Mariana
Quando decidi ver o jogo no estádio, foi com a intenção de “raptar” o Ruben no final mas o excelentíssimo resolveu atrofiar porque segundo a sua opinião fui negligente para com a nossa filha, uma vez que a deixei com a avó materna.
A sua atitude magoou-me mais uma vez, sim que desde que a nossa filha nasceu, o Ruben foi-se afastando gradualmente, nos primeiros dias tive toda a atenção possível e imaginária mas depois parece que se foi esquecendo que tem mulher, tentei não dar muita importância, uma vez que para o Ruben ter uma recém-nascida em casa é uma experiência nova, além disso é a filha, mas hoje acordei disposta a fazer algo para mudar a nossa situação e só por isso pedi para a Anabela ficar com a Inês e com o Martim.
Do estádio fomos a casa da Anabela, fiquei no carro à espera que o Ruben regressasse com a Inês, mas isso não aconteceu e quando tentei busca-la, pediu que não o fizesse, alegando que percebeu que errou.
Acabei por fazer o que pediu e deixei a nossa filha e o meu irmão com a Anabela. Seguimos para casa, porque a minha disposição para dividir o mesmo espaço do Ruben, depois de tudo, era diminuta.
Chegamos a casa e fui até à cozinha, tinha de jantar e como a ideia inicial seria fazê-lo a dois noutro local qualquer não tinha nada preparado.
- Precisas de ajuda?
- Não…
- Mariana… - senti que se aproximava - amor desculpa - agarrou-me pela cintura
- Tenho o jantar para fazer por isso larga-me!
- Mariana, vamos falar - olhei - já percebi que fiz asneira e que agora queres castigar-me mas… - não o deixei continuar
- Estás redondamente enganado! Não és criança para te castigar, simplesmente quero jantar e para isso preciso de fazê-lo, porque a minha intenção era estar neste preciso momento a jantar algures num restaurante em Lisboa contigo mas acabei em casa portanto dá-me espaço para cumprir com as minhas funções de mãe de família - o Ruben olhava-me atento - quanto a falarmos, tens razão, precisamos mesmo de o fazer mas não agora!
- E quando é que o queres fazer?
- Quando passar-me a vontade de te mandar para um sítio menos próprio! Ruben, não quero chatear-me contigo por isso faz o favor de desaparecer da minha frente ou isto terminará mal!
O Ruben não abriu a boca, largou-me e saiu da cozinha. Assim que fiquei sozinha, foi impossível segurar mais as lágrimas, chorei o que tinha para chorar e no fim limpei o rosto.
Terminei o jantar e comi, para depois arrumar a cozinha.
- Tens o jantar num tupperware - avisei-o ao passar pela sala
- Não jantas?
- Já o fiz!
- Porquê que não me chamaste?
- Queres mesmo que te responda a isso? Vai-te lixar e deixa-me em paz!
Não sei se teve intenção de responder, mas se a teve não o permiti, uma vez que saí da sala antes que o conseguisse fazer. Fui para o quarto com a intenção de adormecer rapidamente, talvez assim esquecesse o dia de hoje, mas infelizmente o sono não apareceu. Estava deitada quando ouvi os passos do Ruben e por isso fechei os olhos, sei que temos muito para conversar mas sinceramente se o fizer hoje vai dar asneira.
O Ruben não fez praticamente barulho nenhum mas quando se deitou teve o desplante de se aproximar, abraçando-me, o que fez com que
- Larga-me!
- Pensava que dormias!
- A pensar morreu um burro e já te pedi para largares-me! Se durante estes dois meses não sentiste necessidade de fazê-lo, hoje sou eu que dispenso!
- Amor…
- Cala-te! - virei-me para o seu lado - A sério cala-te que só de te ouvir fico irritada!
- Nem penses que vamos dormir sem falarmos! - o Ruben olhava-me atento e no seu olhar vi receio - Já percebi que desde que a nossa filha nasceu que não consegui ser aquilo que esperavas, mas caramba isto é tudo novidade para mim e se não estás satisfeita devias ter falado - interrompi-o
- Não se trata de estar ou não satisfeita, mas sim de sentir-me cada vez mais afastada de ti, caramba nem quando começamos a namorar tivemos tão distantes um do outro e já não falo do contacto físico, já só falo dos momentos em que simplesmente falávamos, Ruben desde que a Inês nasceu que a cada dia que passa estás mais afastado, chegas a casa e divides o teu tempo entre o Martim e a menina, houve dias em que nem sequer perguntaste como estava, se precisava de alguma coisa…
- Desculpa
- É só isso que tens a dizer? Além de já não saber o que é ter marido, ainda ouvi que sou uma mãe irresponsável e achas que vais lá com um pedido de desculpas?
