quinta-feira, 24 de maio de 2012

013 - “Pois mas parece que mesmo sem pedires arranjaste uma enfermeira”


Ruben

Já se passaram três semanas desde o aniversário do Martim e só nesta última é que consegui regressar à minha rotina já que nas duas anteriores tive a Soraia em Braga e por sinal fez de tudo para manter-me afastado da casa do Nuno ou melhor da Mariana e do Martim, mal ela sabe que tive com eles todos os dias, era só o que faltava agora controlar com quem posso ou não falar.
Nesta semana voltei a poder ter as longas e infindáveis conversas com a Mariana, já começava a sentir falta delas, uma vez que com a Soraia não consigo estar mais do que meia hora a discutir ideias sem que as conversas não descabem para algo sem utilidade nenhuma como a cor que devia pintar as unhas ou se devia ou não comprar uma determinada peça de roupa, isso para mim não passam de coisas fúteis mas que para ela são de extrema importância. Por sua vez com a Mariana consigo falar de tudo, discutir desde um assunto da atualidade ou simplesmente divagarmos pela história do nosso país, admiro imenso a cultura que ela tem mesmo sem ter tido grandes hipóteses para continuar os estudos não foi por isso que deixou de se interessar pelas coisas.
Aproveitei ainda as duas semanas que a Soraia esteve comigo para fazer algumas entrevistas para escolher a empregada, por ela tinha escolhido alguém a tempo inteiro mas preferi nesta fase inicial contratar alguém que fizesse só umas horas, neste momento só preciso de alguém que limpe e trate das minhas roupas, porque o meu comer sou capaz de o fazer sozinho. A Soraia não gostou muito da ideia mas não lhe fiz a vontade, quando nos casarmos logo resolvo esse assunto, até lá fica como está.

***

- Mana, amanhã podemos ir ver o jogo ao estádio? – o Martim perguntou quando estávamos na sala depois de ter jantado com eles.
- A mana amanhã não pode.
- Porquê?
- Porque tem de ficar com o Nuninho – ela estava a desculpar-se com o menino algo que a Patrícia não deixou.
- Não seja por isso o Nuninho vai connosco ao estádio – ela olhou-a – ó Mariana não sejas cortes e vem lá, assim tenho companhia para quando tiver que ficar à espera aqui dos meninos.
- Tinha de sobrar para nós não é? – meti-me mas acabei por levar com a Mariana.
- Quem te manda seres pior que as mulheres?
- Engraçadinha.
- Ó mana, podemos ir ou não? – perguntou impaciente quando a irmã já se preparava para ripostar.
- Ok, que seja.
- Fixe – ele ficou contente.
- Mas se queres ir tens que estudar durante o dia, que hoje deu-te a preguiça.
- Tá bem.
O menino acabou por pedir autorização para ir brincar para o quarto, algo que a Mariana deixou e não levou muito tempo para que ficássemos só os dois.
- Então como vão os preparativos do casamento? – ela perguntou-me quando já estávamos no jardim a olhar as estrelas, ela adora deitar-se na relva e ficar a observar o céu.
- Vão indo.
- Isso é tudo animação?
- Não comeces a implicar sabes bem que por mim tinha um papel mais ativo no assunto mas a Soraia preferiu contratar alguém para fazer isso logo agora também não vou meter-me, desde que esteja como ela quer para mim está bom.
- Sinceramente não acho normal mas é lá contigo.
- Porquê?
- Porquê? Ainda perguntas? – ela sentou-se e ficou a olhar-me – Talvez porque se estivesse no lugar da Soraia não iria gostar desse teu desinteresse, nunca casaria com alguém que à partida já tem esta atitude do “deixa andar” – olhava-a – Ruben mesmo sério tens a certeza que queres casar? Ou vais casar porque já namoram há quatro anos e por isso achas que o passo seguinte é o casamento.
- Não comeces.
- Desculpa mas não é normal esse desinteresse.
- E desde quando é que vale alguma coisa mostrar interesse, a Soraia já tem tudo decidido.
- O casamento é dos dois, acho que devias ter uma palavra a dizer, pelo menos se algum dia casar gostava que o meu noivo participasse mais.
- Pois, mas tu e a Soraia são como a noite para o dia, são o oposto uma da outra por isso é normal que não a entendas.
- Ok, não insisto mais porque já sabes qual é a minha opinião – ela voltou a deitar-se na relva e ficamos os dois calados a olhar as estrelas até que a pergunta dela apanhou-me completamente desprevenido – amas a Soraia? – olhei-a.
- Sim.
- Tens a certeza – ela estava agora virada de lado e a olhar-me nos olhos.
- Sim.
- Até podes amá-la mas juro que às vezes não é isso que parece.
- Mas amo, se não amasse não iria casar-me com ela.
- Sinceramente começo a achar que estás habituado a essa ideia e por isso julgas que a amas.
- Se falo que a amo é porque é isso que sinto e vamos parar com esta conversa.
- Ok.
Ela não falou mais algo que também fiz e quando demos por isso já era tardíssimo acabei por despedir-me dela e ir até casa, amanhã é dia de jogo e por isso tenho que descansar.

