terça-feira, 31 de março de 2015

097 - "E posso saber o que te deu para seres irresponsável a este ponto?"

Ruben

O impensável aconteceu, a mãe da Mariana e do Martim pelo que percebi é a mais recente conquista do meu pai… no fundo merecem-se os dois, pelo menos já não estraga mais casa nenhuma…

Era nisso que pensava quando

- Pai eu gosto muito de ti

Sorri ao ouvi-lo e ainda mais quando o meu menino abraçou-me

- Também gosto muito mas mesmo muito de ti

- Eu já sabia e agora ainda sei mais

- Então?

- Tu defendeste eu e a mana quando a - o menino calou-se por uns segundos - a outra começou a dizer só disparates

- Martim, não digas isso

- É verdade eu agora sei mas isso também não interessa mais porque eu agora tenho uma família e eu não quero saber de mais nada

- Filho, não sei se percebeste tudo o que foi dito mas o pai quer que saibas que farei de tudo para que sejamos pai e filho de verdade como falas

- Eu percebi e até percebi que já começaste a tratar disso - sorri - só não sei é porque que não contaste

- Oh piolho porque antes de adotar-te, é preciso tratar de alguns assuntos, foi por isso que não contamos logo

- Tá bem…

Conforme falou, saiu da cama e quando já estava próximo da porta do quarto

- Onde vais?

- Ver da mana tou preocupado com ela

- Espera… vou contigo

Segui atrás do Martim e quando entramos na sala, vimos a Kika sentada ao colo da Mariana, falavam tranquilamente e bastou uns segundos para perceber o tema

- … o meu pai não é como a tua mãe

- Kika não insistas!

- Mas porquê?

- Porque neste momento não consigo…

- E se for amanhã?

- Não vais desistir, pois não?

- Não!

- Kika, compreendo que queiras que aceite o teu pai como meu, mas isso não é algo fácil, muito menos que aconteça de um dia para o outro, entendes?

- Por isso é que quero que o conheças melhor

A Mariana olhou-me como que a pedir ajuda e por ter consciência que o dia hoje já teve emoções suficientes

- Kika, vamos! Vou levar-te a casa!

- Mas…

- Depois combinas e vens cá noutro dia, pode ser?

- Pode…

- Não fiques triste, Kika a mana precisa mesmo de descansar

- Mas podes pensar no que pedi?

- Posso… não prometo que mude de opinião mas prometo que pensarei no que pediste

A Kika despediu-se do Martim e depois foi até ao quarto dar um beijinho na Inês, quando regressou saímos com destino à sua casa.

***

Regressei a casa e esperava encontrar a Mariana na sala ou na cozinha mas não a vi, fui até ao nosso quarto e o que encontrei foi o meu amor e o meu filho a dormirem abraçados.

Deixei-os sossegados, fui até à cozinha, fiz umas torradas e aqueci um copo de leite, sim aquilo foi o meu jantar, a verdade é que com tudo o que se passou perdi o apetite.

Regressei ao quarto, troquei de roupa e depois de certificar-me que a Inês continuava a dormir, deitei-me ao lado dos meus amores.

Estava a observá-los quando a Inês acordou e uns minutos depois a Mariana despertou, levantou-se com cuidado para não acordar o Martim e aproximou-se do berço, pegando na nossa filha para dar o peito

- Queres que prepare alguma coisa para comeres?

- Sim… faz torradas e um chá

Saí do quarto e regressei com o que pediu, coloquei o tabuleiro em cima da cómoda e peguei na nossa filha, coloquei-a a arrotar e depois troquei a fralda, estava com ela nos meus braços e perdido a olhá-la quando

- O que se passou mexeu muito com o Martim

- Não foi só com o menino que mexeu…

- Sim… mas é diferente… já estou vacinada contra estas aparições, agora o Martim não

- O Martim é muito mais forte do que julgamos e sabe o que quer, não se deixa influenciar e prova disso foi tudo o que falou

- Mas não deixa de ser uma criança…

A Mariana aproximou-se e sorriu ao ver a nossa pequenina de olho aberto, deu-lhe um beijinho na testa e pediu que a deitasse no berço, algo que fiz e depois

- Queres que o vá deitar na cama dele?

