sábado, 15 de setembro de 2012

058 - "Não tenho mais sono e quero fazer uma surpresa ao Ruben"

Mariana

Depois do jantar a Madalena ficou a ajudar-me a arrumar a cozinha enquanto os rapazes foram até à sala, aproveitamos para meter a conversa em dia e quando terminamos juntamo-nos a eles.

- Posso saber o que os meninos tanto conversavam que se calaram assim que entramos? - questionei o Ruben ao perceber o silêncio que se fez assim que aparecemos.

- Nada de especial.

- Ruben Filipe - o Mauro gargalhou - estás a mentir-me e tu estás a rir porquê? - perguntei ao irmão dele.

- Porque só quem chama aí o puto por Ruben Filipe é a nossa mãe e normalmente é quando lhe quer dar nas orelhas.

- Deve ser defeitos das mães - o Ruben atirou talvez a pensar que conseguia desviar o assunto.

- Vê lá se te cai o dente e nem penses que escapas - olhou-me.

- Amor, estávamos a falar de uma cena mas já tínhamos terminado quando entraram.

- Porque será que essa cena já cheira a esturro?

- Lá estás tu a implicar.

- Só implico porque não estás a dizer tudo, já te conheço.

- Mano amanhã queres ir assistir ao treino? - fiquei a olhar para o Ruben, ele simplesmente ignorou-me.

- Se der pode ser.

- Dá, vais assistir ao treino da tarde.

- Ok - continuava a olhá-lo mas o Ruben fingiu que não via.

Aquilo já estava a irritar-me e por isso avisei que iria deitar o menino, o Martim ainda reclamou porque queria que fosse o Ruben mas não lhe dei hipóteses e levei-o comigo.

O Martim após reclamar durante algum tempo lá se calou e por isso adormeceu, regressei à sala onde os encontrei em plena cavaqueira sentei-me ao lado da Madalena que tinha o meu afilhado ao colo e como o menino não queria adormecer acabei por pegar nele, estive uns minutos a dar-lhe mimo para depois conseguir adormece-lo.

- Deves ter mel - a Madalena meteu-se comigo - quer dizer comigo não acalmava por nada foi para o teu colo e adormeceu.

- Isto já são muitos anos a “virar frangos” - a Madalena sorriu com a expressão que usei - olha vou deitá-lo.

- Vou contigo - saímos da sala e quando já estávamos no quarto a Madalena voltou a falar - ficaste chateada com o Ruben, não ficaste?

- Não gostei de ser ignorada mas cá se fazem cá se pagam.

- Ui, o que é que vais fazer?

- Nada, simplesmente quando ele vier cá com o “ó mor chega para cá” eu dou-lhe o chega para cá - sorriu.

- Lá vai o meu cunhado sofrer.

- Sofrer? Não, só vai mesmo provar o sabor de ser ignorado.

- Não sejas má, Mariana sabes bem que se não te disse é porque deve ser alguma surpresa para ti.

- A sorte dele é mesmo essa - sorriu - ainda assim vai pagá-las que é para aprender.

- Vocês os dois deve ser cá uma animação.

- Então não e quando o Martim resolve meter-se ainda mais animado é.

- Por falar em Martim, ele e o Ruben estão cada vez mais unidos.

- Sim, o Ruben faz qualquer coisa pelo meu irmão e o menino como nunca teve uma figura masculina anda super contente.

- Oh mas é fofinho vê-los juntos, ainda quando foi o aniversário do Ruben - sorriu - confesso que houve momentos que emocionei-me ao vê-los juntos e a Anabela quando esteve a passar aquela semana convosco chegou a Lisboa encantada com o neto mais velho, como ela mesmo falou, a verdade é que o Martim conquistou-nos a todos com aquele seu jeito de menino traquinas mas sempre amoroso.

- Por vezes tenho medo - olhou-me - de acordar um dia e perceber que vivi um sonho - confessei.

- Mas ainda tens dúvidas que o Ruben ama-vos?

- Não tenho dúvidas do amor dele mas a verdade é que cresci a aprender que tudo tem um fim.

