sábado, 13 de julho de 2013

072 - "Eu pensei que o Ruben tava a bater na mana..."

Ruben
Costuma-se a dizer que a época Natalícia é tempo de paz e amor, mas a nossa, este ano, tem sido vivida com amor, tal como os restantes dias do ano, mas paz é algo que anda a faltar, a situação da Kika e a espera dos resultados dos nossos exames têm agitado os nossos dias.
Felizmente com os nossos exames está tudo bem e como tal a Mariana só ainda não engravidou porque não calhou, a Dra. Fátima falou connosco sobre o assunto, deu-nos alguns conselhos e por no fim saímos os dois mais animados. Aproveitamos que a Mariana estava de folga para comprar o presente do Martim, já que exigi que esperasse por mim para o fazer.
- Amor... oh Mariana onde é que vais?! – perguntei ao vê-la a encaminhar-se para a seção de bonecas e brinquedos mais femininos.
- Comprar uma prenda!
- Mas nós já compramos a prenda da Carolina...
­- Sei que já comprei a prenda da minha afilhada mas não é só à filha da Patrícia e do Nuno que merece um miminho...
- Ãh?! Amor as únicas crianças que temos é o Martim, o Rafael, o Nuninho e a Carolina – a Mariana olhou-me enquanto falava.
- Há uma menina que merece tudo... – percebi imediatamente a quem se referia
- Kika! – falei mas já não obtive resposta
A Mariana “perdeu-se” nos corredores da TOYS "R" US, percebi que não sabia o que oferecer, mas deixei-a procurar o que queria em paz e sossego, o meu amor acabou por comprar uns jogos para que a menina se pudesse entreter enquanto tiver que ficar internada e mais tarde de repouso, já em casa se tudo correr bem.
Com as compras feitas, regressamos a casa, a Mariana foi guardar os presentes e no fim seguimos para a casa do Mauro. Passamos o resto do dia com eles e numa animação tremenda.
***
- Ruben – estava na brincadeira com o Martim no seu quarto quando a ouvi a chamar-me.
- Diz – respondi quando a encontrei no nosso quarto perdida no meio dos seus vestidos, sim que a cama parecia uma banca de uma feira qualquer com tanta roupa que tinha em cima
- Este ou este ou aquele ou ainda o outro que está ali – falava enquanto apontava para a roupa, mas tinha tanta em cima da cama que não percebi a qual vestido se referia
- Amor é indiferente ficas linda de qualquer forma...
- Realmente não serves para nada... nem sei porque perdi tempo a perguntar-te – comecei a rir ao vê-la aborrecida – ainda gozas!
- Sabes... – aproximei-me – é que prefiro mil vezes mais aquele momento em que te tiro o vestido – coloquei as minhas mãos na sua cintura, sim que a Mariana estava só em lingerie, para deslizá-las imediatamente para as suas nádegas, apertando-as ao mesmo tempo que lhe beijava o pescoço, a Mariana suspirou – do que este em que te tenho de ajudar a vestires-te... – a minha boca desceu até ao seu peito, beijei-o enquanto a encaminhava para a cama
- Ruben... Rubinho... amor – a Mariana chamava-me por entre suspiros ou não fosse estar a acariciar a parte mais sensível do corpo de uma mulher, estava disposto a fazê-la esquecer que tinha de escolher o vestido para levar ao jantar de natal do clube quando ouvimos o Martim a chamar-nos, aquilo fez-me parar – ai não – olhei-a – agora começaste vais acabar... – gargalhei ao vê-la já desesperada com tão pouco mas sabia o risco que corríamos, afinal a porta não estava trancada e por isso tentei levantar-me para dar a volta à chave mas fui impedido, a Mariana cruzou as pernas nas minhas costas, prendendo-me e puxando-me ainda mais para si, o meu amor retirou-me a camisola e inverteu mesmo a posição, agora estava por baixo com ela sentada nas minhas pernas, a Mariana abriu o fecho das minhas calças e acariciou-me, mordi o lábio inferior ao sentir a sua mão no tecido dos meus boxers, estava a adorar o atrevimento dela mas voltamos a ouvir o Martim e por isso avisei-a que a porta estava destrancada – porra nem para fechares a porta serves! – ripostou ao mesmo tempo que saiu de cima de mim, fiquei estupefato a olhá-la, a Mariana simplesmente foi para a casa de banho e uns segundos bastaram para ouvir a água a correr, não estava a acreditar que fiquei literalmente na mão só porque não fechei a porta. Levantei-me com a intensão de fazer-lhe companhia no duche, mas quando tentei abrir a da casa de banho percebi que a Mariana se tinha trancado, barafustei sozinho e acabei mesmo por ficar à sua espera, o meu amor saiu só com uma toalha a envolver o seu corpo, olhou-me de cima a baixo – ainda aí estás?
