quarta-feira, 9 de maio de 2012

002 – Os primeiros meses de uma nova vida…


Mariana

Dois meses passaram desde a nossa mudança, estávamos agora no início de Setembro e já tinha inscrito o Martim na escola, ele iria começar a primária e andava cada vez mais ansioso, principalmente pelo facto de ir conhecer novos amigos. Desde que viemos para Braga que só fomos a Lisboa uma única vez, rever alguns dos nossos amigos e buscar mais algumas coisas, as outras contratei uma empresa para as levar pois não queria andar a carregar caixotes.
- Martim, despacha-te que temos de ir às compras.
- É hoje que a mana vai comprar as coisas para levar para a escola?
- Sim, é hoje que vais escolher a mala e os cadernos - sorri perante o entusiasmo dele.
Passei a manhã nas compras, primeiro para o meu irmão e depois ainda fomos ao supermercado, tinha as compras da semana para fazer e apesar de grande parte ser feita pela internet, no que toca à carne, peixe e legumes prefiro ser eu própria a comprar, pelo menos assim vejo o que estou a adquirir antes de pagar.
- Martim, vai arrumar a mala e os cadernos no teu quarto que depois a mana já ajuda a preparar tudo.
- Tá bem – foi todo contente enquanto fiquei a mudar a fralda ao Nuninho.
- Mana, deixas-me ir ao jogo no sábado? - olhei-o sem entender nada da conversa.
- Martim, sabes que a mana tem de trabalhar por isso não sei se podemos ir ao jogo.
- Mas fui convidado.
- Foste convidado por quem?
- Pelo pai do Nuninho.
- Desculpa?
- Sim mana o Sr. Nuno já chegou e perguntou-me se queria ir ao jogo.
- Não sei, tenho de pensar.
- Tá bom - ficou amuado, afinal queria ir ver o Braga - Porto e não lhe dei saída.
Estava a dar o lanche ao Nuninho quando fui interrompida pelo seu pai que ao entrar na cozinha se meteu na brincadeira com o filho, resultado o miúdo não quis mais saber do iogurte e uns minutos depois já estava no seu colo.
- Mariana, o Martim já falou contigo?
- Sobre um convite lhe fez? - ele sorriu.
- Sim, sobre a ida ao jogo.
- Nuno, não sei se é muito boa ideia.
- Mariana, não tem mal, ele vai comigo uma vez que não vou ser convocado, vê o jogo do seu clube e fica todo contente.
- Isso não tem muito jeito, ele vai dar-lhe trabalho sem necessidade.
- Qual trabalho qual quê, deixa o miúdo ir ao futebol.
- Vou pensar no assunto e depois logo decido.
- Tudo bem, só preciso da resposta antes de sair de casa - ele sorriu - e agora se não te importares vou até à sala com o meu filho.
O Nuno saiu e por isso aproveitei o tempo para ir ter com o meu irmão, afinal é uma criança que também precisa de atenção, estive a ajudá-lo a arrumar a mochila para que no seu primeiro dia de aulas esteja pronta e depois fui preparar o jantar.

***

Os últimos quatro meses passaram a correr, agora na minha rotina além de todo o trabalho tinha que arranjar tempo para dedicar ao Martim e ajudá-lo nos trabalhos de casa, ao início não foi fácil mas com alguma ginástica consegui arranjar uma forma de conseguir conciliar o facto de ser irmã e mãe com o de ser a única empregada naquela casa enorme, sim porque a Patrícia ainda chegou a contratar uma pessoa mas não chegou sequer a aquecer o lugar e desde essa altura que fiquei responsável por tudo, desde olhar pelo Nuninho, a confecionar as refeições ou mesmo a limpar aquele imensa casa.
Estes meses serviram ainda para criar uma relação de amizade com os meus patrões, eles acolheram-nos de uma forma única, ao início foi estranho mas actualmente já lido bem com a situação, talvez por saber o motivo, em tempos numa conversa com a Patrícia, ela disse-me que a D. Francisca foi incansável no que toca aos elogios sobre o meu trabalho e pessoa, como tal nem a Patrícia nem o Nuno tiveram qualquer dúvida de que poderiam confiar em mim.
O Natal foi passado com a família dos meus patrões, eles aproveitaram as férias para irem até Lisboa mas fizeram questão que também fossemos junto por isso mesmo foi o primeiro Natal que o Martim passou com o que de mais perto de uma família tem, nunca antes recebeu tanta prenda o que deixou-o radiante.
O final de ano, esse já foi em Braga, uma vez que no dia seguinte o Nuno já tinha treino e uns dias depois já estava na mesma rotina, levantar cedo e despachar aquela gente toda incluindo o meu irmão para depois vê-lo a partir com a Patrícia que fazia questão de o deixar na escola uma vez que ficava a caminho do seu emprego.

