Ola :)
Antes de lerem o capítulo quero deixar um pedido de desculpa pela demora mas como algumas de vocês sabem ando outra vez com falta de tempo derivado ao trabalho por isso mesmo não sei se vou conseguir postar durante a semana, tentarei fazê-lo mas o provável é não conseguir.
Espero no entanto que continuem a querer acompanhar esta história.
Beijocas
****
Anabela
Confesso que estranhei o pedido do Ruben para ir passar o
fim-de-semana a Braga mas aceitei o convite por ser uma boa oportunidade para
estar com os meus dois filhos, no entanto foi surpreendida ao chegar, afinal
não tinha sido a única a ser convidada, estavam também o Nuno, a Patrícia e a
madrinha do Martim bem como o seu namorado.
Achei o meu filho algo nervoso e com o passar dos minutos
foi cada vez mais visível, ainda perguntei ao Mauro se sabia o que se passava
mas obtive uma resposta negativa.
Almoçamos sempre com a animação ao máximo e no final o Ruben
pediu que fossemos todos para a fala, quem sorriu automaticamente foi a
Mariana, eles estavam os dois ligeiramente estranhos mas sem dúvida que o Ruben
era o que estava mais.
Sentámo-nos nos sofás e quando estávamos devidamente
acomodados o meu filho mudou de canal, colocou-o na SIC e uns minutos bastaram
para ficarmos todos à exceção da Mariana de “boca aberta”. Fez-se silêncio e
assim que a entrevista começou foi impossível não sorrir orgulhosamente.
Alternei a visão entre o meu filho e o LCD, o Ruben a cada
minuto que passava ficava mais nervoso e sinceramente não estava a perceber o
motivo, afinal a entrevista estava a correr muito bem.
- Qual é a memória mais antiga que tens?
- As travessuras que
fazia quando o meu irmão ia brincar na rua e não me levava com ele.
- Foste uma criança sossegada?
- Não parava muito
tempo no mesmo sítio mas como era envergonhado acabei por ser sossegado.
- Como foi a experiência de teres jogado hóquei?
- O tempo que joguei
hóquei ao início não foi fácil e cheguei a inventar desculpas para não ir mas
depois consegui adaptar-me no entanto não era aquilo que queria para mim e mais
tarde saí para jogar futebol.
As perguntas sucederam-se e abordaram o tempo que passou no
Benfica, a sua saída, os anos seguintes e o seu regresso à Luz e os festejos do
título de campeão Nacional para culminar com uma série de perguntas.
- Muito se falou sobre a tua ida para o Braga o que tens a dizer sobre
isso?
- Para mim é um assunto
que está mais do que resolvido, é verdade que foi uma altura difícil, a época
anterior tinha sido para esquecer com a lesão mas ao contrário do que
escreveram não saí do Benfica para jogar mais mas não vejo motivo para
alongar-me sobre o assunto, saí e não estou nem um pouco arrependido, hoje
estou bem, livre de lesões, a jogar e feliz.
- Ainda és Benfiquista?
- Sou, a verdade é que
há o lado profissional e o pessoal, quando estou dentro de campo sou bracarense
dou o máximo que tenho e ninguém pode acusar-me do contrário mas fora quando
estou entre amigos se o Benfica estiver a jogar sofro da mesma forma que sempre
sofri, uma coisa não invalida a outra.
- Como foi jogar contra a equipa que sempre foi a tua?
- Encarei como mais um
jogo, fiz o que tinha de fazer e no fim depois do apito final voltei a ser só o
Ruben adepto do Benfica e por isso confesso que fiquei danado por terem
perdido.
- Mas marcaste nesse jogo qual foi a sensação?
- Única e
indescritível.
- Recordo que não comemoraste o golo de forma efusiva no entanto fizeste-o
com o menino que subiu contigo ao relvado, queres falar disso? - o
Martim olhou imediatamente para o Ruben e mais depressa ainda sentou-se no seu
colo, estavam agora os três em completa harmonia sem se preocuparem minimamente
connosco.
- Esclareci na altura
mas volto a fazê-lo - sorriu - é o Martim, irmão da minha namorada.
- Isso quer dizer que não foi só a tua vida profissional que mudou
neste último ano?
- Não considero que a minha
vida profissional tenha mudado assim tanto, posso já não envergar a camisola do
clube que sou adepto mas honro de igual forma a camisola do Braga em todos os jogos
e treinos. Quanto às mudanças na minha vida pessoal foram algumas para não dizer
bastantes - o Ruben abraçou a Mariana.