- E onde é que querias que estivesse?
- Como Martim... afinal agora é só Martim – ripostou, olhei-a, a Mariana não estava a falar coisa com coisa – é só o menino chamar que interrompes logo tudo... – tive que controlar a vontade de rir, a Mariana estava com ciúmes do irmão
- Hey... – aproximei-me – nem venhas... quem se trancou na casa de banho foi a menina – agarrei-a pela cintura, fazendo-a girar sob os próprios calcanhares para ficar de frente para mim.
- Assim não corro o risco de começares algo e depois deixares-me na mão! – voltou a ripostar e a afastar-se de mim
- Mas estás parva? – saiu-me, arrependi-me imediatamente mas a Mariana não deu tempo para lhe pedir desculpas, aliás falou algo que deixou-me literalmente especado a olhá-la, o meu amor estava estranha...
- Devo estar mesmo parva, só assim é que encontro justificação para descontrolar-me tanto quando me apareces à frente – suspirou
- Amor, estás bem?!
- Não... mas posso ficar – conforme falou aproximou-se de mim e levou de imediato as mãos ao botão e fecho das minhas calças, num movimento ágil conseguiu fazer com que deslizassem pelas minhas pernas, ainda estava a assimilar tal atrevimento por parte dela e já os meus boxers estavam a fazer companhia às calças, a Mariana tocou-me para agarrar logo depois no meu... e não foi preciso muito para que a estivesse a penetrar, quais preliminares, quais quê, senti-me sim a ser um objeto que estava a ser usado para satisfazê-la e no final voltei a ficar sozinho no quarto, a Mariana regressou para a casa de banho.
- Posso? – perguntei antes de abrir a porta que estava encostada
- Se não quisesse que entrasses tinha fechado a porta à chave! – ripostou mas desta vez com um tom de voz de quem estava a desafiar-me – ainda aí estás? E eu a pensar que ia ter a tua companhia... – falava enquanto passava o gel de banho pelo corpo e olhava-me
- É seguro aproximar-me?! É que vê lá se for para ser usado e deixado para trás logo depois...
- Não te chegou, foi?
- Mariana bebeste? – o meu amor gargalhou – a sério... só podes estar louca...
- Não gostas, é? – olhou-me – temos pena... a mim apeteceu-me, posso?
- Podes... mas confesso que gosto muito mais da outra versão tua... mais meiguinha, mais amorosa – fui-me aproximando da banheira – mais minha – a Mariana sorriu – afinal o que te deu? – perguntei quando já estava junto dela com os nossos corpos tapados pela água que se encontrava quase a transbordar da banheira.
- Sei lá... – sorri ao vê-la envergonhada, agora sim tinha a minha Mariana nos meus braços, sim que a que tive anteriormente acho que estava possuída pelo diabo – desculpa – baixou o olhar
- Hey... amor – fi-la olhar para mim – não é dizer que não gostei mas foi diferente e inesperado...
A Mariana não respondeu, talvez por não saber o que dizer, ficamos simplesmente a trocar mimos, desta vez inocentes mas que ainda assim nos fizeram desejar por mais, afinal nenhum dos dois ficou satisfeito com a amostra que tínhamos tido no quarto e por isso mesmo voltamos a amar-nos, ainda assim a Mariana continuava estranha ou não fosse ter gemido mais do que é normal, a verdade é que o meu amor se controla quando temos o menino connosco, mas hoje deixou transparecer pelos gemidos todo o prazer que estava a sentir, o que serviu também para ter-me animado ainda mais, resumindo passamos uns maravilhosos e longos minutos a amar-nos.