***

Os dias foram passando e já estávamos a meio de Janeiro, continuava na mesma rotina mas agora com uma pequena diferença, só se falava de futebol naquela casa e nas possíveis transferências de jogadores de um clube para o outro, apesar de ser um assunto algo discutido entre a Patrícia e o Nuno sempre me mantive à parte, futebol nunca foi coisa com que perdesse tempo, talvez porque na verdade não o tinha para desperdiçar em algo tão dispensável como o futebol.
Mas foi numa dessas conversas que percebi que alguém próximo do Nuno viria jogar para Braga e que iria ficar lá em casa nos primeiros tempos, lógico que comecei logo a fazer contas à minha vida, se já não tinha grande tempo livre, agora com mais um a comer e a sujar seria lindo, ainda assim não abri a boca para reclamar, até porque não tinha esse direito, sou paga para trabalhar e com todas as regalias que tenho não posso queixar-me.
- Mariana, quando puderes prepara o quarto de hóspedes porque amanhã chega um amigo nosso que vem jogar para o Braga e vai ficar cá em casa.
- Quer que prepare o quarto de alguma forma especial? - perguntei não fazia a mínima de quem seria e muito menos se seria alguém com manias.
- Não, só precisas de fazer a cama, o resto deixa que o Ruben arruma a seu gosto quando chegar.
Não questionei mais nada e terminei de dar de comer ao Nuninho, no final adormeci-o pois estava na hora da sesta e fui fazer o que foi pedido. Limpei o quarto todo e arrumei-o devidamente para receber o seu novo inquilino, alguém de seu nome Ruben.

***

Estava entretida a ver se o Martim tinha feito os trabalhos em condições quando oiço o Nuno a chamar-me e assim que olhei deparei-me com uma figura masculina que não era de todo desconhecida.
- Mariana, a Patrícia já chegou?
- Não, aliás ligou ainda há pouco a avisar que está atrasada.
- Ah, ok. Olha é o Ruben, um amigo meu e da Patrícia e o novo reforço do Braga.
- Ah - o meu ah teve tanto de emocionante como de desinteresse, se há assunto que não desperta a mínima curiosidade é tudo o que tem a ver com a profissão do meu patrão.
- Que animo, pelo menos podias demonstrar um pouco mais de interesse - o Nuno estava a implicar comigo.
- Desculpe, mas sabe bem o que penso de quem corre atrás de uma bola - ele gargalhou.
- Ainda vais pagar pela língua, ó se vais - ripostou - mas como estava a dizer, Ruben é a Mariana a nossa empregada mas acima de tudo uma amiga - sorriu de forma cúmplice para o amigo.
- Prazer - estiquei a mão para o cumprimentar mas o tal de Ruben não quis saber de um aperto de mão e passou logo para a fase do cumprimento com um beijo no rosto, algo que não agradou nem um pouco, detesto quando tomam certas liberdades e o Ruben começou mesmo mal - Nuno, se precisar de alguma coisa estou lá dentro com os miúdos.
- Miúdos? - o Ruben perguntou de forma imediata, o que fez com que olhasse de lado mas não respondi e segui caminho.

