Olá a todas
Sei que não vos
dou novidades há muito tempo e pior ainda andei a prometer para depois não
cumprir mas só agora é que consegui escrever alguma coisa para esta fic.
O capítulo é mais
pequeno mas prefiro publicar capítulos ligeiramente mais pequenos e conseguir
fazê-lo com alguma regularidade do que fazer-vos esperar.
Fico a aguardar
os vossos comentários…
Ah e obrigada a
todas as resistentes que apesar da minha ausência continuam a ver ao blog à
procura de novidades.
Mariana
Depois do
confronto com aquele que mais desprezo precisei de um tempo longe de tudo e de
todos. Quando regressei à sala encontrei o meu irmão ao colo do Ruben, o que
fez com que sorrisse ligeiramente, acabei por sentar-me ao lado deles e recebi
miminhos dos dois.
Jantamos na casa
da Anabela e quando chegamos ao apartamento do Ruben fui directa para a cama,
emocionalmente estava arrasada… Estava já deitada quando o Martim entrou de
rompante no meu quarto com o Ruben atrás a reclamar que já eram horas de dormir
- Já vou! - o Martim virou-se para trás todo senhor de si e reclamou com o
Ruben - Só quero dar um beijinho de boa
noite ao bebé que dei à mana e esqueci de dar a ele - foi impossível não
sorrir ao vê-lo a subir para a cama e sem mais demoras a levantar a t-shirt do
meu pijama para dar-me um beijinho na barriga - dorme bem - falou enquanto fazias algumas festinhas
O Martim acabou
por sair do quarto seguido pelo Ruben que o foi deitar e quando regressou vinha
com um sorriso no rosto
- Que sorriso é esse?
- Ohh… é o puto… o Martim é demais! Acreditas que
expulsou-me do quarto porque tinha de vir dar miminhos ao bebé para ele
adormecer… ah e ainda disse que agora já é crescido por isso não precisa que o
vá deitar
- Hum… acho que vou ter que concordar com o Martim - o Ruben que se estava a despir olhou-me - o bebé está a pedir mimos - o meu amor
sorriu - isto se a Amélia do pai dele se
despachar a vir para a cama!
Lógico que ainda
não tinha terminado as reclamações e já tinha as mãos do Ruben na minha barriga
para segundos depois sentir os seus lábios contra a minha pele, algo que fez
com que suspirasse involuntariamente, o que provocou o sorriso de traçado no
rosto do meu amor, no entanto não nos amamos, muito por culpa minha que estava
numa de só receber mimo, afinal a moleza era mais que muita…
Acordei tal como
adormeci com preguiça e por isso mesmo sem vontade nenhuma de sair da cama mas
o dever chamava-me, a custo lá fui para o duche e depois preparei o
pequeno-almoço dos meus homens, partilhei o momento com eles e depois saí para
o trabalho, uma vez que o Ruben levaria o Martim à escola.
Almocei com o meu
amor, algo que aproveitei para pedinchar por mimos, ultimamente ando mais
carente e sempre que o tenho do meu lado não resisto em pedir miminhos como o
Martim fala.
A tarde passou na
companhia do Nuno que hoje ficou por casa e por isso aproveitei para descansar
um pouco, afinal o Nuninho ficou a tarde toda na brincadeira com o pai. Estava
no jardim com a Carolina ao colo quando a Patrícia chegou, juntou-se a nós e
deixamo-nos ficar a observar as crianças a brincarem, sim que o Nuno quando
junta o filho e uma bola vira criança.
Estava perdida em
pensamentos, a imaginar o Ruben a brincar com o nosso bebé quando vi o meu
piolho a correr para mim e assim que a distância permitiu levou de imediato as
suas mãozinhas à minha barriga, o que fez a Patrícia olhar-nos surpresa, já o
meu irmão levantou-me a camisola e deu mais um beijinho repenicado na minha
barriga
- Olá bebé… - sorri ou ouvi-lo a falar para a minha barriga e quando o Ruben
chegou junto de nós e ao aproximar-se - chega
prá lá que o bebé já disse que agora quer só os meus miminhos!