Mariana
Não sei o que estava a passar-se comigo hoje mas a verdade é que só o estar a milímetros do Ruben já me deixava a suspirar, então quando me tocava só dava vontade de saltar-lhe em cima e o Ruben ter começado com aquele jogo quando lhe pedi ajuda para escolher o vestido só piorou ainda mais o meu estado, tanto que quando o Ruben quis parar porque o Martim o estava a chamar deixou-me extremamente chateada com ele, é verdade que passou nos minutos em que estive no duche, mas voltou tudo quando o vi no quarto à minha espera, quer dizer quando estávamos a caminhar a passos largos para uma entrega completa parou porque o Martim o chamava e afinal agora estava ali, aquela atitude revoltou-me e acabei mesmo por usá-lo, como o próprio insinuou, mas naquele momento soube bem fazê-lo, é verdade que depois a vergonha tomou conta de mim e por isso fugi para a casa de banho.
O Ruben acabou por se aproximar e pedir autorização para entrar, dei-lha e acabamos por falar e no fim a sermos um do outro do nosso jeitinho, mas desta vez foi impossível controlar-me, por norma tento fazê-lo para que o Martim não se aperceba do que se está a passar mas hoje não consegui...
Ficamos a mimarmo-nos durante algum tempo depois de minimamente o Ruben me ter satisfeito, sim porque hoje acho que ficaria o resto do dia a amá-lo de forma mais física. Acabamos por sair daquela divisão completamente em clima “in love” e acho que só não cai redondinha no chão porque o Ruben vinha agarrado a mim com os seus braços a envolverem a minha cintura, juro que por momentos perdi a força nas pernas quando vi o meu irmão sentado na nossa cama a olhar-nos e antes que tivesse tido tempo de abrir a boca para dizer o que quer que fosse o meu irmão falou
- Oh mana o que tavam a fazer? – senti o Ruben a “enterrar” a cara no meu pescoço para não gargalhar perante a pergunta do Martim.
- ahh... – foi a única coisa que consegui dizer
- Eu pensei que o Ruben tava a bater na mana... – se tivesse um buraco ali na minha frente tinha pulado sem hesitar tal era a urgência de me esconder – mas depois ouvi tu a pedires mais e para não parar e agora tão despidos...
- Oh lindo – ouvi o Ruben – a Mariana estava a tomar banho e não conseguia lavar bem as costas e pediu ajuda – olhei chocada para o Ruben perante o descaramento e à vontade com que falava – fui ajudá-la como te ajudo a ti mas molhei-me...
- Ah... mas eu não digo tanto aiii – se já queria fugir então depois de ouvir o meu irmão a tentar imitar os meus gemidos estava capaz de matar o Ruben
- Isso foi porque sem querer aleijei-a... – não... não podia estar a ouvir esta conversa... era mau demais.
- Não percebo – o menino olhou-nos como se fossemos dois extraterrestre – se tu tavas a aleijar a mana porque que ela pediu para não parares...
- Martim chega! Vai para o teu quarto! – o menino olhou-me assustado, afinal acabei por gritar com ele – desculpa – pedi imediatamente mas de nada adiantou porque o Martim saiu do quarto a correr e com as lágrimas nos olhos.
Sentei-me na cama sem saber bem o que dizer ou o que pensar quando do nada o Ruben começa a gargalhar, olhei-o com vontade de o mandar janela fora e talvez por isso tentou controlar-se, algo que lhe foi difícil porque de vez em quando ria.
- Não estou a achar piada! O Martim ouviu-nos...
- Culpa tua... não gemesses tão alto – abri a boca ao ouvir tal afirmação
- É que nem mereces resposta! – tentei sair do quarto mas antes que conseguisse chegar à porta já o Ruben tinha-me agarrado pela cintura, impedindo-me de continuar a andar – larga-me – tentei soltar-me dos seus braços algo que não consegui
- Chega! – falou depois de estar uns minutos a levar com alguns murros no peito que lhe dava numa tentativa de soltar-me
- Chega? O Martim ouviu-nos e tu ainda gozas? Tinhas mesmo de dizer o que disseste? Fala! – berrei, estava mesmo lixada
- Preferias que tivesse dito que o que ele ouviu foram gemidos provocados pelo prazer que o sexo dá? – o Ruben falou num tom mais baixo que o normal, percebi que foi com a clara intenção do Martim não ouvir aquela conversa – Oh Mariana lógico que preferia ter evitado esta situação, o Martim não devia ter sequer ouvido quanto mais perguntado o que estávamos a fazer, mas ouviu e perguntou, é só uma criança inocente que não percebeu o que ouviu e por isso perguntou, quem errou fomos nós que não fomos discretos mas agora também não dá para alterar...
- Isso é tudo muito bonito mas com que cara é que vou olhar agora para o meu irmão?
- Com a tua – riu o que me irritou, teria mandado o Ruben dar uma volta mas o meu amor antecipou-se e uniu as nossas bocas, ainda tentei resistir mas foi-me impossível fazê-lo
- Nem sabes o quanto te odeio! – o Ruben gargalhou fortemente
- Não me importo... desde que seja para ter momentos como o que tivemos...
- Aiiiiiiiiiii estúpido! – voltou a rir
Afastei-me do Ruben e vesti a primeira coisa que encontrei, depois logo escolhia o vestido para usar, o meu amor seguiu o meu exemplo e também se vestiu. Quando estava minimamente apresentável sai do quarto, queria pedir desculpas ao meu irmão mas quando aproximei-me do seu quarto percebi que o Ruben se antecipou, eles estavam os dois a falar.