Nuno Gomes

Cheguei a casa com o Ruben e encontrei a Mariana sentada no sofá a olhar para os cadernos do Martim, deveria estar a corrigir-lhe os trabalhos mas como não vi a Patrícia acabei por interrompe-la e perguntar pela minha mulher. Depois de uma curta troca de palavras apresentei-a ao Ruben e o facto dele a ter cumprimentado com um beijo no rosto fez com que a rapariga fugisse da sala a sete pés.
- A rapariga é um bocado estranha, não? - sorri perante o comentário do Ruben.
- Puto, a Mariana é alguém que já passou por muito na vida e como tal tem sempre as defesas no máximo.
- Fogo mas fiz-lhe algum mal?
- Ruben, esse teu lado de gozão aliado ao facto dela ter esticado a mão para te cumprimentar e tu lhe teres dado um beijo no rosto, não abonou muito a teu favor.
- Hey calminha aí, daqui a nada estás a dizer que me fiz à rapariga.
- Não falei nada disso, só estava a explicar a reação dela. A Mariana é uma excelente pessoa e oportunidades para perceberes isso não vai faltar mas como qualquer pessoa também tem os seus pontos fracos, um dele é não dar demasiada confiança a pessoas que não conhece mas principalmente aquelas que entram a matar.
- Desculpa? Desde quando é que entrei a matar? - teria respondido mas o Martim entrou na sala e ao ver o Ruben ficou parado a olhar - e este quem é?
- Sr. Nuno, viu a Mariana? Ando à procura dela e não a encontro.
- Ela saiu daqui a dizer que ia ter convosco mas talvez tenha passado pelo jardim.
- Obrigado - o miúdo já ia a sair quando o chamei - diga.
- Chega aqui para apresentar-te o Ruben - o miúdo aproximou-se - é o Martim, irmão da Mariana - o puto olhou-o de cima a baixo o que deu-me vontade de rir - Martim, é o Ruben um amigo meu.
- Vem jogar para o Braga? - perguntou imediatamente.
- Sim, venho - respondeu-lhe o Ruben.
- Tá bem, posso ir ter com a mana?
- Podes, vai lá procurá-la - o miúdo saiu a correr.
- Mas o miúdo vem para cá durante o dia?
- Não, ele vive cá.
- A sério?
- Sim, tal como a Mariana.
- Mas tipo não têm casa?
- Ruben, a Mariana veio para Braga para trabalhar cá em casa, ela é de Lisboa mas estava a precisar de mudar de ares e como nós queríamos alguém de confiança e a rapariga foi-nos recomendada por uma amiga, decidimos fazer-lhe uma proposta, a Mariana aceitou e desde Julho que está cá em casa.
- Ah, ok. Mas tipo ela é que cuida do irmão? Não tem mãe nem pai?
- Ruben, isso já são perguntas a mais.
- Ena mas é assim um mistério tão grande?
- Não insistas, não vou contar nada e espero que não vás fazer conversa com a Mariana sobre isto.
- Tudo bem.
Estávamos à conversa quando a Patrícia chegou e nos minutos seguintes estivemos os três a meter as cusquices em dia e só quando a Mariana nos avisou que a comida estava na mesa é que terminamos com aquilo.
Como é hábito o Martim e a Mariana tinham o seu lugar na mesa algo que deixou o Ruben surpreendido e que não passou despercebido à Mariana que mesmo sem o conhecer percebeu que a sua presença deveria estar a incomodá-lo e sinceramente nem estava a reconhecê-lo, o Ruben não é nada dessas coisas mas ainda assim a rapariga deixou-se ficar no seu canto, serviu-nos a todos e só depois de dar de comer ao Nuninho é que se serviu a si.
- Então Mariana, é esse o teu nome né? - ela olhou-o.
- Sim, é.
- Gostas de morar em Braga? - a Patrícia sorriu ao vê-lo a meter conversa.
- É uma cidade como outra qualquer, desde que tenha o meu irmão comigo, estou sempre bem - respondeu-lhe calmamente.
- Pois, Braga é cidade que mal conheço.
- Então mas se vens jogar para cá tempo para conhecer é coisa que vai faltar - o Martim falou o que nos surpreendeu a todos uma vez que o miúdo não tem por hábito de se meter nas nossas conversas.
- Martim, a conversa não é contigo, faz o favor de não te meteres - a irmã repreendeu-o.
- Deixa o puto falar que ele até teve razão.
- Olhe, desculpe, mas o irmão é meu e eu educo-o à minha maneira - sorri perante a cara de parvo do Ruben ao ouvi-la.
- Desculpa se ofendi - ela não respondeu, limitou-se a continuar a comer - mas já que conheces a cidade que achas de apresentares-ma? - a Patrícia e mesmo eu estávamos incrédulos com tal atrevimento, se não soubesse que está noivo ainda diria que se estava a fazer à Mariana.
- Se quer conhecer a cidade é melhor contratar um guia.
