Mariana
O
meu regresso a casa não foi de todo pacífico, ainda assim agora está tudo mais
calmo, no entanto o Martim continua a insistir na ideia de ser adoptado pelo
Ruben, apesar de já por diversas vezes termos falado que não é possível.
Hoje
foi mais uma manhã que passei sozinha, o Ruben levou o Martim ao colégio e
seguiu para o Seixal, só regressou para almoçar.
- O
que é que se passa?
-
Nada…
- E
estás de mala ao ombro porquê?
-
Ah isso… Estou farta de estar em casa e sem paciência para cozinhar por isso
vamos almoçar fora!
- E
onde é que a menina quer ir?
- A
qualquer lado… desde que coma está tudo bem!
-
Seja feita a sua vontade!
Almoçamos
tranquilamente e no fim, demos um pequeno passeio, que terminou na instituição
onde cresci, a meu pedido fomos visitar os miúdos, afinal é dos poucos sítios
onde me sinto verdadeiramente eu.
Lógico
que assim que chegamos, o Ruben foi “engolido” pelas crianças, que o puxaram de
imediato para que fosse brincar com eles.
Fiquei
a observá-los e quando dei por mim estava a sorrir
-
Por aqui? - olhei
- Sim… estou a precisar de voltar às minhas raízes…
-
Voltar às raízes ou fugires da realidade? - não respondi - Mariana
o que se passa contigo? Onde está o sorriso genuíno e o olhar meigo -
voltei a não falar, simplesmente encolhi os ombros - Não insisto, mas se
quiseres desabafar, sabes onde estou
-
Obrigada… - agradeci e vi o Jorge se afastar
***
-
Posso? - perguntei depois de bater à porta da sala do Jorge
-
Entra
Assim
que tive autorização para entrar, fui directa ao sofá que tem na sala e onde
deitei-me tanta e tanta vez durante os anos que estive na instituição, era para
ali que fugia sempre que sentia-me a perder a vontade de viver, muitas vezes
ficava simplesmente deitada, envolvida no silêncio dos meus pensamentos, mas
hoje não era disso que precisava, algo que o Jorge percebeu, mesmo sem que o
tivesse partilhado, ou não fosse conhecer-me tão bem ou melhor que me conheço a
mim própria, e por isso se sentou perto de mim, remetido ao silêncio,
simplesmente estava ali para ouvir-me, desabafei… pela primeira vez em semanas
falei em voz alta tudo o que andava a sentir, todas as minhas dúvidas, os meus
medos, admiti a falta de amor-próprio que tenho, expôs o meu verdadeiro eu, tal
como o Jorge o conhece e no fim, quando já estava estranhamente mais serena
-
Sabes perfeitamente o que tens a fazer… não vieste aqui à procura de respostas,
porque essas sempre as tiveste, Mariana poucas são as pessoas que te conhecem
verdadeiramente porque sempre escondeste o teu lado mais fraco, nunca
partilhaste os teus medos, os teus pesadelos, as noites não dormidas, sempre
escondeste a falta de amor que sentes atrás de um sorriso muitas vezes vazio,
usaste sempre os problemas dos outros para camuflares os teus, mas isso só foi
possível porque vivias em função dos outros, nunca procuraste a tua felicidade
e quando apareceu na tua vida, alguém que lutou por ti, resististe até onde
conseguiste, seguiu-se uma fase boa, onde descobriste o que é ter alguém com
quem partilhar tudo, mas isso implica que o queiras fazer, o Ruben quer
respostas para perguntas que não estás dispostas a responder, porque não queres
que conheça o teu lado mais negro e por vezes fraco, no entanto enquanto
resistires a mostrar o teu verdadeiro eu, nunca serás feliz, não tenhas medo de
deixar cair a capa, o Ruben pelo pouco que conheço não parece que vá desistir
de ti por contares o que ambos sabemos, desabafa com o teu marido, tens de ser
sincera porque só assim serás feliz, o Ruben só compreenderá o facto de teres fugido
dele se revelares o verdadeiro motivo, mas isso está nas tuas mãos!
