Mariana
Teoricamente hoje não seria dia de trabalhar, uma vez que folgo aos domingos mas a pedido da D. Francisca acabei por trocar a folga, dado que hoje haveria um jantar e ela pediu-me para tomar conta da criançada, algo que não tive como negar primeiro porque amo estar no meio das crianças, não há nada neste mundo que seja mais puro que a ingenuidade daqueles pequenos seres e depois porque de facto lhes devo muito, afinal, a bem da verdade, já não precisam dos meus serviço a tempo inteiro e continuam a pagar por eles, só para que possa continuar a ter a estabilidade necessária para conseguir manter a guarda do meu irmão que desde que nasceu está entregue a mim.
- Martim, onde é que andas?
- Estou aqui, mana.
- Amor vai buscar o teu casaco que temos de ir embora.
- Mana, porquê que tens de ir trabalhar hoje?
- Ó lindo, a mana já explicou que a D. Francisca e o Sr. Paulo vão ter visitas e precisam que vá cuidar dos meninos.
- Mas hoje é o dia que tens para brincar comigo - doeu ouvi-lo a dizer tal coisa ainda assim coloquei um sorriso na cara e respondi-lhe.
- Então mas a mana vai poder brincar contigo e até vais ter o Salvador e o Bernardo para brincarem contigo.
- Ó eles são uns chatos nunca deixam que brinque com os jogos deles.
- Martim, não digas isso porque sabes que não é totalmente verdade.
- Tudo bem - resignou-se e mesmo amuado entrou para o carro.
- Ó meu elefantezinho - ele gargalhou.
- Ó mana o que é que tu me chamaste?
- Elefantezinho, não é os elefantes que têm tromba - ele abanou a cabeça em sinal afirmativo - então és o meu elefantezinho pois está de trombas mas és pequenino.
- Pronto já não estou de trombas - sorriu - só não queria que fosses trabalhar - encolheu os ombros em sinal de protesto.
- A mana promete que noutro dia compensa, agora não arranjes problemas pode ser? - Pedi ao chegarmos à casa dos meus patrões.
- Mana, vou portar-me bem - sorri ao ouvi-lo - mas depois tens de brincar comigo.
- Ok, fica acordado.
Saímos do carro e entramos pelo acesso dos empregados, encontrei a D. Francisca a dar indicações ao pessoal da cozinha, ela é uma ótima anfitriã mas consegue ser ainda melhor patroa, trata todos os seus empregados como o maior respeito.
- Olá Martim, estás bom? - perguntou ao vê-lo.
- Tá tudo bem - ela sorriu - mana posso ir brincar para o jardim?
- Martim, a mana já explicou que hoje não podes - ele interrompeu-me.
- Que seca, tenho de vir contigo e ainda por cima não posso brincar no jardim.
- Martim - iria repreendê-lo mas ao olhar para a D. Francisca não o fiz, afinal ela pediu-me que não o fizesse e ainda lhe disse que podia ir brincar mas que quando as visitas chegassem que ele tinha de vir para dentro.
- Tá bem - assim que respondeu saiu a correr.
- Desculpe, ele anda cada vez mais atrevido.
- Mariana, é próprio da idade e no caso dele quando só te tem a ti como referência ainda deve ser mais complicado educá-lo, mas tens feito um excelente trabalho, ele é uma criança amorosa mas que começa a ter perceber o que o rodeia, é natural que comece a demonstrá-lo, vais ter que ter muita paciência.
- Sim e depois toda esta situação com a nossa mãe não ajuda em nada - acabei por admitir aquilo que ultimamente tem assombrado o meu pensamento.
- Ela continua com a ideia fixa de querer vê-lo?
- Sim, mas não concordo, o Martim precisa de estabilidade e não de alguém que entre agora na nossa vida para virá-la de pantanas.
- Não estás numa situação fácil mas já sabes se precisares de alguma coisa, fala.
- Obrigada mas a D. Francisca e o Sr. Paulo já fazem muito em continuarem a dar-me emprego.