- Fogo, não serias capaz de fazer isso?
- Seria se quisesse mas como não estou interessada dispenso, ah e se há fogo o melhor ir procurar outra para o apagar porque ainda não sou bombeira.
Depois desta resposta o Ruben já não ousou abrir mais a boca, confesso que no momento a vontade de gargalhar foi mais que muita, afinal vi o meu amigo sem saber o que dizer perante tal insinuação da Mariana, ela em poucas palavras avisou-o que seria de bom-tom parar de se fazer a ela.
- Puto, o que é que foi aquilo ao jantar? - perguntei quando já estávamos os dois a sós na sala.
- Aquilo o quê?
- Não te faças de desentendido, que até a Mariana que não te conhece de lado nenhum percebeu que estavas a fazer-te a ela.
- Hey, tem lá calminha que não estava a fazer-me à rapariga, simplesmente estava a meter conversa.
- Meter conversa? Desculpa, amigo, mas não achas que foi abuso pedires a ela para fazer de guia?
- Qual é o mal, de certeza que ela sai todos os dias para passear o Nuninho, podia muito bem ir com ela.
- Lá poder, até podias mas acho que a Soraia não irá achar muita piada quando souber - ele suspirou - passa-se alguma coisa que não sei?
- Nada de especial.
- Tens a certeza?
- Oh, foi ela que não aceitou muito bem a minha vinda para cá.
- Ruben, por um lado é natural, tipo vocês para todos os efeitos vão se casar daqui a uns meses, por isso foi um bocado fora resolveres vir para cá quase sem lhe dares cavaco.
- Isso não foi bem assim, ela já estava de sobreaviso de que isto poderia acontecer, além disso convidei-a a vir comigo, ela é que não quis.
- Ruben, ainda a amas?
- Lógico que sim, se estou noivo é porque a amo.
- Tens a certeza? - ele levantou-se
- Mas afinal o que é que queres? Chatear-me a cabeça, para isso já chega a minha mãe.
- Ok, não digo mais nada mas aproveita estes meses até ao casamento para pensares se é mesmo isso que queres.
- Não há nada para pensar, tenho o casamento marcado com a mulher que amo e com quem quero casar.
Não voltei a insistir mas a verdade é que ultimamente aqueles dois têm discutido imenso e não vejo o meu amigo com grande entusiasmo para quem se vai casar dentro de alguns meses. Estivemos mais de duas horas à conversa, onde lhe falei do clube e de outros assuntos. Como era ele que tinha o meu filho e seu afilhado no colo a Mariana teve que se aproximar quando chegou o momento do ir deitar.
- Desculpem interromper mas preciso ir adormecer o Nuninho.
- Estás a insinuar que não consigo adormecer o meu afilhado? - o Ruben tinha que provocar, não sei o que se passa com aquele rapaz mas hoje está impossível.
- Desculpe se ofendi mas a minha função é mesmo cuidar do menino, por isso se não se importa vou levá-lo - ela não esperou resposta e retirou-o do colo do Ruben, saindo logo depois.
- Prepotente, viste bem a lata dela?
- Amigo, ela só está a fazer aquilo para o qual nós lhe pagamos.
- Mas não deixa de ser prepotente.
- Ruben, deixa de embirrar com a Mariana, lá porque ela não te dá saída não quer dizer que lhe podes infernizar a vida, deixa-a no seu canto, até porque não queres problemas com a Soraia, espero eu.
- Ok, vou dormir que estou cansado.
Ele saiu que nem puto amuado, o que levou-me a comentar a situação com a Patrícia assim que fui ter com ela ao quarto.
- Amor, sinceramente não sei se será muito boa ideia deixar aqueles dois sozinhos na mesma casa.
- Estás a falar de quem?
- Do Ruben e da Mariana.
- Porquê?
- Porque já se pegaram novamente.
- Então?
- Olha, agora foi por causa do Nuninho, estes dois vão a fazer faísca por tudo o que é lado, escreve o que te digo.
- Espera aí, estás a insinuar que há assim uma remota hipótese de haver ali mais alguma coisa?
- Não sei, só sei que o Ruben das duas uma ou já não ama a Soraia ou é só as inseguranças do casamento a revelarem-se, mas que ele anda estranho, anda e depois esta implicância toda com a Mariana não é normal.
- Acho que estás a exagerar, o Ruben gosta de brincar, a Mariana é arisca e responde-lhe, por isso deve-lhe dar gozo.
- Hum, não sei mas a seu tempo vamos saber.
- Independentemente de tudo a Mariana não está virada para uma relação por isso duvido que dê nalguma coisa.
- Sim talvez tenhas razão.
O assunto morreu por ali mesmo até porque estava cansado e queria dormir.

