Ruben
Costuma-se a dizer que a
época Natalícia é tempo de paz e amor, mas a nossa, este ano, tem sido vivida
com amor, tal como os restantes dias do ano, mas paz é algo que anda a faltar,
a situação da Kika e a espera dos resultados dos nossos exames têm agitado os
nossos dias.
Felizmente com os nossos
exames está tudo bem e como tal a Mariana só ainda não engravidou porque não
calhou, a Dra. Fátima falou connosco sobre o assunto, deu-nos alguns conselhos
e por no fim saímos os dois mais animados. Aproveitamos que a Mariana estava de
folga para comprar o presente do Martim, já que exigi que esperasse por mim
para o fazer.
-
Amor... oh Mariana onde é que vais?!
– perguntei ao vê-la a encaminhar-se para a seção de bonecas e brinquedos mais
femininos.
-
Comprar uma prenda!
-
Mas nós já compramos a prenda da Carolina...
-
Sei que já comprei a prenda da minha afilhada mas não é só à filha da Patrícia
e do Nuno que merece um miminho...
-
Ãh?! Amor as únicas crianças que temos é o Martim, o Rafael, o Nuninho e a
Carolina – a
Mariana olhou-me enquanto falava.
-
Há uma menina que merece tudo... –
percebi imediatamente a quem se referia
-
Kika! – falei mas
já não obtive resposta
A Mariana “perdeu-se”
nos corredores da TOYS "R" US, percebi que não sabia o que oferecer,
mas deixei-a procurar o que queria em paz e sossego, o meu amor acabou por
comprar uns jogos para que a menina se pudesse entreter enquanto tiver que
ficar internada e mais tarde de repouso, já em casa se tudo correr bem.
Com as compras feitas,
regressamos a casa, a Mariana foi guardar os presentes e no fim seguimos para a
casa do Mauro. Passamos o resto do dia com eles e numa animação tremenda.
***
-
Ruben – estava na
brincadeira com o Martim no seu quarto quando a ouvi a chamar-me.
-
Diz – respondi
quando a encontrei no nosso quarto perdida no meio dos seus vestidos, sim que a
cama parecia uma banca de uma feira qualquer com tanta roupa que tinha em cima
-
Este ou este ou aquele ou ainda o outro que está ali – falava enquanto apontava para a
roupa, mas tinha tanta em cima da cama que não percebi a qual vestido se
referia
-
Amor é indiferente ficas linda de qualquer forma...
-
Realmente não serves para nada... nem sei porque perdi tempo a perguntar-te – comecei a rir ao vê-la aborrecida
– ainda gozas!
-
Sabes... –
aproximei-me – é que prefiro mil vezes
mais aquele momento em que te tiro o vestido – coloquei as minhas mãos na
sua cintura, sim que a Mariana estava só em lingerie, para deslizá-las
imediatamente para as suas nádegas, apertando-as ao mesmo tempo que lhe beijava
o pescoço, a Mariana suspirou – do que
este em que te tenho de ajudar a vestires-te... – a minha boca desceu até
ao seu peito, beijei-o enquanto a encaminhava para a cama
-
Ruben... Rubinho... amor
– a Mariana chamava-me por entre suspiros ou não fosse estar a acariciar a
parte mais sensível do corpo de uma mulher, estava disposto a fazê-la esquecer
que tinha de escolher o vestido para levar ao jantar de natal do clube quando
ouvimos o Martim a chamar-nos, aquilo fez-me parar – ai não – olhei-a – agora
começaste vais acabar... – gargalhei ao vê-la já desesperada com tão pouco
mas sabia o risco que corríamos, afinal a porta não estava trancada e por isso
tentei levantar-me para dar a volta à chave mas fui impedido, a Mariana cruzou
as pernas nas minhas costas, prendendo-me e puxando-me ainda mais para si, o
meu amor retirou-me a camisola e inverteu mesmo a posição, agora estava por
baixo com ela sentada nas minhas pernas, a Mariana abriu o fecho das minhas
calças e acariciou-me, mordi o lábio inferior ao sentir a sua mão no tecido dos
meus boxers, estava a adorar o atrevimento dela mas voltamos a ouvir o Martim e
por isso avisei-a que a porta estava destrancada – porra nem para fechares a porta serves! – ripostou ao mesmo tempo
que saiu de cima de mim, fiquei estupefato a olhá-la, a Mariana simplesmente
foi para a casa de banho e uns segundos bastaram para ouvir a água a correr,
não estava a acreditar que fiquei literalmente na mão só porque não fechei a
porta. Levantei-me com a intensão de fazer-lhe companhia no duche, mas quando
tentei abrir a da casa de banho percebi que a Mariana se tinha trancado,
barafustei sozinho e acabei mesmo por ficar à sua espera, o meu amor saiu só
com uma toalha a envolver o seu corpo, olhou-me de cima a baixo – ainda aí estás?