- Queres falar um pouco sobre essas mudanças?
- A primeira e mais importante
de todas foi a descoberta do amor sem barreiras, a verdade é que tive de vir para
Braga para perceber que levei vinte e sete anos para encontrar a rapariga que me
completa na plenitude, a Mariana é especial e a pessoa que amo, que fez-me
crescer enquanto homem, que me deu e dá uma família, que independentemente da situação
está presente nem que seja para dar-me nas orelhas quando não tenho razão ou para
animar-me quando estou mais em baixo.
- Como se conheceram?
- Conhecemo-nos quando
vim para Braga mas ao início não correu lá muito bem, só um tempo depois é que começamos a falar e com o passar dos meses
nasceu uma amizade sincera, ela tornou-se em mais um pilar no qual apoiava-me
sempre que por algum motivo sentia-me mais em baixo, ajudou-me sem pedir nada
em troca mas acabei por apaixonar-me por ela o que culminou com o fim do meu
noivado, no entanto e ao contrário do que já foi notícia nós só começamos a
namorar meses depois.
- E o Martim?
- O Martim é uma
criança adorável e com quem tenho aprendido muito mas a principal delas todas
foi aprender a ser pai.
- Pediste desculpa a todas as pessoas a quem querias pedir?
- Quando erro não
tenho qualquer problema em pedir desculpas, errar é humano e todos o fazemos
agora reconhecer os nossos erros já não está ao alcance de qualquer um.
- A quem confessas os teus segredos?
- Depende… falo muito
com a minha mãe e com o meu irmão mas atualmente é sem dúvida com a Mariana que
partilho tudo. - ela olhou-o de
forma cúmplice, estavam os dois de sorriso no rosto em completa sintonia.
- Em que estás a pensar?
- Na Mariana e no Martim.
Assim que ouvimos a resposta
à pergunta também vimos o Ruben a endireitar-se imediatamente no sofá e olhar a
Mariana, achei estranho mas assim que ouvi a resposta do meu filho à última
pergunta do Daniel percebi o motivo de tanto nervosismo.
- O que é que os teus olhos dizem?
- Dizem que estou
feliz ou melhor que falta uma única coisa para ser feliz… - o Ruben fez uma
ligeira pausa no seu discurso e olhou diretamente para a camara - Mariana casa comigo?
Ficamos todos em choque perante o pedido de casamento e
ainda mais quando vimos a Mariana sem reação, a rapariga estava completamente
estática nem pestanejar conseguiu algo que só contribuiu para enervar o Ruben
que apesar de não dizer nada foi visível que a falta de uma resposta imediata o
melindrou ainda assim não desistiu e ao agarrar nas mãos da Mariana despertou-a
para a realidade voltando a fazer o pedido.
- Amor - a
rapariga olhou-o - provavelmente não foi
a forma mais ortodoxa de pedir que unes a tua vida à minha da única forma que
falta mas naquele momento quando o Daniel fez a pergunta só conseguir responder
com a verdade, quero muito casar contigo, quero orgulhar-me de dizer que és
minha mulher mas principalmente quero dar uma família a vocês os dois - o
Ruben alternou o olhar entre a Mariana e o Martim - amor nós precisamos os três de estabilidade e quero-vos para sempre do
meu lado. Aceitas casar comigo?
O Ruben voltou a fazer a pergunta mas agora com o anel de
noivado na mão, ele retirou uma pequena caixa do bolso das suas calças mas nem
assim a Mariana conseguiu reagir, ela estava branca que nem cal e sem mexer um
único músculo, mas se a irmã estava sem reação o Martim surpreendeu-nos a todos
ao levantar-se do sofá.
- Pai - o Ruben
olhou-o - ela quer tá é a ser totó -
sorrimos para logo depois gargalharmos no exato momento que o Martim agarrou no
anel - toma mete lá o anel do dedo da
mana - falou agora para o meu filho e foi nesse instante que vimos a
rapariga a sorrir mas principalmente a reagir ao olhar para o irmão e depois
para o Ruben que continuava na expetativa.
-
Tinhas mesmo de fazer das tuas não tinhas? - perguntou a sorrir para o
beijar logo depois - mas vá - sorriu
- coloca lá o anel - sorrimos ao
presenciar-mos a felicidade daqueles três - amo-te mas vais pagá-las bem caro - o Ruben gargalhou perante o
olhar ameaçador da noiva - tinhas que
fazer o pedido para Portugal inteiro ver?