Mariana

Depois de deitar os miúdos foi a minha vez de ir descansar, já estava na cama quando dei por mim a pensar no atrevimento do Ruben e por isso mesmo passei os minutos seguintes a mentalizar-me que iria precisar de uma dose extra de paciência todos os dias, não chegava já duas crianças agora tenho uma terceira para aturar, com a diferença que esta já vem criada e cheia de manias por sinal.
Estava às voltas na cama sem conseguir adormecer, por isso decidi levantar-me, fui até à cozinha para beber um copo de leite e foi quando o estava a fazer que a criança mor daquela casa surgiu-me à frente.
- Então também não consegues dormir - meteu conversa e apesar de não ter vontade para responder, fi-lo por uma questão de educação.
- Não.
- Então insónias?
- Sim.
- Tens isso muitas vezes?
- Algumas.
- És sempre de tão poucas palavras?
- Tem dias.
- E és assim com todas as pessoas?
- Não.
- Então o problema sou eu?
- Para bom entendedor meia palavra basta.
- Ena tanta agressividade, fiz-te alguma mal? – olhei-o com uma vontade enorme de mandá-lo passear ainda assim não o fiz – Então não respondes?
- Não fez mal nenhum.
- Então porquê que respondes com sete pedras na mão.
- Boa noite – despedi-me dele e fui até ao quarto.

Ruben

Depois de encontrar a Mariana na cozinha regressei para a cama mas a imagem dela não saía do meu pensamento, a forma de ser e o facto de existir um certo mistério em torno da sua história de vida estava a deixar-me curioso ainda para mais com o Nuno a não querer comentar, já para não falar na sua beleza, houve algo nela que cativou-me desde o início e por momentos ainda desejei que pudéssemos ficar amigos mas depois das respostas dela percebi que o melhor era mesmo esquecer essa ideia de sermos amigos.
Acordei animado com o facto de ir conhecer a minha nova equipa e por isso mesmo assim que entrei na sala cumprimentei os presentes com um bom dia alegre que foi correspondido por todos à exceção da Mariana, que apesar de dar-me os bons dias nem um sorriso mostrou.
- Ruben, vais levar o teu carro ou vamos juntos?
- Por mim podemos ir juntos.
- Ok, então e preparado para a nova fase na tua carreira?
- Sim, aliás pior do que já andava não deve ficar.
- Pois, de facto andavas a jogar muito pouco mas isso vai mudar.
- Espero bem que sim.
Durante a conversa pude comprovar que o assunto não interessava de todo à Mariana, ela continuou a dar de comer às crianças. Comemos e no final saímos com destino ao estádio, fui apresentado à comunicação social e de seguida aos meus novos colegas, treinei com eles e de seguida fui para casa com o Nuno.
Estava estatelado no sofá a ver televisão quando vejo a Mariana a passar por mim com as lágrimas nos olhos, aquilo deixou-me intrigado e por isso segui-a.
- Posso? – perguntei a medo.
- Precisa de alguma coisa? – mesmo triste foi profissional.
- Mariana, trata-me por tu se faz favor – pedi ao aproximar-me dela mas assim que lhe toquei ela repeliu de imediato a minha mão que estava no seu ombro – desculpa.
- Pode deixar-me sozinha?
- Estou preocupado, estiveste ou melhor estás a chorar.
- Não preciso da sua preocupação, agradeço mas dispenso-a.
- Ok, estou na sala se precisares de alguma coisa.
- O que é que o leva a pensar que preciso da sua ajuda? Hã, sempre me virei sozinha.
- Desculpa se vim incomodar mas vi-te a passar e fiquei preocupado.
- Não precisa de se repetir, ouvi à primeira.
Percebi que o melhor seria mesmo deixá-la sozinha e por isso regressei para a sala.
- Onde é que foste?
- Nuno, não sei o que se passa mas a Mariana está na cozinha a chorar.
- O que é que lhe fizeste?
- Mas estás parvo? Agora porque a miúda está a chorar a culpa é minha?
- Miúda? Ela é da tua idade.
Não lhe respondi uma vez que ele saiu da sala, deve ter ido ver o que se passava com a rapariga e por isso fiquei no meu canto.