-
E onde é que querias que estivesse?
-
Como Martim... afinal agora é só Martim – ripostou, olhei-a, a Mariana não estava a falar
coisa com coisa – é só o menino chamar
que interrompes logo tudo... – tive que controlar a vontade de rir, a
Mariana estava com ciúmes do irmão
-
Hey... –
aproximei-me – nem venhas... quem se
trancou na casa de banho foi a menina – agarrei-a pela cintura, fazendo-a
girar sob os próprios calcanhares para ficar de frente para mim.
-
Assim não corro o risco de começares algo e depois deixares-me na mão! – voltou a ripostar e a afastar-se
de mim
-
Mas estás parva? –
saiu-me, arrependi-me imediatamente mas a Mariana não deu tempo para lhe pedir
desculpas, aliás falou algo que deixou-me literalmente especado a olhá-la, o
meu amor estava estranha...
-
Devo estar mesmo parva, só assim é que encontro justificação para
descontrolar-me tanto quando me apareces à frente – suspirou
-
Amor, estás bem?!
-
Não... mas posso ficar
– conforme falou aproximou-se de mim e levou de imediato as mãos ao botão e
fecho das minhas calças, num movimento ágil conseguiu fazer com que deslizassem
pelas minhas pernas, ainda estava a assimilar tal atrevimento por parte dela e
já os meus boxers estavam a fazer companhia às calças, a Mariana tocou-me para
agarrar logo depois no meu... e não foi preciso muito para que a estivesse a
penetrar, quais preliminares, quais quê, senti-me sim a ser um objeto que
estava a ser usado para satisfazê-la e no final voltei a ficar sozinho no
quarto, a Mariana regressou para a casa de banho.
-
Posso? – perguntei
antes de abrir a porta que estava encostada
-
Se não quisesse que entrasses tinha fechado a porta à chave! – ripostou mas desta vez com um tom
de voz de quem estava a desafiar-me – ainda
aí estás? E eu a pensar que ia ter a tua companhia... – falava enquanto
passava o gel de banho pelo corpo e olhava-me
-
É seguro aproximar-me?! É que vê lá se for para ser usado e deixado para trás
logo depois...
-
Não te chegou, foi?
-
Mariana bebeste? –
o meu amor gargalhou – a sério... só
podes estar louca...
-
Não gostas, é? –
olhou-me – temos pena... a mim
apeteceu-me, posso?
-
Podes... mas confesso que gosto muito mais da outra versão tua... mais
meiguinha, mais amorosa
– fui-me aproximando da banheira – mais
minha – a Mariana sorriu – afinal o
que te deu? – perguntei quando já estava junto dela com os nossos corpos
tapados pela água que se encontrava quase a transbordar da banheira.
-
Sei lá... – sorri
ao vê-la envergonhada, agora sim tinha a minha Mariana nos meus braços, sim que
a que tive anteriormente acho que estava possuída pelo diabo – desculpa – baixou o olhar
-
Hey... amor – fi-la
olhar para mim – não é dizer que não
gostei mas foi diferente e inesperado...