- Falei sem pensar…
- O teu mal é mesmo esse… não andas a pensar em nada que esteja relacionado diretamente comigo!
- Isso não é verdade!
- Então disfarças muito mal… Ruben, desde que a nossa filha nasceu que te afastaste gradualmente de mim e hoje reagiste da forma que ambos sabemos, por isso sinceramente diz de uma vez o que queres, estou farta de sentir-me um peso na tua vida
- O que é que estás a querer dizer?
- A única coisa que quero é perceber o que se passa contigo… Ruben, recuso-me a aceitar que simplesmente deixaste de amar-me, porque isso é o mesmo que dizer que vivi uma mentira e nisso não acredito, porque sempre senti verdadeiramente cada carinho, cada beijo, cada abraço, cada amo-te… mas neste momento não consigo perceber o que se passa contigo, perdeste o desejo por mim, é isso?
- Não…
- Então o que se passa? Qual é o motivo pelo qual as nossas conversas se resumem a perguntas sobre a Inês e o Martim? Porquê que já nem dormir abraçado a mim dormes? O que é que mudou nestes últimos dois meses?
- Nada!
A resposta do Ruben magoou-me mais uma vez mas também fez com que percebesse que a conversa não nos levaria a bom porto, por isso desisti, saí da cama com intenção de abandonar o quarto mas
- Mariana não te vás embora… mor fica - olhei por cima do ombro e encontrei-o de olhar cabisbaixo - vamos dormir e amanhã falamos com mais calma
- Ainda não entendeste que a única coisa que quero é sentir-me bem comigo mesma e que neste momento não o consigo fazer do teu lado, por muito que digas que nada mudou, fica difícil de acreditar quando mal olhas nos meus olhos…
O Ruben nada disse, continuou com o olhar pregado nas suas mãos, ainda esperei uns minutos mas desisti e quando virei costas para sair de vez do quarto ouvi algo que me deteve
- Não consigo fazer sexo com a nossa filha no mesmo quarto
Assim que assimilei o que ouvi, rodei o corpo e ao olhá-lo percebi que admitir o que admitiu o deixou verdadeiramente incomodado, o Ruben nem se atreveu a olhar-me
- Sinto falta de um abraço, de uma palavra meiga, de atenção, de mimo, de um beijo dado com desejo, de partilhar o momento do duche contigo, das nossas conversas infindáveis, quando falo que estás afastado é a isto que me refiro e não a sexo, apesar de já sentir falta de ser amada dessa forma por ti, sinto muito mais a falta do teu apoio, de desabafar contigo, dos nossos momentos de cumplicidade e de gargalhadas
- Achas que é fácil para mim? - o Ruben mantinha o olhar baixo - Se não é a Inês a chorar, é o Martim que quer atenção, ou então alguém que vem visitar-vos, somos constantemente interrompidos, só estamos sozinhos quando os miúdos adormecem e nesses momentos é quando queres descansar, já para não dizer que é quando se vem para a cama… se deixei de dormir abraçado a ti é porque tens de te levantar para cuidar da nossa filha, quanto ao resto - suspirou - não consigo tocar-te, mimar ou mesmo partilhar o duche contigo sem querer mais, porra desejo-te e sinto falta de sexo mas só de pensar que a Inês está aqui no quarto perco a vontade…
- Isso não tem sentido nenhum…
- Até pode não ter mas não consigo… o que é que queres que te faça?
Elevou o olhar e assim que o seu se cruzou com o meu foi impossível não esboçar um sorriso, o Ruben estava verdadeiramente encavacado, talvez por isso ou unicamente porque também sinto falta e por estarmos sozinhos, aproximei-me lentamente da cama, os nossos olhares continuavam presos um no outro
- Sabes muito bem o que fazer e como fazer… - falei ao ajoelhar-me na cama - além disso a nossa filha está com a avó… - o Ruben sorriu, para no instante seguinte puxar-me para ele, não resisti e permiti que unisse as nossas bocas num beijo carregado de sentimento, tanto que senti um arrepio a percorrer a minha coluna assim que as nossas línguas se interlaçaram e as suas mãos viajaram até ao interior da minha camisola… o que se segui foi um momento de puro mimo, que se transformou gradualmente em brincadeiras pouco ou nada inocentes e que culminaram com uma entrega plena…
Ruben
Reconheço que afastei-me da Mariana e que por minha culpa quase nos chateamos, mas admitir que não a consigo amar com a nossa filha no quarto não foi fácil, mas felizmente conseguimos esclarecer tudo e a noite terminou muito bem, adormeci com o meu amor nos meus braços.
