domingo, 1 de fevereiro de 2015

082 - "Porquê que o pai não quis saber da mana?"

Olá!!!
Aqui está mais um capítulo... confesso que inicialmente tinha uma ideia para o rumo da história e até a cheguei a escrever mas acabei por decidir alterar o que inicialmente tinha previsto... espero que gostem...
Ah fica a promessa de mais revelações fortes para muito em breve... afinal o passado da Mariana nunca foi um livro aberto...
Beijinhos e boa leitura :D

Ruben
Desde que a Mariana deixou de trabalhar que o ambiente em casa melhorou, talvez porque o cansaço diminuiu, o que contribui para a boa disposição do meu amor aumentar, tanto que hoje foi surpreendido com a presença dela e do Martim no treino.
O menino acabou por pedir para ir até à pastelaria que existe perto do trabalho do meu pai, algo que concordamos. Seguimos caminho e quando estacionei o carro do outro lado da estrada, o piolho foi o primeiro a sair.
- Oh guloso espera por nós! - falei antes que o piolho se lembrasse de atravessar a estrada sozinho
- Então despacha-te! - resmungou
- Essa é boa - olhou - a culpa é da Mariana e sou eu que pago as favas!
- Olha que lindo, isto realmente! - o meu amor reclamou, o que fez com que nos ríssemos os três - Um pouco mais de consideração não vos ficava mal! Mulher sofre…
A brincadeira continuou e caminhávamos alegremente até ao momento que ouvimos
- Manaaaaaa
Olhámos os três para trás e vimos a Kika a correr na nossa direção, ao mesmo tempo que chamava pela Mariana, mas não pelo nome e sim por mana.
Olhei de imediato para a Mariana e percebi que tudo aquilo estava a mexer demasiado com as suas emoções, ou não fosse o meu amor estar com os olhos rasos de água. Quem não estava a perceber nada era o Martim, o ar de confuso do meu piolho denunciava-o, mas não teve tempo de assimilar o que ouvia quanto mais de reagir, dado que foi uma questão de segundos até a Kika chegar junto de nós e se abraçar à Mariana
- Sabes que sempre quis ter uma mana e agora já sei que nós somos – a miúda não perdeu tempo em clarificar os laços que as une – eu ouvi uma conversa da minha mãe com o meu pai e não percebi bem mas eu ouvi eles a falarem que somos manas e que foste tu que me salvaste quando tive doente, eu só não sei é porquê que nunca contaste que somos manas…
A Kika continuou a falar e abraçada à Mariana, o que irritou o Martim, tanto que
- Larga a minha mana!
- Martim… - tentei serenar o ambiente, uma vez que a Mariana estava demasiado absorta nos seus pensamentos, mas não fui a tempo de evitar que o Martim empurrasse a Kika, que só não caiu no chão porque estava ainda abraçada ao meu amor
- A mana é minha, larga ela!
- Martim… amor – a Mariana chamou-o – tem calma – o menino olhou-a
- Mas mana ela tá a querer roubar a mana de mim e a dizer que é tua mana isso é mentira – a Mariana suspirou, já a Kika
- É verdade! Eu ouvi os meus papás a falarem, é verdade né? – perguntou agora à Mariana
O meu amor simplesmente não respondeu, olhou para os dois e depois para mim, nitidamente à procura de coragem para mais uma vez abordar o seu passado, o que fez com que os miúdos continuassem a discutir, olhei para o Paulo e para a Filipa e ambos estavam estáticos, sem reação, talvez porque desconheciam que a filha tivesse ouvido a conversa deles
- Mariana… amor – apesar de a chamar a Mariana parecia não reagir e só quando a abracei é que despertou para a realidade
- Martim – o menino assim que ouviu a irmã olhou – não sejas mau para a Kika, vocês são amigos!
- Mas mana ela tá a dizer que és mana dela e isso é mentira! – o meu amor respirou profundamente e talvez por isso – é verdade?
- É… - a pronta resposta da Mariana fez com que o Martim se virasse para mim
- E tu sabias?
- Sim…
- E porquê que eu não sabia? – o menino demonstrava sinais de se estar a revoltar
- Porque a mana não gosta de falar sobre este assunto – o menino franziu a testa – amor vamos para casa que a mana fala contigo lá e explica tudo, pode ser?
- Pode mas e a Kika?
Só no momento que o piolho falou no nome da amiga é que a Mariana olhou pela primeira vez para o Paulo e para a Filipa, só depois olhou para a pequena que continuava agarrada a si
- A Kika vem connosco – o meu amor voltou a respirar profundamente – assim a mana fala com os dois ao mesmo tempo, pode ser? Não ficas chateado?
- Não mas ela vai com a mamã e com o papá dela
A Mariana concordou, até porque para o meu amor foi um alívio o pedido do irmão, a verdade é que ainda não tinha conseguido encarrar verdadeiramente a irmã e talvez o tempo até casa fosse benéfico para assentar ideias, mas acima de tudo as emoções.