Mariana

Ontem ao contrário do que aconteceu nos outros fins-de-semana cedi ao pedido do meu irmão e por isso hoje levei-o a ver o jogo ao estádio.
O Martim estava todo contente e atento ao jogo já no que diz-me respeito estava mais numa de ler o livro que tinha levado do que ver uma data de palhaços a correr atrás de uma bola o que provocou algumas gargalhadas por parte da Patrícia que aproveitava todas as hipóteses para se meter comigo.
- És mesmo teimosa podias dar o braço a torcer e ver um pouco do jogo.
- Patrícia se não ligo nenhuma a futebol e muito menos percebo qual é a piada de se andar a correr atrás de uma bola não vou estar a perder o meu tempo a ver.
- És terrível.
Não respondi e continuei com a minha leitura mas desviei os olhos do livro quando ouvi os adeptos do Braga a reclamar ao olhar para o campo vi um jogador estendido no chão.
- Aquele por acaso não é o Ruben? – perguntei despreocupada como se fosse algo normal um jogador estar a ser assistido em campo.
- É.
- Ah ok – voltei a concentrar as atenções no livro o que fez a Patrícia interromper-me.
- Não podes ser normal, quer dizer o rapaz está estatelado no chão a ser assistido e tu reages como se nada fosse, até parece que não és amiga dele.
- Patrícia não vejo muito futebol mas quer dizer quedas devem ser normais – respondi sem dar grande importância.
- Mariana, o Ruben está a ser assistido ou melhor acabou de ser substituído por isso deve-se ter lesionado.
- Não morreu pois não, então não há razões para preocupar-me – ela olhou-me chocada – o que foi? Quando por acaso aleijo-me no meu trabalho ninguém acha que o mundo acaba, pois não? Então o dele também não deve acabar.
A Patrícia não respondeu por isso continuei a ler e só parei no final do jogo quando tivemos que ir encontramo-nos com o Nuno e o Ruben.
Estava encostada ao carro da Patrícia já farta de os esperar e com o Nuninho a reclamar de fome quando vi o pai dele a aparecer.
- Amor, como é que está o Ruben?
- Estabilizado pelo menos foi a informação que deram.
- Como assim não estiveste com ele?
- Patrícia, o Ruben foi para o hospital.
- Hospital? – perguntei assim que o ouvi.
- Sim, ele quando chocou com o adversário ficou algo confuso e mal disposto por isso foi até ao hospital descartar algo mais grave.
- Como é que está?
- Segundo as notícias que tivemos está bem.
- Dá para passarmos por lá? – a Patrícia olhou-me.
- Agora já estás preocupada, é?
- Estou mas isso agora também não interessa, quero ir vê-lo.
- Então vamos porque também quero passar por lá – já estava a entrar no carro da Patrícia quando ela falou.
- Nuno, o carro do Ruben fica aqui?
- Não, tenho a chave e vou levá-lo, porquê?
- Então se não se importam, vão vocês ao hospital no carro dele que levo as crianças para casa, vocês que deem um beijinho ao Ruben por mim e desejem-lhe as melhoras, amanhã depois vejo-o.
Acabamos por concordar com a Patrícia e seguimos para o hospital não sem antes agradece-lhe por ficar com o Martim uma vez que não era sua obrigação.