A Mariana não respondeu,
talvez por não saber o que dizer, ficamos simplesmente a trocar mimos, desta
vez inocentes mas que ainda assim nos fizeram desejar por mais, afinal nenhum
dos dois ficou satisfeito com a amostra que tínhamos tido no quarto e por isso
mesmo voltamos a amar-nos, ainda assim a Mariana continuava estranha ou não
fosse ter gemido mais do que é normal, a verdade é que o meu amor se controla
quando temos o menino connosco, mas hoje deixou transparecer pelos gemidos todo
o prazer que estava a sentir, o que serviu também para ter-me animado ainda
mais, resumindo passamos uns maravilhosos e longos minutos a amar-nos.
Mariana
Não sei o que estava a
passar-se comigo hoje mas a verdade é que só o estar a milímetros do Ruben já
me deixava a suspirar, então quando me tocava só dava vontade de saltar-lhe em
cima e o Ruben ter começado com aquele jogo quando lhe pedi ajuda para escolher
o vestido só piorou ainda mais o meu estado, tanto que quando o Ruben quis
parar porque o Martim o estava a chamar deixou-me extremamente chateada com
ele, é verdade que passou nos minutos em que estive no duche, mas voltou tudo
quando o vi no quarto à minha espera, quer dizer quando estávamos a caminhar a
passos largos para uma entrega completa parou porque o Martim o chamava e
afinal agora estava ali, aquela atitude revoltou-me e acabei mesmo por usá-lo,
como o próprio insinuou, mas naquele momento soube bem fazê-lo, é verdade que
depois a vergonha tomou conta de mim e por isso fugi para a casa de banho.
O Ruben acabou por se
aproximar e pedir autorização para entrar, dei-lha e acabamos por falar e no
fim a sermos um do outro do nosso jeitinho, mas desta vez foi impossível
controlar-me, por norma tento fazê-lo para que o Martim não se aperceba do que
se está a passar mas hoje não consegui...
Ficamos a mimarmo-nos
durante algum tempo depois de minimamente o Ruben me ter satisfeito, sim porque
hoje acho que ficaria o resto do dia a amá-lo de forma mais física. Acabamos
por sair daquela divisão completamente em clima “in love” e acho que só não cai
redondinha no chão porque o Ruben vinha agarrado a mim com os seus braços a
envolverem a minha cintura, juro que por momentos perdi a força nas pernas
quando vi o meu irmão sentado na nossa cama a olhar-nos e antes que tivesse
tido tempo de abrir a boca para dizer o que quer que fosse o meu irmão falou
-
Oh mana o que tavam a fazer?
– senti o Ruben a “enterrar” a cara no meu pescoço para não gargalhar perante a
pergunta do Martim.
-
ahh... – foi a
única coisa que consegui dizer
-
Eu pensei que o Ruben tava a bater na mana... – se tivesse um buraco ali na minha
frente tinha pulado sem hesitar tal era a urgência de me esconder – mas depois ouvi tu a pedires mais e para
não parar e agora tão despidos...
-
Oh lindo – ouvi o
Ruben – a Mariana estava a tomar banho e
não conseguia lavar bem as costas e pediu ajuda – olhei chocada para o
Ruben perante o descaramento e à vontade com que falava – fui ajudá-la como te ajudo a ti mas molhei-me...
-
Ah... mas eu não digo tanto aiii
– se já queria fugir então depois de ouvir o meu irmão a tentar imitar os meus
gemidos estava capaz de matar o Ruben
-
Isso foi porque sem querer aleijei-a... – não... não podia estar a ouvir esta conversa... era
mau demais.
-
Não percebo – o
menino olhou-nos como se fossemos dois extraterrestre – se tu tavas a aleijar a mana porque que ela pediu para não parares...
-
Martim chega! Vai para o teu quarto!
