Ruben
Já se passaram três semanas desde o aniversário do Martim e
só nesta última é que consegui regressar à minha rotina já que nas duas
anteriores tive a Soraia em Braga e por sinal fez de tudo para manter-me
afastado da casa do Nuno ou melhor da Mariana e do Martim, mal ela sabe que
tive com eles todos os dias, era só o que faltava agora controlar com quem
posso ou não falar.
Nesta semana voltei a poder ter as longas e infindáveis
conversas com a Mariana, já começava a sentir falta delas, uma vez que com a
Soraia não consigo estar mais do que meia hora a discutir ideias sem que as
conversas não descabem para algo sem utilidade nenhuma como a cor que devia
pintar as unhas ou se devia ou não comprar uma determinada peça de roupa, isso
para mim não passam de coisas fúteis mas que para ela são de extrema
importância. Por sua vez com a Mariana consigo falar de tudo, discutir desde um
assunto da atualidade ou simplesmente divagarmos pela história do nosso país,
admiro imenso a cultura que ela tem mesmo sem ter tido grandes hipóteses para
continuar os estudos não foi por isso que deixou de se interessar pelas coisas.
Aproveitei ainda as duas semanas que a Soraia esteve comigo
para fazer algumas entrevistas para escolher a empregada, por ela tinha
escolhido alguém a tempo inteiro mas preferi nesta fase inicial contratar
alguém que fizesse só umas horas, neste momento só preciso de alguém que limpe
e trate das minhas roupas, porque o meu comer sou capaz de o fazer sozinho. A
Soraia não gostou muito da ideia mas não lhe fiz a vontade, quando nos casarmos
logo resolvo esse assunto, até lá fica como está.
***
- Mana, amanhã podemos
ir ver o jogo ao estádio? – o Martim perguntou quando estávamos na sala
depois de ter jantado com eles.
- A mana amanhã não
pode.
- Porquê?
- Porque tem de ficar
com o Nuninho – ela estava a desculpar-se com o menino algo que a Patrícia
não deixou.
- Não seja por isso o
Nuninho vai connosco ao estádio – ela olhou-a – ó Mariana não sejas cortes e vem lá, assim tenho companhia para quando
tiver que ficar à espera aqui dos meninos.
- Tinha de sobrar
para nós não é? – meti-me mas acabei por levar com a Mariana.
- Quem te manda seres
pior que as mulheres?
- Engraçadinha.
- Ó mana, podemos ir
ou não? – perguntou impaciente quando a irmã já se preparava para ripostar.
- Ok, que seja.
- Fixe – ele
ficou contente.
- Mas se queres ir
tens que estudar durante o dia, que hoje deu-te a preguiça.
- Tá bem.
O menino acabou por pedir autorização para ir brincar para o
quarto, algo que a Mariana deixou e não levou muito tempo para que ficássemos
só os dois.
- Então como vão os
preparativos do casamento? – ela perguntou-me quando já estávamos no jardim
a olhar as estrelas, ela adora deitar-se na relva e ficar a observar o céu.
- Vão indo.
- Isso é tudo
animação?
- Não comeces a
implicar sabes bem que por mim tinha um papel mais ativo no assunto mas a
Soraia preferiu contratar alguém para fazer isso logo agora também não vou
meter-me, desde que esteja como ela quer para mim está bom.
- Sinceramente não
acho normal mas é lá contigo.
- Porquê?
- Porquê? Ainda
perguntas? – ela sentou-se e ficou a olhar-me – Talvez porque se estivesse no lugar da Soraia não iria gostar desse teu
desinteresse, nunca casaria com alguém que à partida já tem esta atitude do
“deixa andar” – olhava-a – Ruben
mesmo sério tens a certeza que queres casar? Ou vais casar porque já namoram há
quatro anos e por isso achas que o passo seguinte é o casamento.
- Não comeces.
- Desculpa mas não é
normal esse desinteresse.
- E desde quando é
que vale alguma coisa mostrar interesse, a Soraia já tem tudo decidido.
