Quinze dias depois
Ruben
As férias no Algarve terminaram sem mais dramas, muito graças às hormonas dos dois adolescentes que ao que tudo indica deram descanso…
Regressamos a Lisboa e a Mariana foi falar com o Jorge, afinal tenho razão quando afirmo que não tirou o curso para ficar a olhar para as paredes e apesar da logística que teremos que fazer, o meu amor comprometeu-se com o Jorge e iniciou funções na Instituição, numa fase inicial em conjunto com o seu amigo e agora colega de profissão para posteriormente assegurar o trabalho sozinha, uma vez que o Jorge é atualmente o diretor da instituição e por isso não se consegue dedicar a tempo inteiro aos miúdos.
- Como correu? - perguntei assim que se sentou ao seu lado
- Correu bem… os miúdos já me conhecem e isso facilitou mas ainda tenho muito trabalho pela frente, tenho de ganhar a confiança deles para conseguir que desabafem por iniciativa própria… sei bem o que é quererem-nos obrigar a falar…
- Não tenho duvidas que conseguirás! Afinal compreendes os miúdos como ninguém…
- E aqui por casa?
- A Kika e o Martim foram ao cinema, a Inês está na casa da Lara, a Daniela a dormir e o Gonçalo está com a minha mãe
- Resumindo despachaste os que dão trabalho e ficaste com a Daniela - gargalhei
- Os mais velhos saíram por iniciativa própria, a Inês foi convidada pela Lara, quanto ao Gonçalo fomos a casa da minha mãe e como o Rafael estava lá, quis ficar a brincar…
- E tu não te importaste nadinha…
- E em vez de estares a resmungar se aproveitássemos que a casa está vazia…
- Lamento mas se a tua intenção era essa, estás com azar…
- Não me lixes! - gargalhou
- Vou vestir o biquíni que quero aproveitar o fim de tarde na piscina!
- Por mim tudo bem… afinal na piscina também é bom!
A Mariana gargalhou e levantou-se, fiquei à sua espera na sala, afinal já estava com os calções… o meu amor regressou e fomos até ao jardim, a Mariana cumpriu com o que disse e mergulhou, lógico que a segui e foi já dentro de água que demos inicio à troca de saliva, estava mesmo a apetecer-me amá-la mas assim que levei as mãos à cueca do seu biquíni
- Mor… é melhor resfriares as ideias
- A Daniela está a dormir e os outros não estão em casa
- E desde quando a presença deles é problema? Mor o problema é que não posso - sorriu e depois saiu da piscina, segui-a e deitamo-nos na relva mas numa única toalha, afinal como a Mariana diz, contínuo com a mania de usar uma toalha que mais parece um lençol
- Vê se recomeças mas é a tomar a pilula para essa porra ser certa! - atirei e a Mariana gargalhou - não tem piada… um gajo assim nunca sabe a quantas anda, já para não falar do resto…
- O menino já acabou com as reclamações?
- E adianta reclamar mais? - gargalhou novamente
- Amanhã já vou à consulta - falou de sorriso no rosto e tranquilamente
- Acho bem! Sim que ainda não percebi qual foi a tua de não começares a pilula depois da Daniela nascer
- Tanto quanto sei a decisão foi dos dois!
- Sim… mas enquanto amamentasses e já o deixaste de fazer!
- Sabes que assim irritadinho ficas ainda mais irresistível?
- Não julgues que dás a volta assim! - sorriu de traçada
- Também não era assim que tencionava dar-te a volta… - a Mariana não esperou que reagisse, simplesmente uni as nossas bocas e fez pressão no meu peito, obrigando-me a deitar, segundos foi o tempo necessário para sentir a sua mão direita a percorrer o meu tronco, não satisfeita introduziu a mão dentro dos meus calções, olhei-a assim que separou as nossas bocas - tens a certeza que queres continuar a conversa… - o tom de voz manhoso denunciava e bem o que lhe ia no pensamento - é que… sei lá… pensei em…
- Em torturas-me - gargalhou - mas desta tortura eu gosto…
A Mariana preferiu os gestos às palavras e intensificou o ritmo… afinal sabe perfeitamente levar-me ao desespero… continuamos com a troca de mimos, uns mais inocentes que outros, sem nos importarmos minimamente com o facto de não estarmos no quarto, afinal e apesar de estarmos no jardim privacidade é o que não nos falta…
***
Por nós continuaríamos a namorar mas a Daniela acordou, o meu amor foi ver da nossa filha, enquanto fiquei à sua espera, estava deitado e de olhos fechados quando
- Para a próxima - assim que ouvi o Martim, abri os olhos - avisa que queres comer a minha irmã que não regressamos sem vos avisar!