Ruben
Não estava nos meus planos ser apanhado pelo Martim a amar a irmã, ainda que o menino só tenha ouvido, não deixa de ser embaraçoso, ainda mais quando o Martim não é criança de ficar com as dúvidas para ele, quando não entende algo pergunta de imediato, o que originou uma conversa estranha que terminou com a Mariana a mandá-lo para o seu quarto.
O meu amor reagiu mal, no fundo percebo-a, é o irmão dela. Ainda tentei acalma-la mas de nada adiantou, acabei por vestir-me e sair do nosso quarto, passei pelo do Martim e ao olhar para a porta encontrei-o deitado na cama e a chorar.
- Posso? – pedi depois de bater na porta, como o menino não respondeu aproximei-me – Desculpa – pedi o que fez o menino olhar-me
- Não foste tu que ralhaste comigo!
- Ninguém ralhou contigo... a Mariana só falou um pouco mais alto mas pediu-te desculpas logo a seguir...
- Mas já tinha gritado comigo eu só tava preocupado com ela porque ouvi ela a dizer uns aiiis estranhos – sorri ou ouvi-lo ainda que disfarçadamente – mas afinal o que tavam a fazer eu não percebi nada!
- Oh lindo... há momentos que não se explicam, simplesmente se sentem e o que ouviste foi um desses momentos, nós estávamos os dois na brincadeira.
- Que brincadeira mais parva! – não consegui controlar-me e por isso gargalhei o que fez o menino olhar-me – eu fiquei preocupado com a mana...
- Não te precisas preocupar, não estava a bater e muito menos a aleijar a tua mana...
- Tá bem... já percebi tavas a brincar com ela como eu brinco com os meus amigos, né?
- É... é... então e agora que já percebeste não vais ficar chateado com a Mariana, não é?
- Já passou! – o menino falou com uma convicção tremenda e logo a seguir deu-me um abraço apertado – mana... – o Martim largou o meu pescoço e foi a correr para a porta do quarto, olhei e encontrei-o já ao colo da Mariana – o Ruben já explicou que tavas a brincar com ele – o meu amor olhou-me – mas para a próxima faz menos barulho porque assustaste-me...
- Não vai haver próxima! – o tom da sua voz fez-me temer que nos próximos tempos não haverá nada...
- Tá bem! Mana posso pedir uma coisa?
- Podes – a Mariana respondeu
- Enquanto tu tavas a brincar com o Ruben – e o puto estava a dar-lhe novamente no mesmo assunto – eu tive a fazer um desenho para a Kika e eu queria ir ver ela e entregar o desenho, vais comigo?
- Pode ser mas só amanhã.
- Oh porquê que não pode ser hoje?
- Já te esqueceste que temos o jantar de natal do Benfica?
- Ah... que seca! – a Mariana sorriu ou não fosse ela achar o mesmo que o Martim
- É... tens razão é mesmo uma seca mas se o Ruben convidou-nos é porque quer-nos levar por isso...
- Sim eu sei... mas também só vou porque o pai pediu – sorri ao ouvi-lo.
Ainda ficamos um tempo os três na brincadeira mas o momento de nos despacharmos chegou, voltei a ver a Mariana indecisa por causa do vestido e acabei mesmo por dar a minha opinião, caso contrário nunca mais se decidia, algo que nela é novidade.
O jantar até foi animado ainda assim não pude ficar na mesma mesa que a Mariana e o Martim, dado que, nós, os jogadores tínhamos uma mesa só para nós. Percebi durante o jantar que o menino já devia ter feito das dele ou não fosse aquela carinha o denunciar, estava “perdido” a observá-lo quando um dos meus colegas se meteu comigo.
- Vê lá... se precisares de um babete posso pedir um à Magali já que traz sempre na mala...
- Olha para ele... o carapau já tem tosse, é?
- É o quê?
- Ai não entendeste... temos pena... – os meus colegas riram
- Pô também não entendi! – o Luisão veio em defesa do Salvio ou não fosse ele o nosso capitão – Mas que cê vira babaca sempre que o Martim tá perto, isso vira!
- E pararem de chatear-me a cabeça, não seria bem melhor!!
A troca de “mimos” continuou o que contribuiu para mais umas gargalhadas que despertaram a curiosidade do meu pequenino que quando dei por mim já estava ao meu lado.
- Posso ficar aqui? – pedinchou com aquela carinha de anjinho, aquela que tem plena noção que não resisto.
- Poder, podes mas vais deixar a mana sozinha?
- Oh pai as conversas delas são uma seca – os meus colegas riram – tão a falar de sapatos, roupas, penteados – falava com cara de enjoado – não gosto...
Ouvir o meu pequenino fez com que olhasse para a Mariana, é que a ser verdade o que o Martim falou, o jantar para o meu amor estaria a ser um tremendo sacrifício, porque não é nada dada a estas conversas mas por incrível que pareça encontrei-a a sorrir e até mesmo a participar na conversa, não pude deixar de sorrir ao vê-la, ao que tudo indica, a integrar-se no grupo.
***
- Amor – olhou-me enquanto vestia o pijama – quando o Martim veio ter comigo do que é que vocês estavam a falar?
- Ãh?!
- Oh o menino comentou que as vossas conversas estavam a ser uma seca, que falavam de sapatos, vestidos e afins... – a Mariana sorriu – é verdade?
- Sim...
- Ah!
- Ah?! Tipo qual é o mal?
- Nenhum mas não és muito dada a essas cenas por isso quando o menino falou ainda pensei que o jantar para ti estivesse a ser uma seca no entanto olhei e encontrei-te a rir e até a participares na conversa.
- Tontinho! – a Mariana deitou-se e não perdeu tempo em se abraçar a mim, unindo os nossos lábios – Mas fica a saber que a conversa de vestidos não era propriamente uma conversa banal...
- Não percebi!
- Pelo que percebi a Magali e o Salvio vão se casar e a conversa fugiu para os preparativos do casamento como é lógico o momento da escolha do vestido também foi tema de conversa, era disso que estávamos a falar quando o menino pediu para ir ter contigo.
- O Salvio casar? O puto sempre disse que não estava nos planos deles...
- Pois mas parece que mudaram de ideias e quando batizarem o pequeno estão a pensar casar mas se ainda não sabias não comentes...
***
Acordei de madrugada e sozinho, a Mariana não estava no quarto nem na casa de banho, levantei-me para a procurar e encontrei-a na cozinha a beber chá.
- Estás bem? – dei-lhe um beijinho na nuca
- Sim...
- Então porquê que estás a beber chá? – sorriu
- Acordei para ir à casa de banho e depois apeteceu-me algo quente – falou descontraidamente – e o menino está aqui a fazer o quê?
- Oh... o menino foi abandonado e agora não consegue adormecer... – a Mariana gargalhou – não queres vir para a cama? – perguntei, afinal já tinha acabado o seu chá.
- Shiii... estou mais para correr a meia maratona do que para dormir – gargalhei perante o disparate que falou – a sério estou sem sono e com energia a mais!
- Ai a menina tem energia a mais?! – aproximei-me dela agarrando-a por trás, uma vez que a Mariana estava a colocar a chávena no lava-loiças – olha que bem – beijei-lhe o pescoço o que fez com que se encolhesse – sei de uma forma bem interessante para gastar alguma dessa energia... – virei-a para mim com a intenção de continuar a provoca-la mas o meu amor afastou-se ligeiramente.
- Esquece! A gastar energias nos próximos dias só se for mesmo a correr porque para o que queres – baixou o olhar – estou inapta... – suspirou o que foi suficiente para perceber ao que se referia, não toquei mais no assunto e acabamos por ficar pela sala a ver um filme, a Mariana estava sem sono, talvez por estar a pensar que ainda não foi este mês, mas pelo menos parecia mais serena e isso tranquilizou-me.