- Mariana, sou muito sincera quando chegou-me aos ouvidos que existia uma rapariga em Braga que estava a dar a volta à cabeça do Ruben disse ao Mauro que seria passageiro, que o Ruben andava só à procura de colinho, uma vez que se viu numa cidade sem a família, mas nessa altura o Mauro avisou-me que temia que o irmão saísse verdadeiramente magoado, porque nunca o tinha visto tão vidrado em alguém mas principalmente com tanto medo em assumir o que sentia e depois havia a questão do Martim que podia ser um entrave mas quando vos vi lá em casa, no dia que o Ruben foi conhecer o Rafael tive a certeza que o meu cunhado estava consciente, que sabia bem onde é que se estava a enfiar e se o Ruben te escolheu, se assumiu da forma que assumiu o vosso relacionamento, se não tem qualquer problema em chamar o Martim de filho, acredita que não te vês livre dele, até te digo mais, o Ruben ama-te tanto que deixou cair por terras as suas convicções, Mariana provavelmente há um lado no meu cunhado que não imaginas sequer que possa ter existido mas a verdade é que existiu e na altura deu confusão da grande, o Ruben não achou muita piada à novidade de ser tio sem o irmão estar casado, aliás quando fomos viver juntos ele já tinha demonstrado o seu desagrado e quando soube que não fazíamos intenções de casar piorou, o Ruben sempre foi o menino certinho da família e desde que te conheceu alguma coisa mudou, acho que percebeu finalmente que quando duas pessoas se amam verdadeiramente que o resto do mundo não interessa.

- Não fazia a mínima ideia disso, aliás foi o Ruben é que colocou a hipótese de vivermos juntos.

- Lá está, há qualquer coisa no vosso amor que o fez mudar por isso acredita que o Ruben não se vai enjoar, aliás se fosse a ti preparava-me porque ou muito me engano ou em breve serás pedida em casamento, o Ruben pode ter cedido e ter-te convidado para viveres com ele mas ponho as minhas mãos no fogo como não desistiu da ideia de casar.

- Sei disso - sorriu - o casamento já foi tema de conversa mas não está nos nossos planos casarmos para breve.

- Pois mas isso não invalida que ele faça o pedido.

- Achas que era disso que eles estavam a falar?

- Não sei mas também não adianta perguntar ao Mauro porque aquele quando toca ao mano fecha-se em copas e não abre a boca.

- Seja o que for vou ficar a saber na mesma o Ruben nunca consegue guardar nada em segredo durante muito tempo - sorriu.

Continuamos na conversa, agora no meu quarto para não acordarmos o Rafael, acabamos por perder a noção do tempo e só quando vimos os rapazes a entrarem no quarto é que reparamos nas horas, despedi-me deles e fomos todos dormir.

O Ruben ainda tentou uma aproximação daquelas para “colher frutos” mas deu com o “burro nas couves” e não levou nada, apesar de não estar chateada não lhe facilitei a vida, ainda assim não ficou muito incomodado e acabamos por adormecer abraçados.

Acordei com alguém a bater-me no braço, abri os olhos e vi o meu irmão que fez-me sinal para não fazer barulho.

- O que queres? - perguntei baixinho.

- Mana preciso de ajuda vem comigo - ele puxava-me pela mão, acabei por levantar-me e sair com ele do quarto.

- Mas afinal o que queres? Não devias ainda estar a dormir?

- Não tenho mais sono e quero fazer uma surpresa ao Ruben - olhei-o ainda meio ensonada.

- Surpresa?

- Sim hoje é o dia dos pais - sorri ao ouvi-lo.

- E o que queres fazer?

- Quero que ajudes eu a preparar o comer do Ruben com tudo aquilo que ele gosta- gargalhei - shiu ele não pode acordar.

- Desculpa - continuei a sorrir.

- Ajudas?

- Amor, a mana pode ajudar-te a preparar o pequeno-almoço mas agora com tudo o que o Ruben gosta é difícil que aquele rapaz gosta de tudo.

- Mas tem umas coisas que gosta mais que outras.

- Ok, vamos então até à cozinha.

