Paulo
Estava no escritório a trabalhar quando a Kika entrou e entregou-me o seu telemóvel, porque tinha uma pessoa que queria falar comigo e assim que ouvi a voz da Mariana tremi para esmorecer de imediato ao perceber que só queria pedir que a Kika fosse brincar com o Martim, ainda assim fiquei contente, pelo menos está a tentar aproximar-se da irmã.
Concordei e ainda fui levar a Kika, ver a Mariana por um lado deixou-me feliz mas por outro triste, afinal continua a querer distância de mim.
Voltei a vê-la quando fui levar roupa à Kika, para que pudesse dormir e passar o dia de Domingo com a irmã, mais uma vez não tive hipótese de aproximar-me, respeitei a vontade da Mariana, a última coisa que quero é enervá-la.
Passei o Domingo sozinho mas à hora do jogo, fui até à Luz, vi o jogo do camarote que tenho mas no final fui até ao que é destinado às famílias e amigos dos jogadores, uma vez que a Mariana mandou mensagem a avisar que estavam no estádio e que podia ir buscar a Kika.
Cheguei à porta e bloqueei, vi a Kika agarrada à Mariana e a rir como já não a vejo rir desde que a Filipa se ausentou, fiquei simplesmente a observar e foi impossível não sorrir ao ver a interação delas, principalmente quando o Ruben refilou que a Kika tem demasiado de Marianês e que a Mariana respondeu da forma que respondeu.
Acabei por aproximar-me quando a Kika se afastou, a minha menina foi ter com o Ruben e o Martim que brincavam que nem duas crianças.
Cumprimentei os presentes e quando pensei que seria ignorado mais uma vez pela minha filha, a Mariana surpreendeu ao pedir para a seguir, algo que fiz e assim que ficamos a sós
- A sua mulher saiu de casa? - não respondi de imediato e por isso - Responda!
- Não…
- Não minta!
- Não estou a mentir! A Filipa não saiu de casa.
- Tem a certeza?
- Sim… mas porquê?
- A Kika está convencida que a mãe a abandonou
- A Filipa está ausente mas por questões profissionais e a Kika sabe disso
- Parece que não… caso não saiba a sua filha tem pesadelos porque a mãe saiu de casa - baixei o olhar, senti-me o pior pai à face da terra por não ter percebido o motivo da tristeza da Kika - por isso veja se faz alguma coisa para que a Kika entenda que não foi abandonada pela mãe!
Conforme falou, virou costas mas
- Espera!
- Que foi! - a Mariana que tinha visto no camarote era de longe a mesma que tinha diante de mim, o rosto fechado e a forma bruta com que falava, era o oposto do sorriso lindo e voz meiga
- O que é que a Kika te disse?
- Não tem nada com isso! Quer saber?! Fale com a sua filha, seja homem e pai uma vez na vida!
- Será que algum dia vais perdoar-me?
- Deixe de ser otário! De si quero distância e só estou a falar consigo porque preocupo-me com a minha irmã mas isso não significa que o quero na minha vida e agora vou regressar para junto da minha família que neste momento deve estar preocupada comigo e com o bebé que carrego, porque ao contrário de si, sabem o mal que você me faz!
Não reagi, a Mariana odeia-me tanto… e o pior é que até tem motivos para isso.
A minha filha regressou ao camarote e quando entrei, vi o Ruben abraçado a ela, como que a protege-la, quando na verdade a Mariana fá-lo como ninguém.
- Kika - chamei e assim que a minha filha viu-me, veio até mim
- Olá pai - deu-me um beijo e um abraço
- Vamos?
- Já?
- Sim…
- Mas eu quero ficar mais um bocadinho - pedinchou
- O pai tem de ir…
- Tá bem… vou dizer adeus
Cortou-me o coração vê-la triste, mas a consciência que a minha presença só prejudica a Mariana falou mais alto e não fiz a vontade à mais pequena.
- Prometes que podemos repetir mais vezes?
- Sim piolha! Mas agora vai com o teu pai!
- Não é meu… é nosso!