Mariana
Acordei durante a noite com um desconforto, fui à casa de banho e percebi que as cólicas que sentia estavam relacionadas com o aparecimento do período, mais um mês sem conseguir engravidar. Acabei por ir até à cozinha, apetecia-me algo quente e foi quando estava a terminar o meu chá que o Ruben apareceu, ficamos à conversa e acebei por lhe dizer que o melhor que tem a fazer é não se animar muito, afinal estou imprópria para lhe dar o que quer. Não tocamos mais no assunto, também verdade seja dita, não há muito a falar. Ficámos pela sala, deitados no sofá a ver um filme e na manhã seguinte acordamos ambos com o Martim a rir, ou não fosse ter-nos apanhado a dormir no sofá.
- Mana é hoje que deixas eu ir ver a Kika? – o Ruben olhou-me
- Sim... – levantei-me e espreguicei-me – vamos comer e depois a mana leva-te a ver a Kika.
- Fixe!!
O Martim ficou animado por poder visitar a amiga, confesso que também fiquei mas fui menos expressiva que o meu pequeno. O Ruben avisou que nos fazia companhia e por isso despachamo-nos para seguirmos até ao hospital.
- Martim, toma! – falei antes de entrarmos no quarto da Kika.
- O que é isto? – perguntou ao agarrar no saco
- É uma prenda para dares à Kika.
- Fixe! Obrigado mana – o menino agarrou-se a mim e agradeceu-me como se a prenda fosse para ele – ela vai ficar contente – tive que controlar para não deixar cair algumas lágrimas teimosas, o Ruben percebeu o impacto das palavras do Martim e por isso puxou-me para ele, respirei fundo e entrei finalmente no quarto.
Encontramos unicamente o Paulo e a Kika, a menina assim que nos viu sorriu, aproximamo-nos dela e depois de lhe darmos um beijinho, o Ruben afastou-se para cumprimentar o Paulo, algo que não me dei ao trabalho, não estava ali por ele mas sim pela Kika.
- Toma! – o Martim deu o presente à menina
- Pai olha é uma prenda – falou alegremente o que fez o Paulo se aproximar, ficando ao meu lado
- É pequenina – dei-lhe um beijinho na sua testa, aquele gesto de carinho enojou-me, sei que não devia mas foi isso que senti nojo daquele que tinha ao meu lado.
Como acabará esta visita à Kika?