- Talvez agora
percebam que o que nos une não é fachada e que vos amo - o Martim sorriu - mas principalmente que vos quero para
sempre do meu lado, não faz sentido adiarmos mais o casamento quando é algo que
ambos queremos - beijou-a - mas como
falei não foi nada pensado… saiu foi espontâneo mas sincero.
- A tua sorte é mesmo
essa - sorriram - mas agora quero
ver o falatório que vai haver…
O Ruben teria respondido mas fomos novamente surpreendidos
pelo Martim que voltou a sentar-se ao colo do meu filho.
- Quando é que vai
ser o casamento? - sorrimos.
- Amor - o Martim
olhou para o meu filho - ainda não temos
data mas quando decidirmos serás o primeiro a saber - o menino abraçou-os
aos dois - estás contente?
- Sim - falou
alegremente - agora que vão casar a mana
já pode ter o bebé né?
- Martim uma coisa de
cada vez.
- Ó mana mas eu e o
Ruben queremos um bebé e tu também queres que eu sei - a Mariana sorriu.
- Martim, primeiro o
casamento depois o bebé.
- O casamento pode
ser já amanhã? - gargalhamos com a pergunta do menino.
- Não e agora já
chega com esta conversa de bebés e casamento - a Mariana aninhou-se nos
braços do Ruben - que quero aproveitar o
noivado - eles olhavam-se mutuamente e com uma intensidade enorme - amo-te.
Percebemos todos que eles queriam ficar a sós e foi isso que
lhes concedemos, levantámo-nos e levamos connosco o Martim apesar de refilar ao
início acabou por se distrair a brincar com o Nuninho durante o passeio que
demos pelo centro de Braga.
Ruben
Passei a manhã toda ansioso, não por ter receio que a
Mariana não aceitasse o pedido mas sim por não saber como iria reagir, já que para
todos os efeitos o meu amor não fazia a mínima ideia de que iria pedi-la em
casamento porque de todas as vezes que falei da entrevista nunca mencionei o
pedido, ela sabia que tinham entrado em contacto comigo para fazer a entrevista
e só aceitei depois de falar com o meu amor uma vez que iria falar dela e do
Martim.
Vi a entrevista toda abraçado à Mariana e numa troca
constantes de olhares e sorrisos mas uns segundos antes do pedido endireitei-me
de modo a conseguir ficar de frente para o meu amor e por isso vi a sua falta
de reação, por momentos assustou-me mas assim que o Martim resolveu interferir
no nosso momento a Mariana despertou sorrindo e por fim deu-me a sua mão para
colocar o anel, trocamos algumas palavras que não foram mais que ameaças
“fingidas” que levou-me a rir para logo depois ficarmos a sós, o pessoal
resolveu deixar-nos a sós para aproveitarmos os primeiros minutos do noivado a
dois.
- Amor - olhei-a
- sabes que correste um risco elevado em
teres feito o pedido publicamente, não sabes?
- Risco? Mariana
posso ter sido um pedido estranho mas não surgiu do nada, já tínhamos falado
sobre o assunto logo sabia que querias e queres casar comigo - sorriu.
- Pois… mas também
sabes que nunca gostei de ser o centro da polémica - beijou-me - por isso podia não ter reagido bem.
- Nós amamo-nos logo
não irias reagir mal mas estás aborrecida pela forma como o fiz?
- Não - sorriu - se queres saber adorei - beijou-me - foi diferente e inesperado mas acabaste de
dar motivos para falarem da nossa vida e é isso que não gosto.
- Amor mesmo que
fizesse o pedido só a ti iria acabar por ser falado.
- Mas não seria
imediatamente.
- Sinceramente
estou-me nas tintas para o que podem falar, nós amamo-nos, somos uma família e
é isso que para mim interessa desde que estejam os dois bem o resto é indiferente
- suspirou.
- Amor já pensaste em
alguma data? - sorri com a pergunta por não esperar que a Mariana quisesse
já falar do assunto.
- Não mas porquê?
- Curiosidade -
sorriu.
- Tens alguma
preferência no dia? - aproveitei que a Mariana tocou no assunto para
deixe-lo já minimamente acertado.