***

- Mariana – tocou-me no braço – estás a ouvir-me? – perguntou quando olhei.
- Falaste?
- Logo vi que não tinhas ouvido nada.
- Desculpa estava distraída.
- Estavas a pensar no Ruben é o que é – ele sorriu – mas não precisas de ficar preocupada, foi só um susto.
- Enquanto não o vir não descanso – falei já a desesperar por estarmos há mais de dez minutos à espera do médico.
- Sempre preocupada com todos.
- Nuno, vocês são meus amigos lógico que me preocupo convosco.
- Não foi isso que a Patrícia disse na mensagem que enviou-me – olhei-o – segundo ela não ligaste nenhuma ao Ruben quando foi assistido e menos ainda quando foi substituído.
- Oh, nunca pensei que acabasse a visitá-lo no hospital.
- Estás com um peso na consciência, é?
- Não, estou preocupada com o meu amigo – vi alguém a aproximar-se e a julgar pela roupa era alguém do Braga, fiz sinal ao Nuno que olhou.
- Miguel como é que ele está – o Nuno perguntou.
- Impossível de se aturar.
- Então está pronto para outra – falei sem pensar o que levou o Nuno a sorrir e o tal de Miguel a olhar-me – desculpe mas continue por favor.
- Como estava a dizer, o Ruben está com um mau humor terrível, agora que sabe que foi só um susto quer à força toda ir para casa quando não é aconselhável que fique sozinho mesmo não sendo nada de grave convém estar acompanhado durante as próximas horas.
- Mas há algum impedimento para ele ter alta? – o Nuno perguntou.
- Não, mas ele aqui será vigiado mesmo não havendo razões para ficarmos preocupados é bom que não esteja sozinho.
- Desculpe estar-me a meter mas se o Ruben ficar acompanhado esta noite pode ter alta?
- Sim, pode.
- Então ele vai para casa – o Nuno olhou-me – o que foi? Vigiar o Ruben não vai ser pior que cuidar de crianças – sorriu – quem cuida de dois também cuida de mais um e é só por esta noite, correto? – olhei para o Miguel.
- Esta noite e amanhã durante o dia.
- Não há problema.
- Tens a certeza? – o Nuno perguntou-me – Olha que ele doente ou lesionado é pior que um bebé a chorar.
- Não te preocupes que sei como calá-lo nem que lhe cole a boca com fita-cola – o tal de Miguel sorriu.
- Se queres levá-lo é contigo não contes é comigo para o aturar – olhei-o.
- Grande amigo.
- Mariana, já conheço o Ruben há muito tempo por isso sei o que a casa gasta.
- Cala-te – olhei para o Miguel – o que é necessário fazer para o levarmos?
- Tem a certeza que o quer levar?
- Sim.
- Então vou tratar disso e depois o médico irá falar consigo para lhe dar as indicações e cuidados que deve ter durante as próximas horas.
- Tudo bem mas enquanto trata disso será que podemos vê-lo?
- Sim, acompanho-vos ao quarto dele.
Assim foi, ele acompanhou-nos e foi logo dando algumas indicações, estive atenta ao que falou e quando chegamos à porta do quarto entramos.
- Finalmente duas caras conhecidas – ripostou imediatamente.
- Cala-te que tanto quanto sei o vieste com alguém do Braga que deve ter estado sempre contigo – o Nuno sorriu.
- É que nem comigo deitado numa cama deixas de embirrar?
- Ruben se tivesses assim tão mal não respondias – ele sorriu ligeiramente.
- Puto como é que estás? – o Nuno perguntou.
- Bem mas estava melhor se tivesse fora desta cama.
- Fica descansado que não vais passar cá a noite.
- Então? Acabaram de dizer-me que não posso ou melhor não devo ficar sozinho logo aconselharam-me a ficar aqui esta noite.
- Pois mas parece que mesmo sem pedires arranjaste uma enfermeira – o Nuno falou em tom de escarnio.
- Como assim?
- A Mariana ofereceu-se para ficar a servir de enfermeira durante a noite – o Ruben olhou-me.
- A sério?
- Yap – assim que lhe confirmei ele sorriu.
- Obrigado.