-
Tenho medo da reacção dele…
- O
que tens é medo de ti própria!
-
Talvez… sou fraca e…
-
Não és fraca, muito pelo contrário, Mariana és humana, como tal tens alturas em
que as forças faltam, em que precisas de alguém que te puxe para cima e esse
alguém é o Ruben, mas tens de deixar que te ajude como permitiste que te
ajudasse no passado, estarei sempre aqui, podes deitar-te aí quantas vezes
quiseres mas também o podes fazer na tua cama e com o teu marido ao lado, basta
que queiras verdadeiramente seguir em frente.
***
-
Ah estás aí! - olhei e vi o Ruben a entrar na cozinha
de sorriso no rosto
-
Hum… hum… - falei de boca cheia ou não fosse estar a
deliciar-me com as bolachas caseiras da D. Rosa que molhadas em leite são uma delícia
e não há miúdo nenhum que vive ou viveu na instituição que não as devora
-
Isso é tudo fome?
- É
mesmo só vontade de comer!
Sorriu
e acabou por se aproximar, sentou-se numa cadeira ao meu lado a observar-me,
até que
-
Será que algum dia terei a hipótese de conhecer a verdadeira Mariana? -
olhei - O que é que escondes? Já percebi que há pessoas aqui que sabem muito
mais do que sei...
- É
normal... são a minha família!
-
Sim são e não quero diminuir em nada a importância que têm na tua vida mas
caramba também faço parte da tua família e sinceramente sinto-me cada vez mais
excluído sem sequer saber o motivo... - baixei o olhar - deixaste de me amar,
é isso??? - respirei fundo - responde! Manda-me à merda mas fala!
Não
respondi, fui até ao lava-loiça, lavei a caneca que usei para o leite, arrumei
as bolachas e quando rodei o corpo, o Ruben continuava no mesmo sítio a olhar
para mim
-
Vamos?!
Foi
a vez dele de não responder, meteu as mãos nos bolsos das calças, deu-me
passagem e depois seguiu atrás de mim, remetido ao silêncio. Despedi-me das
crianças e dos adultos, gesto que o Ruben imitou e só depois fomos para o
carro. Conduziu até casa sem abrir a boca e quando chegamos
-
Estás entregue!
-
Não ficas?
-
Ficar?! Para quê?! Estou farto de ser ignorado!
-
Fica... - olhou nada convencido - por favor... estou a
pedir...
-
Tudo bem...
Fez-me
a vontade, no entanto percebi que não foi por querer, o Ruben estava
contrariado, no fundo percebo-o, no seu lugar já tinha feito um escândalo, mas
ele não... tem aguentado muito e sempre calado.
Entramos
no apartamento e foi directo à sala, agarrou no comando e ligou a televisão,
ainda fiquei uns segundos a olhá-lo mas depois fui até ao quarto...
Ruben
Sei
que a gravidez provoca muitas alterações, tanto físicas como emocionais, mas a
Mariana anda a abusar, se ao início dei desconto, agora já não consigo, não a
entendo, parece que a mulher por quem sou louco já não se encontra no seu corpo
e por muito que tente abordar o tema, não consigo, a Mariana isolou-se de tal
forma no seu mundo que por muito que tente aproximar-me não consigo.
A
seu pedido fiquei por casa mas isso não significa que esqueça tudo e por isso
não demonstrei grande ânimo, algo que não a incomodou, mais uma vez deixou-me
sozinho.
Estava
a ver televisão quando a vi entrar, já de pijama vestido, algo que agora é
frequente.
-
Vou buscar o Martim - informei
- A
tua mãe vai buscá-lo - falou enquanto se aproximava de mim e
sem que esperasse, sentou-se ao meu colo - e fica na casa dela - a
surpresa foi de tal ordem que demorei a reagir, talvez por isso se tenha
agarrado a mim
Não
falei nada, simplesmente a acolhi nos meus braços e colo, a Mariana ficou o
tempo que quis e quando se cansou saiu do meu colo, olhei sem entender, mas o
meu amor unicamente esticou a mão, agarrei e segui atrás dela. Chegou ao quarto
e deitou-se, não foi necessário palavras para entender que naquele momento
queria-me do seu lado, acabei por tirar a roupa e deitar-me na cama, assim que
o fiz, voltou a agarrar-se a mim.