- A única coisa que
tenho preferência é na discrição - olhou-me - amor já bastou o pedido ter sido para Portugal inteiro - sorri ao
ouvi-la - quero que o nosso dia seja só
para a família e amigos mais próximos - hesitou e por isso beijei-a - Ruben não quero fazer do nosso casamento o
acontecimento do ano, entendes?
- Sim - voltei a
beijá-la.
- Não ficas chateado?
- Achas? Amor por mim
até pode ser só nós os dois e o Martim - arqueou as sobrancelhas - Mariana desde que vos tenha aos dois do meu
lado o resto são pormenores.
- Não digas isso
- beijou-me - a família e os amigos
verdadeiros é o que temos de mais valioso na vida por isso quero que a tua
família e os nossos amigos estejam presentes, pode ser uma festa simples mas
quero-os do nosso lado até porque sem eles não estaríamos aqui - suspirou.
- Amor o nosso dia
vai ser tal como queres - gargalhou - onde
é que está a piada?
- Ruben se for como
quero vai parecer tudo menos um casamento.
- Como assim?
- Então…
Ouvi atentamente a Mariana e se ao início a ideia pareceu-me
louca para o fim já era no mínimo original. Pedi pormenores e quando demos por
nós já estávamos a planear o nosso casamento com os mais ínfimos detalhes, foi
de tal ordem que até a data escolhemos.
- Sendo assim segunda
depois do treino vou ter contigo à casa do Nuno para tratarmos dos papéis -
sorriu.
- Não sei se vão
achar piada - gargalhamos.
- Deixa lá quando
perceberem já não podem fazer nada - sorrimos - mas que vai ser lindo lá isso vai.
Deixamo-nos ficar deitados no sofá da sala a namorar e a
trocar ideias sobre o nosso dia até que voltamos a ouvir barulho, o que era
sinónimo que tinham regressado, juntamo-nos a eles que estavam pelo jardim e
ainda tivemos que ouvir algumas piadas mas não ligamos e o resto do dia foi
passado a conviver com os nossos amigos.
Mariana
Faz hoje precisamente duas semanas que estou oficialmente
noiva e durantes estes últimos dias andei ocupada com a preparação da festa de
aniversário do meu piolho, uma vez que o Ruben convenceu-me a fazer um género
de lanche que depressa virou festa.
O Martim delirou quando soube que iria ter novamente uma
festinha de aniversário e ajudou-me nos preparativos, comprei alguns materiais
e com a ajuda dos meus dois amores fizemos os convites para a festa bem como as
sobremesas mas para tal tarefa contei com a ajuda da Filomena e da D. Joana uma
vez que a empregada do Nuno quis também participar por ter um carinho enorme
pelo Martim.
Passei o dia inteiro a orientar tudo para que amanhã a festa
corra na perfeição e por isso quando chegou à noite estava cansada, ultimamente
a sensação de cansaço tem-se notado mais ainda assim fiz um esforço e fui
despachar-me uma vez que o Martim queria ir ver o jogo do Braga ao estádio.
Estava no camarote quando a Patrícia chegou com o Nuninho e
depois de falar às pessoas que se encontravam no mesmo espaço veio sentar-se do
meu lado.
- Então já tens tudo
preparado? - perguntou-me depois de a ter cumprimentado.
- Sim.
- Que cara é essa?
- olhei-a.
- A minha não tenho
outra.
- Oh deixa-te de
cenas - fez uma pequena pausa - está
mesmo tudo bem?
- Sim - dei um
sorriso “amarelo” - estou só cansada.
- É mesmo só cansaço?
- Sim, é. A semana
foi puxada mas amanhã estou como nova.
- Tudo bem não
insisto mais.
Vimos o jogo e no final fomos esperar o Nuno e o Ruben que
acabaram por surpreender-nos ao serem dos primeiros a saírem.
- Amor -
abraçou-me para unir logo depois os nossos lábios que por minha vontade passou
de um encosto a algo mais - queres ir
jantar com o pessoal?
- Se fizeres muita
questão vamos mas por mim ia mesmo era para casa.
- Passa-se alguma
coisa?
- Estou cansada.
- Amor esta semana
tens andado sempre cansada - olhou-me - tens a certeza que está tudo bem contigo?
- Tenho -
abracei-o - ou já te esqueceste que no
meio dos preparativos para o aniversário do Martim encaixei uma ida ao médico
com direito a exames e tudo - sussurrei por não querer que ouvissem.
- Pois… mas esses
exames não são propriamente de rotina - sorriu.