- Martim - olhou-me - isso não é forma de falares com o Ruben!
- Ele que nem pense que vem roubar-me o lugar! - olhei para o meu amor e percebi de imediato que
a forma como o Martim falava o estava a magoar - Eu quero dar miminhos à mana e ao bebé… e o pai tem muito tempo de dar
quanto eu for dormir!
Apesar da
situação foi impossível segurar a gargalhada ao perceber que seria disputada
pelos dois homens da minha vida
- Oh meu pirralho - o meu irmão olhou-me - senta aqui ao colo da mana
- Posso? O bebé não fica triste? - voltei a rir
- Não o bebé não fica triste!
- Fixe! - sentou-se e
depois abraçou-me, aninhando-se no meu colo
- Martim a mana e o bebé queremos muitos miminhos
teus e gostamos muito quando os dás mas também gostamos dos miminhos do Ruben - o menino olhou-me - e se podemos ter os miminhos dos dois ao mesmo tempo melhor ainda, oh
pirralho não precisas ter ciúmes dos miminhos do Ruben porque o bebé gosta de
igual forma dos miminhos dos dois…
- Pois mas o pai já anda a dar miminhos há mais
tempo agora é a minha vez! - falou
determinado o que provocou a gargalhada à Patrícia e também ao Nuno que se
aproximou ao perceber o que se estava a passar
- É justo… - olhei para o Ruben algo surpresa com o que falou - mas Martim sabes que terás oportunidade
para recuperar os miminhos todos - o meu irmão olhou-o desconfiado - oh lindo conto contigo para dares
miminhos por mim e por ti sempre que o pai for jogar fora… nesses dias terás o
bebé e a Mariana só para ti…
O Martim olhou
para o Ruben e depois para mim
- Mana o bebé já percebe?
- Como assim?
- Se o bebé já percebe que tem pai - gelei ao ouvi-lo - é que eu não quero que o bebé fique triste como eu ficava antes de ter
o pai Ruben…
- Martim o bebé da mana terá sempre pai não te
precisas de preocupar com isso…
- Eu sei que o Ruben não é como os nossos pais
que não quiseram saber da gente o que eu quero saber é se o bebé percebe quando
o Ruben ou eu tamos longe.
- Amor o bebé ainda é muito pequenino para
perceber isso…
- Ah atão o Ruben pode esperar que eu dê os meus
miminhos todos e depois ele dá os dele! - os nossos amigos voltaram a rir
- Oh lindo o bebé ainda não percebe mas a mana
entende e sinceramente gosto mais quando posso receber os vossos miminhos ao
mesmo tempo - olhou-me - Martim não precisas de ter ciúmes dos
miminhos que o Ruben dá, porque os teus miminhos são diferentes dos miminhos
dele, mas a mana precisa de ambos, entendes?
- Mas podes ter os miminhos dos dois… quando tou
ao pé de ti tens os meus e quando tou longe podes ter os do Ruben…
- Sim… mas também posso ter os miminhos dos dois
ao mesmo tempo - olhei para o
Ruben que continuava em pé a observar-nos e fiz-lhe sinal para que se sentasse
do meu lado - Martim fazemos assim
metade da barriga da mana é do Ruben - agarrei na mão do meu amor e
coloquei-a na barriga - e a outra metade é tua - repeti o gesto
mas agora com as mãozinhas do meu irmão - e
assim ninguém fica prejudicado, eu e o bebé temos os vossos miminhos e vocês
podem aproveitar o máximo do tempo que têm disponíveis para dar-nos miminhos,
pode ser?
O meu piolho
ficou alguns minutos a pensar mas para nosso alívio acabou por ceder, pelo
menos até à próxima vez… Lógico que a solução que arranjei foi colocada em prática
de imediato, pelos dois e por isso nos minutos seguintes fui mimada ao quadrado
sob o olhar atento dos nossos amigos.
Os miminhos só
terminaram quando reclamei com fome e por isso fomos todos lanchar.