***
A
Mariana adormeceu sem dizer uma única palavra, algo que deixou-me, ainda mais
inquieto, mas não tive coragem para mais...
Fiquei
do seu lado e só abandonei o quarto para preparar o jantar, estava a terminar
quando a entrou, ainda a esfregar os olhos e surpreendentemente veio na minha direcção
e uniu os nossos lábios
-
Vamos jantar? - olhou para a comida e torceu o nariz, o
que fez com que sorrisse - não te apetece comer o que fiz?
-
Estou sem fome... mas come!
-
Queres que prepare outra coisa? - perguntei ao vê-la a sentar-se
-
Não... agora não consigo comer mas quando tiver fome aqueço
-
Tens a certeza?
-
Sim...
Não
insisti e enquanto jantei, tive a sua companhia, a Mariana observava-me
atentamente, fiquei com a sensação que queria falar mas parecia que não sabia
como começar, não forcei, unicamente estiquei o braço na sua direcção e o meu
amor agarrou a minha mão...
-
Deixa estar isso! Vai descansar que arrumo a cozinha!
-
Se ajudar é mais rápido!
Não
contrariei e assim que terminamos, a Mariana voltou a abraçar-me e foi assim
bem juntos que fomos até ao quarto.
A
Mariana deitou-se, enquanto fui para o duche, estava a colocar o champô quando
a porta da box abriu, confesso que levei uns segundos a reagir, afinal já perdi
a conta às semanas que passou desde a última vez que a vi completamente nua.
Entrou sem dizer uma única palavra, partilhamos o momento em silêncio e foi no
mesmo modo que limpamos a água dos nossos corpos e nos vestimos.
Regressamos
ao quarto e quando a vi agarrar no creme para colocar na barriga, não resisti e
dei um passo em frente, algo que bastou para que a Mariana perceber o que
queria, o meu amor deixou que espalhasse o creme, momento que aproveitei ao
máximo e quando a olhei, vi que chorava, as lágrimas corriam pelo seu rosto sem
parar. Concluí a minha tarefa e envolvi-a nos meus braços, a Mariana agarrou-me
com alguma força para depois se afastar.
Voltou
a deitar-se e assim que também o fiz, o meu amor aproximou-se, abracei-a e
ficámos em posição de conchinha algum tempo, até que a Mariana se levantou, foi
à casa de banho e quando regressou, sentou-se na cama, bem do meu lado
-
Desculpa... - falou de olhar baixo - desculpa por
tudo... desculpa por ter fugido, por andar tão fria e afastada de ti, por neste
momento não conseguir ser a Mariana que conheces - suspirou profundamente -
mas a Mariana das últimas semanas também faz parte de mim, sempre fez, mas
quase sempre anda escondida... só se revela nos momentos que estou ainda mais
fragilizada, Ruben não sou inquebrável e muito menos sou a pessoa que julgam,
não tenho a força que pensam, mas a culpa não é vossa... é minha porque sempre
escondi de todos este meu lado, sempre usei os problemas dos outros para não
pensar nos meus, mas quando por algum motivo deixo de conseguir ocupar a mente
com os outros, sou completamente engolida pelos meus medos e entro num estado
de completa apatia, fico sem vontade de comer, de sair da cama, só penso em
coisas que não devo... - a Mariana desde que começou a falar que olhava
para as suas mãos e talvez por o rumo da conversa estar a assustar-me a interrompi
-
Não precisas de dizer nada - olhou e vi dor no seu olhar
-
Preciso... - respirou pesadamente - tens o
direito de saber e também preciso de falar... depois decides o que é melhor
para ti - interrompi
- O
melhor para mim é ter-te do meu lado, é ultrapassar esta fase de mãos dadas
contigo, é ajudar-te!