- Engraçadinho! Mas
entre os exames está análises ao sangue e outros que se tivesse com algum
problema teria sido detetado mas vamos acabar com a conversa antes que comecem
a querer saber de mais.
O Ruben concordou comigo e depois de avisar os colegas que
não iriamos jantar com eles seguimos para casa, jantamos os três e no final
somos até à sala onde passamos algum tempo na brincadeira com o Martim mas que
terminou assim que chegou a hora de ir dormir. O Ruben foi adormece-lo e quando
chegou ao quarto já estava deitada.
- O menino está em
pulgas para que chegue amanhã à tarde - sorri ao ouvi-lo.
- É normal.
- Amor - desviei
o olhar do livro para o encarar - tens a
certeza que estás mesmo só cansada?
- Onde é que queres
chegar com essa pergunta? - fechei o livro e coloquei-o na mesa de
cabeceira virando-me logo depois para o lado do Ruben abraçando-o.
- Sei lá - fez-me
umas carícias no rosto - tens andado
estranha.
- Estranha? -
sorri - Amor a sério estou só cansada -
beijei-o.
- Mariana o que é que
não estás a contar? Conheço-te por isso sei que não é só cansaço - olhou-me
- há qualquer coisa que não estás a
dizer.
- Amor -
sentei-me na cama de modo que ficasse de frente para ele - estou só cansada mas sim tens razão há uma cena que ainda não te disse
- sorri ao vê-lo atento ao que falava - já
tomei uma decisão mas para isso tens que fazer aqueles exames que te falei
- o sorriso do Ruben deixou-me completamente babada.
- Tens a certeza?
- Tenho -
beijei-o calmamente e acabei por ficar deitada sobre o Ruben - amor depois de sabermos os resultados dos
exames vou deixar de tomar a pílula.
- Sendo assim marcas
os exames? - sorriu.
- Pois… é que os
exames já estão marcados - gargalhei ao ver a cara dele - segunda depois do treino da manhã tens de
ir fazê-los.
- Bem para quem não
queria ser mãe agora estás com a pressa toda - voltou a beijar-me acabando
mesmo por se virar deixando-me por baixo do seu corpo - mas enquanto não faço os exames - as mãos do Ruben já passeavam por
baixo da camisola do meu pijama - podemos
- beijou-me - ir aos treinos -
sorri para logo depois darmos inicio a mais um momento dos nossos, amamo-nos ao
nosso ritmo para depois adormecer nos seus braços.
***
Acordei com os lábios do Ruben nos meus e com as suas mãos
na minha cintura.
- Bom dia amor -
sussurrou-me ao ouvido aproveitando para também aí depositar alguns beijinhos -
o que achas de irmos acordar o nosso
piolho - sorri ao ouvi-lo e obriguei-me a mim mesmo a abrir os olhos para o
ver - vamos?
- Deixa o menino
dormir - puxei-o para mim beijando-o novamente.
- Hum… é impressão
minha ou estás a querer os mimos só para ti? - murmurou quando as minhas
mãos já o acariciavam por cima do tecido dos seus boxers.
Não lhe respondi até porque era já bem visível o que queria,
algo que o Ruben concedeu-me sem grande sacrifício, voltamos a ver um do outro
e só quando já estávamos minimamente recompostos é que fomos até à casa de
banho, partilhamos o momento do duche e depois de vestidos fomos então até ao
quarto do nosso piolho, o Martim ainda dormia serenamente mas isso não impediu
o Ruben de o despertar, enchendo-o de beijinhos.
- Parabéns filho
- sorri ao ouvi-lo principalmente depois de ver os olhinhos do Martim a
brilharem por o Ruben o ter chamado mais uma vez de filho.
Os minutos seguintes foram partilhados a três, mimamos
bastante o Martim para deliro do miúdo que só saiu da cama quando foi para
comermos.
A manhã foi animada com a chegada da família do Ruben e da
Letícia, o Martim entreteve-se com o Rafael o que permitiu aos adultos ficarmos
à conversa.
As horas passaram e o momento de ver a casa a ser “invadida”
pelos amigos do Martim chegou, recebi os miúdos e depois entretive-me com eles,
estive sempre atenta e quando por algum motivo tinha que ausentar-me do jardim
ficava outro adulto de vigia.
A tarde passou e no fim do Martim se despedir dos amigos o
sossego regressou àquela casa, o momento do jantar foi partilhado só com a
família e amigos mais próximos e talvez por isso o assunto do casamento veio à
baila.