- Mas afinal estás de quantas semanas? - olhei para a Patrícia
- A caminho das 12…
- Ah agora está explicado a cara de totó do Ruben
nestas últimas semanas - o Nuno mandou a
piada mas não se ficou por aí - Oh
Mariana tens noção que agora é que ninguém atura o Ruben?
- Também não preciso que ninguém o ature! Sim que
para isso tem mulher em casa!
- Ups puto tás tramado - olhámos para o Nuno - que a Mariana parece que vai ser dessas grávidas territoriais - o
nosso amigo gargalhou, talvez pela cara que ambos fizemos
A conversa
continuou animada e quando voltei a sentar-me no sofá os meus dois amores
aproximaram-se já dispostos a recomeçar com os mimos
- Eich vocês poupem-me… mimos sim… exagero não!
Sim que nem pensem que vou passar a gravidez toda com vocês os dois alapados a
mim!
Conforme falei
olharam os dois com um ar de ofendidíssimos, o que fez com que risse para
desagrado de ambos que tiveram o desplante de amuarem, algo para o qual não dei
importância até porque minutos depois a criança mor foi ajudar a criança júnior
nos trabalhos escolares, o que permitiu que ficasse à conversa com a Patrícia.
***
Já tínhamos
jantado e o menino já estava na cama quando ouvimos a campainha e bastou
pedinchar com o olhar para que o Ruben percebesse que se tinha de levantar,
afinal estava com os níveis da preguiça elevados ao expoente máximo. Esperei
uns minutos mas como o Ruben não regressou acabei por levantar-me para ver o
que se passava, fui até ao hall de entrada e não o vi, achei estranho e por
isso mesmo aproximei-me da porta e foi quando a abri que…
Ruben
O facto de a
Mariana não tocar no assunto do Paulo estava a deixar-me inquieto, afinal se
não fala não sei o que lhe vai na alma… no entanto resolvi respeitar o seu
espaço por saber que quando estiver preparada que falará.
Hoje quando fui
buscar o Martim à escola notei que algo nele estava diferente mas só consegui
perceber o que era quando o menino fez a cena de ciúmes por causa dos mimos a
dar ao bebé.
Cheguei a temer o
pior mas felizmente a Mariana conseguiu dar-lhe a volta, o que o permitiu que o
resto da tarde tenha sido pacífico e no momento de ir para a cama o menino quis
que fosse com ele.
- Ruben posso pedir uma coisa? - falou quando já estava deitado
- Sim…
- Eu gosto muito de ti mas eu gostava de saber
quem é o meu pai de verdade - o pedido do
Martim foi como murros no meu estômago - e
também gostava de ver a minha mãe e eu sei que ela tá cá porque uma vez ouvi a
mana a falar com a madrinha e ela disse que o motivo de termos ido para Braga
era para fugir da nossa mãe e também sei que a mana mente sempre que faço
perguntas sobre a nossa mãe…
- Martim o que é que se passa? Porquê que estás a
perguntar pelos teus pais?
- Tou com sono… - o menino virou-se de lado e - podes apagar a luz?
- Amor não queres falar?
O Martim não
respondeu e apesar de não estar satisfeito com esta situação respeitei o pedido
dele, saí do quarto preocupado e sem saber como abordar este assunto com a
Mariana.
Estávamos os dois
na sala a ver a novela preferida do meu amor quando ouvimos a campainha,
levantei-me e quando vi quem era nem queria acreditar
- Boa noite Ruben - olhei-o - a
Mariana está?
- O que é que está aqui a fazer?
- Preciso de falar com a minha filha!
Respirei fundo
antes de responder
- A Mariana não precisa que venha agora tentar
recuperar o tempo perdido, isto se for mesmo essa a sua intenção, deixe-a em
paz!
- Preciso de falar com a minha filha…
- Chega! - acabei por
sair do apartamento e fechar a porta de forma que a Mariana não se apercebesse
- Não vou permitir que venha atormentar
a Mariana ainda mais do que já atormentou a vida toda, respeite-a pelo menos
uma vez e desapareça!