- Deixa-te disso, sabes que não o fazemos por obrigação mas isso é uma conversa a termos noutra altura que agora os convidados devem estar a chegar.
A D. Francisca acabou por sair e por isso fui mudar de roupa, apesar de tratar os empregados da melhor forma possível sempre nos exigiu que andássemos com farda.
***
Estava no quarto com as crianças quando a D. Francisca entrou acompanhada de outra senhora, a cara dela não era estranha só não sabia de onde a conhecia.
- Mariana, quero apresentar-te a Patrícia, a mãe daqui deste pequeno reguila - fez uma pequena festa na cabeça do menino - é a rapariga que falei no outro dia, a Mariana e a responsável por manter as minhas duas pestinhas em ordem - sorriu ao olhar para os seus filhos que estavam entretidos a jogarem.
- Prazer - estiquei a mão para cumprimentar a D. Patrícia.
- O prazer é todo meu - olhei para o menino - e este menino como se chama - elas sorriram.
- Aqui a pestinha é o Nuno, mas nós chamamo-lo de Nuninho - respondeu-me a Patrícia.
- Mariana, queria pedir-te que ficasse com ele enquanto jantamos, é que o menino está irrequieto - ouvi a D. Francisca quando já estava maravilhada a olhar para aquela coisinha fofa.
- Fico com todo o gosto - aproximei-me do menino e peguei nele.
- O Nuninho por vezes estranha as pessoas se por acaso não conseguires calá-lo vai ter connosco - pediu-me gentilmente a D. Patrícia que como mãe só estava preocupada com o seu rebento.
- Não te preocupes que a Mariana dá conta do recado - sorriu-me e depois saíram deixando-me assim com o menino.
Estava na brincadeira com os meus meninos quando o Salvador se queixou com fome, olhei para o relógio e pedi que esperasse só mais um pouco, que já deveriam estar a chamá-los para irem comer, algo que aconteceu uns minutos depois e por isso saí com eles, acompanhei-os até ao salão onde seria servido o jantar e assim que entrei percebi de onde é que conhecia a cara da D. Patrícia, afinal é a esposa do Nuno Gomes, ex-jogador do Benfica e atualmente do Braga.
Os adultos já estavam sentados e só aguardavam serem servidos por isso sentei os meus reguilas que ficaram sossegados até ao momento que viram a comida, como crianças que são só queriam comer mas tiveram que esperar pela ordem do seu pai, servi-lhes o jantar e depois peguei novamente no Nuninho para lhe dar a sopa, percebi que a D. Patrícia estava atenta aos meus movimentos mas isso não me deixou minimamente preocupada, se há coisa que estou habituada a fazer é a cuidar de crianças, afinal desde os meus vinte anos que o faço ou não fosse ser a responsável pelo Martim.
Durante o jantar, a criançada portou-se divinamente mas assim que terminou pediram para ficarem junto com os adultos, acabei por ceder depois de pedir a devida autorização à D. Francisca e por isso fiquei pela sala a cuidar do Salvador e do Bernardo, as minhas duas pestes gémeas e filhos dos anfitriões da casa, bem como do Nuninho que estava todo contente ao meu colo e na brincadeira comigo.
***
- Mana, quando é que vamos para casa? - perguntou-me quando viu-me a entrar na cozinha.
- Martim, estás com sono, não é?
- Sim, mana - sorri-lhe.
- Amor, a mana agora não pode ir deitar-te - nós os dois tínhamos um quarto reservado na casa dos empregados, era lá que o Martim ficava a dormir sempre que tinha de trabalhar até mais tarde - mas já pede à Paula para levar-te, pode ser?
- Tá bem - dói sempre ter que abdicar deste momentos com o Martim mas quando não dá mesmo é à Paula que recorro, ela é também uma empregada mas além de colega é também amiga, foi ela que o foi deitar, o que permitiu que preparasse o biberão para o Nuninho e que lhe desse.