- Letícia quando
chegar o dia nós informamos - respondi à minha amiga enquanto o Ruben
tentava não rir.
- Ó mas já pensaram
na data? - desta foi o Mauro - Ó
puto diz lá qual vai ser mesmo o dia - o Ruben olhou-me e sorriu.
- A Mariana já vos
disse que quando chegar o momento serão informados.
- Isso quer dizer que
já têm data? - voltei a sorrir.
- Nuno não só já
existe data como está marcado - respondi serenamente e a olhar para o Ruben
- mas o dia esse está nos segredos dos
deuses.
- Mas afinal qual é
mesmo o motivo de tanto mistério?
- Isso agora… -
gargalhamos os dois - deixem lá a
curiosidade de lado porque não vamos dizer qual é o dia, quando chegar o
momento recebem os convites.
Eles ainda insistiram durante algum tempo mas acabaram por
desistir ao perceberem que não iriamos dizer nada. O resto da noite foi
sossegada, ficamos por casa e depois do miúdo ir dormir também nós nos fomos
deitar.
Para quando será o casamento? Terá para breve?

Adorei!!
ResponderEliminarO pedido foi no mínimo diferente!
Agora quero ver como será o casamento em si, sim porque tanto segredo, algo me diz que vai dar que falar!
Próximoooo!!!
Bjokinhas
Mariaa
Olá :D
ResponderEliminarBem que pedido original!
Quanto ao casamento, estou mesmo a ver que vai ser bastante fora do normal :p
Quero mais!
Beijinhos
Ritááá xD
Olá!
ResponderEliminarAí está uma maneira tão normal de se pedir alguém em casamento xD
Adorei não só a entrevista e o pedido de casamento, como tudo o resto!
A relação entre o Martim e o Ruben é simplesmente perfeita!
E quanto a esse casamento, espero que esteja para breve porque estou curiosa!
Beijo
Ana
Lindo, mas ele arriscou um bocadinho, como a Mariana é, logo ela que não gosta de dar nas vistas, ser pedida em casamento para um país inteiro ver, é preciso coragem. Mas o Ruben provou que conhece bem a mulher que tem. Eu adorei, em relação ao casório, tanto mistério...só pode ser algo inesperado.
ResponderEliminarAchei piada ao Martim, quando ele pegou no anel, tava tão desejoso da irmã aceitar, que apressou-o logo para ele pôr o anel no dedo.
Quero o próximo, mas fica descansada que por não teres tanto tempo, eu não vou desistir desta história maravilhosa,continua.
Beijocas
Fernanda
Amo tanto a tua fic, continua...
ResponderEliminarQuero mais rapidinho! Por favor...
Tenho uma coisa no meu blog para ti, em http://mylove1414.blogspot.pt/2012/09/liebster-blog-award.html
Espero que gostes
Beijinhos,
Joana
acabei de ir ver o jogo do braga, e o Rúben até marcou um golo :D e agora nada melhor para acabar este dia do que ler um grande capitulo :p adoreiii :)
ResponderEliminarOlá
ResponderEliminarBem eu AMEI este capitulo!
Já estava mesmo com muitas saudades de um capitulo tem e veio meio a calhar fazer uma pausa e lê-lo!
Isto sim é que foi um pedido de casamento!
Fico à espera do próximo e mesmo compreendendo que estás ocupada mas peço pela o próximo rapido ;D
Beijinhos
Rita
Olá :)
ResponderEliminarO capítulo está awesome :)
O pedido de casamento foi tão giro *.*
Estou curiosa sobre os preparativos xd
Beijinhos
Bem muito bom!!!! Até parece que é novidade... ;)
ResponderEliminarAdorei!!!! Estou mesmo curiosa com o casamento o que será que o casalinho tramou???
Quero mais!!!
Desculpa a demorar, mas nunca deixo nada por ler ;)
Beijinhos.
Lindo, amei, amei, amei. Tudo tão perfeito, awn *-*
ResponderEliminarQuero mais! u.u
saudadesssss :P
ResponderEliminaradoro....
ResponderEliminarOlá linda tudo bem?
ResponderEliminarEstou cheia de saudades de uma capitulo novo :( assim que poderes eu espero ansiosamente.
Mas eu espero.
Beijinhos.
Elsa (não sei por não dá a minha conta)
saudades *.*
ResponderEliminar