- Não… deixa-o ficar aqui

Sorri e depois deitei-me de um lado e a Mariana do outro, ficamos alguns minutos a olharmo-nos no silêncio e por fim adormecemos…

Mariana

Apesar de tudo consegui dormir, talvez porque agora tenho do meu lado alguém para lutar comigo.

Acordei com beijinhos do Martim, sorri ao abrir os olhos, o meu puto é único e mesmo depois do que aconteceu, acordou como sempre acorda, de sorriso no rosto e a demonstrar o quanto nos ama.

Ainda ficamos os três na cama durante um bocado, mas os meus dois homens acabaram por levantar-se, uma vez que o mais pequeno iria para o colégio e o mais velho para o treino.

Perguntei ao piolho se queria ajuda, mas como resposta tive um

- Não mãe podes ficar aí deitada que já vi que tás preguiçosa! - gargalhei - e depois já sou crescido

Saiu de nariz empinado, o que fez com que sorrisse. Fiquei mesmo na cama e só saí quando ouvi

- Mas o que é que se passou aqui? Ai a Mariana!

Fui até ao quarto do Martim e assim que entrei, voltei a rir com a resposta do puto

- Oh pai eu tive que experimentar as camisolas todas para ver qual fica melhor com estas calças e depois não podes falar muito que és pior que eu… eu só tirei as camisolas todas das gavetas tu tiras as camisas e as calças também

- Tão engraçado… a formiga já tem catarro!

- Não… a formiga aprendeu com o pai

Voltei a gargalhar, para depois

- Estou feita convosco!

- Eu tou bem assim? Fica bem não fica?

- Fica… fica…

- Tá bom… agora vou comer!

Saiu do quarto todo dono e senhor de si, o que fez com que ríssemos novamente

- Mas afinal o que lhe deu?

- Até parece que não conheces o puto… lembrou-se disto!

- Pois… e lembrou-se porquê? Talvez porque é o que o seu paizinho faz!

- Oh mor admito que às vezes sou indeciso na escolha da roupa mas o que desarrumo também arrumo!

- Ya… muitas vezes mal dobrado e depois sobra sempre para a mesma!

Não respondeu, começou a dobrar as camisolas do Martim mas pedi que fosse antes até à cozinha dar o pequeno-almoço ao menino.

Estava a terminar de arrumar o seu quarto quando o Martim entrou chateado

- O pai não deixa eu meter gel no cabelo!

- Desculpa? Queres o quê?

- Meter gel para ficar ainda mais bonito!

- E convencido!

- Oh mãe!

- Sim filho - entrei na onda

- Tás a gozar comigo!

- Oh Martim, anda cá - puxei-o para o meu colo - não estou a gozar, só achei piada ao teu amuo

- Não é amuo! Eu só quero ficar mais bonito

- Não é por colocares gel no cabelo que ficas mais bonito!

- Mas deixas eu meter?

- Noutro dia… agora estás a ficar atrasado

- Tá bem…

O meu irmão deu-me um beijinho e depois agarrou na mochila, saindo de seguida. Fui atrás e despedi-me do Ruben, uma vez que do colégio seguia direto para o treino.

Ruben

O Martim acordou como se nada tivesse acontecido, não tocou mais no assunto e ainda nos fez rir com a história da roupa.

Deixei-o no colégio e segui para o Seixal, onde estive a manha toda. Regressei a casa e encontrei a Inês a dormir ao colo da Mariana

- Então?

- Deve ser as cólicas, está rabugenta - aproximei-me ainda mais - e só se calou ao meu colo

- Tadinha… -a Mariana sorriu

- Sabes que isto é normal nos bebés, não sabes?