- Não agradeças que os amigos são para isso mas aviso já que é para te comportares com juízo caso contrario voltas ao hospital mas desta vez para descolares a boca – o Nuno gargalhou – sim porque os meus ouvidos não são penico para andar a aturar as tuas queixas – ele sorriu.
- Desde que vá para casa já está tudo bem.
Ficamos uns minutos à conversa até que fomos interrompidos pelo médico que assistiu o Ruben quando chegou ao hospital que vinha acompanhado pelo Miguel que até ao momento não fazia a mais pequena ideia de quem seria. Ouvimos as recomendações e depois do Ruben prometer que iria seguir as indicações e ficar de repouso recebeu finalmente a alta.
- Onde é que tens a tua roupa? – perguntei assim que o médico saiu.
- Está aí – apontou e por isso fui buscar o fato de treino do Braga.
- Consegues ou queres ajuda? – perguntei algo que deixou o Nuno a olhar mal sabia ele que já tinha visto o Ruben completamente nu.
- Acho que consigo – respondeu-me enquanto se levantava.
- Ó Ruben deixa-te estar sentado – falei enquanto ele tentava-se meter de pé.
- Como é que queres que me vista sentado.
- Homens – o Nuno sorriu – não é nada de outro mundo, primeiro veste a t-shirt e o casaco e depois enfias as calças nas pernas para te colocares de pé e puxares para cima, boa? – ele olhou-me mas nem respondeu.
- Pronto já está – falou uns minutos depois.
- O que é que pensas que estás a fazer?
- Vou embora.
- Ya mas sentado na cadeira porque nem penses que vais a pé.
- Nem sonhes não saio sentado nisso.
- Ok, tu é que sabes ou vais sentado naquilo ou não vais, achas que trouxeram a cadeira porque resolveram andar a passear com ela pelos corredores.
- Estou bem, por isso posso ir pelo meu próprio pé, não é Miguel?
- Ruben a – olhou-me.
- Mariana é assim que ela se chama – ele ripostou.
- Ruben como estava a dizer a Mariana tem razão é melhor ires na cadeira.
- Mas se estou bem porquê que vou nisso.
- Isto é uma cadeira para pessoas que estão debilitadas poderem-se deslocar sem dificuldades por isso ou sentas o rabo nisto ou então deita-o aí, agora escolhe.
- Ok – bufou – já está.
- Ótimo, lindo menino – o Nuno gargalhou para falar logo de seguida.
- Isto promete, ó puto não sei o que é melhor se passar a noite no hospital ou em casa com a Mariana a fazer de enfermeira, estás lixado – voltou a gargalhar provocando o sorriso no Miguel também.
- Prefiro estar em casa, detesto hospitais.
- Olha uma coisa em que concordamos, o que se diga de passagem é raro – eles sorriram – por isso vamos mas é embora – despedimo-nos do Miguel e assim que tive oportunidade perguntei quem era o tal Miguel.
- É o preparado físico da equipa, porquê? – o Ruben perguntou.
- Por nada, só curiosidade.
Ele já não disse mais nada e por isso seguimos até casa, como tinha que ficar de olho no Ruben, ele ficou na casa do Nuno. Assim que chegamos a Patrícia veio logo ter connosco e por vontade do meu doente teria ficado na sala a dar à língua, lógico que não deixei o que fez com que ele reclamasse mas lá se calou e seguimos para o quarto.
- Nuno, será que dá para lhe emprestar alguma coisa para vestir? – pedi pois sabia que o Ruben já tinha levado a roupa toda dele.
- Serve? – perguntou o Nuno ao regressar ao quarto do Ruben com umas calças e uma t-shirt.
- Sim – o Ruben respondeu e a Patrícia apressou-se a sair do quarto para ele se trocar, lógico que fiquei não fosse precisar de alguma coisa.
- Vais ficar aí a olhar? – o Ruben perguntou quando já estávamos sozinhos.
- O que tem?
- Podias ajudar-me – gargalhei.
- No hospital não precisaste de ajuda por isso aqui também não vais precisar, né?
- No hospital tínhamos o Nuno a olhar aqui estamos sozinhos.
