domingo, 23 de setembro de 2012

059 - “O que é que os teus olhos dizem?”


Ola :)

Antes de lerem o capítulo quero deixar um pedido de desculpa pela demora mas como algumas de vocês sabem ando outra vez com falta de tempo derivado ao trabalho por isso mesmo não sei se vou conseguir postar durante a semana, tentarei fazê-lo mas o provável é não conseguir.
Espero no entanto que continuem a querer acompanhar esta história.

Beijocas

****

Anabela

Confesso que estranhei o pedido do Ruben para ir passar o fim-de-semana a Braga mas aceitei o convite por ser uma boa oportunidade para estar com os meus dois filhos, no entanto foi surpreendida ao chegar, afinal não tinha sido a única a ser convidada, estavam também o Nuno, a Patrícia e a madrinha do Martim bem como o seu namorado.
Achei o meu filho algo nervoso e com o passar dos minutos foi cada vez mais visível, ainda perguntei ao Mauro se sabia o que se passava mas obtive uma resposta negativa.
Almoçamos sempre com a animação ao máximo e no final o Ruben pediu que fossemos todos para a fala, quem sorriu automaticamente foi a Mariana, eles estavam os dois ligeiramente estranhos mas sem dúvida que o Ruben era o que estava mais.
Sentámo-nos nos sofás e quando estávamos devidamente acomodados o meu filho mudou de canal, colocou-o na SIC e uns minutos bastaram para ficarmos todos à exceção da Mariana de “boca aberta”. Fez-se silêncio e assim que a entrevista começou foi impossível não sorrir orgulhosamente.
Alternei a visão entre o meu filho e o LCD, o Ruben a cada minuto que passava ficava mais nervoso e sinceramente não estava a perceber o motivo, afinal a entrevista estava a correr muito bem.
- Qual é a memória mais antiga que tens?
- As travessuras que fazia quando o meu irmão ia brincar na rua e não me levava com ele.
- Foste uma criança sossegada?
- Não parava muito tempo no mesmo sítio mas como era envergonhado acabei por ser sossegado.
- Como foi a experiência de teres jogado hóquei?
- O tempo que joguei hóquei ao início não foi fácil e cheguei a inventar desculpas para não ir mas depois consegui adaptar-me no entanto não era aquilo que queria para mim e mais tarde saí para jogar futebol.
As perguntas sucederam-se e abordaram o tempo que passou no Benfica, a sua saída, os anos seguintes e o seu regresso à Luz e os festejos do título de campeão Nacional para culminar com uma série de perguntas.
- Muito se falou sobre a tua ida para o Braga o que tens a dizer sobre isso?
- Para mim é um assunto que está mais do que resolvido, é verdade que foi uma altura difícil, a época anterior tinha sido para esquecer com a lesão mas ao contrário do que escreveram não saí do Benfica para jogar mais mas não vejo motivo para alongar-me sobre o assunto, saí e não estou nem um pouco arrependido, hoje estou bem, livre de lesões, a jogar e feliz.
- Ainda és Benfiquista?
- Sou, a verdade é que há o lado profissional e o pessoal, quando estou dentro de campo sou bracarense dou o máximo que tenho e ninguém pode acusar-me do contrário mas fora quando estou entre amigos se o Benfica estiver a jogar sofro da mesma forma que sempre sofri, uma coisa não invalida a outra.
- Como foi jogar contra a equipa que sempre foi a tua?
- Encarei como mais um jogo, fiz o que tinha de fazer e no fim depois do apito final voltei a ser só o Ruben adepto do Benfica e por isso confesso que fiquei danado por terem perdido.
- Mas marcaste nesse jogo qual foi a sensação?
- Única e indescritível.
- Recordo que não comemoraste o golo de forma efusiva no entanto fizeste-o com o menino que subiu contigo ao relvado, queres falar disso? - o Martim olhou imediatamente para o Ruben e mais depressa ainda sentou-se no seu colo, estavam agora os três em completa harmonia sem se preocuparem minimamente connosco.
- Esclareci na altura mas volto a fazê-lo - sorriu - é o Martim, irmão da minha namorada.
- Isso quer dizer que não foi só a tua vida profissional que mudou neste último ano?
- Não considero que a minha vida profissional tenha mudado assim tanto, posso já não envergar a camisola do clube que sou adepto mas honro de igual forma a camisola do Braga em todos os jogos e treinos. Quanto às mudanças na minha vida pessoal foram algumas para não dizer bastantes - o Ruben abraçou a Mariana.
- Queres falar um pouco sobre essas mudanças?
- A primeira e mais importante de todas foi a descoberta do amor sem barreiras, a verdade é que tive de vir para Braga para perceber que levei vinte e sete anos para encontrar a rapariga que me completa na plenitude, a Mariana é especial e a pessoa que amo, que fez-me crescer enquanto homem, que me deu e dá uma família, que independentemente da situação está presente nem que seja para dar-me nas orelhas quando não tenho razão ou para animar-me quando estou mais em baixo.
- Como se conheceram?
