Mariana
As últimas duas semanas foram fantásticas, pelo menos no que respeita a receber mimos, afinal tanto o Ruben como o Martim não se fizeram de esquisitos e mimaram-me bastante.
Quem tem sido visita frequente é a Kika, isto porque a Filipa continua ausente em trabalho e a meu pedido a miúda tem vindo com o Martim, está connosco durante umas horas e depois o Paulo vem busca-la, pelo menos assim não passa tanto tempo sozinha e temos a oportunidade de nos conhecermos melhor.
- Mana o que tás a fazer? - olhei para a porta do quarto do meu piolho e vi-o acompanhado pela Kika
- Estou a colocar alguma roupa tua no saco
- Porquê?
- Andem cá - sentei-me na cama e fiz sinal para que também o fizessem, fiquei entre os dois - Martim nos próximos dias ficas na casa da avó Anabela
- Porquê?
- Porque a mana amanhã vai para o hospital, para o bebé nascer
- Como sabes que é amanhã? Os bebés nascem quando querem e não quando a gente quer - sorri ao ouvir a Kika
- No meu caso, vai nascer amanhã, porque o bebé está sentado e por isso a médica é que decide quando nasce, entendes?
- Não…
- É simples, a médica vai fazer um corte na minha barriga e vai tirar o bebé… é como se fosse uma operação, por isso é que tem de ser quando a médica decide
- E isso não aleija a mana?
- Não piolho, porque dão um remédio à mana para dormir
- Ahhhh é como foi comigo quando fui operado… eu também não me lembro de nada
- Sim, é isso.
- E vais ficar muitos dias no hospital?
- Três
- E porquê que tenho de ficar na casa da avó Bela?
- Porque não podes ficar sozinho
- Mas o pai não tem jogos fora nestes dias - sorri ao ouvi-lo
- Amor, o Ruben vai ficar com a mana no hospital
- Se ele pode eu também posso!
- Não… Martim acredita que se pudesses que a mana era a primeira a querer-te comigo mas não dá, são as regras do hospital
- Isso quer dizer que a gente não pode ir ver a mana e o bebé?
- Kika, podem visitar-me todos os dias, só não podem dormir no hospital
- Então porquê que o Ruben pode?
- Porque é o pai e porque vou precisar de ajuda nos primeiros dias
- Tá bem mas mana quando vieres para casa depois eu também ajudo!
- Sim meu piolho, depois ajudas a cuidar do bebé - sorriu e sem que esperasse fui abraçada pelos dois
- Que lindo… o momento do abracinho!
Assim que ouvi o Ruben também o vi a abraçar-nos, o que fez os miúdos rirem, mas assim que o meu amor se afastou, saíram do quarto
- Já falaste com o Martim?
- Sim… reagiu bem
- Queres ajuda?
- Já está… fecha só o saco
***
- Amor também não consegues dormir…
- Estou nervosa… - admiti
- Vai correr bem - senti a sua mão na minha barriga - e daqui a umas horas já temos a nossa filha nos braços - suspirou
- Estás nervoso?
- Não… acho que é mais ansiedade… quero tanto pegar nela e enche-la de beijinhos - sorri com o seu desabafo
- Está quase… já só falta umas horas para dizermos adeus às noites bem dormidas e olá aos choros, às fraldas cagadas e mijadas, aos sorrisos, a tanta coisa boa e outras tantas menos boas
- Só espero que esteja preparado… - saiu em género de desabafo
- Oh mor ainda tens dúvidas?
- Mariana uma coisa é ser pai do Martim outra bem diferente é ser pai da nossa filha… mor o Martim já fala, já diz o que tem, o que lhe dói, o que precisa mas a nossa filha só vai chorar - sorri ao perceber o motivo do seu pânico
- Os bebés só choram mas é mesmo pelo choro que percebes o que querem, os primeiros dias vão ser mais complicados mas acredita depois entras na rotina e já percebes o porquê que choram
- Como é que foram os primeiros tempos do Martim?
- O pavor autêntico… o Martim chorava muito mas depois descobri que se o deitasse em cima de mim que se calava… dormi muita noite com o menino em cima de mim… acho que sentia falta de amor… mas não quero falar disso…
***
Não dormimos quase nada e por isso assim que começou a clarear saímos da cama.
- Isto é horrível… tenho sede e fome mas não posso comer nem beber
- Quando chegares ao hospital e assim que te meterem a soro isso passa…
- Como é que sabes?