O que será que se passou com a Mariana?

9 comentários:

  1. E o resto????
    Eu também quero saber o que se passou com a Mariana!

    Desespero pelo próximo!!

    Bjokinhas
    Mariaa

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  2. Quero mais!!!!
    Isto é amor à primeira vez.... fico logo apaixonada pela tua fic ;)
    Adorei as cenas da Mariana com o Ruru, mas a da bombeira foi de morte :D
    Beijinhos

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  3. O menino Ruben quanto mais abre a boca mais se enterra, isto tá a correr-lhe mesmo mal, é que nem com os avisos do Nuno ele aprende.
    Adorei, esta da Mariana agora ter 3 crianças em casa 2 pequenas e 1 já criada e cheia de manias...esta foi de mais, assim como quando ela lhe diz que se houver fogo ele que chame outra pessoa porque ela não é bombeira, acertou mesmo na mouche. Tou a adorar cada bocadinho, a Mariana é dura de roer e palpita-me que o Ruben ainda vai penar um belo bocado com a bela da Marianita.
    Continua,

    Beijinhos

    Fernanda

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  4. já vais ouvir, isto sao maneiras de terminar o capitulo??? estava aqui tao entretida a ler e tu acabas logo na melhor parte!! e depois sou eu que acabo sempre nas melhores partes, tu nao ficas a trás! :DD

    eu A-DO-R-E-I!!!!! esta implicância toda entre estes dois é de rir e entao quando chamaste o ruben de criança mor, ai sim eu parti-me a rir! lol

    quero muitooo ler o proximo capitulo, por isso mexe os dedinhos e toca a escrever! :p

    estou ansiosa pa ler o proximo, fico à espera!

    beijinhos (:

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  5. Ui tanta faísca para estes lados, isto vai dar molho :p
    A razão para a Mariana estar a chorar será a mãe? Quero ler o resto, está a ficar lindo!
    Beijinhos

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  6. magnifico...

    quero mais... tou super curiosa para ver o proximo...

    continua...

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  7. Oh... Tinha mesmo de acabar?
    Eu estava a gostar tanto, ou melhor, estava a adorar tanto!
    Quando postas o próximo? Já estou prontinha para o ler.
    Estou muito curiosa para saber o que se passou e gostei bastante da relação dela com o Rúben.
    Parabéns!
    Beijinhos

    PS: Ainda bem que decidiste começar uma nova história que eu adoro ler o que escreves.

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  8. Olá :)
    E pronto a acabares desta forma dás me quase razões para não colocar o meu smile no inicio do meu comentário xD
    Mas como o capitulo estava Fantástico,tive de o colocar :P
    Estou a gostar muito desta história e por isto espero por mais um.
    Beijinhos
    Rita
    http://letitbe-5.blogspot.pt/

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  9. ai que eu GOSTO tanto disto !!
    está BRUTAL... adoro!!

    continua...

    beijinhos

    Raquel

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