- Martim que linguagem é essa?
- Só estou a ser tão porco como vocês - olhava-o estarrecido - não têm um quarto?
- Senta-te! - pedi, algo que o Martim acedeu - O que é que viram? - fui direto, o que surpreendeu o Martim porque
- Dispenso falar do que vi! Por acaso vim sozinho ao jardim mas se a Kika viesse comigo?
- Se viesse contigo via o mesmo que viste! Desculpa - olhou - tens razão devíamos ter tido mais cuidado mas pensamos que não regressassem tão rapidamente, além disso não fizemos nada de mal…
- Pois tá claro que não… a minha irmã só te bateu uma - a minha reação ao ouvi-lo, foi simplesmente a gargalhada - ainda achas piada?
- Até tem… é que ainda não percebi se estás incomodado porque nos apanhaste ou se estás só ressabiado porque a Kika podia ver, ela é mesmo importante para ti…
- Pai!!! Sinceramente a Kika é como uma irmã para mim nem sei porquê que estás a insinuar estas coisas
- Insinuar? Mas não insinuei nada… questionei só o motivo do teu ressabiamento! Mas se quiseres falar do que supostamente insinuei, só estou de ouvidos!
- Vai mas é mergulhar para ver se arrefeces as ideias e se disfarças o que tens para disfarçar! - atirou ao se levantar, desapareceu sem dar hipótese de contra-argumentar
Como a Mariana tardava em regressar, fui procurá-la, entrei na sala e encontrei a Kika a ver televisão
- Sabes da Mariana?
- Acho que está no quarto com a Daniela
Agradeci e saí da sala, entrei no nosso quarto e fechei a porta, o que fez a Mariana olhar e antes que falasse
- O teu irmão apanhou-nos
- Apanhou-nos?! Como assim?
- Regressaram mais cedo e o Martim foi ao jardim…
- E como sabes?
- Porque confrontou-me… está todo lixado porque não tivemos cuidado e podia ser a Kika a ver - a Mariana gargalhou, o que por um lado surpreendeu-me, afinal esperava ouvi-la a barafustar
- O meu irmão se não tivesse nascido tinha de ser inventado…
- Porquê que falas isso?
- Oh mor… porque pelo que falaste o que o incomodou foi o facto de a Kika poder ver… não foi nos ter apanhado… de qualquer forma espero que tenhas falado com ele!
- Tentei… mas o Martim fugiu - sorriu
- Não dês importância…
- Como não queres que dê…
- Ruben não fiz nada de mal… esquece!
Mariana
Assim que o Ruben avisou que o Martim nos apanhou, a primeira coisa que me ocorreu foi procurar um buraco para esconder-me mas no segundo seguinte passou e acabei por gargalhar só de imaginar a cara do Ruben ao ser confrontado pelo meu irmão.
A meu pedido, o Ruben esqueceu o assunto e acabou por ir buscar a Inês e o Gonçalo, uma vez que a Daniela acordou rabugenta.
Estava na sala com a nossa pequenina quando o meu irmão apareceu, ainda pensei tocar no assunto mas não o fiz.
O Ruben regressou com os piolhos e foi com o Gonçalo para o banho, o nosso filho vinha todo sujo de terra, afinal quando está com o primo na casa da avó é uma festa… enfim a Anabela deixa-os fazerem tudo…
Cinco semanas depois
O trabalho na Instituição está a correr bem, os miúdos estão gradualmente a aceitar a minha presença como psicóloga, o que facilita a vida ao Jorge, que assim pode concentrar-se nas suas novas funções de Diretor.
Mas se por um lado a minha vida profissional está a estabilizar, a pessoal continua num reboliço, afinal o meu amor não consegue dar mais o mesmo apoio, o Ruben regressou aos estudos, muito por culpa minha que o incentivei a tirar a licenciatura em Administração e Gestão Desportiva.
Quem tem sido de grande ajuda são os mais velhos, tanto a Kika como o Martim, têm sido fantásticos e muitos dias são os dois que ajudam a Inês nos trabalhos do colégio e que entretêm o Gonçalo quando chega do infantário.