- Sei mas não significa que goste de vê-la assim - voltou a sorrir

- E ainda não sabes tu que não fiz almoço - olhei-a - mor não consegui… a menina passou a manhã toda a chorar

- Não faz mal… não tens culpa da menina precisar de ti

- Também precisas de almoçar, por isso pega na nossa filha que vou preparar algo rápido!

Não hesitei a pegar na menina, no entanto assim que o fiz rabujou, o que provocou o sorriso na Mariana, o meu amor ainda ficou connosco durante um bocadinho mas acabou por sair.

Estava entretido a olhar para a minha princesa quando resolveu tramar-me, começou a chorar e não a consegui calar, fui até à cozinha e assim que a Mariana olhou sorriu

- Então filha o teu pai não te consegue calar - falou enquanto limpava as mãos

- Vais começar a gozar?

- Uiii que o senhor seu pai está sensível - falou ao pegar na Inês, para depois sorrir e - Mor não fiques assim porque hoje de manhã também não a estava a conseguir calar

- Pois mas agora já sossegou - voltou a sorrir

- Oh meu ciumento pega lá na menina e coloca-a contra o teu peito, como estou a fazer, que fica sossegadinha!

Olhei em modo de desconfiado, o que fez com que gargalhasse e depois entregou-me a menina, segui rigorosamente as dicas que o meu amor foi dando e consegui aguentar a nossa filha, até a Mariana terminar o almoço.

- Vai comendo que vou só dar o peito e já regresso

- Espero por ti!

- Tudo bem! - beijou-me e saiu

Aproveitei para lavar a loiça que usou para preparar o almoço, estava tão entretido que só quando falou é que reparei nela

- Oh filha, já viste o teu papá em versão de dona de casa

- Tão engraçada que a tua mamã está! - resmunguei e a Mariana sorriu

- Mor podes cortar-me a carne?

- Vais comer com a Inês ao colo?

- Tente deitá-la mas está com uma birra descomunal, tanto que nem mamou nada de jeito, daqui a nada está com fome

- Queres levá-la ao médico?

- Não! Oh mor isto são cólicas de certeza e já dei o medicamento por isso é esperar que passe

- Como assim medicamento? Mariana a nossa filha é muito pequena para dares medicamento assim do nada - gargalhou o que fez com que a olhasse

- Tens um papá muito stressado - falava para a Inês - mor relaxa que sei perfeitamente o que estou a fazer, além disso liguei para a pediatra antes de pedir à tua mãe para ir à farmácia comprar o medicamento!

- Ah…

- Oh mor não sou maluca nenhuma e a Inês não é o primeiro bebé que vejo com cólicas, muito menos o primeiro que cuido

- Sei disso mas… - calei-me, ainda assim

- Mas a Inês é a tua filha - voltou a sorrir

- Não é minha, é nossa! E apesar de ter noção que sabes perfeitamente o que fazes às vezes sinto que relativizas muito e isso faz-me confusão - voltou a sorrir

- Mor é normal que te faça confusão, nunca cuidastes de um bebé e por isso não estás mentalizado para o simples facto que os bebés não quebram facilmente, Ruben quando foi do Martim tive o mesmo receio que tens, tudo era motivo para colocar em causa os meus cuidados para com o menino, mas com o tempo passou, o receio desaparecerá e a confiança surgirá naturalmente, não te preocupes!

Não respondi, fiquei simplesmente a pensar no que falou enquanto comi. No fim coloquei a loiça na máquina e fui até ao quarto, uma vez que a Mariana foi tentar adormecer a nossa filha, algo que conseguiu e por isso tive direito aos seus mimos.

***

A Inês completa dois meses, dois meses de muito choro e noites mal dormidas, mas também de muito amor e de sorrisos, não há palavras para descrever o que sinto sempre que a tenho nos meus braços ou que dou banho ou ainda quando simplesmente fico a olhá-la enquanto dorme.

A primeira coisa que fiz, assim que acordei, foi ligar à Mariana, uma vez que estou de estágio, o meu amor garantiu que a menina deu uma noite de sono relativamente calma e depois tive vários minutos a falar com o meu piolho.