– o menino olhou-me assustado, afinal acabei por gritar com ele – desculpa – pedi imediatamente mas de
nada adiantou porque o Martim saiu do quarto a correr e com as lágrimas nos
olhos.
Sentei-me na cama sem
saber bem o que dizer ou o que pensar quando do nada o Ruben começa a
gargalhar, olhei-o com vontade de o mandar janela fora e talvez por isso tentou
controlar-se, algo que lhe foi difícil porque de vez em quando ria.
-
Não estou a achar piada! O Martim ouviu-nos...
-
Culpa tua... não gemesses tão alto
– abri a boca ao ouvir tal afirmação
-
É que nem mereces resposta!
– tentei sair do quarto mas antes que conseguisse chegar à porta já o Ruben
tinha-me agarrado pela cintura, impedindo-me de continuar a andar – larga-me – tentei soltar-me dos seus
braços algo que não consegui
-
Chega! – falou
depois de estar uns minutos a levar com alguns murros no peito que lhe dava
numa tentativa de soltar-me
-
Chega? O Martim ouviu-nos e tu ainda gozas? Tinhas mesmo de dizer o que disseste?
Fala! – berrei,
estava mesmo lixada
-
Preferias que tivesse dito que o que ele ouviu foram gemidos provocados pelo
prazer que o sexo dá?
– o Ruben falou num tom mais baixo que o normal, percebi que foi com a clara
intenção do Martim não ouvir aquela conversa – Oh Mariana lógico que preferia ter evitado esta situação, o Martim não
devia ter sequer ouvido quanto mais perguntado o que estávamos a fazer, mas
ouviu e perguntou, é só uma criança inocente que não percebeu o que ouviu e por
isso perguntou, quem errou fomos nós que não fomos discretos mas agora também
não dá para alterar...
-
Isso é tudo muito bonito mas com que cara é que vou olhar agora para o meu
irmão?
-
Com a tua – riu o
que me irritou, teria mandado o Ruben dar uma volta mas o meu amor antecipou-se
e uniu as nossas bocas, ainda tentei resistir mas foi-me impossível fazê-lo
-
Nem sabes o quanto te odeio!
– o Ruben gargalhou fortemente
-
Não me importo... desde que seja para ter momentos como o que tivemos...
-
Aiiiiiiiiiii estúpido! –
voltou a rir
Afastei-me do Ruben e
vesti a primeira coisa que encontrei, depois logo escolhia o vestido para usar,
o meu amor seguiu o meu exemplo e também se vestiu. Quando estava minimamente
apresentável sai do quarto, queria pedir desculpas ao meu irmão mas quando
aproximei-me do seu quarto percebi que o Ruben se antecipou, eles estavam os
dois a falar.
Ruben
Não estava nos meus
planos ser apanhado pelo Martim a amar a irmã, ainda que o menino só tenha
ouvido, não deixa de ser embaraçoso, ainda mais quando o Martim não é criança
de ficar com as dúvidas para ele, quando não entende algo pergunta de imediato,
o que originou uma conversa estranha que terminou com a Mariana a mandá-lo para
o seu quarto.
O meu amor reagiu mal,
no fundo percebo-a, é o irmão dela. Ainda tentei acalma-la mas de nada
adiantou, acabei por vestir-me e sair do nosso quarto, passei pelo do Martim e
ao olhar para a porta encontrei-o deitado na cama e a chorar.
-
Posso? – pedi
depois de bater na porta, como o menino não respondeu aproximei-me – Desculpa – pedi o que fez o menino
olhar-me
-
Não foste tu que ralhaste comigo!
-
Ninguém ralhou contigo... a Mariana só falou um pouco mais alto mas pediu-te
desculpas logo a seguir...
-
Mas já tinha gritado comigo eu só tava preocupado com ela porque ouvi ela a
dizer uns aiiis estranhos
– sorri ou ouvi-lo ainda que disfarçadamente – mas afinal o que tavam a fazer eu não percebi nada!