Mariana
Assim que percebi que a Kika já sabe que somos irmãs, senti o meu mundo a fugir de baixo dos meus pés, não estou preparada para lidar com as perguntas do Martim e da Kika, muito menos para tolerar a presença do Paulo na minha vida, talvez por isso ou simplesmente por não o esperar de todo, levei demasiado tempo a reagir, acho que desliguei momentaneamente da realidade, só um pensamento ocorreu no momento que ouvi a Kika, esse foi, como vou explicar ao Martim.
Saber o quanto o meu irmão quer conhecer o pai e não poder, mexe demasiado comigo e agora ter que lidar com a realidade de ter o meu pai tão presente e de não o querer por perto, deixa-me inquieta, não sei qual será a reação do meu piolho e não quero de todo que se sinta ainda mais rejeitado…
A viagem até casa foi feita em silêncio, buscava dentro de mim a melhor forma de explicar tudo ao meu irmão, mas também procurei perceber como lidarei com a Kika, afinal é só mais uma vítima do Paulo.
Chegamos e assim que saí do carro, foi novamente abraçada, mas agora pelo Ruben, uma vez que o Martim estava chateado, sei disso porque o conheço, o meu piolho estava magoado porque nunca contei
- Estás bem? – olhei para o Ruben assim que senti a sua mão na minha barriga
- Sim… - suspirei – com o coração apertado mas bem… Ruben como é que vou falar com o Martim… o que é que lhe digo
- A verdade, Mariana conta-lhe a tua verdade, a verdade que conheces e depois dá a oportunidade ao Paulo de revelar a sua verdade, só assim é que conseguirás enterrar de vez o passado, independentemente de quereres ou não o Paulo na nossa vida, não te esqueças que há duas crianças que não têm culpa e muito menos estão a entender o que na realidade se passa
- E achas que não sei disso? Mas pela primeira vez não sei o que dizer, não sei como falar com o Martim, não sei sequer o que sinto pela Kika, sabes… não senti nada quando a ouvi chamar-me de mana e isso está a assustar-me…
Desabafei, aproveitei que o meu irmão se tinha afastado para o fazer, o Ruben simplesmente abraçou-me ainda com mais força, para depois
- Pode parecer egoísmo mas não penses na Kika, pensei em nós, na nossa família e encontrarás a resposta a todas as tuas dúvidas, perceberás que algures dentro do teu coração já habita a Kika, a miúda já faz parte da nossa família e sabes disso, só não queres admitir porque tens noção que quando o afirmares em voz alta, terás a incluir o Paulo, é isso que não queres e é isso que terás que aceitar, não estou a dizer que o amarás mas sim que o tolerarás para bem da nossa família, ao inicio será complicado e talvez por isso não queiras esta realidade mas é a nossa realidade e juntos aprenderemos a lidar com ela
- Obrigada…
- Pshiu – deu-me um beijinho na testa que fez com que sorrisse – que palermice é essa do obrigada?
- Ohhh – voltei a sorrir, ainda que ligeiramente, talvez porque o Ruben olhava-me com uma serenidade tremenda – amo-te… foste a melhor coisa que me aconteceu na vida!
- Não! – olhei-o – Sou uma das melhores coisas que te aconteceu na vida, tens outras, como o Martim, o nosso bebé – senti mais uma vez a sua mão na minha barriga – os teus amigos, a nossa família, tantas e tão boas, e é por teres essa noção que vamos entrar, sentar e conversar, vamos enterrar de uma vez o passado, viver o presente e construir o futuro
Não respondi, abracei-o com força e após uns minutos desprendi-me dos seus braços e caminhei até à entrada do prédio, onde já estavam os pais da Kika e a miúda, já o meu piolho encontrava-se afastado, parecia estar tão alheio mas assim que me viu a caminhar, aproximou-se e surpreendeu tanto que não consegui segurar as lágrimas
- Agora que já dei tempo para pensares já podes falar?
- Anda cá – inclinei-me ligeiramente e abracei-o, sentir aqueles bracinhos de volta do meu pescoço, o calor do seu corpo, o seu respirar contra o meu pescoço, foi tudo o que precisava, não sei o tempo que estive unicamente abraçada ao meu piolho, só sei que voltei à realidade quando
- Eu não gosto que a mana esconda coisas de mim mas também não gosto de ver a mana triste porque fiquei triste, eu quero saber a verdade mas não quero ver a mana mais triste
Simplesmente agradeci e depois entramos no prédio, abraçados. O Ruben seguiu-nos e atrás dele veio a Kika e os seus pais.