Assim que a Kika falou a Mariana desviou o olhar, encarando-me e com uma frieza impressionante falou
- Não meu anjo, o Paulo é teu papá e só teu
- Mas nós somos manas e tu salvaste a minha vida
- É verdade, salvei-te e somos manas, Kika gosto muito de ti e adorei o fim-de-semana, quero repetir mais vezes mas preciso que percebas que apesar de ser tua mana, não consigo gostar do teu pai
- Mas o papá é bom… porquê que não gostas dele? Eu não percebo
- Kika, tenho as minhas razões para não querer chamar pai ao Paulo, simplesmente não o vejo como pai e muito menos sinto, no meu coração, que o seja
- Mas podes tentar gostar dele
O Ruben aproximou-se da Mariana e abraçou-a, já os amigos e família deles olharam-me, não reagi, fiquei à espera da resposta que não tardou em chegar, a Mariana não teve qualquer problema em explicar à Kika o passado, agarrou na sua mão e levou-a para o sofá mais próximo, sentou-se e pediu à irmã que também o fizesse, para depois
- Não é assim tão simples… Kika cresci sem pai e sem mãe e isso deixa marcas para sempre, mesmo que queira esquecer não consigo, não consigo entender o que leva um pai ou uma mãe a deixar o filho para trás, a não querer saber do filho e foi isso que aconteceu, o Paulo quando soube que a namorada estava à espera de bebé fugiu, não quis saber e uns anos depois de ter nascido, foi a vez da minha mãe também fugir, vivi muito tempo sem perceber e a achar que a culpa era minha, depois entendi que a única pessoa sem culpa era eu
- Se a tua mamã te deixou como o nosso papá porque que a ela chamas de mãe e ao papá não?
- Porque apesar de tudo ainda soube o que era ter mãe… aprendi a dizer a palavra e a associar a alguém… é só por isso… mas hoje em dia não sei mais o que é isso… é complicado que percebas porque felizmente tiveste e tens a tua mamã e o teu papá contigo
- Também podes ter o papá ele gosta de ti e eu sei que anda triste porque não gostas dele
- Não consigo… não consigo aceitar que tenho pai, para mim isso não existe e nem quero que exista, Kika dói muito olhar para o teu papá porque acabo sempre a pensar em tudo o que vivi e por muito que tente explicar ninguém percebe porque ninguém viveu o que vivi…
- Eu percebo a mana - assim que o Martim falou, a Mariana olhou - eu não fiquei sozinho porque a mana tomou conta de mim, tu não fugiste como o Paulo ou a nossa mãe, mas eu sei o que a gente sente por não ter um papá e uma mamã para dar um beijinho antes da gente dormir porque eu agora tenho sempre isso mas eu lembro que antes de irmos para Braga às vezes eu não tinha porque tinhas de trabalhar para teres dinheiro e por isso eu ficava com a madrinha mas não é a mesma coisa, tu és a minha mamã e ninguém pode ocupar o teu lugar, mesmo que seja a madrinha, mãe é mãe e agora que sei o que é ter pai, sei que precisamos dos dois para ser felizes e tu não tiveste papá nem mamã e depois na escola quando ficam a saber que a gente não tem pai ou mãe gozam com a gente e isso dói porque nós não temos culpa, nós não fizemos nada de mal para deixarem a gente sozinhos mas ninguém quer saber disso, porque eles têm um papá e uma mamã, mas nós não temos e só nós é que percebemos a falta que eles fazem mas também sabemos que nunca vamos conseguir gostar dos nossos papás e da nossa mamã como gostamos um do outro porque eles não gostam de nós, eles não quiseram saber da gente por isso agora nós também não queremos saber deles, agora já não precisamos mais deles, por isso Kika se queres continuar a ser minha amiga tens de parar de pedir à nossa mana para gostar do teu papá porque isso ela não vai conseguir e eu não quero ver a única mamã que tenho triste, pode ser?
Se a Mariana ao início ainda segurou as lágrimas, para o fim deixou de o conseguir fazer, aliás ela e os restantes adultos, o Martim do seu jeito de criança explicou que percebe a irmã e elucidou-me mais do que todas as acusações que a irmã me fez… afinal as crianças têm o dom de simplificar tudo…
A Kika acabou por pedir desculpas à Mariana e ainda prometeu que não toca mais no assunto, já da minha parte, a minha filha teve o que mais quer, distanciamento, não me atrevi sequer a aproximar-me para agradecer mais uma vez o que fez pela Kika e muito menos para me despedir, simplesmente saí de mão dada à mais pequena.
Ruben
Assim que o Paulo saiu
- Estás bem?
- Sim… só não esperava ouvir o que o Martim disse…
- Amor não penses mais nisso… já passou e é como o menino diz, agora tem mãe e pai, está feliz e só isso interessa
- É… Ruben vamos para casa
Chamei o Martim e saímos, hoje ao contrário do que é hábito não parei junto dos adeptos, a Mariana precisa de sossego e não de mais agitação.