Fiz a vontade ao meu irmão e passei os minutos seguintes a preparar o pequeno-almoço para todos, estava entretida que nem dei pela presença da Madalena.

- Ena que banquete mas caíste da cama, foi? - sorri ao olhá-la.

- Diz antes que tive uma peste que obrigou-me a sair da cama - olhei para o Martim que estava entretido a colocar os guardanapos na mesa - e aí o Rafael não deixou os pais dormirem a manhã na cama, foi? - falei ao ver o Mauro a entrar.

- Epá acho que vou começar a visitar-vos mais vezes - meteu-se comigo assim que viu a mesa já composta - isto tudo é para as visitas?

- Não, isto tudo é para o meu pai - o Martim respondeu todo senhor de si.

- Pronto já não digo nada - o Mauro meteu-se com o meu irmão - tratas mesmo bem o meu mano - falou agora para mim.

- A culpa é aí da peste que foi-me acordar para preparar o pequeno-almoço que segundo ele tinha de ter tudo o que o Ruben mais gosta - eles sorriram, ainda trocamos mais algumas palavras mas o Martim interrompeu.

- Ó mana, ele nunca mais acorda - sorrimos mas não tive tempo para responder.

- Quem é que nunca mais acorda? - o Ruben perguntou ao entrar.

- Pai - mandei um pulo por não esperar o berro do meu irmão - hoje é o teu dia - falou animado - feliz dia do Pai - o Ruben sorriu - gostas? - apontou para a mesa - fui eu que pedi à mana para fazer para ti - estava perdida a olhar para eles, tal como o Mauro e a Madalena.

- Anda cá - o Ruben pegou-lhe ao colo - gosto muito mas sabes que gosto ainda mais de ti - o meu amor encheu o Martim de beijinhos - és o melhor filho que podia ter - estas simples palavras deixaram o meu irmão felicíssimo e isso foi visível no seu rosto.

- Eu também gosto muito de ti mas agora vamos comer que tenho fome - gargalhamos todos.

Os minutos seguintes além de comermos serviram também para combinarmos o “programa das festas”, ficou acordado que iria buscar o Nuninho para ir passear com o Mauro, a Madalena e o Rafael por Braga, uma vez que o Ruben tinha treino e o Martim aulas, o almoço seria na companhia do meu amor e do Nuno se assim quisesse, para de tarde irmos assistir ao treino dos rapazes uma vez que seria permitido às famílias assistirem por ser o dia do Pai.

***

- Ruben, deixas o Martim na escola? - perguntei ao regressar à sala com o meu irmão já despachado.

- Vamos? - perguntou-lhe enquanto pegava na mochila do menino.

- Sim.

- Até logo - deu-me um beijo e saiu, o Martim depois de se despedir de mim seguiu-o.

- Vocês vêm já comigo ou esperam por mim aqui?

- Podemos ir, com sorte ainda nos cruzamos com a Patrícia e o Nuno.

- Com o Nuno talvez agora a Patrícia a esta hora já deve ter saído - respondi após olhar para o relógio.

Saímos os quatro com destino à casa dos nossos amigos, entramos e encontramos o Nuno com o filho ao colo.

- Bom dia - cumprimentei-o - desculpa mas hoje tenho três penetras comigo - falei na brincadeira levando-os a sorrirem.

- Olhem só quem são eles - o Nuno cumprimentou-os - resolveram vir até Braga, foi?

- É, senti necessidade de verificar se estão a cuidar bem do meu mano - meteu-se comigo.

- Então e esse coraçãozinho já está mais sossegado?

- Já sim - sorrimos.

- Bem a conversa está boa mas tenho treino no entanto podíamos combinar qualquer coisa para logo, o que dizem?

- Nuno, nós estávamos a pensar almoçarmos todos juntos, isso inclui-te a ti também.

- Alinho mas faz-me o favor e avisa a Patrícia porque ficou combinado de almoçar com ela.

- Ok, ligo-lhe e digo para aparecer no restaurante do costume.

Acabei por despedir-me do Nuno e de seguida fui vestir o Nuninho para irmos dar o tal passeio, ainda avisei a D. Joana para não se preocupar com o almoço porque não comíamos em casa e saímos finalmente.