- Conhecemo-nos quando vim para Braga mas ao início não correu lá muito bem, só um tempo depois é que começamos a falar e com o passar dos meses nasceu uma amizade sincera, ela tornou-se em mais um pilar no qual apoiava-me sempre que por algum motivo sentia-me mais em baixo, ajudou-me sem pedir nada em troca mas acabei por apaixonar-me por ela o que culminou com o fim do meu noivado, no entanto e ao contrário do que já foi notícia nós só começamos a namorar meses depois.
- E o Martim?
- O Martim é uma criança adorável e com quem tenho aprendido muito mas a principal delas todas foi aprender a ser pai.
- Pediste desculpa a todas as pessoas a quem querias pedir?
- Quando erro não tenho qualquer problema em pedir desculpas, errar é humano e todos o fazemos agora reconhecer os nossos erros já não está ao alcance de qualquer um.
- A quem confessas os teus segredos?
- Depende… falo muito com a minha mãe e com o meu irmão mas atualmente é sem dúvida com a Mariana que partilho tudo. - ela olhou-o de forma cúmplice, estavam os dois de sorriso no rosto em completa sintonia.
- Em que estás a pensar?
- Na Mariana e no Martim.
Assim que ouvimos a resposta à pergunta também vimos o Ruben a endireitar-se imediatamente no sofá e olhar a Mariana, achei estranho mas assim que ouvi a resposta do meu filho à última pergunta do Daniel percebi o motivo de tanto nervosismo.
- O que é que os teus olhos dizem?
- Dizem que estou feliz ou melhor que falta uma única coisa para ser feliz… - o Ruben fez uma ligeira pausa no seu discurso e olhou diretamente para a camara - Mariana casa comigo?
Ficamos todos em choque perante o pedido de casamento e ainda mais quando vimos a Mariana sem reação, a rapariga estava completamente estática nem pestanejar conseguiu algo que só contribuiu para enervar o Ruben que apesar de não dizer nada foi visível que a falta de uma resposta imediata o melindrou ainda assim não desistiu e ao agarrar nas mãos da Mariana despertou-a para a realidade voltando a fazer o pedido.
- Amor - a rapariga olhou-o - provavelmente não foi a forma mais ortodoxa de pedir que unes a tua vida à minha da única forma que falta mas naquele momento quando o Daniel fez a pergunta só conseguir responder com a verdade, quero muito casar contigo, quero orgulhar-me de dizer que és minha mulher mas principalmente quero dar uma família a vocês os dois - o Ruben alternou o olhar entre a Mariana e o Martim - amor nós precisamos os três de estabilidade e quero-vos para sempre do meu lado. Aceitas casar comigo?
O Ruben voltou a fazer a pergunta mas agora com o anel de noivado na mão, ele retirou uma pequena caixa do bolso das suas calças mas nem assim a Mariana conseguiu reagir, ela estava branca que nem cal e sem mexer um único músculo, mas se a irmã estava sem reação o Martim surpreendeu-nos a todos ao levantar-se do sofá.
- Pai - o Ruben olhou-o - ela quer tá é a ser totó - sorrimos para logo depois gargalharmos no exato momento que o Martim agarrou no anel - toma mete lá o anel do dedo da mana - falou agora para o meu filho e foi nesse instante que vimos a rapariga a sorrir mas principalmente a reagir ao olhar para o irmão e depois para o Ruben que continuava na expetativa.
- Tinhas mesmo de fazer das tuas não tinhas? - perguntou a sorrir para o beijar logo depois - mas vá - sorriu - coloca lá o anel - sorrimos ao presenciar-mos a felicidade daqueles três - amo-te mas vais pagá-las bem caro - o Ruben gargalhou perante o olhar ameaçador da noiva - tinhas que fazer o pedido para Portugal inteiro ver? 
- Talvez agora percebam que o que nos une não é fachada e que vos amo - o Martim sorriu - mas principalmente que vos quero para sempre do meu lado, não faz sentido adiarmos mais o casamento quando é algo que ambos queremos - beijou-a - mas como falei não foi nada pensado… saiu foi espontâneo mas sincero.
- A tua sorte é mesmo essa - sorriram - mas agora quero ver o falatório que vai haver…
O Ruben teria respondido mas fomos novamente surpreendidos pelo Martim que voltou a sentar-se ao colo do meu filho.
- Quando é que vai ser o casamento? - sorrimos.
- Amor - o Martim olhou para o meu filho - ainda não temos data mas quando decidirmos serás o primeiro a saber - o menino abraçou-os aos dois - estás contente?
- Sim - falou alegremente - agora que vão casar a mana já pode ter o bebé né?
- Martim uma coisa de cada vez.
- Ó mana mas eu e o Ruben queremos um bebé e tu também queres que eu sei - a Mariana sorriu.
- Martim, primeiro o casamento depois o bebé.
- O casamento pode ser já amanhã? - gargalhamos com a pergunta do menino.
- Não e agora já chega com esta conversa de bebés e casamento - a Mariana aninhou-se nos braços do Ruben - que quero aproveitar o noivado - eles olhavam-se mutuamente e com uma intensidade enorme - amo-te.
Percebemos todos que eles queriam ficar a sós e foi isso que lhes concedemos, levantámo-nos e levamos connosco o Martim apesar de refilar ao início acabou por se distrair a brincar com o Nuninho durante o passeio que demos pelo centro de Braga.