Paulo
Os últimos meses não foram fáceis, primeiro a doença da Kika e depois o lidar com a certeza que a Mariana é a filha que fui obrigado a rejeitar, levou algumas semanas até a Filipa aceitar a parte que sempre escondi do meu passado, não foi fácil mas superamos tamanha provação.
Tentei aproximar-me da Mariana mas não consegui, não me senti capaz de contrariar a sua vontade, apesar de querer muito dizer-lhe como tudo aconteceu, de querer talvez compensar um pouco todo o mal que fiz, mas a minha filha cresceu e tornou-se adulta, perdi a minha chance de impor a minha autoridade como pai, por isso simplesmente respeitei a sua vontade e deixei de a procurar, até porque está grávida e a última coisa que pretendo é prejudicar o meu neto ou neta.
Ainda assim, não significa que tenha esquecido o assunto, tanto que volta e meia, abordo o tema com a Filipa, tenho uma mulher incrível do meu lado, que para além de ter aceite os meus erros, ainda dá força para que de alguma forma altere o que de errado fiz.
Foi talvez numa dessas vezes que falamos sobre o assunto, que a Kika ouviu e apesar de nunca ter comentado connosco e de nunca nos ter dado a oportunidade de explicar, ao que tudo indica entendeu na perfeição os laços familiares que a une à Mariana, uma vez que hoje ao vê-la chamou-a de mana e correu para os seus braços…
Os momentos seguintes são impossíveis de descrever, só eu sei o que senti, o que pensei, o quanto magoou ver a Mariana tão perdida, para depois sentir-me tão inútil, quando o Martim, já à porta do prédio demonstrou uma maturidade enorme ao reconfortar a irmã, aquela criança de oito anos foi enorme ao perceber que a Mariana não precisava que a acusasse mas sim que a amparasse na queda, o menino no seu jeito de criança disse tudo…
Desde a entrada no prédio até nos sentarmos na sala do apartamento deles, a sensação de completo desespero não me abandonou, desespero por não saber o que esperar…
A Mariana sentou-se no sofá de três lugares e imediatamente foi rodeada pelos irmãos, o Martim sentou-se do lado direito e a Kika do esquerdo, já o Ruben saiu da sala, deixando-nos a sós, não percebi ao início, só mesmo quando voltou com uma caneca de chá e umas torradas é que entendi, o miúdo que vi crescer no mundo do futebol, está um verdadeiro homem, cuida daqueles que ama de uma forma exemplar.
- Come… não podes ficar tanto tempo sem comer – a Mariana olhou e sorriu ligeiramente, aceitou o tabuleiro e nos minutos seguintes comeu, sempre sob o olhar atento das crianças e do Ruben.
Assim que terminou, colocou o tabuleiro em cima da mesa de centro e procurou com o sue olhar o apoio necessário, algo que o Ruben percebeu e por isso
- Oh piolho – o Martim olhou-o – não te queres sentar ao meu colo?
O menino aceitou, o que permitiu ao Ruben, ao mesmo tempo, abraçar a mulher e mimar o miúdo, estava mais uma vez a observá-los quando
- A mana não sabe por onde começar – falava para o Martim mas também para a Kika, uma vez que olhou para ambos – Martim é verdade que a Kika é minha irmã, a mana soube quem era o meu pai quando saiu da instituição, nessa altura procurei a nossa mãe e obriguei-a a contar-me quem era ele, nunca quis viver com ele nem que soubesse quem eu era, simplesmente quis saber quem era mas nunca o procurei para dizer que existo, amor a mana só soube que o Paulo era o empresário do Ruben no dia que casamos e foi só nesse dia que contei o resto da verdade sobre o meu passado, só nesse dia é que o Ruben descobriu e a meu pedido ignorou o assunto, a mana não queria que o Paulo descobrisse mas depois viemos para Lisboa, foste para o mesmo colégio da Kika, tornaram-se amigos e quando adoeceu fiquei muito triste, percebi que podia perder a Kika sem sequer a conhecer como irmã, foi por isso que fui contigo visitar a Kika, naquela tarde percebi que tal como te amo a ti também a amo a ela – olhou para a minha piolha e sorriu, puxando-a para o seu colo e nos minutos seguintes falava para ela, ou não fosse ter olhado sempre para a Kika – percebi que não tinhas culpa por tudo o que