- O casamento é dos
dois, acho que devias ter uma palavra a dizer, pelo menos se algum dia casar
gostava que o meu noivo participasse mais.
- Pois, mas tu e a
Soraia são como a noite para o dia, são o oposto uma da outra por isso é normal
que não a entendas.
- Ok, não insisto
mais porque já sabes qual é a minha opinião – ela voltou a deitar-se na
relva e ficamos os dois calados a olhar as estrelas até que a pergunta dela
apanhou-me completamente desprevenido – amas
a Soraia? – olhei-a.
- Sim.
- Tens a certeza
– ela estava agora virada de lado e a olhar-me nos olhos.
- Sim.
- Até podes amá-la
mas juro que às vezes não é isso que parece.
- Mas amo, se não
amasse não iria casar-me com ela.
- Sinceramente começo
a achar que estás habituado a essa ideia e por isso julgas que a amas.
- Se falo que a amo é
porque é isso que sinto e vamos parar com esta conversa.
- Ok.
Ela não falou mais algo que também fiz e quando demos por
isso já era tardíssimo acabei por despedir-me dela e ir até casa, amanhã é dia
de jogo e por isso tenho que descansar.
Mariana
Ontem ao contrário do que aconteceu nos outros fins-de-semana
cedi ao pedido do meu irmão e por isso hoje levei-o a ver o jogo ao estádio.
O Martim estava todo contente e atento ao jogo já no que diz-me
respeito estava mais numa de ler o livro que tinha levado do que ver uma data
de palhaços a correr atrás de uma bola o que provocou algumas gargalhadas por
parte da Patrícia que aproveitava todas as hipóteses para se meter comigo.
- És mesmo teimosa
podias dar o braço a torcer e ver um pouco do jogo.
- Patrícia se não
ligo nenhuma a futebol e muito menos percebo qual é a piada de se andar a
correr atrás de uma bola não vou estar a perder o meu tempo a ver.
- És terrível.
Não respondi e continuei com a minha leitura mas desviei os
olhos do livro quando ouvi os adeptos do Braga a reclamar ao olhar para o campo
vi um jogador estendido no chão.
- Aquele por acaso
não é o Ruben? – perguntei despreocupada como se fosse algo normal um
jogador estar a ser assistido em campo.
- É.
- Ah ok – voltei
a concentrar as atenções no livro o que fez a Patrícia interromper-me.
- Não podes ser
normal, quer dizer o rapaz está estatelado no chão a ser assistido e tu reages
como se nada fosse, até parece que não és amiga dele.
- Patrícia não vejo
muito futebol mas quer dizer quedas devem ser normais – respondi sem dar
grande importância.
- Mariana, o Ruben
está a ser assistido ou melhor acabou de ser substituído por isso deve-se ter
lesionado.
- Não morreu pois
não, então não há razões para preocupar-me – ela olhou-me chocada – o que foi? Quando por acaso aleijo-me no
meu trabalho ninguém acha que o mundo acaba, pois não? Então o dele também não
deve acabar.
A Patrícia não respondeu por isso continuei a ler e só parei
no final do jogo quando tivemos que ir encontramo-nos com o Nuno e o Ruben.
Estava encostada ao carro da Patrícia já farta de os esperar
e com o Nuninho a reclamar de fome quando vi o pai dele a aparecer.
- Amor, como é que
está o Ruben?
- Estabilizado pelo
menos foi a informação que deram.
- Como assim não
estiveste com ele?
- Patrícia, o Ruben
foi para o hospital.
- Hospital? –
perguntei assim que o ouvi.
- Sim, ele quando
chocou com o adversário ficou algo confuso e mal disposto por isso foi até ao
hospital descartar algo mais grave.
- Como é que está?
- Segundo as notícias
que tivemos está bem.
- Dá para passarmos
por lá? – a Patrícia olhou-me.
- Agora já estás
preocupada, é?
- Estou mas isso
agora também não interessa, quero ir vê-lo.