Ruben

Passei a manhã toda ansioso, não por ter receio que a Mariana não aceitasse o pedido mas sim por não saber como iria reagir, já que para todos os efeitos o meu amor não fazia a mínima ideia de que iria pedi-la em casamento porque de todas as vezes que falei da entrevista nunca mencionei o pedido, ela sabia que tinham entrado em contacto comigo para fazer a entrevista e só aceitei depois de falar com o meu amor uma vez que iria falar dela e do Martim.
Vi a entrevista toda abraçado à Mariana e numa troca constantes de olhares e sorrisos mas uns segundos antes do pedido endireitei-me de modo a conseguir ficar de frente para o meu amor e por isso vi a sua falta de reação, por momentos assustou-me mas assim que o Martim resolveu interferir no nosso momento a Mariana despertou sorrindo e por fim deu-me a sua mão para colocar o anel, trocamos algumas palavras que não foram mais que ameaças “fingidas” que levou-me a rir para logo depois ficarmos a sós, o pessoal resolveu deixar-nos a sós para aproveitarmos os primeiros minutos do noivado a dois.
- Amor - olhei-a - sabes que correste um risco elevado em teres feito o pedido publicamente, não sabes?
- Risco? Mariana posso ter sido um pedido estranho mas não surgiu do nada, já tínhamos falado sobre o assunto logo sabia que querias e queres casar comigo - sorriu.
- Pois… mas também sabes que nunca gostei de ser o centro da polémica - beijou-me - por isso podia não ter reagido bem.
- Nós amamo-nos logo não irias reagir mal mas estás aborrecida pela forma como o fiz?
- Não - sorriu - se queres saber adorei - beijou-me - foi diferente e inesperado mas acabaste de dar motivos para falarem da nossa vida e é isso que não gosto.
- Amor mesmo que fizesse o pedido só a ti iria acabar por ser falado.
- Mas não seria imediatamente.
- Sinceramente estou-me nas tintas para o que podem falar, nós amamo-nos, somos uma família e é isso que para mim interessa desde que estejam os dois bem o resto é indiferente - suspirou.
- Amor já pensaste em alguma data? - sorri com a pergunta por não esperar que a Mariana quisesse já falar do assunto.
- Não mas porquê?
- Curiosidade - sorriu.
- Tens alguma preferência no dia? - aproveitei que a Mariana tocou no assunto para deixe-lo já minimamente acertado.
- A única coisa que tenho preferência é na discrição - olhou-me - amor já bastou o pedido ter sido para Portugal inteiro - sorri ao ouvi-la - quero que o nosso dia seja só para a família e amigos mais próximos - hesitou e por isso beijei-a - Ruben não quero fazer do nosso casamento o acontecimento do ano, entendes?
- Sim - voltei a beijá-la.
- Não ficas chateado?
- Achas? Amor por mim até pode ser só nós os dois e o Martim - arqueou as sobrancelhas - Mariana desde que vos tenha aos dois do meu lado o resto são pormenores.
- Não digas isso - beijou-me - a família e os amigos verdadeiros é o que temos de mais valioso na vida por isso quero que a tua família e os nossos amigos estejam presentes, pode ser uma festa simples mas quero-os do nosso lado até porque sem eles não estaríamos aqui - suspirou.
- Amor o nosso dia vai ser tal como queres - gargalhou - onde é que está a piada?
- Ruben se for como quero vai parecer tudo menos um casamento.
- Como assim?
- Então…
Ouvi atentamente a Mariana e se ao início a ideia pareceu-me louca para o fim já era no mínimo original. Pedi pormenores e quando demos por nós já estávamos a planear o nosso casamento com os mais ínfimos detalhes, foi de tal ordem que até a data escolhemos.
- Sendo assim segunda depois do treino vou ter contigo à casa do Nuno para tratarmos dos papéis - sorriu.
- Não sei se vão achar piada - gargalhamos.
- Deixa lá quando perceberem já não podem fazer nada - sorrimos - mas que vai ser lindo lá isso vai.
Deixamo-nos ficar deitados no sofá da sala a namorar e a trocar ideias sobre o nosso dia até que voltamos a ouvir barulho, o que era sinónimo que tinham regressado, juntamo-nos a eles que estavam pelo jardim e ainda tivemos que ouvir algumas piadas mas não ligamos e o resto do dia foi passado a conviver com os nossos amigos.