A manhã foi passada pelo centro de Braga e com o aproximar da hora de almoço fomos até ao restaurante, quando lá chegamos já nos esperava a Patrícia, estivemos uns minutos na conversa até que os rapazes chegaram, almoçamos sempre com muita animação à mistura e no fim fomos dar um passeio todos juntos, mas a Patrícia teve que regressar para o trabalho e como os meninos tinham que dormir a sesta fomos para a casa do Nuno, onde estivemos até ser horas de ir buscar o Martim para seguirmos para o treino.

- Mana, vamos ao treino do Ruben? - perguntou assim que teve oportunidade.

- Sim, mas é para te comportares com juízo e ficares sossegado.

- Tá bem - sorriu.

Conduzi até ao estádio sempre seguida pelo Mauro e quando lá chegamos o meu piolho saiu imediatamente do carro.

- Anda mana - estava mesmo com pressa.

- Tem calma Martim que o treino ainda não deve ter começado.

- Mas eu quero ver o treino todo - o Mauro sorriu.

- É sempre assim? - olhei para a Madalena.

- Sim - sorriu - para o Martim tudo o que mete Ruben é sagrado e se lhe digo que vem ver um treino é para ser do início ao fim.

Caminhamos até às bancadas onde nos sentamos, escolhemos uns lugares mais afastados para que não fossemos incomodados uma vez que o Rafael estava connosco. Vimos o treino todo, o Martim esteve sempre muito atento e só quando terminou é que abriu a boca para perguntar se já tinha acabado, assim que lhe respondi afirmativamente o menino correu até ao Ruben.

Ruben

Acordei sem a Mariana do meu lado por isso despachei-me e fui procura-la, encontrei-os a todos na cozinha, onde o Martim fez questão de começar logo a festejar o dia do pai, confesso que senti-me nas nuvens com aquele mimo todo por parte do meu pequeno.

Partilhei alguns minutos da minha manhã com eles mas tive que sair para o treino, no entanto deixei o menino na escola. A manhã passou e a hora de almoço chegou, este foi partilhado com a minha família e amigos para no fim regressar com o Nuno novamente para o estádio onde iriamos ter mais um treino que seria aberto ao público, algo que a Mariana aproveitou para levar o Martim.

Estive sempre concentrado no treino mas assim que este terminou ouvi uma voz que reconheci de imediato como sendo a do meu piolho.

- Pai - só tive tempo de virar-me e abrir os braços porque o menino saltou para o meu colo.

- Que foi filho - respondi-lhe de igual forma o que provocou um sorriso lindo naquele rosto perfeito e alguma admiração por parte de alguns colegas meus.

- Toma é para ti - deu-me um embrulho e assim que o agarrei o Martim rodeou o meu pescoço com os seus braços - é a minha prenda do dia do pai - esclareceu.

- Obrigado - dei-lhe um beijinho.

- Deixa-me ir para o chão para abrires a prenda - gargalhei mas fiz-lhe a vontade, coloquei-o no chão e rasguei finalmente o papel de embrulho.

- Olha que bem um tripeiro a dar uma moldura destas - sorri ao ver que a moldura tinha sido pintada por ele com desenhos alusivos ao Benfica - Obrigado - agradeci novamente.

- Pai - chamou-me quando estava perdido a olhar para a foto que ele tinha escolhido para a moldura, foi uma que tiramos no dia do meu aniversário.

- Diz.

- Gosto mesmo muito mas mesmo muito de ti mas vai tomar banho que a mana não gosta de ficar à espera - gargalhei ao ouvi-lo.

- É talvez seja mesmo melhor - sorriu - queres vir comigo?

- Posso?

- Podes, anda - estiquei-lhe a mão e caminhamos para o balneário - agora tens que ficar aí sossegado.

- Tá bem mas despacha-te - sorri e fui finalmente para o banho.

Despachei-me o mais rápido possível e depois fomos procurar a Mariana, o meu amor estava à conversa com as mulheres de alguns colegas meus ainda assim não foi impedimento para aproximar-me e abraça-la. Troquei meia dúzia de palavras com as raparigas mas acabamos por ir embora.