Estava já no quarto dos meus reguilas a vê-los a dormir enquanto tentava fazer o mesmo ao Nuninho quando notei a presença da D. Francisca.
- Precisa de alguma coisa?
- Quero falar contigo - estranhei mas ainda assim seguia - Mariana, como sabes o Salvador e o Bernardo já não são propriamente bebés que precisem que cuides deles a tempo inteiro, além disso numa conversa que tivemos em tempos falaste que talvez se te afastasses um pouco daqui conseguisses a paz necessária para o bem do Martim, por isso e depois de ver como o Nuninho se deu bem contigo lembrei-me de comentar com a Patrícia a tua situação, não entrei em detalhes porque isso não diz-me respeito mas recomendei o teu nome a ela, a Patrícia anda à procura de alguém de confiança para ficar com o Nuninho e se tiveres disposta a mudares para Braga, ela está disposta a falar contigo sobre o trabalho e acertar as condições.
- Braga? Isso é um bocado longe - a D. Francisca sorriu - tenho que pensar muito bem no assunto, tenho o Martim.
- Mariana, não estou a correr contigo muito pelo contrário mas como a tua mãe anda a apertar o cerco talvez seja melhor saíres mesmo de Lisboa, tens a guarda do Martim e podes levá-lo para onde quiseres sem pedires autorização e pelo menos até ela vos descobrir terão o tão desejado sossego, além disso a Patrícia e o Nuno são excelentes pessoas, vais adorar trabalhar para eles, já para não falar que Braga não é assim tão distante, podes sempre vir visitar os teus amigos e como é óbvio sempre que venhas quero ver-te por aqui - sorri ao ouvi-la.
- A D. Patrícia quer uma resposta ainda hoje?
- Ela tem urgência mas não precisas decidir hoje, podes sempre falar com ela e depois de saberes as condições logo decides com calma.
Acabei por concordar em ouvir o que a D. Patrícia tinha para dizer e depois de ouvi-la atentamente não demorei mais do que uns minutos a concluir que era uma ótima oportunidade de refazer a minha vida noutra cidade mas ainda assim disse-lhe que não estava em condições de dar uma resposta de imediato, que tinha de ponderar muito bem primeiro e além disso teria que falar com o Martim. Fiquei com os seus contactos e de lhe dar uma resposta o mais breve possível.
Passei a noite na casa dos meus patrões e quando acordei de manhã, a primeira coisa que fiz foi falar com o Martim, ele ao início não queria aceitar a mudança mas quando lhe expliquei melhor, o meu irmão acabou por concordar ainda que sem perceber muito bem o que acarretava tal mudança na vida dele.
***
Uma semana passou desde o tal jantar que acabou por mudar ligeiramente o nosso futuro, afinal iríamos recomeçar numa nova cidade, longe das recordações de uma vida.
- Mana, o que é que estás a fazer?
- As malas, amanhã vamos embora.
- Já?
- Amor, a mana já falou contigo sobre isto.
- Eu sei, arranjaste um emprego novo mas porquê que não podemos ficar aqui?
- Martim, o emprego que a mana arranjou é muito longe daqui, por isso temos que mudar mas vais gostar.
- Mas assim fico sem os meus amigos.
- A mana já prometeu que voltamos sempre que pudermos para veres os teus amigos e além disso vais fazer novos amiguinhos na escola.
- Eu sei mas aqui já tinha os meus - o Martim estava com as lágrimas nos olhos e ver o meu piolho assim custou-me mas sabia que a decisão de partirmos era a mais acertada, tínhamos que nos afastar de Lisboa, isto se queria dar alguma estabilidade ao meu irmão, que neste momento é a minha razão de viver, por ele irei até ao fim do mundo, para ele estar bem e em segurança sou capaz de tudo, mesmo de abandonar mais uma vez o pouco que consegui construir a muito custo e sem qualquer ajuda de alguém da família.