passei, por ter crescido sem pai e que precisavas de mim, fiz os exames e felizmente consegui ajudar-te, o transplante de células que recebeste só foi possível porque somos compatíveis, ajudei-te sem pedir nada em troca e sem nunca revelar aos teus pais que somos irmãs, só mais tarde é que descobriram – a Mariana alternava agora o olhar entre os dois e já tinha o Martim abraçado a si – mas isso não mudou nada, continuo a não querer saber do Paulo, para mim é e será sempre o teu pai, desculpa Kika mas apesar de gostar muito de ti não o consigo ver como pai, não tens culpa mas simplesmente não consigo, não cresci com pai e nem sei o que é isso, não sei o que é receber um beijinho de boa noite, não sei o que é ouvir ralhar, não sei o que é ouvir alguém a chamar-me de filha e agora também não quero… não faz sentido, o Paulo é teu pai, acredito que goste de ti mas meu não é…
- Isso quer dizer que não posso ser tua mana
A Kika perguntou quando as lágrimas já caíam, algo que me revoltou, a Mariana estava a fazer o mesmo que fiz, acho que teria falado mas foi novamente cilindrado quando
- A mana não disse que não a podes chamar de mana – olhamos todos para o Martim – a mana só disse que não quer ser filha do teu pai – não foi só a mim que o poder de resumo do Martim surpreendeu, percebi isso pela reação da Mariana e do Ruben, mas o mais surpreendente ainda estava para chegar quando – porque o teu pai foi mau para ela como a minha mãe foi para mim – as lágrimas caíram pelo rosto da Mariana sem controlo e piorou quando – mana não chores eu percebo a mana eu percebo porque eu também não quero mais viver com a mãe porque a mãe não é como a mãe dos meus amigos, ela não quis saber da gente e se não fosses tu eu podia agora tar a viver no mesmo sitio que viveste. Mana eu não me importo que a Kika seja tua mana eu sei que gostas muito de mim eu só fiquei triste porque não contaste que ela é tua mana eu não gosto quando há segredos mana eu sei que sou criança mas eu gosto de perceber as coisas prometes que não escondes mais nada?
A Mariana acenou afirmativamente com a cabeça, não verbalizou porque duvido que o conseguisse, estava literalmente mergulhada em lágrimas, aliás ela, o Ruben e eu… eu estava completamente reduzido a nada… estava a condenar-me por não ter lutado quando o que mais temia aconteceu, a Kika pediu justificações
- Porquê que o pai não quis saber da mana? – senti como se me tivessem dado muros no estomago, respirei fundo e senti a Filipa a apertar-me a mão
- Oh filha… o pai podia dizer que na altura não sabia o que estava a fazer mas estaria a mentir – olhei para a Mariana e vi dor, revolta – Mariana quando a tua mãe disse que estava grávida, éramos demasiado jovens, sei que isso não é desculpa mas é a realidade, nós namorávamos às escondidas dos teus avós, porque a minha família era pobre, sim era isso, os teus avós maternos não eram ricos nem para lá caminhavam mas a minha família tinha muito menos posses que eles e quando descobriram que a filha gostava de mim proibiram qualquer contacto, não sei se te recordas mas o teu avô era demasiado autoritário e a tua avó apesar de ser mais condescendente nunca o contrariou, eram tempos diferentes… enfim… mas isso não impediu que namorássemos às escondidas, gostava mesmo da tua mãe e durante anos foi a minha grande paixão, hoje já não considero que seja o amor da minha vida porque encontrei a Filipa, mas durante anos acreditei que fosse e durante esses mesmo anos culpei-me por ter sido fraco, por não ter lutado, mas quando o teu avô descobriu que a tua mãe estava grávida obrigou-me a afastar-me, ameaçou que me denunciava às autoridades, porque já era maior de idade e a tua mãe menor, na altura era uma criança e sim tive medo, fui cobarde e cedi às ameaças, afastei-me e umas semanas depois o teu avô disse-me que a tua mãe tinha abortado, nunca mais a vi, a tua mãe simplesmente desapareceu, não deixou rasto… os meses passaram e perdi a esperança de encontra-la, sempre acreditei que tinha abortado, desconhecia que tinha uma filha…