***

Os dias foram passando e a sexta-feira chegou, dia de jogo e por isso não consegui levar o Martim à escola. Passei o dia todo com os meus colegas e só no momento de entrar para o relvado é que vi o meu piolho, hoje iriamos entrar novamente com os nossos filhos, lógico que o Martim entrou de mão dada comigo, o menino comportou-se lindamente mas no momento em que devia se afastar de mim, fez precisamente o contrário, uma vez que abraçou-me e desejou sorte, foi o suficiente para ter ficado uns segundos a sorrir para o menino e só despertei quando o Nuno chamou-me.

O jogo correu-me particularmente bem, conseguimos ganhar e no fim despachei-me o mais rápido possível para regressar para junto dos meus amores e da minha família. Hoje ao contrário do que é hábito não fui ter com os adeptos, uma vez que queríamos ir todos jantar, este foi animado e no fim regressamos a casa.

Fui deitar o Martim e depois fui ter com a Mariana ao quarto, deitamo-nos e adormeci com a certeza que amanhã irei surpreender o país inteiro mas principalmente o meu amor.

Mariana

Acordei sem o Ruben do meu lado e ao olhar para o relógio percebi o porquê, afinal já passava da hora de levantar-me, troquei de roupa e fui procura-los, encontrei-os na sala, o Ruben estava com o Rafael ao colo e o Martim sentado do seu lado a brincar com o menino, eles estavam tão entretidos que não deram pela minha presença o que permitiu que ficasse a observá-los, estava maravilhada a olhá-los que só despertei quando a Madalena tocou-me no ombro.

- Estás bem?

- Sim - sorriu.

- O Ruben fica mesmo bem com o afilhado ao colo - olhei para o Mauro que se tinha aproximado de nós sem ter dado conta - já para não falar do teu irmão que está maravilhado com o Rafael.

- Podes parar por aí… - o Mauro sorriu - vais ter o teu sobrinho no seu devido tempo e acabou a conversa.

Não lhe dei tempo para contra-atacar e juntei-me finalmente aos meus dois amores, o Ruben assim que sentei-me do seu lado uniu de imediato os nossos lábios e não me privei nem um pouco de saciar a necessidade que tinha de prolongar ao máximo aquele beijo que terminou quando precisamos de ar.

Ficamos na brincadeira com o nosso afilhado sempre com o Martim atento e a impor a sua presença, ele tanto que pediu que acabamos por ceder e deixá-lo pegar no Rafael, lógico que estive sempre atenta e só deixei durante uns minutos depois acabei por pegar no meu afilhado e ir até à cozinha dar-lhe de comer.

- Amor posso saber o motivo para a Filomena estar tão atarefada? - perguntei ao regressar à sala uma vez que a nossa empregada se recusou a dizer o motivo do banquete que estava a preparar.

- Vamos ter visitas - informou-me completamente descontraído.

- Posso saber quem são?

- Podes - sorriu - então é o Nuno, a Patrícia, o Nuninho, a minha mãe, a Letícia e o Rui.

- Desculpa? O que é que esta gente vem toda fazer?

- Amor já te esqueceste que hoje é sábado…

- Ah, tinha que ser… és mesmo menino - sorriu - a tua mãe até entendo agora a Letícia e o Rui veem cá fazer mesmo o quê?

- Então… veem ver-nos.

Não fiquei muito convencida aliás fiquei mesmo desconfiada que o Ruben está para aprontar alguma mas resolvi esquecer isso até porque os convidados chegaram e os minutos seguintes foram para os receber.

Almoçamos sempre com muita animação mas com o passar dos minutos percebi que o Ruben estava a ficar ansioso, ainda tentei saber o motivo mas o meu amor não falou.

Os minutos passaram e o momento de nos sentarmos em frente à televisão chegou, acomodamo-nos e esperamos que começasse.

Qual será a razão do Ruben estar nervoso? E o que irá passar na TV para que queiram ver?