-
Ruben... - hesitou mas - quando cheguei à instituição estava
completamente deprimida e durante muitos meses, as pessoas que cuidaram de mim
não viram o meu sorriso, não dava um simples abraço e muito menos tolerava que
me tocassem, lembro-me que só no fim das outras meninas tomarem banho é que o
fazia mas sempre sozinha, não deixava ninguém ajudar, o momento de comer era um
tormento, porque tinha de partilhar o mesmo espaço com outras crianças quando só
queria desaparecer, os primeiros meses não foram fáceis, lutei bastante contra
quem só queria ajudar-me, foram meses de acompanhamento psicológico... mas cada
vez sentia-me pior, simplesmente não sabia o que era ter alguém a cuidar de mim
e só quando chegou à instituição outro menino, que tal como eu era vitima de
maus tratos, é que consegui sentir algum conforto, porque nós compreendíamo-nos...
os meses foram passando e como acabei por reagir e a socializar com os
funcionários e com as outras crianças, deixei de ser acompanhada pelo Jorge e
durante muito tempo guardei tudo o que sentia para mim, ocupava a cabeça com os
problemas dos outros, vivia em função de terceiros, até ao dia que tive de sair
da instituição, as semanas que se seguiram foram péssimas, deixei de ter com
que ocupar a cabeça e questionei vezes demais o meu direito de viver neste
mundo, foi aí que resolvi procurar a minha mãe, encontrei e quis conhecer a
parte da minha vida que não tinha recordações, quis recuperar algo que nunca
tive e quando voltei a ser abandonada pela minha mãe... - Mariana calou-se
durante uns minutos - o que vou contar, só o Jorge sabe, nem mesmo a Letícia
imagina... - as lágrimas já molhavam novamente o seu rosto - Ruben se
hoje continuo viva posso agradecer ao Jorge que manteve sempre o contacto
comigo e não deixou que cometesse loucura nenhuma... não sou a pessoa cheia de
força que julgas, muito pelo contrário, tanto que não consegui lidar com
a presença do Paulo, voltei a questionar muita coisa e acabei por fugir da
realidade, quando devia ter falado contigo
-
Passaste por muito mas ainda assim não entendo porquê que saíste de casa - olhou
-
Porque se ficasse, muito provavelmente o Martim insistiria para que aceitasse a
Kika na nossa vida e naquele momento, aliás ainda agora, não tenho capacidade
para o fazer, Ruben isso implica de certa forma aceitar o Paulo, no entanto não
consigo, já para não falar que senti-me pressionada por todos, vocês só querem
o meu bem, querem que reaja mas não é assim tão simples, Ruben quando descobri
quem era o meu pai, também percebi que a minha vida podia ter sido bem
diferente se não fosse rejeitada por ele e naquela altura isso aliado a tudo o
resto que andava a sentir, mas principalmente por ter ficado sem rumo, tive a
um misero passo de cometer o maior erro da minha vida, acredita que ter noção
disso e ter que olhar para a cara dele não é nada fácil, sempre que o vejo ou
oiço o seu nome, é impossível não recordar algo que só quero esquecer.
-
Tentas-te… - não fui capaz
de proferir em voz alta, ainda assim
-
Sim… naquela altura pensei em acabar com a minha vida, não é algo que tenha
orgulho e muito menos que fale, tanto que só o Jorge sabe…
-
Ainda pensas nisso?
-
Não! - respondeu de imediato - foi
uma ideia infeliz que surgiu num momento em que julgava não ter ninguém do meu
lado, isto coincidiu com a altura que tive de deixar a instituição, é
impossível explicar a quem quer que seja o que senti quando chegou o dia de
sair da instituição, foi como se fosse novamente abandonada, só porque deixei
de ter idade para estar em instituições, foi como se me arrancassem da minha
família, não foi fácil… não me orgulho disso e muito menos gosto de falar sobre
o assunto.