- Infelizmente já senti o efeito do soro… quando fui operado aos joelhos…
- Hum… nunca falaste muito disso
- Oh mor sei que temos de passar o tempo mas escolhe outro assunto…
***
Cheguei ao hospital e encaminharam-me para o meu quarto, onde fiquei mais de uma hora à espera que viessem ter comigo.
A enfermeira que apareceu foi muito simpática e a forma descontraída com que falava ajudou-me a descomprimir ou então foi o que meteram no soro… não sei… a verdade é que tudo é novidade para mim…
Estive no quarto a manhã toda, a cesariana foi marcada para o meio-dia mas só depois das treze é que vieram buscar-me, uma vez que a médica teve um contratempo qualquer. O meu amor esteve sempre do meu lado e só largou a minha mão quando a enfermeira avisou que dali não podia passar, que tinha que se ir vestir para entrar no bloco.
Entrei no bloco e senti-me bem, estava um calorzinho agradável. Ajudaram-me a sair da cama e a passar para a maca ou cama, como queiram chamar, olhava em redor, queria o Ruben do meu lado, mas em vez disso só ouvia vozes desconhecidas, até que
- Boa tarde Mariana - olhei para o lado direito e vi a minha médica
- Olá doutora… o Ruben?
- Já entra… mas primeiro a Dra. Cristina vai dar-te a anestesia
Tinha acabado de receber a anestesia quando senti alguém a agarrar-me a mão, não precisei de abrir os olhos para saber que já o tinha do meu lado, mas se dúvidas houvessem, quando senti os seus lábios na minha testa teriam sido dissipadas, abri os olhos e sorri
O Ruben apertava-me a mão com alguma força mas sem magoar, o que ajudou a serenar, mas no momento que a movimentação em volta de mim aumento, fiquei novamente mais ansiosa, queria o quanto antes ouvir o choro da minha filha, ver o seu rostinho, ver com quem é parecida, se comigo ou se com o pai, naquele espaço de tempo passou-me tudo pela cabeça… não há palavras para descrever o momento…
Ruben
Desde que a Mariana engravidou que pensava no parto, no dia que conheceria o nosso bebé, mas assim que a médica agendou o parto, dei comigo a pensar nisso com maior frequência, então nas últimas horas agravou seriamente, não consegui dormir nada… a ansiedade não deixou e depois a Mariana também não conseguiu dormir, por isso passamos a noite toda na conversa, ora a dois, ora a três, uma coisa é certa, aproveitamos bem as últimas horas da nossa filha na barriga da mãe dela
A manhã custou a passar, parecia que os ponteiros do relógio não andavam, então quando tive que largar a sua mão e até poder agarra-la novamente, a sensação que tive foi que passaram mil anos, pareceu uma eternidade… queria estar do seu lado e não estava… foi um sentimento estranho e que não consigo expressar por palavras…
Entrei no bloco e fui ter com o meu amor, estava deitada e com os olhos fechados, agarrei na sua mãe e beijei a sua testa, a Mariana abriu os olhos e sorriu, naqueles segundos esqueci tudo, esqueci que estávamos num bloco, que a equipa médica estava a trabalhar para termos a nossa filha nos nossos braços… simplesmente fechei os olhos e por minutos recordei tudo… todos os momentos que vivemos até chegar aqui… e quando abri novamente os olhos, olhei o meu amor, as lágrimas molhavam o seu rosto
- Estás bem? - sussurrei junto do seu ouvido
- Sim… - sorri e limpei-lhe as lágrimas
Concentramo-nos um no outro, olhávamo-nos com uma intensidade tremenda, comunicávamos sem uma única palavra e unicamente pelo olhar, aquele momento era nosso e só nosso, para passar a ser a três assim que ouvimos o choro da nossa filha… foi mágico… olhar para a Mariana e ver a nossa filha em cima do seu peito… não tenho palavras para descrever… a minha filha é só o bebé mais lindo que já vi, a mais perfeitinha, é minha e isso basta, é um bocado de mim, juntamente com a Mariana fomos nós que lhe demos vida…
Os minutos que nos concederam para assimilarmos todos os detalhes da nossa filha forma poucos… ou pelo menos poucos aos nossos olhos… não a queríamos deixar partir mas tivemos que deixar, a nossa pequenina tinha de ser examinada e assim que a levaram, senti um enorme aperto no meu peito, ela é minha e levaram-na…