Acabei por desligar a chamada e fui ter com os meus colegas, as horas passaram e seguimos para o estádio.

O jogo correu bem e garantimos mais uma vitória, despachei-me relativamente rápido e quando saí em direcção à garagem

- Mariana?

- Oi amor - aproximou-se

- O que fazes aqui? E a menina? Deixaste a menina sozinha?

- Não… deixei-a com o Martim

- Mas estás doida? - gargalhou

- Só dessa cabeça é que podia vir uma ideia dessas! Oh Ruben, deixei a Inês e o Martim com a tua mãe! Achas mesmo que os ia deixar sozinhos?

- Desculpa… mas porquê que vieste? Devias ter ficado com a Inês!

- Ok… já entendi o recado! - olhei - Desculpa lá se ao fim de dois meses fechada em casa com a nossa filha resolvi ter umas horas só para mim

- A nossa filha ainda é muito pequena, precisa da mãe dela!

A Mariana não respondeu, virou costas e seguiu caminho, fui atrás e quando chegamos à garagem

- Não trouxeste carro?

- O que achas? Se tivesse carro, achas mesmo que estava à espera que abrisses o teu carro?

- E posso saber o que te deu para seres irresponsável a este ponto? Não basta já teres deixado a menina sozinha ainda vens sem carro? E se a Inês precisasse que fosses ter com ela, como fazias?

A Mariana olhou mas não respondeu, aliás foi calada o caminho todo e nem quando cheguei a casa da minha mãe se manifestou. Saí do carro e entrei, encontrei a minha mãe na sala, na companhia do Martim

- Boi noite

- Pai!!!

O Martim correu para os meus braços

- O que estás aqui a fazer? - olhei para a minha mãe

- Vim buscar a Inês e o Martim!

- Mas passou-se alguma coisa? - olhei-a

- Martim, podes ir arrumar as tuas coisas para irmos para casa? - o menino olhou

- Mas eu e a mana vamos dormir na casa da avó hoje

- Não vão nada!

- Mas eu quero dormir cá!

- Martim, nada de birras que estou cansado! Faz o que te peço se faz favor!

- Eu sei que tenho de fazer o que mandas porque és o meu pai mas deixa eu ficar com a vó Bela

- Ruben - olhei para a minha mãe - deixa-os ficarem!

- O Martim pode ficar se quiser mas a Inês vai para casa!

- Deixa a mana ficar cá também - voltei a olhar para o Martim - a vó Bela sabe cuidar bem da gente

- Martim, a Inês ainda é muito pequena.

- Por isso mesmo… pai a mana tá a dormir na caminha que foi tua e do tio Mauro e se a fores buscar ela acorda

- Depois adormece!

Ainda dei dois passos para a ir buscar a minha filha mas a voz do Martim deteve-me

- Pai tu não és burro - olhei para trás disposto a ralhar com o miúdo mas antes que o conseguisse fazer - ainda não percebeste que a mana quer tar sozinha contigo? Que foi por isso que pediu para eu e a mana ficar aqui - desviei o olhar para a minha mãe - não podes esquecer que também tens de dar miminhos à Mariana - ainda assimilava as palavras do puto quando - o pai anda a portar-se mal com a mana e isso deixa ela triste, agora só queres saber de mim e da Inês

- Foi a Mariana que te disse isso?

- Não… a mana só falou comigo para perguntar se queria ficar com a mana na casa da vó

- Então porquê que falaste isso?

- Porque eu vejo as coisas e já percebi que tás diferente com a mana e ela anda mais triste porque eu conheço ela e sei quando tá triste mas tenta disfarçar - voltei a engolir em seco - pai deixa a gente ficar cá e vai ter com a mana antes que ela fique ainda mais triste contigo

O pedido do Martim atingiu-me de uma forma brutal, ainda mais quando desviei o olhar para a minha mãe e percebi pela forma como olhava-me que aquilo não era coisas da cabeça de uma criança, que provavelmente a Mariana está mesmo chateada comigo

- Vou dar um beijinho à Inês e depois vou ter com a Mariana

- Tá bem!