Mariana

Faz hoje precisamente duas semanas que estou oficialmente noiva e durantes estes últimos dias andei ocupada com a preparação da festa de aniversário do meu piolho, uma vez que o Ruben convenceu-me a fazer um género de lanche que depressa virou festa.
O Martim delirou quando soube que iria ter novamente uma festinha de aniversário e ajudou-me nos preparativos, comprei alguns materiais e com a ajuda dos meus dois amores fizemos os convites para a festa bem como as sobremesas mas para tal tarefa contei com a ajuda da Filomena e da D. Joana uma vez que a empregada do Nuno quis também participar por ter um carinho enorme pelo Martim.
Passei o dia inteiro a orientar tudo para que amanhã a festa corra na perfeição e por isso quando chegou à noite estava cansada, ultimamente a sensação de cansaço tem-se notado mais ainda assim fiz um esforço e fui despachar-me uma vez que o Martim queria ir ver o jogo do Braga ao estádio.
Estava no camarote quando a Patrícia chegou com o Nuninho e depois de falar às pessoas que se encontravam no mesmo espaço veio sentar-se do meu lado.
- Então já tens tudo preparado? - perguntou-me depois de a ter cumprimentado.
- Sim.
- Que cara é essa? - olhei-a.
- A minha não tenho outra.
- Oh deixa-te de cenas - fez uma pequena pausa - está mesmo tudo bem?
- Sim - dei um sorriso “amarelo” - estou só cansada.
- É mesmo só cansaço?
- Sim, é. A semana foi puxada mas amanhã estou como nova.
- Tudo bem não insisto mais.
Vimos o jogo e no final fomos esperar o Nuno e o Ruben que acabaram por surpreender-nos ao serem dos primeiros a saírem.
- Amor - abraçou-me para unir logo depois os nossos lábios que por minha vontade passou de um encosto a algo mais - queres ir jantar com o pessoal?
- Se fizeres muita questão vamos mas por mim ia mesmo era para casa.
- Passa-se alguma coisa?
- Estou cansada.
- Amor esta semana tens andado sempre cansada - olhou-me - tens a certeza que está tudo bem contigo?
- Tenho - abracei-o - ou já te esqueceste que no meio dos preparativos para o aniversário do Martim encaixei uma ida ao médico com direito a exames e tudo - sussurrei por não querer que ouvissem.
- Pois… mas esses exames não são propriamente de rotina - sorriu.
- Engraçadinho! Mas entre os exames está análises ao sangue e outros que se tivesse com algum problema teria sido detetado mas vamos acabar com a conversa antes que comecem a querer saber de mais.
O Ruben concordou comigo e depois de avisar os colegas que não iriamos jantar com eles seguimos para casa, jantamos os três e no final somos até à sala onde passamos algum tempo na brincadeira com o Martim mas que terminou assim que chegou a hora de ir dormir. O Ruben foi adormece-lo e quando chegou ao quarto já estava deitada.
- O menino está em pulgas para que chegue amanhã à tarde - sorri ao ouvi-lo.
- É normal.
- Amor - desviei o olhar do livro para o encarar - tens a certeza que estás mesmo só cansada?
- Onde é que queres chegar com essa pergunta? - fechei o livro e coloquei-o na mesa de cabeceira virando-me logo depois para o lado do Ruben abraçando-o.
- Sei lá - fez-me umas carícias no rosto - tens andado estranha.
- Estranha? - sorri - Amor a sério estou só cansada - beijei-o.
- Mariana o que é que não estás a contar? Conheço-te por isso sei que não é só cansaço - olhou-me - há qualquer coisa que não estás a dizer.
- Amor - sentei-me na cama de modo que ficasse de frente para ele - estou só cansada mas sim tens razão há uma cena que ainda não te disse - sorri ao vê-lo atento ao que falava - já tomei uma decisão mas para isso tens que fazer aqueles exames que te falei - o sorriso do Ruben deixou-me completamente babada.