- Então vamos porque
também quero passar por lá – já estava a entrar no carro da Patrícia quando
ela falou.
- Nuno, o carro do
Ruben fica aqui?
- Não, tenho a chave
e vou levá-lo, porquê?
- Então se não se
importam, vão vocês ao hospital no carro dele que levo as crianças para casa,
vocês que deem um beijinho ao Ruben por mim e desejem-lhe as melhoras, amanhã
depois vejo-o.
Acabamos por concordar com a Patrícia e seguimos para o
hospital não sem antes agradece-lhe por ficar com o Martim uma vez que não era
sua obrigação.
***
- Mariana – tocou-me
no braço – estás a ouvir-me? –
perguntou quando olhei.
- Falaste?
- Logo vi que não
tinhas ouvido nada.
- Desculpa estava
distraída.
- Estavas a pensar no
Ruben é o que é – ele sorriu – mas
não precisas de ficar preocupada, foi só um susto.
- Enquanto não o vir
não descanso – falei já a desesperar por estarmos há mais de dez minutos à
espera do médico.
- Sempre preocupada
com todos.
- Nuno, vocês são
meus amigos lógico que me preocupo convosco.
- Não foi isso que a
Patrícia disse na mensagem que enviou-me – olhei-o – segundo ela não ligaste nenhuma ao Ruben quando foi assistido e menos
ainda quando foi substituído.
- Oh, nunca pensei
que acabasse a visitá-lo no hospital.
- Estás com um peso
na consciência, é?
- Não, estou
preocupada com o meu amigo – vi alguém a aproximar-se e a julgar pela roupa
era alguém do Braga, fiz sinal ao Nuno que olhou.
- Miguel como é que
ele está – o Nuno perguntou.
- Impossível de se
aturar.
- Então está pronto
para outra – falei sem pensar o que levou o Nuno a sorrir e o tal de Miguel
a olhar-me – desculpe mas continue por
favor.
- Como estava a
dizer, o Ruben está com um mau humor terrível, agora que sabe que foi só um
susto quer à força toda ir para casa quando não é aconselhável que fique
sozinho mesmo não sendo nada de grave convém estar acompanhado durante as
próximas horas.
- Mas há algum
impedimento para ele ter alta? – o Nuno perguntou.
- Não, mas ele aqui
será vigiado mesmo não havendo razões para ficarmos preocupados é bom que não
esteja sozinho.
- Desculpe estar-me a
meter mas se o Ruben ficar acompanhado esta noite pode ter alta?
- Sim, pode.
- Então ele vai para
casa – o Nuno olhou-me – o que foi?
Vigiar o Ruben não vai ser pior que cuidar de crianças – sorriu – quem cuida de dois também cuida de mais um
e é só por esta noite, correto? – olhei para o Miguel.
- Esta noite e amanhã
durante o dia.
- Não há problema.
- Tens a certeza?
– o Nuno perguntou-me – Olha que ele
doente ou lesionado é pior que um bebé a chorar.
- Não te preocupes
que sei como calá-lo nem que lhe cole a boca com fita-cola – o tal de
Miguel sorriu.
- Se queres levá-lo é
contigo não contes é comigo para o aturar – olhei-o.
- Grande amigo.
- Mariana, já conheço
o Ruben há muito tempo por isso sei o que a casa gasta.
- Cala-te – olhei
para o Miguel – o que é necessário fazer
para o levarmos?
- Tem a certeza que o
quer levar?
- Sim.
- Então vou tratar
disso e depois o médico irá falar consigo para lhe dar as indicações e cuidados
que deve ter durante as próximas horas.
- Tudo bem mas
enquanto trata disso será que podemos vê-lo?
- Sim, acompanho-vos
ao quarto dele.
Assim foi, ele acompanhou-nos e foi logo dando algumas
indicações, estive atenta ao que falou e quando chegamos à porta do quarto
entramos.
- Finalmente duas
caras conhecidas – ripostou imediatamente.