Mariana
Assim que ouvi o choro tive a certeza que tudo valeu a pena… todos os segundos enjoada, com azia, de dores de costas, de constantes mudanças de humor, de receios estúpidos, tudo desapareceu no instante que a ouvi… então quando a senti pela primeira vez em cima do meu peito, sentir a sua pele mimosa e ensanguentada em contacto com a minha, ouvir o grunhindo dela, sentir o seu calor… é algo que só uma mãe sente e consegue perceber… a minha anjinha, uma parte de mim, a minha vida… sim é isso… a minha vida agora é a minha filha… sei que tinha o seu pai ao meu lado mas não quis saber dele… naquele momento só a minha filha era digna da minha atenção… afinal sonhei durante nove meses por este momento, pelo momento de a conhecer, os ponteiros do relógio continuavam contra mim, sabia que ficaria sem ela rapidamente, por isso limitei-me a observa-la ao mais ínfimo detalhe… é perfeita… é minha e do Ruben…
Quando a levaram, senti como se levassem uma parte de mim, apesar de saber que era para o seu bem, não consegui controlar e chorei… chorei porque a quero comigo, porque todos os momentos do seu lado será sempre pouco, senti-me vazia… já não a tinha dentro de mim mas também não a tinha nos braços… o sentimento de impotência domou-me… impotência porque já não a posso proteger de tudo e isso deixou-me com o coração apertado…
Despertei de tais pensamentos quando
- A nossa filha é linda… - a voz do Ruben ao meu ouvido soou tão suave… tão doce que fez com que sorrisse - obrigado amor… - o Ruben estava tal como eu, emocionado…
Mas até isso me tiraram… o raio de uma enfermeira avisou-o que podia ir com a nossa filha, o meu amor olhou para mim e depois de mais um beijo na testa e de um “amo-te” ao ouvido, desapareceu…
***
Depois de minutos, não sei quantos, mas pareceram uma eternidade, a levar pontos, segui para o recobro, uma espaço amplo mas com outras mamãs… mas elas ao contrário de mim tinham os seus bebés… e quando vi uma enfermeira perguntei pela minha
- Já trazem a sua filha… agora descanse mamã - o sorriso terno da jovem enfermeira serenou-me e uns minutos depois já tinha a minha mais que tudo nos meus braços
Voltei a olhar para cada detalhe, estava perdida a observá-la que só dei pela presença do Ruben quando
- O pai só pode ficar uns minutos…
Desviei o olhar e vi o seu sorriso, o Ruben estava tão ou mais babado que eu
- É linda…
- Quanto é que pesa? - sorriu
- 3.480 kg
- E quanto é que mede?
- Não sei… isso não falaram - suspirou - como é que vou sair e deixar-vos aqui… - sorri
Ficamos simplesmente a olhar para a nossa filha até ao momento que a enfermeira veio avisar que tinha de sair, foi aí que pedi para nos tirar uma foto, para mais tarde recordar, pedido que foi concedido e depois voltei a ficar sozinha com a nossa filha…
Ruben
Tive a oportunidade de acompanhar a nossa filha e apesar de não querer deixar a Mariana, o sentimento de protecção em relação à menina falou mais alto…
Estive atento enquanto o pediatra a observava e quando a pesaram, informaram-me… vi uma enfermeira a lavar a minha menina e fez-me alguma confusão… aquilo não foi um banho de gente mas sim um banho à gato… nem teve direito a água… depois vestiram-na e só naquele preciso momento é que vi a roupinha que a mãe escolheu, foi impossível não rir… A Mariana escolheu um fatinho do alusivo ao Benfica… só mesmo ela…
Tive a oportunidade de entrar no recobro, durante uns minutos, algo que aproveitei, mas acabei por sair, isto depois da foto para a posterioridade…
Estava no quarto, à espera que da minha rainha e princesa, quando resolvi avisar a família e amigos chegados, a forma escolhida foi uma MMS e para tal usei a única foto que tenho
Família e amigos já nasci… sou a Inês, uma menina linda… tenho 3.480 kg! A mamã está bem e esperamos pela vossa visita. Beijinhos e Abraços para todos
Assim que começaram a receber a novidade, também responderam a felicitar-nos, uns por mensagens outros por chamada.
***
Estava a desesperar por ainda não as ter comigo, quando a porta abriu e vi a cama a entrar.