Já a Daniela quem a vai buscar à creche é a Anabela, a minha sogra sempre foi o nosso grande apoio.
Estava a terminar o jantar quando o Ruben apareceu
- Oi amor - beijou-me - o dia correu bem?
- Sim… e o teu?
- Também… - sorriu o que fez com que sorrisse também, é incrível mas o seu sorriso continua a deixar-me nas nuvens tal como no primeiro dia que o vi
- A Daniela?
- Está no quarto, adormeceu no carro e como não acordou, fui deitá-la - falou já agarrado à minha cintura e com os seus lábios no meu pescoço
- Amor estou a terminar o jantar!
- Hum… hum… - continuou a provocar e assim que meti o jantar no forno, rodei o corpo, levando os braços até ao seu pescoço e unindo as nossas bocas, estávamos a trocar mimos quando - o que achas da ideia de deixarmos os miúdos com a minha mãe e passarmos um fim de semana só os dois? - sorri
- Estás com falta de mimos, é?
- Não… estou só farto de ser constantemente interrompido! Os nossos filhos têm cá um sentido de oportunidade que vai lá vai, cá para mim organizam-se de forma a um estar sempre de alerta - gargalhei perante o disparate
- És tão tonto - beijei-o - mas concordo com a ideia do fim de semana mas agora só depois da festa de aniversário da Inês!
- Que é já no próximo fim de semana, por isso podemos agendar para o outro
- Temos de falar com a tua mãe mas se der, alinho!
Continuamos a conversar e a namorar mas ao fim de uns minutos
- Mamã - olhei para o Ruben assim que a Inês chamou e inevitavelmente gargalhei, afinal voltamos a ser interrompidos - porquê que a mamã riu?
- Por nada de especial - aproveitei que se aproximou para dar um beijinho - queres alguma coisa?
- Sim… - olhou para o pai e depois para mim - posso convidar mais um menino para a minha festa?
- Mas a mãe convidou os teus amigos todos.
- Sim mas não convidaste o Pedro
- E quem é o Pedro? - o meu amor perguntou e a nossa filha respondeu…
- O meu namorado
- O teu quê? - não o devia ter feito mas foi impossível conter a gargalhada perante a reação demasiada espontânea do Ruben
- Namorado! - falou com uma naturalidade tremenda, o que fez com que tivesse que controlar a gargalhada, já o meu amor respirou e
- E desde quando é que namoras?
- Desde hoje - respondeu como se nada fosse e continuou - foi no intervalo, o Pedro chegou ao pé de mim e perguntou se quero namorar com ele e eu disse que sim
Olhei para o Ruben e por o conhecer tão bem, bastou para perceber que ou colocava alguma água na fervura ou a conversa descambava
- Inês - olhou - conta lá à mãe mais sobre o Pedro e o vosso namoro
- Mamã ele é da outra turma mas tem ginástica e natação com eu, é meu amigo
- Lá está é teu amigo e não namorado! - o Ruben meteu-se e ouviu o que não esperava
- É namorado sim! Ele pediu e eu aceitei! - falou determinada - E o pai não manda em mim por isso eu é que sei!
- Inês modera o tom de voz que não te admito faltas de respeito - o meu amor falou mais sério e por isso a nossa filha acalmou, ainda assim
- Papá - abraçou-se à cintura do Ruben, o que fez com que sorrisse, a minha filha sabe tão bem dar a volta ao pai dela - não fiques triste com eu mas o papá não manda no meu coração - tão pequenina e com tanta lábia e se ao início a vontade de rir era só minha, assim que a Inês falou em coração o meu amor teve de se controlar para manter o ar sério - e ele diz que posso ser namorada do Pedro porque ele é meu amigo e eu gosto de brincar com ele e eu quero convidar ele para a minha festa e assim o pai fica a conhecer ele
- Inês, o pai não se importa que convides o teu amigo - interrompeu
- É meu namorado pai!
- Sim… filha… o Pedro é teu amigo
- Mau eu já disse que é namorado
Quando mais ouvia mais vontade tinha para rir, mas como já os conheço
- Não vão ficar o resto da noite nisto, pois não? - olharam - Inês, podes convidar o Pedro para a tua festa, porque é teu amigo e namorado - a piolha sorriu, já o Ruben olhou-me com desagrado - mas agora conta lá à mãe como é namorar?
- O que a mãe quer saber?