- Tenho o direito de explicar-me…
- Não! O único direito que tem é o de desaparecer
da mesma forma como desapareceu quando descobriu que ia ser pai!
- Não tive escolha…
- Poupe-me… a Mariana contou-me tudo por isso
faça o favor de desaparecer, deixe-a em paz!
- Mas preciso contar-lhe a verdade - olhei-o abismado
- A verdade? Qual verdade? A que você a abandonou
sem só nem piedade?
- Ruben…
Não sei o que ia
dizer porque assim que ouvimos a porta a abrir o Paulo calou-se, a Mariana
ficou tal como nós os dois sem reacção…
E agora? Como
reagirá a Mariana? E que verdade é esta que o Paulo tem para revelar?
Olá!
ResponderEliminarDizer que estava com saudades é pouco!!Foi mesmo muito bom voltar a ler um capitulo desta fic *O*
O Martim é tão fofinho a querer dar aqueles miminhos todos à mana e ao bebé :P
Agora quero é saber como vai reagir a Mariana quando vir o Paulo!E aquele pedido do Martim para ver os pais...tou curiosa!!
Vou esperar pelo próximo e espero que venha rápido ;)
Beijinhos
Rita
Ola
ResponderEliminarJá tinha saudades de um capitulo.
Espero que o Martim facilite a vida ao Rúben.
Espero pelo próximo.
Beijos
Olá! :d
ResponderEliminarTinha imensas saudades de ler um capítulo desta fic!!
A primeira parte do ataque de ciúmes do Martim foi hilariante. Foi mesmo divertido ler toda aquela troca de mimos, mas depois o meu coração ficou apertadinho como o do Rúben ficou quando ele perguntou pelos pais dele.
E agora esta conversa entre o Paulo e o Rúben... Estou curiosa para saber que verdade será essa que o Paulo tem para contar.
Beijinhos!
Olha lá isto acaba-se assim?!
ResponderEliminarMau que já não tou habituada a faltar-me a informação sobre o que virá a seguir por isso dá lá corda aos dedinhos!!
Bjoknhas da Prima :p
Ai as saudadinhas que eu tinha de ler um capitulo desta fic, e as saudades que eu tinha do Martim, este puto não muda, agora é que eles estão lixados com ele, com a Mariana grávida o puto vai assumir-se um verdadeiro "cão" de guarda, ninguém vai chegar perto, muito menos o Ruben, que para ele é uma "ameaça", estes ciúmes são mesmo amorosos, adoro. O puto tem resposta para tudo, mas mais uma vez a Mariana resolveu a situação, dividir a barriga ao meio, metade para o Martim e a outra metade para o Ruben, isto é mesmo de gente maluca.
ResponderEliminarO Ruben tem sido o principal apoio da Mariana, e é natural que se preocupe com ela e com o que vai naquela cabecinha, porque ela não fala, não desabafa, guarda os problemas só para ela, e desde a tal discussão que ela não toca no assunto, acho que faz mal.
Se Maomé não vai à montanha vai a montanha a Maomé, já que a Mariana se recusa a falar no assunto, o pai sim, que quer se queira ou não ele é o pai dela, resolveu ir falar com ela. A Mariana só conhece uma versão da história, e acho que precisa de ouvir o outro lado, mesmo não querendo, mesmo com o Ruben a querer impedir que o pai fale com ela. Provavelmente nesta história há algo muito mal contado, e é isso que a Mariana precisa de ouvir, mesmo que não queria, mesmo que a leve a recordar-se daquilo que foi a sua infância, e depois de conhecer os dois lados da história a Mariana decide se quer o pai na vida dela ou não.
Acho que a Mariana não vai reagir muito bem à visita inesperada, mas espero que ela faça um esforço e escute o que pai tem para lhe dizer. Adorei este bocadinho, desculpa de só agora comentar, fico á espera do próximo, e espero que não demore muito.
Beijocas
Fernanda