Chegamos a casa e ajudei-a a preparar o jantar, foi algo rápido e simples, comemos e no fim fui deitar o Martim
- Pai - chamou quando já ia a sair do quarto
- Diz
- Eu não devia ter dito aquilo, pois não? - voltei para junto do menino
- Porquê que falas isso?
- Porque a mana ficou ainda mais triste… - falou esmorecido - mas eu só queria que soubesse que eu percebo ela
- Oh piolho - dei-lhe um beijinho na testa - acredita que a Mariana percebeu e fizeste muito bem em dizer, é o que sentes e se a Mariana chorou é porque percebeu que alguém a entende e agora dorme
Dei mais um beijinho e quando ia a sair
- Pai
- Que foi agora?
- Podes dar muitos miminhos à mana por mim? - sorri com o seu pedido
- Dou… podes dormir descansado que vou dar muitos miminhos à Mariana
Saí finalmente do seu quarto e quando cheguei ao meu, já a Mariana estava deitada. Estava a despir-me quando
- O Martim quer saber o sexo do bebé? - olhei
- Ele sabe que nós sabemos?
- Sim… ontem enquanto arrumava as roupas do bebé, o Martim apareceu e perguntou porquê que não quero saber o sexo do bebé, disse-lhe que já sabíamos mas que não ia dizer sem que tivesses presente
- Podias ter contado
- Não fazia muito sentido… somos uma família e sei que queres ser tu a dizer - sorri, afinal quero mesmo
- E achas que guarda segredo?
- Se pedirmos, sim!
- Amanhã falamos com ele…
Deitei-me do seu lado e abracei-a
- Achas que fui muito bruta com a Kika?
- Bruta?
- Sim… por não aceitar o Paulo…
- Mor, a menina só tem que aceitar e sinceramente depois de ouvir o Martim acho que todos percebemos o motivo pelo qual não o aceitas… ainda pensas muito no que o Martim falou?
- Como assim?
- Se ainda pensas nas noites em que não tiveste ninguém para te aconchegar os lençóis ou das vezes que os outros miúdos se metiam contigo por não teres pais…
- O que queres saber, é se ainda sinto falta de um pai e de uma mãe, é isso, não é?
- Sim… de certa forma, é!
- Sinto… e sentirei sempre… é algo que acompanhou, acompanha e acompanhará sempre… irá comigo para a cova… só quem cresceu sem pai e mãe entenderá o que sinto… por muito que sinta falta sou incapaz de aceitá-lo porque cresci e já não tenho mais a ingenuidade de uma criança, o Paulo fez uma opção, certa ou errada, fê-la e viveu com ela estes anos todos, por isso agora é a minha vez de escolher, se estou certa? Não sei… provavelmente não mas sempre vivi guiada pelo que o meu coração dita
- Não confias no Paulo, pois não?
- Como queres que confie… Ruben quando mais tenta justificar o injustificável, mais se contradiz… não preciso de mentiras… só quero a verdade e essa nunca a vou ter… a menos que coloque os dois frente a frente e isso também não quero…
- Tens medo do que possas descobrir?
- Não… tenho medo do que posso não descobrir
- Não entendi!
- A busca pela verdade é uma luta inglória, quando a verdade depende de duas pessoas que já te mentiram
- Tens receio que te mintam só para que os aceites?
- Sim… em certa medida sim… Ruben durante anos ansiei pela verdade mas agora sinceramente já só quero paz, tenho tudo o que preciso para ser feliz, tenho te a ti, ao Martim, ao nosso bebé, tenho uma família e amigos, para mim chega…
Não insisti, a Mariana procurou uma posição confortável e adormeceu. Ainda fiquei acordado um bocado mas adormeci, para acordar horas depois com o Martim a abanar o meu braço
- Que foi? - perguntei ainda ensonado
- Eu fiz xixi na cama… - falou envergonhado e ao olha-lo vi que estava todo molhado
- Anda…
Saí da cama e fui com o menino até ao seu quarto, tirei um pijama lavado do armário e
- Queres ajuda para lavar o corpo?