-
Oh lindo... há momentos que não se explicam, simplesmente se sentem e o que
ouviste foi um desses momentos, nós estávamos os dois na brincadeira.
-
Que brincadeira mais parva!
– não consegui controlar-me e por isso gargalhei o que fez o menino olhar-me – eu fiquei preocupado com a mana...
-
Não te precisas preocupar, não estava a bater e muito menos a aleijar a tua
mana...
-
Tá bem... já percebi tavas a brincar com ela como eu brinco com os meus amigos,
né?
-
É... é... então e agora que já percebeste não vais ficar chateado com a
Mariana, não é?
-
Já passou! – o
menino falou com uma convicção tremenda e logo a seguir deu-me um abraço
apertado – mana... – o Martim largou
o meu pescoço e foi a correr para a porta do quarto, olhei e encontrei-o já ao
colo da Mariana – o Ruben já explicou
que tavas a brincar com ele – o meu amor olhou-me – mas para a próxima faz menos barulho porque assustaste-me...
-
Não vai haver próxima!
– o tom da sua voz fez-me temer que nos próximos tempos não haverá nada...
-
Tá bem! Mana posso pedir uma coisa?
-
Podes – a Mariana
respondeu
-
Enquanto tu tavas a brincar com o Ruben – e o puto estava a dar-lhe novamente no mesmo assunto
– eu tive a fazer um desenho para a Kika
e eu queria ir ver ela e entregar o desenho, vais comigo?
-
Pode ser mas só amanhã.
-
Oh porquê que não pode ser hoje?
-
Já te esqueceste que temos o jantar de natal do Benfica?
-
Ah... que seca! – a
Mariana sorriu ou não fosse ela achar o mesmo que o Martim
-
É... tens razão é mesmo uma seca mas se o Ruben convidou-nos é porque quer-nos
levar por isso...
-
Sim eu sei... mas também só vou porque o pai pediu – sorri ao ouvi-lo.
Ainda ficamos um tempo
os três na brincadeira mas o momento de nos despacharmos chegou, voltei a ver a
Mariana indecisa por causa do vestido e acabei mesmo por dar a minha opinião,
caso contrário nunca mais se decidia, algo que nela é novidade.
O jantar até foi animado
ainda assim não pude ficar na mesma mesa que a Mariana e o Martim, dado que,
nós, os jogadores tínhamos uma mesa só para nós. Percebi durante o jantar que o
menino já devia ter feito das dele ou não fosse aquela carinha o denunciar,
estava “perdido” a observá-lo quando um dos meus colegas se meteu comigo.
-
Vê lá... se precisares de um babete posso pedir um à Magali já que traz sempre
na mala...
-
Olha para ele... o carapau já tem tosse, é?
-
É o quê?
-
Ai não entendeste... temos pena...
– os meus colegas riram
-
Pô também não entendi!
– o Luisão veio em defesa do Salvio ou não fosse ele o nosso capitão – Mas que cê vira babaca sempre que o Martim
tá perto, isso vira!
-
E pararem de chatear-me a cabeça, não seria bem melhor!!
A troca de “mimos”
continuou o que contribuiu para mais umas gargalhadas que despertaram a curiosidade
do meu pequenino que quando dei por mim já estava ao meu lado.
-
Posso ficar aqui? –
pedinchou com aquela carinha de anjinho, aquela que tem plena noção que não
resisto.
-
Poder, podes mas vais deixar a mana sozinha?
-
Oh pai as conversas delas são uma seca – os meus colegas riram – tão a falar de sapatos, roupas, penteados – falava com cara de
enjoado – não gosto...
Ouvir o meu pequenino
fez com que olhasse para a Mariana, é que a ser verdade o que o Martim falou, o
jantar para o meu amor estaria a ser um tremendo sacrifício, porque não é nada
dada a estas conversas mas por incrível que pareça encontrei-a a sorrir e até
mesmo a participar na conversa, não pude deixar de sorrir ao vê-la, ao que tudo
indica, a integrar-se no grupo.