- Então se gostas? - o Ruben continuava abismado a olhar para nós
- É fixe porque como sou namorada dele a gente brinca sempre um com o outro
- E brincam ao quê?
- De muitas coisas mas o que a gente brinca mais é a jogar futebol porque ele não é como os outros meninos que dizem que não posso jogar porque sou menina, o Pedro já disse aos outros meninos que eu sei jogar porque aprendi com uma grande jogador que é o pai - desviei o olhar para o Ruben e encontrei-o a sorrir - mas também brincamos à apanhada e com os jogos que temos na escola
- E o que fazem mais?
- Quando não tamos a brincar tamos nas aulas - falou como se tivesse feito a pergunta mais estúpida à face da terra
- E beijinhos já deram?
- Já! - desviei o olhar para o Ruben e antes que lhe desse um colapso cardíaco
- E como são esses beijinhos?
- Na cara que isto de dar beijinhos na boca é só para os adultos, né mamã? - como continuava a olhar para o Ruben, vi o alívio que sentiu
- É… filha… os beijinhos na boca só podes dar quando fores mais crescida
- Assim como o mano e a Kika, né?
- Sim…
A conversa continuou com o meu amor já bem mais aliviado e assim que a pequena saiu
- A determinado momento julguei que te fosse dar um colapso cardíaco!
- Não me gozes! Para o que um gajo está reservado… - gargalhei
- Isso nem parece teu - olhou - afinal quando foi com o Martim reagiste de outra forma!
- Mariana, o Martim é rapaz! Além disso é a minha filha não a filha de outro qualquer! - gargalhei prazerosamente e depois
- Deixa de ser ciumento! A filha é tua mas está a crescer… mor vai-te mentalizando porque daqui para a frente será sempre a piorar ou já te esqueceste de como foi com o Martim?
- Mas com o Martim foi e é diferente! - voltei a rir
- A educação é a mesma, as dúvidas e receios também, a fase da descoberta é igualmente complexa, por isso não vejo onde está a diferença! Ruben, ser rapaz não dá mais ou menos liberdade, muito menos é motivo para enclausurar a Inês em casa ou para a controlares a miúda de forma exagerada, a nossa filha tem de crescer e passar pelo mesmo que o Martim passou, por isso vai-te mentalizando e vê se para a próxima és para a Inês o que sempre foste para o Martim, um amigo que sabe ouvir e dar conselhos mas nunca esquecendo que és pai!
- Mas tens concordar comigo que é estranho… amor é a nossa menina!
- O Martim e o Gonçalo também são os nossos meninos!
- Percebeste o que quis dizer!
- Ruben, a Inês ainda está muito longe da puberdade e ainda mais de poder aparecer grávida em casa, já o Martim está em boa idade para que tenhas uma conversa séria com o miúdo, antes que apareça a dizer que serás avô - olhou-me escandalizado - porque as raparigas não engravidam sozinhas, logo como pai tens a responsabilidade de falar com o teu filho e o alertares para isso!
- Daqui a nada estás a dizer para oferecer uma caixa de preservativos ao puto!
- Uma caixa não digo mas entregares um não vejo mal nenhum!
- Isso é o mesmo que incentiva-lo a ter sexo!
- Achas mesmo que o Martim precisa desse tipo de incentivo? Quando tiver que acontecer, acontecerá, não está nas nossas mãos controlar isso
- O puto ainda nem barba tem! Não precisa de preservativos a encher-lhe a carteira!
- Se preferes ignorar o obvio é lá contigo mas se não falas tu, falo eu!
O Ruben olhou-me mas não respondeu, não insisti porque conheço-o e sei que acabará por falar com o Martim, só precisa de se mentalizar
Uma semana depois…
O tão esperado dia chegou, a nossa Inês completa oito anos e por isso acordou elétrica, passou a manhã toda a olhar para o relógio, o que nos fez rir muito.
Desta vez e ao contrário das anteriores contratamos uma empresa que organiza festa de aniversários para crianças, uma vez que o tempo é pouco.
A Inês delirou quando viu a sala pronta para receber os amigos, o tema da festa foi como é óbvio as Princesas e os Princeses e quando os amiguinhos começaram a chegar, o sossego terminou…
Recebi os seus amiguinhos e encaminhei-os até à amiga que brincava alegremente, por isso quando abri a porta e vi um rapazito que não conhecia, rapidamente o identifiquei como sendo o Pedro, veio acompanhado pela sua mãe, como nunca a tinha visto, apresentei-me e trocamos algumas palavras, pareceu-me simpática e atinada!