Olá :)

Sei que tenho publicado com menos frequência mas estou novamente a atravessar uma fase complicada em termos de tempo, o trabalho retira-me tempo e disposição para escrever mas hoje decidi tirar a tarde de sábado e talvez noite para escrever… o máximo que conseguir para ter capítulos de reserva…

Mas queria deixar aqui um desafio… comentem e digam o que acham que se vai passar, estou curiosa para saber o que pensam sobre as duas perguntas que deixei no final do capítulo…

Fico a aguardar os vossos comentários :P

Beijocas

13 comentários:

  1. Olá :)
    Compreendo que o trabalho tire imenso tempo mas por favor não nos deixes a morrer!
    Adorei o capitulo e a prenda do dia do pai *.* estes dois são mesmo muito fofinhos :P
    Agora eu juro que estou mesmo MUITO curiosa para ver o que vai passar na televisão!É que para deixar o Rúben nesse estado deixa-me a mim ainda pior lol
    Continua!
    Beijinhos
    Rita

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    1. Adorei este capítulo e cada vez estou a gostar mais da história e da tua escrita :)

      Continua assim e já agora para quando um novo capítulo? Já estou super curiosa :P

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  2. O Martim é um fofo, o cuidado dele a preparar o pequeno almoço ao papá, e o Ruben derrete-se todo, mas quem não gosta de ser apaparicado?
    O Ruben anda a preparar alguma, e a Mariana já tá desconfiada, aliás até eu já tou desconfiada, porque para esta gente toda vir jantar a casa deles, vai sair dali qualquer coisa, e como tou curiosa com o resultado, só posso pedir o próximo.
    Ah!falta dizer uma coisa, adorei,e quanto ás perguntas, a razão dele estar nervoso é porque secalhar decidiu pedir a mariana em casamento, só espero que não seja pela tv.

    Beijocas

    Fernanda

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  3. Olá! :D
    Adorei o capítulo!
    O Ruben e o Martim estão cada vez mais amorosos : )
    E agora o que vai dar na televisão? É um pedido de casamento original? :p
    Quero mais!
    Beijinhos
    Ritááá xD

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  4. Olá :)
    Não há problema com o tempo porque gostamos imenso dos capítulos mas também compreendemos a falta de tempo :)
    Adorei o dia do pai e até fiquei admirada de os amigos do Ruben não mandarem bocas (claro que na brincadeira)...
    Quanto às perguntas acho que esta nervoso porque a vai pedir em casamento e a televisão deve ser o suporte x)

    Beijinhos

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  5. Eu só te digo que pagava para ver tv!
    "cheira-me" (lol) que vou amar o que se vai passar por isso publica o mais rápido possível!!

    Bjokinhas
    Mariaa

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  6. Será pedido de casamento pela TV? ai jesuuus! xD
    Eu acho é qe vai um treco á Mariana :p
    Estou a gostar muito, estes dois merecem-se!
    Beijinhos e estou ansiosa pelo próximo.

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  7. aposto que ele vai fazer um pedido super original pela tv, não entendo é como. a meio do capitulo, pensei que ele fosse fazer algo no estádio da luz, mas agr já entendi que vai ser pela tv. ansiosa pelo próximo, kiss!*

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  8. ahhhhh é tao fofinho ver o puto a chamar o ruben de pai, é que estou mesmo a imagina-lo assim com um ar todo de responsavel, seria uma cena que adorava mesmo ver!!
    eu aposto que o ruben a vai pedir em casamento e poderá ser pela TV nao sei é como é que vai fazer isso!! mas espero de tudo, por isso fico à espera do proximo!! :)

    aguardo novidades!!

    beijinhos :)))

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  9. Amei!
    O Martim é tão querido!
    Das duas uma, ou o Rúben vai pedir a Mariana em casamento e ou então é alguma coisa a ver com o Martim e o facto de ele o tratar como pai e isso está tudo relacionado com a TV...
    Se calhar não é nada disto...
    Posta rápido que agora fiquei mesmo curiosa.
    Bjs

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  10. as saudades de ler um novo capitulo já se começam a sentir :)

    espero anciosa :)

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  11. Lindo, lindo!!! Martim é um fofo.
    Amei, mas claro que estou super curiosa para saber o que aí vem...
    Adoro!!!
    Beijinhos.

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