- A minha filha? - perguntei por não a ver
- Já a trazem…
A equipa de enfermagem cuidou de deixar a Mariana confortável e depois saiu, para entrar de imediato outra enfermeira, mas desta vez trazia o berço da nossa pequenina, colocou-o ao lado da cama da Mariana e ainda disse qualquer coisa mas confesso que não ouvi… já tinha a nossa filha connosco…
- Amor já avisaste a nossa família?
- Sim… a minha mãe e o meu irmão passam cá logo, trazem o Martim… é tão linda…
- Estás a tornar-te repetitivo!
- A nossa Inês é que é muito linda!
- Inês?! - olhei
- Sim… foi o nome que escolheste
- Ai foi?
- Sim… naquela noite que o Martim quis escolher o nome e que fizemos as listas… ficou decido que se fosse menino seria Miguel e menina Inês
- Mor só disse isso para acabar com o assunto…
- Agora já tá… quando mandei a MMS a avisar que a nossa princesa já nasceu, disse que se chama Inês, além disso sei que gostas do nome!
- Não te importas?
- Oh mor Inês, Maria, Miquelina ou Josefina, o que interessa é o amor que nos une à nossa filha
- Amor qb… sim que se a registares de Miquelina ou Josefina… não será propriamente por amor
Gargalhei e por isso acordei a nossa filha
- Oh pequenina do pai… desculpa… - a Mariana sorriu para depois
- Enquanto não a acordaste não descansaste! Vá… pega na menina que estás desejoso!
Olhei para a Mariana e depois para a Inês, ainda hesitei uns segundos, afinal é tão pequenina mas respirei fundo e peguei nela…
Mariana
Entrar no quarto e vê-lo lá, deixou-me feliz… o Ruben escolheu-nos a nós em vez de um treino… pela primeira vez desde que nos conhecemos que o meu amor colocou-me em primeiro e isso soube bem… ainda que seja porque a nossa filha nasceu, o que interessa é que o tenho comigo…
Ver o Ruben com a nossa filha ao colo, deixou-me radiante, sonhei tanto com este momento… estava atenta a vê-lo a passear com a nossa pequenina nos braços, quando senti os olhos cada vez mais pesados…
Acordei com o meu amor a chamar-me, abri os olhos e vi o seu sorriso
- Mor passou por aqui uma enfermeira e disse que a Inês tem de mamar…
- Dá aí a menina
Deitei-me de lado, na tentativa de encontrar uma posição minimamente confortável e que permitisse à Inês mamar, mas a tarefa revelou-se complicada, a nossa filha não pegava no peito…
- Ruben chama alguém…
O Ruben fez o que pedi e uns minutos depois apareceu uma enfermeira, disse que não estava a conseguir dar de mamar e ajudou-me a posicionar a Inês de forma a que fosse mais fácil para a minha pequenina, ainda assim não resultou, isto porque ela queria mais dormir do que comer
- Ruben - olhou de imediato, afinal estava do meu lado e atento à nossa filha - troca-lhe a fralda?
- Eu?! - o pânico tomou conta do meu amor, o que me deu vontade de rir
- Ai não sou eu… que mal me consigo mexer - o Ruben não disse nada, simplesmente alternou o olhar entre mim e a Inês - a nossa filha não quebra… e depois ela tem de acordar por isso troca-lhe a fralda e não me irrites!
- Oh mor mas eu sei…
Respirei fundo e
- Vais buscar o resguardo que está ali - apontei - traz também uma fralda e as toalhitas - o Ruben obedeceu e enquanto foi buscar o que pedi, reparei que a enfermeira que se mantinha no quarto, olhava com vontade de rir - agora metes aí aos meus pés o resguardo
- Oh mor… a enfermeira muda…
- Mas quero que sejas tu porque em casa não vou ter enfermeiras e agora pega na nossa filha
O Ruben pegou com todo o cuidado, acho que se não fosse as dores que tinha gargalhado, tal era o pavor que tinha em mudar a primeira fralda
- Deitas a menina aí e abres os botões do fatinho, tiras as perninhas dentro da roupa e depois com cuidado puxas a roupa para trás e…
- Eu isso eu sei… não sou burro
- Então faz… se sabes qual é o problema?
- O problema é que ela é muito pequenina e posso aleijá-la…
- Ruben tem dó… pequeno era o Martim… a nossa filha está praticamente criada!
- Exagerada…
- Posso dizer o mesmo de ti… vá troca lá a fralda que a menina tem de acordar!