Passei os minutos seguintes a dar-lhe alguns mimos na esperança de conseguir reconfortar aquele coraçãozinho que apesar de pequeno é de ouro. O Martim acabou por adormecer no meu colo e por isso fui deita-lo na sua cama.
Fiquei até de madrugada a empacotar o que restava e depois de tudo feito fui finalmente deitar-me. Dormi cerca de seis horas, as suficiente para manter-me de pé, levantei-me e depois de colocar as nossas malas no carro, fui despertá-lo. vesti-o e dei-lhe de comer para depois seguirmos para Braga.
Quando falei com a D. Patrícia ficou acordado que inicialmente iria ficar na casa deles, para puder cuidar do Nuninho a tempo inteiro e assim conseguiria procurar com calma a nova casa para mim e para o meu irmão, por isso só levei o indispensável, o resto dos objetos viria buscar quando tivesse espaço para os colocar mas até isso acontecer a D. Francisca concedeu-me um espaço na sua arrecadação para guardar as caixas onde estava parte da minha vida.
***
A viagem apesar de longa foi passada na conversa o Martim estava curioso para ver a nova cidade e conhecer a casa para onde iríamos por isso fez imensas perguntas, perguntas essas para as quais não tinha respostas afinal também não conhecia nada de Braga e muito menos ainda da casa para onde iríamos.
- Bom dia - a D. Patrícia recebeu-nos com um sorriso no rosto - fizeram boa viagem?
- Sim.
- Entrem - assim fizemos.
- Este é que é o Martim?
- Sou sim - respondeu imediatamente.
- Martim olha a forma como respondes - repreendi o meu irmão.
- Não tem mal, afinal só respondeu à pergunta que lhe fiz.
- Mesmo assim deveria ter mais cuidado a responder.
- É só uma criança.
- Isso não pode ser desculpa para tudo e o Martim sabe muito bem disso, não é menino.
- É, desculpe - a D. Patrícia sorriu.
- Não faz mal e agora queres ir conhecer o teu quarto? - perguntou-lhe algo que o deixou logo animado.
- Sim.
Seguimos a D. Patrícia e assim que entramos no quarto que será do Martim nos próximos tempos fiquei boquiaberta, afinal tinha o quarto devidamente decorado e até com alguns brinquedos.
- Mana que fixe - falou assim que viu, o que fez com que sorrisse perante a sua felicidade - mas mana tu não tens cama - a D. Patrícia sorriu perante a observação dele.
- A tua mana tem o quarto dela mas se preferires dormir no mesmo também se resolve. Queres que ele fique no teu quarto? - perguntou-me.
- D. Patrícia, nós não queremos dar trabalho e sinceramente esperava ficar no mesmo quarto que ele.
- Mariana, primeiro esquece o Dona, trata-me só por Patrícia, sei que estavas habituada a estes formalismos na casa da Francisca mas nem eu nem o meu marido gostamos disso, se houver respeito que acredito que vai haver de ambas as partes, dispensamos o Dona e o Senhor - sorriu - quanto ao ficarem em quartos separados pensei que fosse melhor cada um ter o seu espaço, além disso a casa é enorme, espaço é algo que não falta.
- Sendo assim fica como está, para ser sincera nem esperava tanto.
- Então agora que já conhecem os vossos quartos, vou mostra-vos as restantes divisões.
Conhecemos a casa toda e por sinal era mesmo enorme mas o que deliciou-me por completo foi mesmo o quarto do Nuninho, simples mas com tudo o que uma criança da sua idade precisa, pelo que estava diante dos meus olhos, dava para perceber que a Patrícia, como quer ser tratada, e o seu marido são pessoas humildes apesar do estatuto que têm.
Estava a desfazer as nossas malas quando o Martim avisou que estava com fome, o que obrigou-me a fazer uma incursão à cozinha e assim que entramos encontramos a Patrícia que estava a comer uma peça de fruta. Pedi autorização para dar de comer ao meu irmão e por isso voltei a ouvi-la a dizer que não preciso pedir autorização, que as refeições foi algo que ficou acordado e por isso temos direito a elas.