- Cala-te que tanto
quanto sei o vieste com alguém do Braga que deve ter estado sempre contigo
– o Nuno sorriu.
- É que nem comigo
deitado numa cama deixas de embirrar?
- Ruben se tivesses
assim tão mal não respondias – ele sorriu ligeiramente.
- Puto como é que
estás? – o Nuno perguntou.
- Bem mas estava
melhor se tivesse fora desta cama.
- Fica descansado que
não vais passar cá a noite.
- Então? Acabaram de
dizer-me que não posso ou melhor não devo ficar sozinho logo aconselharam-me a
ficar aqui esta noite.
- Pois mas parece que
mesmo sem pedires arranjaste uma enfermeira – o Nuno falou em tom de
escarnio.
- Como assim?
- A Mariana ofereceu-se
para ficar a servir de enfermeira durante a noite – o Ruben olhou-me.
- A sério?
- Yap – assim que
lhe confirmei ele sorriu.
- Obrigado.
- Não agradeças que
os amigos são para isso mas aviso já que é para te comportares com juízo caso
contrario voltas ao hospital mas desta vez para descolares a boca – o Nuno
gargalhou – sim porque os meus ouvidos
não são penico para andar a aturar as tuas queixas – ele sorriu.
- Desde que vá para
casa já está tudo bem.
Ficamos uns minutos à conversa até que fomos interrompidos
pelo médico que assistiu o Ruben quando chegou ao hospital que vinha
acompanhado pelo Miguel que até ao momento não fazia a mais pequena ideia de
quem seria. Ouvimos as recomendações e depois do Ruben prometer que iria seguir
as indicações e ficar de repouso recebeu finalmente a alta.
- Onde é que tens a
tua roupa? – perguntei assim que o médico saiu.
- Está aí –
apontou e por isso fui buscar o fato de treino do Braga.
- Consegues ou queres
ajuda? – perguntei algo que deixou o Nuno a olhar mal sabia ele que já
tinha visto o Ruben completamente nu.
- Acho que consigo
– respondeu-me enquanto se levantava.
- Ó Ruben deixa-te
estar sentado – falei enquanto ele tentava-se meter de pé.
- Como é que queres
que me vista sentado.
- Homens – o Nuno
sorriu – não é nada de outro mundo,
primeiro veste a t-shirt e o casaco e depois enfias as calças nas pernas para
te colocares de pé e puxares para cima, boa? – ele olhou-me mas nem
respondeu.
- Pronto já está
– falou uns minutos depois.
- O que é que pensas
que estás a fazer?
- Vou embora.
- Ya mas sentado na
cadeira porque nem penses que vais a pé.
- Nem sonhes não saio
sentado nisso.
- Ok, tu é que sabes
ou vais sentado naquilo ou não vais,
achas que trouxeram a cadeira porque resolveram andar a passear com ela pelos
corredores.
- Estou bem, por isso
posso ir pelo meu próprio pé, não é Miguel?
- Ruben a – olhou-me.
- Mariana é assim que
ela se chama – ele ripostou.
- Ruben como estava a
dizer a Mariana tem razão é melhor ires na cadeira.
- Mas se estou bem
porquê que vou nisso.
- Isto é uma cadeira
para pessoas que estão debilitadas poderem-se deslocar sem dificuldades por
isso ou sentas o rabo nisto ou então deita-o aí, agora escolhe.
- Ok – bufou – já está.
- Ótimo, lindo menino
– o Nuno gargalhou para falar logo de seguida.
- Isto promete, ó
puto não sei o que é melhor se passar a noite no hospital ou em casa com a
Mariana a fazer de enfermeira, estás lixado – voltou a gargalhar provocando
o sorriso no Miguel também.
- Prefiro estar em
casa, detesto hospitais.
- Olha uma coisa em
que concordamos, o que se diga de passagem é raro – eles sorriram – por isso vamos mas é embora – despedimo-nos
do Miguel e assim que tive oportunidade perguntei quem era o tal Miguel.