Acordei e fiquei a observá-la, a Mariana dormia serenamente e de vez em quando sorria. Os minutos passaram e não consegui resistir muito mais, despertei-a com beijos que distribuí entre o seu ombro descoberto e o seu rosto
- Bom dia dorminhoca
- Tinhas mesmo que acordar-me? - resmungou, no entanto ignorei e beijei-a, algo que correspondeu completamente
- Tens planos para hoje? - olhou
- Se não os tivesses destruído ontem até tinha mas assim conto só ir buscar o Martim e a Inês a casa da tua mãe para passar o dia com eles!
- Isso é para castigar-me? - olhou
- Não… é unicamente uma mudança de planos forçada!
- Estás chateada comigo?
- Se tivesse chateada não tinha feito amor contigo!
- Então porquê que estás a responder assim?
- Porque acordei rabugenta e porque vossa excelência ainda não fez valer o facto de ter-me acordado quando dormia tão bem…
Gargalhei para unir logo depois as nossas bocas, por mim teria elevado a troca de mimos a um outro patamar, mas a Mariana não deixou, aliás saiu mesmo da cama e de seguida do quarto.
- Vais continuar a fugir de mim? - olhou assim que falei
- Só vim comer… - falou tranquilamente para depois - além disso não fui eu que me afastei…
- Outra vez esta conversa? - olhou novamente - Mor já te expliquei…
- Sim, explicaste mas não convenceste! Ruben, custa engolir a desculpa que deste, se fosse por causa da presença da nossa filha no quarto, ontem reagirias de forma diferente quando percebeste que não tinha os miúdos comigo, a única intenção que tive ao deixá-los com a tua mãe foi poder proporcionar umas horas diferentes
- E proporcionaste… - aproximei-me - Mariana amo-te, não duvides disso
- Se duvidasse do teu amor por mim já não estaria aqui! Ruben, só quero entender o que te passou pela cabeça durante estes dois meses para te afastares desta forma de mim
- Já falei… mor foram muitas mudanças… mas prometo que não se volta a repetir
- É bom que não se repita mesmo!
- Deixa estar isso… - olhou - vamos trocar de roupa e comer o pequeno-almoço fora, o que achas?
- Prefiro ficar por casa
- Mas podias aproveitar que não temos os miúdos e passear só os dois
- Ok… mas aviso já que estou sem pachorra para andar muito!
***
Saímos de casa diretos à pastelaria que tem uns croissant que a Mariana adora.
- O Natal é já daqui a um mês!
- E o que tem isso?
- Ainda não compramos os presentes
- Estou sem pachorra para enfiar-me no centro comercial e sem ideias, não sei mesmo o que oferecer…
Acabei por dar ideias para os presentes e prometi que trato de os comprar, afinal sei que detesta compras de natal, uma vez que para a Mariana o Natal tornou-se numa época de consumismo.
Mariana
O ditado diz que depois da tempestade vem a bonança e foi o que se aconteceu connosco, já se passou duas semanas desde do dia em que falei com o Ruben e consequentemente desde que voltei a amá-lo fisicamente.
O meu amor, nestes dias que passaram, fez de tudo para se redimir e o certo é que nunca fui tão mimada como agora, até o Martim já reparou e por isso volta e meia goza com o Ruben, ao afirmar que anda muito fofinho, só sei que acabo sempre a rir às gargalhadas com os dois.
A Inês é que andou uns dias mais irrequieta, as cólicas não a deixavam dormir mas felizmente já passou.
- Tens a certeza que a queres levar?
- Você quer mesmo ficar com a sua neta, não é?
- Não há necessidade de a levares para o estádio, está frio - gargalhei
- Você sabe muito! Mas tudo bem, a Inês fica consigo!
- Se quiseres até pode dormir na minha casa - voltei a rir
- Vou preparar o saco dela, já volto!
Deixei a menina com a Anabela e fui até ao quarto, coloquei umas roupas e tudo o que a princesa precisa num saco e regressei à sala
- Também quero ficar na casa da vó Bela - o Martim falou assim que entrei - se a mana pode eu também posso! - desviei o olhar para a Anabela e ao encontra-la a sorrir
- Muito você gosta de ter os seus netos debaixo da sua asa
- Oh mana assim até podes namorar depois com o pai sem teres a gente a chatear - gargalhei
- Não se importa de ficar com os dois? Sei que a Madalena pediu para o Rafael dormir na sua casa!
- Não te preocupes, o Martim ajuda-me a cuidar do primo e da mana, não é?