- Ui como isso está – ele sorriu – sabes que isso é um dos sintomas que o médico disse para estar atenta? Acho que vou ligar-lhe para regressares para o hospital.
- Deixa-te de brincadeiras.
- Então comporta-te caso contrário vais reencaminhado para o hospital.
Ele não respondeu e enquanto ficou a vestir-se fui até ao meu quarto mudar de roupa, vesti o meu pijama para estar mais confortável e ainda passei pelo quarto dos meus piolhos que já estavam a dormir.
- O que é que estás a fazer? – perguntou-me ao ver-me a fazer uma cama improvisada no chão.
- É assim tão difícil perceber que estou a preparar a minha cama? Vou ter que ficar de vigia mas se posso fazer deitada não o faço sentada.
- Não precisas ficar no chão – olhei-o – podes deitar-te na cama.
- Dispenso, fico bem no chão.
- Isso não tem jeito nenhum.
- Não é nada que não tenha já feito, além disso dormir no chão é bom para endireitar as costas – ele sorriu.
- Deixa as desculpas esfarrapadas e deita-te na cama.
- É melhor não.
- Mariana, não tem mal nenhum, a cama dá perfeitamente para os dois, além disso é o mínimo já que vais ficar acordada a tomar conta de mim quando a bem da verdade nem tinhas obrigação nenhuma de o fazeres.
- Não o faço por obrigação, faço-o porque gosto de ti, és meu amigo e é isso que faço por eles, cuido de quem gosta de mim.
- Pena é nem todas pensam assim – falou em género de desabafo.
- Estás a falar da Soraia? Ela ligou-te certo?
- Sim, mas podia ter demonstrado mais preocupação – suspirou.
- Ruben, não penses nisso agora – olhou-me – tens de descansar – sentei-me na beira da cama – lembra-te do que o médico falou, repouso absoluto.
- Obrigado por estares aqui – agarrou-me uma das mãos – a verdade é que não tinhas que o fazer ainda para mais sem ter-te pedido.
- Ruben, quando fiquei a saber que podias ter alta e que não querias ficar no hospital não fazia sentido ficares lá quando podia e posso passar mais uma noite em claro a olhar por ti, já passei tantas é só mais uma.
- Estás a comparar-me ao Martim, é?
- Sim, tal como já passei algumas noites acordada por ele, posso passar por ti também – ele sorriu – olha queres beber alguma coisa?
- Trás só água para ter aqui – pediu.
- Ok, então já regresso, vou só comer.
Sai do quarto do Ruben e fui direta à cozinha, comi e depois de lhe preparar algo leve para também ele comer regressei. O Ruben estava deitado e olhar para o telemóvel.
- Então?
- Nem uma mensagem.
- Hey, não quero ver-te assim – fiz-lhe uma caricia do rosto, o Ruben estava mesmo desanimado – ela amanhã liga-te.
- Ela devia era estar aqui.
- Estás a desfazer da companhia, é? – fingi-me de ofendida o que fez com que sorrisse.
- Não foi nada disso que quis dizer e sabes muito bem mas a verdade é que é ela a minha noiva e não tu, sei que não está cá e não a posso obrigar a vir mas caramba um pouco mais de preocupação só lhe ficava bem.
- Olha, não penses nisso. Tenta comer qualquer coisa e depois podemos ficar à conversa se quiseres – ele sorriu.
- Só se aceitares o meu convite para te deitares na cama – olhei-o – Mariana não tem jeito nenhum ficares no chão quando cabemos os dois na cama.
- Ok mas aviso já que detesto ter pessoas a dormirem perto de mim a não ser o meu irmão – ele sorriu.
- Fica descansada que não abuso de ti primeiro porque tenho que ficar de repouso e segundo porque nunca conseguiria fazer tal coisa – olhou-me – se fosse para termos alguma coisa seria por vontade de ambos e não só de um – sorriu – além disso estou noivo, lembraste?
- Sim.
O Ruben tentou comer mas continuava meio enjoado por isso preferiu não insistir. Deitei-me do seu lado e passamos os minutos seguintes a jogar conversa fora, até que ele perguntou-me algo que fez com que o olhasse.