Será que a Mariana aguentará muito mais tempo calada?

7 comentários:

  1. Adorei o capitulo, achei imensa piada àquela situação com o Martim ahahaha é complicado explicar isso a uma criança!
    Fico á espera do próximo :)

    ResponderEliminar
  2. Ri-me tanto com o que se passou xD
    E aquelas conversas/picardias dos jogadores são coisas que eu sempre adoro ler.
    Mas tens a certeza que ela não está grávida? É que não parece nada...

    Beijinhos

    ResponderEliminar
  3. Fantástico...

    Quero mais... Tou super curiosa para ver o próximo...

    Continua...

    ResponderEliminar
  4. OMG!! O que foi esse episódio com o Martim??? Perdi as contas de quanto tempo fiquei rindo sozinha olhando pro pc lool Adorei, adorei, adorei.
    Adoro o seu jeitinho de escrever também, além de estar sempre nos surpreendendo porque a gente nunca sabe o que esperar, é tão... *o* hahaha. Quero saber como acabará essa visita à Kika. Maissssss!
    Beijinhos :*

    Gabi

    ResponderEliminar
  5. O Rúben é mau, a magoar a Mariana, ai,ai,ai, isso não se faz... Opah! coitado do puto, preocupado com a irmã e eles no bem bom. Mas fartei-me de rir com a cena, e a Mariana ficou toda encavacada porque foi apanhada, mas o Ruben teve bem, soube dar a volta ao assunto, tá a sair melhor do que a encomenda.
    Ainda pensei que o resultado dos exames não ia correr bem, mas se tá tudo bem não há desculpas para a rapariga não engravidar, e ainda por cima ela agora anda um bocado assanhada, a mulher tem o diabo no corpo, vamos ver se o Rubinho dá conta do recado.
    Acho que a Mariana tá a chegar ao limite em relação à história do Paulo, ela é uma bomba relógio prestes a rebentar, e eu quero ver isso acontecer. Adorei este capitulo e por isso mesmo quero muito o próximo, continua

    Beijocas

    Fernanda

    ResponderEliminar
  6. Oi!
    Adorei o capítulo. Quero muito saber o que vai acontecer nesta visita à Kika.
    Que venha o próximo! :)
    Beijinho

    ResponderEliminar
  7. Ai este capitulo teve imensa piada!! Aquela cena do Martim foi de mais!!!
    Bem, espero que a Kika fique boa depressaaa :)
    E mais uma vez adorei, continua!!

    ResponderEliminar