- Sim!!! - voltei a sorrir, o meu irmão adora ficar com a Anabela
Acabei por preparar também o seu saco e depois despedi-me dos meus amores, a Anabela saiu com eles e pouco tempo depois rumei até ao estádio, hoje é o último jogo antes da paragem do natal.
***
Ao intervalo saí do camarote e vi a minha irmã a entrar noutro, ainda a chamei mas a Kika não ouviu, por isso decidi aproximar-me, afinal já não a vejo à uns dias.
Ao chegar à porta do camarote, estagnei, a miúda brincava alegremente com o pai, a cumplicidade existente entre os dois é evidente, bem como o amor que os une. Fiquei uns segundos a observá-los mas acabei por afastar antes que dessem pela minha presença.
***
- Vieste sozinha? - sorri com a sua pergunta
- Vim… a senhora minha sogra resolveu aparecer lá em casa e raptar os piolhos!
- Hum… isso quer dizer que te tenho só para mim? - o tom de voz malicioso denunciava bem o que lhe ia no pensamento
- Tens… tens… de alimentar a tua mulher que está esganada de fome!
- O pessoal estava a falar de jantarmos todos juntos, o que dizes?
- Por mim tudo bem… desde que jante rapidamente!
Saímos do estádio, diretos ao restaurante e as horas seguintes foram animadas, afinal os rapazes estavam oficialmente de férias e por isso decidimos aproveitar para nos divertirmos todos juntos. A noite continuou numa discoteca Lisboeta e terminou na nossa cama, com o Ruben a amar-me como só ele sabe.
***
- Tens planos para hoje? - perguntou quando já estávamos no duche
- Tirando ir buscar a Inês e o Martim a casa da tua mãe, não tenho nada!
- Então veste uma roupa confortável - olhei-o - e leva um casaco quente para o Martim e outro para a Inês porque já sei onde vamos!
- E vamos mesmo onde?
- Isso agora…
Não insisti, afinal conheço-o e sei que não adiantaria de nada. Saímos de casa e fomos buscar os miúdos, o Martim ainda refilou ao dizer que queria ficar com a vó Bela mas o Ruben disse-lhe algo ao ouvido que o fez mudar de ideias.
Saímos da casa da Anabela sem saber o destino mas assim que vi o Ruben estacionar o carro no parque da instituição onde cresci, foi impossível não sorrir.
- O que achas de passarmos o dia com os miúdos?
- Acho muito bem!
Saímos do carro e assim que os miúdos viram o Ruben a entrar na sala de convívio foi uma animação, o Martim foi de imediato ter com os seus amiguinhos e perdeu-se em brincadeiras juntamente com o meu amor.
- A Inês está cada dia mais bonita! - sorri ao ouvir a Rita - posso pegar?
- Sim…
Enquanto as crianças brincavam, os adultos aproximaram-se e conversei com todos, uns mais que outros, mas todos vieram falar-me, afinal são o que mais parecido tive com uma família durante anos.
Ruben
Ontem foi o último jogo antes da pagarem do campeonato devido ao Natal, por isso estou oficialmente de férias nos próximos dias.
O dia de hoje foi passado na Instituição onde a Mariana cresceu, sei que é importante para o meu amor conviver com aqueles adultos e crianças, a Mariana regressa sempre muito mais calma e serena, além disso grande parte dos miúdos são amigos do Martim.
Estava com a Inês ao colo quando a Mariana se aproximou com o biberão, uma vez que o meu amor infelizmente só conseguiu amamentar a menina durante o primeiro mês, acabei por dar o leite e no fim adormeci a nossa princesa, deitando-a de seguida na sua alcofa, algo que a Mariana aproveitou para pedir mimo.
Com o anoitecer, regressamos ao nosso lar, jantamos e depois de deitar o Martim fui ajudar a Mariana a fazer as malas, uma vez que decidimos satisfazer o pedido do Martim e os próximos dias estaremos por Braga, para o menino matar saudades de alguns dos amigos que fez enquanto vivemos lá.
***
Os dias em Braga foram animados, o Martim ficou felicíssimo e nós relembramos muitos dos nossos momentos, principalmente os primeiros meses, serviu para fazer um balanço de tudo o que nos aconteceu depois de nos conhecermos.
Chegamos a Lisboa e fomos diretos a casa da minha mãe, uma vez que a consoada será novamente na sua casa.
Estava na sala com o Mauro e a cuidar da Inês que resolveu fintar-nos e depois de beber o leite não quis dormir quando o Martim se aproximou
- O que queres pedir? - perguntei e o Martim sorriu timidamente
- Como sabes que quero pedir uma coisa?