- Tens a certeza?
- Tenho - beijei-o calmamente e acabei por ficar deitada sobre o Ruben - amor depois de sabermos os resultados dos exames vou deixar de tomar a pílula.
- Sendo assim marcas os exames? - sorriu.
- Pois… é que os exames já estão marcados - gargalhei ao ver a cara dele - segunda depois do treino da manhã tens de ir fazê-los.
- Bem para quem não queria ser mãe agora estás com a pressa toda - voltou a beijar-me acabando mesmo por se virar deixando-me por baixo do seu corpo - mas enquanto não faço os exames - as mãos do Ruben já passeavam por baixo da camisola do meu pijama - podemos - beijou-me - ir aos treinos - sorri para logo depois darmos inicio a mais um momento dos nossos, amamo-nos ao nosso ritmo para depois adormecer nos seus braços.

***

Acordei com os lábios do Ruben nos meus e com as suas mãos na minha cintura.
- Bom dia amor - sussurrou-me ao ouvido aproveitando para também aí depositar alguns beijinhos - o que achas de irmos acordar o nosso piolho - sorri ao ouvi-lo e obriguei-me a mim mesmo a abrir os olhos para o ver - vamos?
- Deixa o menino dormir - puxei-o para mim beijando-o novamente.
- Hum… é impressão minha ou estás a querer os mimos só para ti? - murmurou quando as minhas mãos já o acariciavam por cima do tecido dos seus boxers.
Não lhe respondi até porque era já bem visível o que queria, algo que o Ruben concedeu-me sem grande sacrifício, voltamos a ver um do outro e só quando já estávamos minimamente recompostos é que fomos até à casa de banho, partilhamos o momento do duche e depois de vestidos fomos então até ao quarto do nosso piolho, o Martim ainda dormia serenamente mas isso não impediu o Ruben de o despertar, enchendo-o de beijinhos.
- Parabéns filho - sorri ao ouvi-lo principalmente depois de ver os olhinhos do Martim a brilharem por o Ruben o ter chamado mais uma vez de filho.
Os minutos seguintes foram partilhados a três, mimamos bastante o Martim para deliro do miúdo que só saiu da cama quando foi para comermos.
A manhã foi animada com a chegada da família do Ruben e da Letícia, o Martim entreteve-se com o Rafael o que permitiu aos adultos ficarmos à conversa.
As horas passaram e o momento de ver a casa a ser “invadida” pelos amigos do Martim chegou, recebi os miúdos e depois entretive-me com eles, estive sempre atenta e quando por algum motivo tinha que ausentar-me do jardim ficava outro adulto de vigia.
A tarde passou e no fim do Martim se despedir dos amigos o sossego regressou àquela casa, o momento do jantar foi partilhado só com a família e amigos mais próximos e talvez por isso o assunto do casamento veio à baila.
- Letícia quando chegar o dia nós informamos - respondi à minha amiga enquanto o Ruben tentava não rir.
- Ó mas já pensaram na data? - desta foi o Mauro - Ó puto diz lá qual vai ser mesmo o dia - o Ruben olhou-me e sorriu.
- A Mariana já vos disse que quando chegar o momento serão informados.
- Isso quer dizer que já têm data? - voltei a sorrir.
- Nuno não só já existe data como está marcado - respondi serenamente e a olhar para o Ruben - mas o dia esse está nos segredos dos deuses.
- Mas afinal qual é mesmo o motivo de tanto mistério?
- Isso agora… - gargalhamos os dois - deixem lá a curiosidade de lado porque não vamos dizer qual é o dia, quando chegar o momento recebem os convites.
Eles ainda insistiram durante algum tempo mas acabaram por desistir ao perceberem que não iriamos dizer nada. O resto da noite foi sossegada, ficamos por casa e depois do miúdo ir dormir também nós nos fomos deitar.