- Mariana, sei que quando a Paula não podia fazer as refeições na casa da Francisca eras tu que assumias esse papel - olhei-a.
- Sim, quando era necessário ajudava a Paula.
- Será que podias fazê-lo cá em casa? Não é algo definitivo, porque quero contratar pelo menos mais uma pessoa e que irá assumir a cozinha bem como o resto das tarefas domésticas mas se não te importares nos primeiros tempos agradecia que ajudasses em tal tarefa.
- Não há problema, posso fazê-lo.
- Ainda bem, assim facilitas-me a vida.
- Quer que comece imediatamente?
- Para o almoço não será necessário porque vou almoçar com o Nuninho e com o seu pai fora, só precisas fazer algo para ti e para o teu irmão, mas logo agradeço que faças o jantar.
- Tem alguma preferência?
- Não, tens tudo o que precisas nos devidos locais, podes preparar o que quiseres que cá em casa ninguém é esquisito, comemos de tudo.
- Tudo bem.
A Patrícia saiu pouco tempo depois e como levou o Nuninho deu para dar atenção ao meu pequeno que andava eufórico com os brinquedos novos mas prometeu-me que não estragaria nada, mesmo sem lhe ter pedido nada ele teve a consciência que não podia estragar o que não é dele.
Almoçamos e passamos a tarde na brincadeira, queria mimá-lo enquanto podia pois nos próximos tempos trabalho é coisa que não irá faltar. Com o anoitecer tive que decidir o que iria fazer para o jantar e como ainda não sabia os gostos dos meus novos patrões decidi por algo simples mas com um certo requinte, preparei a refeição sempre com o Martim de volta de mim.
- Boa noite - ouvi uma voz masculina, calculei que fosse o marido da Patrícia e por isso apressei-me a olhar e quando o fiz vi que estava a sorrir, só entendi o motivo quando desviei os olhos para o meu irmão, ele estava literalmente de boca aberta a olhar o Nuno Gomes.
- Boa noite, precisa de alguma coisa?
- Vim só beber água - informou-me - então e aqui o menino tem nome? - meteu-se com o Martim, afinal já tinha sido apresentada a ele no dia que dei a resposta positiva à Patrícia.
- Martim - respondeu-lhe envergonhado.
- Prazer Martim - esticou-lhe a mão - sou o - o meu irmão interrompeu.
- O Nuno Gomes eu sei - a forma repentina como falou levou o meu patrão a gargalhar, teria repreendido o meu irmão mas como o Nuno falou optei por calar-me.
- Estou a ver que temos adepto de futebol - fez-lhe uma festa na cabeça - posso saber de que clube?
- Não sei se vai gostar - foi impossível não sorrir ou não fosse saber qual é a cor pela qual ele torce.
- Então, vais dizer que és lagarto, é? - o Nuno estava mesmo a meter-se com o meu irmão.
- Não, sou portista.
- Portista? Mas isso lá tem piada?
- Tem, pelo menos são aqueles que ganham.
Com a resposta do Martim o Nuno já não disse mais nada, acabou de beber a água que tinha no copo e saiu da cozinha.
- Tinhas mesmo que falar assim?
- Ó mana, ele é que começou.
- Martim, estás a falar do patrão da mana, tens que ter mais respeito, não quero que o trates por tu, ouviste?
- Sim mana.
Terminei o jantar com alguma brincadeira à mistura e antes de avisar que estava pronto, dei de comer ao meu pequeno, uma vez que depois teria que dar o comer ao Nuninho. Deixei o Martim a comer na cozinha e fui avisar que o jantar podia ser servido assim que quisessem. Estava já a dar a sopa ao Nuninho quando a Patrícia perguntou-me pelo Martim.
- Está na cozinha a jantar.
- Mas o que faz o menino sozinho na cozinha, vai buscá-lo, ele que jante connosco - olhei para o Nuno.