-
Se não pensas nisso porquê que saíste cá de casa?
-
Já disse… Ruben seria incapaz de cometer tal loucura, ainda menos quando
carrego o nosso bebé, matar-me nunca foi hipótese, saí de casa porque precisava
de reencontrar-me mas acima de tudo de tempo para assimilar tudo, sei que
provavelmente nunca serei compreendida mas sou assim e por muito que tente ser
diferente não consigo, só quero distância de tudo o que pode deixar-me abatida,
será que consegues entender?
- Como
queres que entenda se te afastas sempre de mim quando estás nessas fases? Será
que te faço mais mal do que bem?
-
Não! Ruben se o saldo dos últimos dois anos é positivo, devo-o a ti, não me
arrependo de ter deixado que entrasses na minha vida.
-
Não é isso que sinto, já para não falar que por minha culpa a tua vida
cruzou-se com a do Paulo.
- O
Paulo é um detalhe que tenho de aprender a ignorar, como aprendi a ignorar
tantas outras coisas ao longo da vida
-
Ya mas até lá afastas-te de mim, Mariana compreende que não é nada confortável
viver na incerteza, caramba adormeço com receio de acordar e não te ter mais, porque
nunca sei o que te vai no pensamento
- O
que vai no meu pensamento, é que te quero, é a única certeza que tenho, apesar
de às vezes não parecer e prometo que de agora em diante será diferente, já
percebi que se quero ser verdadeiramente feliz, tenho de deixar o passado para
trás, mas acima de tudo não fugir de ti, tenho que aprender a partilhar tudo e
pode levar algum tempo mas conseguirei fazê-lo, isto se tiveres disposto a
aturar-me porque tenho noção que sou muitas vezes um fardo
-
Mariana chega! Caramba não és fardo nenhum, tens os teus problemas como tenho
os meus, simplesmente consegues fazer algo que não consigo, consegues muitas
vezes esconderes o que verdadeiramente sentes, tentas ao máximo não dar parte
fraca, mas ninguém é inquebrável, todos temos momentos em que precisamos de
apoio e enquanto não aceitares que estou do teu lado nos bons e maus momentos,
nunca conseguirás desabafar comigo
-
Tem só mais um pouco de paciência comigo - baixou o olhar - sei que estou a pedir muito mas… - interrompi
-
Mas amo-te e não precisas de pedir nada, estou e estarei sempre aqui por ti,
pelo Martim e pelo nosso bebé - levei a mão à
sua barriga, o que fez com que sorrisse - amo-te tanto…
A Mariana não respondeu, sorriu timidamente, o que
fez com que sorrisse pois recordei os primeiros tempos de namoro, quando ficava
sem saber o que dizer, só porque lhe dizia que estava linda.
O meu amor acabou por se deitar e procurar o
conforto do calor do meu corpo, adormeceu abraçada a mim.
Olá!
ResponderEliminarA Mariana tal como toda a gente tem o seu lado negro, um lado que ela não quer que ninguém saiba, foi uma defesa que ela encontrou, refugiar-se nos problemas dos outros para esquecer os seus, ou melhor para camuflar os problemas dela. Não é fácil para ela partilhar esses momentos com os outros incluindo o Ruben, apesar dele ser a pessoa que mais a tem apoiado, e a pessoa que mais precisa de a compreender, finalmente ela ganhou coragem e abriu o seu coração, e nunca me passou pela cabeça que ela alguma vez tivesse tentado o suicídio. Ela tem no Ruben uma âncora que não a vai deixar ir ao fundo, ela só tem que confiar, porque esse sempre foi o principal problema da Mariana, confiar nas pessoas, porque a vida ensinou-lhe que não pode confiar em ninguém, mas ela já percebeu que não é bem assim, não quando tem ao lado dela um homem que a ama com todo o coração e que já lhe deu tantas provas de que está para ela e por ela. Adorei, desculpa a demora do comentário, vou tentar não demorar muito tempo a atualizar a leitura.
Beijocas
Fernanda