O Ruben ainda olhou para a enfermeira, mas a rapariga que é nas nossas idades ou perto, não se mexeu
- Ruben despacha-te… mor não tenhas medo que a Inês não quebra e qualquer coisa tens a enfermeira que ajuda
Lá se convenceu e abriu os botões do fatinho, não resisti em filmar o momento, afinal tinha o telemóvel perto de mim, o Ruben estava tão concentrado na tarefa que nem reparou.
O cuidado extremo que teve com a menina, fez com que sorrisse, afinal o mesmo receio que sente, também senti quando troquei a primeira fralda ao Martim, já tinha experiência em trocar fraldas porque sempre gostei de ajudar na instituição, mas os meninos eram maiores, e o Martim era só um recém-nascido, tal como a Inês.
Babei por completo ao vê-lo tão empenhado, o Ruben conseguiu trocar a fralda sem grandes problemas, algo que já esperava e quando começou a vestir a menina
- Mor dá aí…
- Deixa-me vesti-la
- Deixa tar… é para ver se acorda
- Mas assim tem frio - respirei e antes que respondesse
- Oh papá faça lá o que a mamã pede - olhamos para a enfermeira
Olhei para o Ruben com aquele ar de “toma embrulha”, mas ainda assim não perdeu o sorriso que adornava os seus lábios desde o momento que a nossa filha entrou no quarto
- Mamã - olhei para a enfermeira - tente dar o peito que volto daqui a trinta minutos para saber se mamou
A enfermeira saiu e tentei dar de mamar, mas a Inês só queria dormir
- Mor… mexe aí nos pezinhos que a menina tem de acordar…
O Ruben fez o que pediu e passamos os minutos seguintes a adorar a nossa pequenina, até que agarrou no peito e assim que começou a puxar
- Au… oh filha mama mas não abuses
- É assim mesmo filha… mama… vinga o papá… - olhei-o - tinhas mesmo que envergonhar-me diante da enfermeira
- Oh mor só insisti que fosses tu a trocar a fralda porque tínhamos a enfermeira connosco, não duvidei nunca que o conseguisses fazer mas tens de concordar que te sentiste mais confortável por saber que se precisasses tinhas ajuda… e agora não fales para ver se não a distraímos…
O Ruben manteve-se do nosso lado, a olhar embevecido e quando a Inês largou a mama
- Agora tem de arrotar, né?
- É…
- Posso tentar?
- Deves! - sorri - Mas antes tira da mala uma fralda de pano para colocares antes de pegares nela
O meu amor fez o que pedi e depois com todo o cuidado pegou na nossa filha, esteve algum tempo com ela ao colo mas não arrotou, acabei por pedir que a deitasse e vestisse, assim que o fez
- Deita-a no berço mas mete-a de lado
A Inês adormeceu e acabei por fechar os olhos…
Como será as próximas horas? E qual será a reacção do Martim quando vir a Inês?

Olá
ResponderEliminarAdorei *_* E a princesinha Inês já nasceu, amei este momento :) Agora estou ansiosa e quero o próximo!
Beijinhos
Catarina
Olá!
ResponderEliminarAdorei cada momento, desde explicar ao Martim o porquê de não poder ficar no hospital, o porquê do bebé ter hora marcada para nascer uma vez que como a Kika disse e muito bem os bebés nascem quando querem, adorei mesmo.
Acho que o que uma gravida mais teme é a hora do parto, não é o facto de ter medo do parto mas do que possa acontecer nessa hora, ou ao bebé ou à mãe. A Mariana não teve tempo para isso já que o parto estava marcado, pois a criança mesmo sem ter nascido ainda já mostra ter uma personalidade vincada, não teve mais nem boas, simplesmente não deu a volta e está muito bem sentada, e a mãe que se desenrasque, daí a ansiedade da Mariana e do Ruben ser perfeitamente compreensível, já sabiam ao que iam. A descrição do momento foi maravilhosa, a partilha de sentimentos, os carinhos, já para não falar nos cuidados do Ruben para com a Mariana e a sua princesa Inês, adorei.
Confesso que me ri ao imaginar a cena do Ruben a mudar a primeira fralda à criança, e a confiança que a Mariana teve nele para desempenhar essa tarefa, em relação à reação do Martim, tou mesmo a ver que a miúda o mais certo é ir ser disputada pelo pai e pelo Martim, e com um bocadinho de sorte pela Kika também.
Beijocas
Fernanda