- Não…
Respondeu de olhar baixo e depois agarrou no pijama e foi para a casa de banho. Tirei os lençóis e o resguardo da cama, para colocar lençóis lavados, assim que o fiz, fui até à casa de banho
- Posso? - perguntei ao bater na porta
- Sim…
Abri a porta e percebi que continuava envergonhado, sorri ligeiramente e depois coloquei o tampo da sanita para baixo e sentei-me, puxei-o para mim e
- Não precisas ficar assim… acontece
- Mas eu já sou crescido - sorri - não é para rir… a mana vai ralhar comigo…
- Não vai nada! E agora vamos para a cama!
Fui com ele até ao quarto e assim que se deitou, aconcheguei-lhe o édredon, para lhe dar um beijinho e quando ia a sair
- Pai - olhei - a mana adormeceu bem?
- Oh filho… - voltei para junto do menino - não precisas ficar preocupado, a Mariana está bem e sim adormeceu sem problema, não penses mais nisso porque está tudo bem
- Tenho medo que a mana vá embora outra vez…
- Chega para lá - o menino fez o que pedi e deitei-me ao seu lado, aconchegando-o nos meus braços - filho não quero que penses mais nisso, a Mariana não vai embora - olhava-me nada convencido - a tua mamã - toquei-lhe no nariz e não sei se foi por isso ou por ter chamado de mamã à Mariana, só sei que sorriu - já percebeu que somos uma família, somos a sua família e ainda hoje antes de adormecer, a Mariana falou que tem tudo para ser feliz, tem-te a ti, a mim, ao bebé, tem uma família e amigos!
- Tens a certeza que ela não foge da gente?
- Tenho… oh piolho compreendo o porquê que estás com medo, Martim também tive esse medo e só há uns dias é que passou, mas acredita no pai, ninguém vai embora, nem a Mariana nem eu te iremos abandonar nunca, és o nosso filho, percebe isso e agora vamos dormir!
- Ficas comigo?
- Fico… mas é para dormirmos!
O Martim não respondeu mas agarrou-se ainda mais a mim, os minutos passaram e quando pensei que já dormia, tentei sair da cama mas
- Eu tou acordado!
- Dorme piolho… - dei-lhe mais um beijinho e abracei-o
Mariana
Acordei com a claridade a entrar pela janela, abri os olhos e vi as horas, ainda era cedo, por isso achei estranha a ausência do Ruben.
Saí da cama e fui à cozinha, comi e fui até ao quarto do meu piolho, acabei por sorrir ao ver o Ruben a dormir abraçado ao menino.
- Amor - chamei-o baixinho para não acordar o Martim - Ruben… oh mor… - abanei o seu braço
- Hum…
- O que é que estás aqui a fazer?
Assim que falei, abriu os olhos, olhou para o menino e depois para mim
- O que é que se passou?
Voltei a perguntar e o Ruben pediu que não falasse, saiu da cama com cuidado e depois puxou-me para fora do quarto
- O teu irmão acordou-me durante a noite porque mijou a cama… o menino teve medo que ralhasses com ele - sorri ao imaginar a cena - por isso vê lá o que lhe dizes quando acordar!
- Não digo nada… mor isso acontece, é só uma criança e desde que não seja algo constante não é preocupante! E agora vamos para a cama que o baby quer mimos…
- Hum… o baby?! Ou a mamy?
- A mamy também…
O Ruben gargalhou mas seguiu-me, deitamo-nos na cama e ficamos à conversa enquanto a mão do Ruben passeava pela minha barriga.
Estava entretida a olhar para o Ruben quando ouvimos bater na porta, olhei por cima do ombro e vi o meu piolho
- Entra
Assim que dei autorização o Martim aproximou-se da cama, mas foi o lado do Ruben que escolheu, o meu amor acabou por levantar o lençol e deixá-lo deitar-se, o menino abraçou-o, o que fez com que sorrisse
- Ouvi dizer que esta noite acordaste quentinho…
- Contaste à mana?
- Oh piolho tive que contar, a mana ia ficar a saber na mesma e tanto quanto sei vossa excelência - fez-lhe cócegas - continua envergonhado logo não ias falar ou estou enganado?
- Não…
Virei mera espectadora, os meus dois homens estavam num momento de pai e filho, por isso não incomodei.
- É verdade… ouvi dizer que queres saber se é menino ou menina
Assim que o Ruben falou, o Martim olhou para mim e sorriu
- Sim quero saber mas a mana falou que tinha de esperar por ti para saber
- E falou muito bem… Martim somos uma família e por isso quando há alguma coisa para contar fazemo-lo todos juntos, entendes?