- É o preparado
físico da equipa, porquê? – o Ruben perguntou.
- Por nada, só curiosidade.
Ele já não disse mais nada e por isso seguimos até casa,
como tinha que ficar de olho no Ruben, ele ficou na casa do Nuno. Assim que
chegamos a Patrícia veio logo ter connosco e por vontade do meu doente teria
ficado na sala a dar à língua, lógico que não deixei o que fez com que ele
reclamasse mas lá se calou e seguimos para o quarto.
- Nuno, será que dá
para lhe emprestar alguma coisa para vestir? – pedi pois sabia que o Ruben
já tinha levado a roupa toda dele.
- Serve? –
perguntou o Nuno ao regressar ao quarto do Ruben com umas calças e uma t-shirt.
- Sim – o Ruben
respondeu e a Patrícia apressou-se a sair do quarto para ele se trocar, lógico
que fiquei não fosse precisar de alguma coisa.
- Vais ficar aí a
olhar? – o Ruben perguntou quando já estávamos sozinhos.
- O que tem?
- Podias ajudar-me
– gargalhei.
- No hospital não
precisaste de ajuda por isso aqui também não vais precisar, né?
- No hospital
tínhamos o Nuno a olhar aqui estamos sozinhos.
- Ui como isso está
– ele sorriu – sabes que isso é um dos
sintomas que o médico disse para estar atenta? Acho que vou ligar-lhe para
regressares para o hospital.
- Deixa-te de
brincadeiras.
- Então comporta-te
caso contrário vais reencaminhado para o hospital.
Ele não respondeu e enquanto ficou a vestir-se fui até ao
meu quarto mudar de roupa, vesti o meu pijama para estar mais confortável e
ainda passei pelo quarto dos meus piolhos que já estavam a dormir.
- O que é que estás a
fazer? – perguntou-me ao ver-me a fazer uma cama improvisada no chão.
- É assim tão difícil
perceber que estou a preparar a minha cama? Vou ter que ficar de vigia mas se
posso fazer deitada não o faço sentada.
- Não precisas ficar
no chão – olhei-o – podes deitar-te
na cama.
- Dispenso, fico bem
no chão.
- Isso não tem jeito
nenhum.
- Não é nada que não
tenha já feito, além disso dormir no chão é bom para endireitar as costas –
ele sorriu.
- Deixa as desculpas
esfarrapadas e deita-te na cama.
- É melhor não.
- Mariana, não tem
mal nenhum, a cama dá perfeitamente para os dois, além disso é o mínimo já que
vais ficar acordada a tomar conta de mim quando a bem da verdade nem tinhas
obrigação nenhuma de o fazeres.
- Não o faço por
obrigação, faço-o porque gosto de ti, és meu amigo e é isso que faço por eles,
cuido de quem gosta de mim.
- Pena é nem todas
pensam assim – falou em género de desabafo.
- Estás a falar da
Soraia? Ela ligou-te certo?
- Sim, mas podia ter
demonstrado mais preocupação – suspirou.
- Ruben, não penses
nisso agora – olhou-me – tens de
descansar – sentei-me na beira da cama – lembra-te do que o médico falou, repouso absoluto.
- Obrigado por
estares aqui – agarrou-me uma das mãos – a verdade é que não tinhas que o fazer ainda para mais sem ter-te
pedido.
- Ruben, quando
fiquei a saber que podias ter alta e que não querias ficar no hospital não
fazia sentido ficares lá quando podia e posso passar mais uma noite em claro a
olhar por ti, já passei tantas é só mais uma.
- Estás a comparar-me
ao Martim, é?
- Sim, tal como já
passei algumas noites acordada por ele, posso passar por ti também – ele
sorriu – olha queres beber alguma coisa?
- Trás só água para
ter aqui – pediu.
- Ok, então já
regresso, vou só comer.
Sai do quarto do Ruben e fui direta à cozinha, comi e depois
de lhe preparar algo leve para também ele comer regressei. O Ruben estava
deitado e olhar para o telemóvel.