Fui até ao quarto, onde está a Inês e quando a observava, vi a minha mãe a entrar, desligou o intercomunicador e

- Sinceramente foi preciso o Martim te abrir os olhos para entenderes o motivo pelo qual a Mariana pediu para que ficassem comigo - olhei

- Sermões agora não!

- Isso só significa que o menino tem razão no que falou

- Até parece que não sabe!

- Por acaso não sabia, a Mariana só pediu que ficasse com os miúdos, não se justificou e sinceramente nem perguntei porque gosto de cuidar dos meus netos e é normal que precisem de algum tempo a dois, estava longe de imaginar que não andas a dar atenção à tua mulher!

- Também não é assim…

- Deve ser ainda pior! Para o Martim perceber e chamar-te à atenção é porque não deves mesmo andar próximo da tua mulher!

Não respondi, voltei as atenções para a Inês e uns minutos depois saí. Passei pela sala, despedi-me do Martim e da minha mãe e segui caminho.

Entrei para o carro e no segundo seguinte vi a Mariana abrir a porta

- Onde vais? - olhou

- Buscar a Inês e o Martim… não foi para isso que cá viemos?

- Deixa-os ficar…

- Já percebi que tenho de solicitar a tua autorização para deixar a nossa filha e o meu irmão com a tua mãe, por isso reconheço o meu erro e agora vou busca-los!

- Desculpa… - a Mariana que já tinha aberto a porta, olhou - amor deixa-os ficar… a Inês está a dormir e o Martim quer ficar cá… além disso exagerei, mas fiquei preocupado quando te vi no estádio… acho que é normal

- Normal? Ruben, a primeira coisa que te passou pela cabeça foi que os deixei sozinhos, de certa forma acusaste-me de ser má mãe, isso magoou-me, mas como se não bastasse ainda vens cá para os levar, só não trouxeste a menina porque o Martim te deve ter impedido, porque o puto rejubilou quando falei que podia ficar a dormir cá com a mana

- Já pedi desculpas… não posso fazer muito mais do que reconhecer que errei

- Tudo bem… ainda assim vou busca-los porque tens razão, a menina ainda é muito pequena!

- Os nossos filhos ficam bem com a avó - olhou novamente - mor não sei quais eram os teus planos mas já percebi que os tinhas por isso… - interrompeu

- Os meus planos não eram nada de extraordinário, mas sinceramente perdi a vontade

- Ainda assim… vamos para casa só os dois…

- Faz o que quiseres… já estou por tudo mesmo!


Como terminará a noite? Até onde a falta de mimo do Ruben para com a Mariana pode afetar a relação dos dois?

2 comentários:

  1. Olá

    Eles os dois tem de se entender .... Adorei *_*


    Beijinhos

    Catarina

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  2. Ai que o Martim gosta tanto do pai que quer ficar igual a ele, e isso implica ser demasiado vaidoso, com que então ver se a blusa combina com as calças? e gel no cabelo para ficar mais bonito, só o Martim para se sair com uma dessas, o Ruben ainda lhe dar lições de moral mas o puto adiantou-se logo dizendo que o pai era pior do que ele, adorei.
    O que eu não esperava era que ele tivesse a reação que teve quando viu a Mariana e não viu as crianças, e teve que ser o puto novamente a abrir-lhe os olhinhos, os homens são mesmo tapadinhos, não percebem mesmo nada, nem mesmo com as coisas à frente dos olhos, ele anda tão empenhado em ser bom pai que se esquece que a Mariana também precisa dele, o puto apercebeu-se mas ele feito burro, como o Martim lhe disse, não percebeu que a Mariana queria ficar sozinha com ele, que não achou muita piada foi a Mariana, agora quero ver como é que a noite vai acabar. Adorei, e finalmente chegou a hora de dizer que quero o próximo, pois finalmente tenho a leitura em dia.
    Continua,´
    Beijocas

    Fernanda

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