- O Martim está habituado a comer na cozinha - falei algo incomodada com tal situação.
- Isso até podia ser verdade na casa da Francisca mas aqui isso não se coloca - o Nuno levantou-se da mesa e quando regressou vinha com o meu irmão e com o prato da sua comida - senta-te e acaba de jantar - falou para o Martim que estava extremamente envergonhado e só se sentou depois de olhar para mim e de lhe ter dado consentimento - Mariana, de hoje em diante o Martim faz as refeições à mesa connosco.
Concordei ainda sem jeito pois não era só para o Martim que aquilo era novidade, apesar de ter sido sempre bem tratada na casa dos meus antigos patrões nunca fomos acolhidos como se fossemos verdadeiramente da família, sempre houve um distanciamento entre os empregados e os patrões.
***
- Mana, vou mesmo ter que comer na mesa dos patrões? - sorri com a pergunta dele quando o fui deitar.
- Parece que sim mas tens que prometer portaste bem.
- Sim mas é estranho.
- Pois é, a mana também não estava à espera mas só temos que agradecer, o Sr. Nuno e a D. Patrícia estão a ser muito simpáticos por isso não podemos desiludi-los.
O miúdo não respondeu, simplesmente se deitou e depois de lhe dar um beijinho, aconcheguei-lhe a roupa e saí do quarto, tinha que ir adormecer o Nuninho que ainda estava na brincadeira com o pai.
Que implicações terá esta mudança repentina na vida da Mariana e do Martim? O que terá o destino reservado para estes dois seres que já tiveram a sua dose de sofrimento?
Como era de esperar vindo de ti A-D-O-R-E-I!
ResponderEliminarMas como já sabes quero mais... muito mais.. algo me diz que o que virá por ai será maravilhoso ;)
MAISSSSSS!!!!!
Bjokinhas
Mariaa
Como sabes fiquei logo apaixonada nas primeiras linhas que li desta fic.
ResponderEliminarSabes melhor ainda o quanto fiquei ansiosa por mais e com a certeza que não perderei um único capitulo.
Estás cada vez melhor e adoro as tuas histórias.
Quero mais!!!!
Beijinhos linda.
APAIXONEI-ME literalmente :)
ResponderEliminarse disser que quero mais é pedir muito ?
desculpa mas tem de ser , por favor mais .
beijinhos Jéssica
fantastico...
ResponderEliminarquero mais... agora tou curiosa para ver os proximos...
continua...
Adorei, mas isso tu já sabes. A Mariana é o oposto daquilo a que nos habituaste, por isso tou ansiosa e curiosa para saber como vais desenvolver a história.
ResponderEliminarVou ficar à espera do próximo, por isso continua
Beijocas
Fernanda
esta fic tem tudo para dar mais que certo, diferente, com uma história cheia de mistérios e que promete ser mais uma fantástica história escrita por ti!!
ResponderEliminaradorei este primeiro capitulo, e estou bastante curiosa para ler o proximo, mas mesmo muito!! por isso fico à espera de ler o segundo capitulo, nao demores muito sim??
quero novidades rapidinho!!
beijinhos (:
Olá:)
ResponderEliminarPrimeiro quando me falaste de esta nova história,e por teres feito uma nova Fic :P
Segundo AMEI o capitulo!!!!!
Gosto imenso das personagens e estou cheia de curiosidade quanto ao próximo :P
E espero que venha rápido! ;D
Beijinhos
Rita
http://letitbe-5.blogspot.pt/
Gosto, gosto, gosto e gosto! Nova fic e uma história qe me parece interessante já desde o inicio :D
ResponderEliminarEsta história vai dar pano para mangas ;)
Beijinho
Adorei...secalhar pela diferença das personagens esrou a gostar muito...
ResponderEliminarContinua
Olá :D
ResponderEliminarAdorei!
Ainda bem que postaste este teu novo projeto!
Beijinhos
Ritááá xD