O que será que o Ruben perguntou?

8 comentários:

  1. Olá!
    Desta vez nada de ocultar palavras, minha menina! xD
    Venha de la essa pergunta e essa noite!!!
    E rápido de preferência ;)

    Beijo
    Ana
    http://desempreparasempre28.blogspot.pt/

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  2. Mas isto lá é altura de acabar o capitulo???

    Adorei como sempre...
    E a Mariana foi bastante simpática em passar a noite em claro só para o menino não ficasse no hospital. Ai como eu o percebo hospitais só gosto de os ver ao longe.... muiiiitoooo longe!

    E para que não vá parar a um rapidamente agradeço a publicação do próximo capitulo, ainda hoje por favor!!!! ;)

    Bjokinhas
    Mariaa

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  3. agora fiquei curiosa para saber o k ele perguntou...

    fantastico... quero mais...

    continua...

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  4. Ai o qe é qe saíu dali? Tou curiosaa!
    E será qe essa noite promete? ^^ Ai esses dois!
    Adoreei! :D
    Beijinhos

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  5. MAIS, please!
    isto está em estado crítico... já esteve mais longe ahah :b

    beijinho

    Raquel

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  6. Este Ruben é grande amélia, homens doentes, são piores que as crianças, mas claro que a Mariana tem um coração do tamanho do mundo e era incapaz de deixar o pobre rapaz passar a noite no hospital, até vai fazer o sacrificio de dormir na mesma cama que ele...
    Adorei, já sabes que quero o próximo, para saber o que é que ele lhe perguntou.

    Beijocas

    Fernanda

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  7. Olá :)
    Esta Soraia não dá mesmo valor nenhum ao Rúben..mas não faz mal pois com uma mulher como a Mariana quem é que quer saber desta Soraia?!
    E o Amorim vai chegar lá só espero é que rápido!Então agora com a Mariana como sua enfermeira espero que ajude para lhe "abrir os olhos"!
    Quero mais e rápido ;)
    Beijinhos
    Rita

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  8. Então a Mariana vai ver um jogo e metesse a ler um livro????!!!! Acho que algum do amigos futebolistas tem de lhe ensinar algo... e claro ensinar a ser do Benfica :D :D :D
    Mas agora estou mortinha é para ir ler o próximo capitulo para saber como vai ser a noite... tenho a ideia que não será pacifica... a dormirem na mesma cama... mesmo doente e noivo ahahah
    Vou ler ;)
    Beijinhos

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