Levei o miúdo pela mão até à sala e assim que a Inês o viu, veio a correr e toda contente apresentou-me o fedelho como sendo o seu namorado, o que fez com que sorrisse, a minha filha agarrou o namorado pela mão e foi direitinha ao pai, não sei o que falou mas também não foi preciso, a cara do Ruben foi suficiente para que gargalhasse
- A rir sozinha? - olhei para o Mauro
- A tua sobrinha acabou de apresentar o namorado ao pai
- Ui… isso é muito forte!
- Pelo menos o Ruben já estava avisado… - sorri ao vê-lo a aproximar-se
***
As horas seguintes foram cansativas, porque aguentar 20 miúdos dentro de uma casa não é tarefa fácil, afinal a Inês nasceu em Outubro e este ano o Inverno chegou cedo…
O momento de cantar os parabéns foi mais um teste à capacidade de encaixe do Ruben, isto porque a Inês já percebeu que o assunto de ter namorado incomoda o pai e por isso faz de prepósito para o provocar, a piolha só deixou que cantássemos os parabéns quando o Pedro veio para o seu lado e foi de mãos dadas que assoprou as velas.
Lógico que sobrou para mim, o Ruben na primeira oportunidade que teve resmungou mas entrou por um lado e saiu por outro.
Ruben
Sei que são só crianças e que não têm maldade mas confesso que me faz alguma confusão ouvir a Inês a falar que namora, mexe-me com os nervos de uma forma que não consigo controlar… Já a Mariana acha tudo muito divertido e ainda se ri às minhas custas.
Estava entretido a brincar com os rapazes quando reparei na ausência do Martim e da Kika, ainda assim não dei grande relevância, afinal são adolescentes e uma festa de princesas e príncipes não é de todo algo que os cative. Só os voltei a ver quando foi para cantar os parabéns mas logo depois desapareceram.
Os amiguinhos da Inês foram saindo e para o fim restou só a família. Estava com a Mariana ao meu colo e a falar com o meu irmão quando
- Papá - olhei para a Inês - gostaste do meu namorado?
Conforme a nossa filha perguntou, também olhei para a mãe dela, a Mariana controlou a vontade de rir, já a restante família não teve qualquer problema em gargalhar, ignorei e
- Oh filha as meninas da tua idade ainda não tem namorados
- Porquê?
- Porque na vossa idade só têm amigos
- Mas o Pedro é mais que meu amigo porque ele brinca comigo a tudo
- Então mas isso só faz dele um amigo especial - olhou-me pensativa
- Mas eu já ouvi a mamã dizer que não és só o marido dela também és um amigo muito especial, por isso o Pedro é meu namorado porque é meu amigo especial
- Desisto… - murmurei e a Mariana sorriu, já a nossa filha
- Porquê que o papá não gosta do meu namorado? Ele portou-se mal?
- Oh filha o problema do teu pai é outro - olhei para a Mariana
- Qual?
- Está com uma crise de ciúmes porque a princesa dele está a crescer - a nossa filha riu para depois deixar-me emocionado quando
- Papá mas eu vou gostar sempre muito mais de ti do que do Pedro porque tu és meu papá e o meu herói - a nossa filha abraçou-me e - o papá não fica triste tá bem?
- Está bem… - assim que falei a nossa filha sorriu e foi brincar com o irmão
- Tão pequenina e já com a escola toda… - olhamos para a Madalena
- Pior que isso é a facilidade que tem em dar a volta ao pai dela - a Mariana manifestou-se
- Lá estás tu!
- É mentira, queres ver? Ainda que não faças as vontades todas, acabas sempre por ceder em qualquer coisinha! O Martim é que tem razão quando diz que só teve essa sorte enquanto não aprendeste a dizer que não, porque depois quando falavas não era não! Admite que a Inês é a menina do papá em tudo!
- Por falar em Martim onde é que anda?
- Agora desconversa!
***
A nossa família acabou por sair e a Mariana foi adormecer a Daniela, aproveitei para ir deitar o Gonçalo e a Inês.
Não basta o Martim na idade critica, agora têm a Inês a namorar… como será os próximos tempos…
Olá
ResponderEliminarAdoreiii *-* Coitado doo Rúben hehe
Beijinhos
Catarina