Como ficará a Mariana depois das palavras do Paulo?

E a Kika terá uma família?

4 comentários:

  1. Olá

    Espero que a Kika tenha uma família e também que a Mariana dei-a uma oportunidade ao pai de conhece.la e de conhece-lo como tal, ele foi tão enganado como ela....


    Mais *_*


    Beijinhos


    Catarina

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  2. Fantástico...

    Quero mais... Tou super curiosa para ver o próximo capitulo...

    Continua... Cada vez ta melhor...

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  3. oi! :)
    bem...que saudades que já tinha de ler esta história! quando vi que tinha alguns capitulos para ler, a primeira coisa que fiz ao chegar a casa foi ler tudinho!
    ai mas esta Mariana, eu acho que ela tá mesmo aprecisar de ter a criança para as hormonas acalmarem e ela voltar ao normal! mas vá, o ruben tem de entender que uma mulher gravida não é facil né?
    Agora quero o resto!!!! isto não é nada justo acabares desta forma!
    espero pelo proximo e rapidinhoooo!
    beijinhos :)

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  4. Olá!

    Por momentos pensei que a Mariana tinha encontrado a mãe, mas a surpresa não foi menor, o que ela tanto quis ignorar, até mesmo esconder foi descoberto, a Kika descobriu que tem uma irmã, e que foi a Mariana que lhe salvou a vida. Os adulto ás vezes têm a triste ideia de pensarem que conseguem esconder tudo a uma criança, enganam-se redondamente, e aqui está a prova, a Kika ouviu a conversa dos pais e descobriu o que ninguém queria que ela soubesse, quantas de nós é que nunca ouvimos conversas dos nossos pais que não era suposto nós sabermos, e que até hoje eles nem sonham que nós as ouvimos? Pois foi o que aconteceu ao Paulo, a Kika ouviu o segredo que ele guardava, e agora não há volta a dar, à que encarar os factos, por outras palavras pegar o touro pelos cornos, e falar daquele passado que o Paulo sempre tentou falar com a Mariana, mas que ela nunca quis ouvir, mas desta vez não há volta a dar.
    O Martim, este puto tem o dom de me deixar de lágrima no olho, é tão homenzinho para a idade que tem, se a principio foi duro encarar a irmã e descobrir que ela lhe tinha mentido, depressa lhe passou e ouviu tudo e no fim falou como gente grande, que grande lição que ele deu aos adultos.
    Adorei, muito.

    Beijocas

    Fernanda

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