Para quando será o casamento? Terá para breve?

14 comentários:

  1. Adorei!!
    O pedido foi no mínimo diferente!
    Agora quero ver como será o casamento em si, sim porque tanto segredo, algo me diz que vai dar que falar!

    Próximoooo!!!

    Bjokinhas
    Mariaa

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  2. Olá :D
    Bem que pedido original!
    Quanto ao casamento, estou mesmo a ver que vai ser bastante fora do normal :p
    Quero mais!
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  3. Olá!
    Aí está uma maneira tão normal de se pedir alguém em casamento xD
    Adorei não só a entrevista e o pedido de casamento, como tudo o resto!
    A relação entre o Martim e o Ruben é simplesmente perfeita!
    E quanto a esse casamento, espero que esteja para breve porque estou curiosa!

    Beijo
    Ana

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  4. Lindo, mas ele arriscou um bocadinho, como a Mariana é, logo ela que não gosta de dar nas vistas, ser pedida em casamento para um país inteiro ver, é preciso coragem. Mas o Ruben provou que conhece bem a mulher que tem. Eu adorei, em relação ao casório, tanto mistério...só pode ser algo inesperado.
    Achei piada ao Martim, quando ele pegou no anel, tava tão desejoso da irmã aceitar, que apressou-o logo para ele pôr o anel no dedo.
    Quero o próximo, mas fica descansada que por não teres tanto tempo, eu não vou desistir desta história maravilhosa,continua.

    Beijocas

    Fernanda

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  5. Amo tanto a tua fic, continua...
    Quero mais rapidinho! Por favor...
    Tenho uma coisa no meu blog para ti, em http://mylove1414.blogspot.pt/2012/09/liebster-blog-award.html
    Espero que gostes
    Beijinhos,
    Joana

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  6. acabei de ir ver o jogo do braga, e o Rúben até marcou um golo :D e agora nada melhor para acabar este dia do que ler um grande capitulo :p adoreiii :)

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  7. Olá
    Bem eu AMEI este capitulo!
    Já estava mesmo com muitas saudades de um capitulo tem e veio meio a calhar fazer uma pausa e lê-lo!
    Isto sim é que foi um pedido de casamento!
    Fico à espera do próximo e mesmo compreendendo que estás ocupada mas peço pela o próximo rapido ;D
    Beijinhos
    Rita

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  8. Olá :)
    O capítulo está awesome :)
    O pedido de casamento foi tão giro *.*
    Estou curiosa sobre os preparativos xd

    Beijinhos

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  9. Bem muito bom!!!! Até parece que é novidade... ;)
    Adorei!!!! Estou mesmo curiosa com o casamento o que será que o casalinho tramou???
    Quero mais!!!
    Desculpa a demorar, mas nunca deixo nada por ler ;)
    Beijinhos.

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  10. Lindo, amei, amei, amei. Tudo tão perfeito, awn *-*
    Quero mais! u.u

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  11. Olá linda tudo bem?
    Estou cheia de saudades de uma capitulo novo :( assim que poderes eu espero ansiosamente.
    Mas eu espero.
    Beijinhos.

    Elsa (não sei por não dá a minha conta)

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