- Porque te conheço! Diz lá ao pai o que queres?
- Deixas eu ligar para a Kika? Tou com saudades dela
Desviei o olhar para o Mauro e encontrei-o a sorrir, mas não o referi para que o Martim não se sentisse envergonhado. Agarrei sim no meu telemóvel e liguei para a miúda, afinal o Paulo e a Filipa já lhe deram telemóvel, apesar de não concordar por ser ainda uma criança, mas é só a minha opinião, vale o que vale, o certo é que o Martim já pediu um telemóvel e quando negamos, fez birra mas não teve outra solução que compreender que ainda é muito novo.
- Uiiii que até já sai da sala para falar ao telemóvel… - olhei para o Mauro que comentou assim que o Martim saiu - tás tramado… começa cedo a fase das namoradas - gargalhou
- Enquanto for assim não me tira o sono… - respondi serenamente, já o Mauro gargalhou
- A Mariana sabe?
- Do quê?
- Não te faças de desentendido!
- Mano, os putos são só amigos… até podem achar que são namorados mas não passam de duas crianças.
- Não foi isso que perguntei - olhei-o - mano se fosse a ti falava com a Mariana e contava…
- O que é que tens para contar? - olhei para a porta e vi a Mariana encostada á mesma
- Nada de especial…
- Mas agora fiquei curiosa! - falou enquanto se aproximava para se sentar ao meu colo
- Foi o Martim que pediu-me para ligar à Kika porque tem saudades…
- Hum… é só isso? - olhou-me atentamente - É que pelo que ouvi quando entrei, fiquei com a sensação que tens mais alguma coisa para contar!
- O Martim pediu para ligar à Kika e o Mauro começou a gozar porque o puto já quer estar sozinho para falar com a namorada, a conversa continuou e o meu irmão perguntou se já comentei contigo… - a Mariana gargalhou para depois
- Vocês são piores que duas velhas cuscas! Ainda por cima, são daquelas intriguistas - voltou a rir - o puto ainda nem conseguiu ter coragem para a pedir em namoro e já vocês falam que namoram, daqui a nada estão casados e ainda nem um beijinho deram!
- Agora ris… quando começarem a dar beijinhos, choras! - o Mauro meteu-se e acabou por sobrar para mim
- Não duvides que chorarei mas não de preocupação mas sim de diversão, porque se tenho vontade de rir só de imaginar o pai do Martim a ter uma conversa de homens com o filho quando esse momento acontecer acho que gargalharei mesmo!
- Engraçadinha! - resmunguei
- Engraçado foi a conversa sobre a pilinha que cresce!
- Queres mesmo falar de conversas embaraçosas?
- Olha a tua mãe está a chamar-me! - gargalhei, porque a minha mãe não a chamou, a Mariana simplesmente fugiu antes que falasse da conversa sobre o que é ser virgem…
***
O fim de tarde e noite foi bastante divertido, aliás como é sempre quando estamos todos reunidos.
O Martim e o Rafael deliraram com os presentes que receberam mas assim que a adrenalina própria do momento passou, o sono apareceu, por isso despedimo-nos da nossa família e regressamos ao nosso lar.
Fui deitar o Martim, enquanto a Mariana cuidou da Inês. Entrei no nosso quarto a mexer no telemóvel mas assim que a ouvi o meu amor a chamar-me elevei o olhar e…
O que terá visto o Ruben?
Olá
ResponderEliminarAdoreiiiiiiiiiiiiiii *_* Fiquei curiosa sobre o que terá visto o Ruben :)
Beijinhos
Catarina
Ola : )
ResponderEliminarAdorei!
Pensei mesmo que isto ia dar para o torto mas felizmente voltou a reinar o amor e a paz :p
Aguardo o próximo
Beijinhos
Ritááá xD
Olá!
ResponderEliminarPensei mesmo que isto ia acabar mal, mas ainda bem que me enganei, apesar da coisa ainda ter descarrilado um bocadinho, mas como o menino Ruben finalmente teve coragem de assumir que o problema era a filha dormir no mesmo quarto... a noite acabou por ser o que eles mais desejavam.
O que eu não esperava era que a Mariana tivesse uma ligeira crise de ciúmes da filha e do irmão, logo a Mariana que é tão terra à terra, mas o amor falou mais alto, mas ainda bem que eles falaram e resolveram tudo.
Agora fiquei curiosa com a perguntinha no final do capitulo, afinal o que é que ele viu? Mas para isso preciso do próximo.
Adorei, continua
Beijocas
Fernanda
uma surpresa da Mariana e deve ser picante :-D espero ;-)
ResponderEliminarBjssss