera do proximo, sim?

    beijinhos linda! (:

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