***
-
Amor – olhou-me
enquanto vestia o pijama – quando o
Martim veio ter comigo do que é que vocês estavam a falar?
-
Ãh?!
-
Oh o menino comentou que as vossas conversas estavam a ser uma seca, que
falavam de sapatos, vestidos e afins... – a Mariana sorriu – é verdade?
-
Sim...
-
Ah!
-
Ah?! Tipo qual é o mal?
-
Nenhum mas não és muito dada a essas cenas por isso quando o menino falou ainda
pensei que o jantar para ti estivesse a ser uma seca no entanto olhei e
encontrei-te a rir e até a participares na conversa.
-
Tontinho! – a
Mariana deitou-se e não perdeu tempo em se abraçar a mim, unindo os nossos
lábios – Mas fica a saber que a conversa
de vestidos não era propriamente uma conversa banal...
-
Não percebi!
-
Pelo que percebi a Magali e o Salvio vão se casar e a conversa fugiu para os
preparativos do casamento como é lógico o momento da escolha do vestido também
foi tema de conversa, era disso que estávamos a falar quando o menino pediu
para ir ter contigo.
-
O Salvio casar? O puto sempre disse que não estava nos planos deles...
-
Pois mas parece que mudaram de ideias e quando batizarem o pequeno estão a
pensar casar mas se ainda não sabias não comentes...
***
Acordei de madrugada e
sozinho, a Mariana não estava no quarto nem na casa de banho, levantei-me para
a procurar e encontrei-a na cozinha a beber chá.
-
Estás bem? –
dei-lhe um beijinho na nuca
-
Sim...
-
Então porquê que estás a beber chá?
– sorriu
-
Acordei para ir à casa de banho e depois apeteceu-me algo quente – falou descontraidamente – e o menino está aqui a fazer o quê?
-
Oh... o menino foi abandonado e agora não consegue adormecer... – a Mariana gargalhou – não queres vir para a cama? –
perguntei, afinal já tinha acabado o seu chá.
-
Shiii... estou mais para correr a meia maratona do que para dormir – gargalhei perante o disparate que
falou – a sério estou sem sono e com
energia a mais!
-
Ai a menina tem energia a mais?!
– aproximei-me dela agarrando-a por trás, uma vez que a Mariana estava a
colocar a chávena no lava-loiças – olha
que bem – beijei-lhe o pescoço o que fez com que se encolhesse – sei de uma forma bem interessante para
gastar alguma dessa energia... – virei-a para mim com a intenção de
continuar a provoca-la mas o meu amor afastou-se ligeiramente.
-
Esquece! A gastar energias nos próximos dias só se for mesmo a correr porque
para o que queres –
baixou o olhar – estou inapta... –
suspirou o que foi suficiente para perceber ao que se referia, não toquei mais
no assunto e acabamos por ficar pela sala a ver um filme, a Mariana estava sem
sono, talvez por estar a pensar que ainda não foi este mês, mas pelo menos
parecia mais serena e isso tranquilizou-me.
Mariana
Acordei durante a noite
com um desconforto, fui à casa de banho e percebi que as cólicas que sentia
estavam relacionadas com o aparecimento do período, mais um mês sem conseguir
engravidar. Acabei por ir até à cozinha, apetecia-me algo quente e foi quando
estava a terminar o meu chá que o Ruben apareceu, ficamos à conversa e acebei
por lhe dizer que o melhor que tem a fazer é não se animar muito, afinal estou
imprópria para lhe dar o que quer. Não tocamos mais no assunto, também verdade
seja dita, não há muito a falar. Ficámos pela sala, deitados no sofá a ver um
filme e na manhã seguinte acordamos ambos com o Martim a rir, ou não fosse ter-nos
apanhado a dormir no sofá.