- Então?
- Nem uma mensagem.
- Hey, não quero ver-te
assim – fiz-lhe uma caricia do rosto, o Ruben estava mesmo desanimado – ela amanhã liga-te.
- Ela devia era estar
aqui.
- Estás a desfazer da
companhia, é? – fingi-me de ofendida o que fez com que sorrisse.
- Não foi nada disso
que quis dizer e sabes muito bem mas a verdade é que é ela a minha noiva e não
tu, sei que não está cá e não a posso obrigar a vir mas caramba um pouco mais
de preocupação só lhe ficava bem.
- Olha, não penses
nisso. Tenta comer qualquer coisa e depois podemos ficar à conversa se quiseres
– ele sorriu.
- Só se aceitares o
meu convite para te deitares na cama – olhei-o – Mariana não tem jeito nenhum ficares no chão quando cabemos os dois na
cama.
- Ok mas aviso já que
detesto ter pessoas a dormirem perto de mim a não ser o meu irmão – ele
sorriu.
- Fica descansada que
não abuso de ti primeiro porque tenho que ficar de repouso e segundo porque
nunca conseguiria fazer tal coisa – olhou-me – se fosse para termos alguma coisa seria por vontade de ambos e não só
de um – sorriu – além disso estou
noivo, lembraste?
- Sim.
O Ruben tentou comer mas continuava meio enjoado por isso
preferiu não insistir. Deitei-me do seu lado e passamos os minutos seguintes a
jogar conversa fora, até que ele perguntou-me algo que fez com que o olhasse.
O que será que o Ruben perguntou?
Olá!
ResponderEliminarDesta vez nada de ocultar palavras, minha menina! xD
Venha de la essa pergunta e essa noite!!!
E rápido de preferência ;)
Beijo
Ana
http://desempreparasempre28.blogspot.pt/
Mas isto lá é altura de acabar o capitulo???
ResponderEliminarAdorei como sempre...
E a Mariana foi bastante simpática em passar a noite em claro só para o menino não ficasse no hospital. Ai como eu o percebo hospitais só gosto de os ver ao longe.... muiiiitoooo longe!
E para que não vá parar a um rapidamente agradeço a publicação do próximo capitulo, ainda hoje por favor!!!! ;)
Bjokinhas
Mariaa
agora fiquei curiosa para saber o k ele perguntou...
ResponderEliminarfantastico... quero mais...
continua...
Ai o qe é qe saíu dali? Tou curiosaa!
ResponderEliminarE será qe essa noite promete? ^^ Ai esses dois!
Adoreei! :D
Beijinhos
MAIS, please!
ResponderEliminaristo está em estado crítico... já esteve mais longe ahah :b
beijinho
Raquel
Este Ruben é grande amélia, homens doentes, são piores que as crianças, mas claro que a Mariana tem um coração do tamanho do mundo e era incapaz de deixar o pobre rapaz passar a noite no hospital, até vai fazer o sacrificio de dormir na mesma cama que ele...
ResponderEliminarAdorei, já sabes que quero o próximo, para saber o que é que ele lhe perguntou.
Beijocas
Fernanda
Olá :)
ResponderEliminarEsta Soraia não dá mesmo valor nenhum ao Rúben..mas não faz mal pois com uma mulher como a Mariana quem é que quer saber desta Soraia?!
E o Amorim vai chegar lá só espero é que rápido!Então agora com a Mariana como sua enfermeira espero que ajude para lhe "abrir os olhos"!
Quero mais e rápido ;)
Beijinhos
Rita
Então a Mariana vai ver um jogo e metesse a ler um livro????!!!! Acho que algum do amigos futebolistas tem de lhe ensinar algo... e claro ensinar a ser do Benfica :D :D :D
ResponderEliminarMas agora estou mortinha é para ir ler o próximo capitulo para saber como vai ser a noite... tenho a ideia que não será pacifica... a dormirem na mesma cama... mesmo doente e noivo ahahah
Vou ler ;)
Beijinhos