- Oh pai diz de uma vez se é menino ou menina! - gargalhei
- Que filho mais impaciente…
- Oh Pai!!!! - voltei a rir
- Martim, antes de saberes o sexo do bebé, quero que prometas que não contas a ninguém, será um segredo só nosso, pode ser?
- Pode!!! Vai ser um segredo de família! - sorrimos os dois
- Sim, é isso mesmo!
- Então conta!
O Ruben olhou-me e demos as mãos, o meu amor revelou ao Martim o sexo do bebé e ao contrário do que esperava, o meu irmão não reagiu
- Não estás contente? - perguntei com algum receio
- Não é isso… - o menino olhava para a minha barriga e depois para o Ruben, esteve assim um bocadinho para depois - oh pai vamos ter muito trabalho
- Trabalho? - o Ruben tal como eu não percebeu
- Sim… a correr com os namorados da mana
Assim que percebemos o que quis dizer com “vamos ter muito trabalho” gargalhamos fortemente, só mesmo o meu irmão para se lembrar de tal coisa
- É concordo contigo… - o louco do meu marido alinhou - mas fazemos assim quando tiver nos treinos e nos jogos, tomas tu conta da mana, pode ser?
- Pode mas e quando o pai tiver nos treinos e jogos e eu nas aulas quem toma conta da mana?
- Isto está bonito… ainda nem nasceu e já está condenada a aturar duas melgas!
- O Martim tem muita razão no que diz! Filha minha é para ir imaculado para o casamento!
- Quê?! Não devo ter ouvido isso…
- Estou a falar muito a sério!
- Ruben Filipe queres apanhar? Ou então queres mesmo só que te lembre que não casaste imaculado…
- Mas eu sou gajo…
- Tás a gozar com a minha cara só pode… lá porque és gajo podes fazer o que te der na realgana mas a nossa filha porque é menina já não pode? Pois ficas desde já a saber que vai fazer tudo o que bem entender, com ou sem a tua aprovação, era só o que mais faltava… mas vives em que século? Já para não falar que para te divertires houve quem deixasse de ser imaculada…
- Mas deixaste de o ser comigo!
- E se já não fosse imaculada?
- Oh Mariana…
- Nem penses que te escapas! Volta aqui! - o Ruben que já saía do quarto regressou para a cama - Se não fosse virgem mudava alguma coisa? - fui direta à questão mas antes que o Ruben tivesse tempo para responder
- Mana o que é ser virgem?
- Oh Martim, isto é uma conversa entre mim e o Ruben!
- Não é não… é uma conversa de família, por isso quero saber o que é isso de ser virgem! - falou todo senhor de si e o Ruben sorriu
- Não te rias que a culpa é tua! - olhou - Quem começou com a conversa do imaculada foste tu!
- E quem continuou, foste tu! - meteu a língua de fora que nem criança
- E tu ainda me deves uma resposta!
- Não… não mudava nada! Mariana não te amo mais por ter sido comigo… aliás já te tinha dito isto! E muito menos foi por isso que casei contigo…
- Mas o que é isso de ser virgem!!!
O Martim insistiu e nós olhamo-nos sem dizer uma palavra… felizmente fomos salvos pelo som da campainha, o Ruben foi abrir a porta enquanto fiquei no quarto a vestir-me, já o Martim foi atrás do meu amor…
Será que o Martim desiste de saber o que é ser virgem?
Olá
ResponderEliminarÉ uma menina *_* Opá Adorei ! Adorei ! Adorei ! E o Martin a explicar á Kika que entente a Mariana esse momento foi lindo e agora o Martin não vai desistir de saber o que é ser Virgem xD
Quero o próximo !
Beijinhos
Catarina
Então mas não explicam à criança o que é ser virgem? Eles já deveriam de saber que nada escapa ao Martim, e meterem-se com uma conversa destas ao pé do puto meteram-se mesmo a jeito, agora quero ver como é que descalçam esta bota.
ResponderEliminarAdorei a reação do Martim quando soube que era uma menina, coitada da criança, com estes dois guarda costas tá lixada, se a Mariana não se impõe...
Também gostei da explicação que o Martim deu à Kika do porquê da mana não gostar do Paulo, na sua maneira simples e inocente ele deixou bem claro à Kika o que a irmã sente, porque também ele passou pelo mesmo, ele é mesmo um homenzinho em ponto pequeno, se bem que há muitos adultos que ao pé deste Martim não passam de crianças grandes.
Adorei,
Beijocas
Fernanda