-
Mana é hoje que deixas eu ir ver a Kika? – o Ruben olhou-me
-
Sim... –
levantei-me e espreguicei-me – vamos
comer e depois a mana leva-te a ver a Kika.
-
Fixe!!
O Martim ficou animado
por poder visitar a amiga, confesso que também fiquei mas fui menos expressiva
que o meu pequeno. O Ruben avisou que nos fazia companhia e por isso
despachamo-nos para seguirmos até ao hospital.
-
Martim, toma! –
falei antes de entrarmos no quarto da Kika.
-
O que é isto? –
perguntou ao agarrar no saco
-
É uma prenda para dares à Kika.
-
Fixe! Obrigado mana
– o menino agarrou-se a mim e agradeceu-me como se a prenda fosse para ele – ela vai ficar contente – tive que
controlar para não deixar cair algumas lágrimas teimosas, o Ruben percebeu o
impacto das palavras do Martim e por isso puxou-me para ele, respirei fundo e
entrei finalmente no quarto.
Encontramos unicamente o
Paulo e a Kika, a menina assim que nos viu sorriu, aproximamo-nos dela e depois
de lhe darmos um beijinho, o Ruben afastou-se para cumprimentar o Paulo, algo
que não me dei ao trabalho, não estava ali por ele mas sim pela Kika.
-
Toma! – o Martim
deu o presente à menina
-
Pai olha é uma prenda
– falou alegremente o que fez o Paulo se aproximar, ficando ao meu lado
-
É pequenina –
dei-lhe um beijinho na sua testa, aquele gesto de carinho enojou-me, sei que
não devia mas foi isso que senti nojo daquele que tinha ao meu lado.
Como acabará esta visita à Kika?
Será que a Mariana aguentará muito mais tempo calada?
Adorei o capitulo, achei imensa piada àquela situação com o Martim ahahaha é complicado explicar isso a uma criança!
ResponderEliminarFico á espera do próximo :)
Ri-me tanto com o que se passou xD
ResponderEliminarE aquelas conversas/picardias dos jogadores são coisas que eu sempre adoro ler.
Mas tens a certeza que ela não está grávida? É que não parece nada...
Beijinhos
Fantástico...
ResponderEliminarQuero mais... Tou super curiosa para ver o próximo...
Continua...
OMG!! O que foi esse episódio com o Martim??? Perdi as contas de quanto tempo fiquei rindo sozinha olhando pro pc lool Adorei, adorei, adorei.
ResponderEliminarAdoro o seu jeitinho de escrever também, além de estar sempre nos surpreendendo porque a gente nunca sabe o que esperar, é tão... *o* hahaha. Quero saber como acabará essa visita à Kika. Maissssss!
Beijinhos :*
Gabi
O Rúben é mau, a magoar a Mariana, ai,ai,ai, isso não se faz... Opah! coitado do puto, preocupado com a irmã e eles no bem bom. Mas fartei-me de rir com a cena, e a Mariana ficou toda encavacada porque foi apanhada, mas o Ruben teve bem, soube dar a volta ao assunto, tá a sair melhor do que a encomenda.
ResponderEliminarAinda pensei que o resultado dos exames não ia correr bem, mas se tá tudo bem não há desculpas para a rapariga não engravidar, e ainda por cima ela agora anda um bocado assanhada, a mulher tem o diabo no corpo, vamos ver se o Rubinho dá conta do recado.
Acho que a Mariana tá a chegar ao limite em relação à história do Paulo, ela é uma bomba relógio prestes a rebentar, e eu quero ver isso acontecer. Adorei este capitulo e por isso mesmo quero muito o próximo, continua
Beijocas
Fernanda
Oi!
ResponderEliminarAdorei o capítulo. Quero muito saber o que vai acontecer nesta visita à Kika.
Que venha o próximo! :)
Beijinho
Ai este capitulo teve imensa piada!! Aquela cena do Martim foi de mais!!!
ResponderEliminarBem, espero que a Kika fique boa depressaaa :)
E mais uma vez adorei, continua!!