Antes de iniciarem a leitura quero só pedir desculpas pela demora em publicar mas a inspiração andou escassa para esta história :s vou tentar ser breve mas não prometo...
Espero que continuem a acompanhar a história e que comentem... a vossa opinião é importante...
Beijocas
Mari
Mariana
Apesar de tudo,
de ter descoberto que o meu pai está mais próximo do que alguma vez imaginei e
de ter modo que discutido com o Mauro estava feliz, afinal olhar para o Ruben e
vê-lo tão feliz é tudo o que posso pedir.
Confesso que
fiquei curiosa quando o Martim o arrastou para falarem mas depressa percebi o
motivo pois o Ruben mais uma vez não soube o que dizer no entanto quando
ficamos só os dois o Ruben teve que mandar a piada por ter dado um conselho ao
Martim inverso do que eu própria fiz durante meses, como não tinha argumentos
válidos para refutar a “acusação” da qual estava a ser alvo preferi ir pelo
caminho mais fácil e fugi com a desculpa de ir comer.
A fome não era
nenhuma mas hoje a mesa dos doces estava a chamar por mim de uma forma
persistente, logo eu que não sou de comer doces. Estava a deliciar-me a comer
um bocadinho deste e daquele quando reparei que a Anabela estava a falar com o
Ruben ou melhor devia estar a dar-lhe na cabeça porque pela expressão corporal
dele percebi que o que quer que fosse que a mãe lhe disse não gostou. Acabei
por aproximar-me e sem esperar ouvi o Ruben a admitir que se concordou com o
casamento nestes modos foi porque não pode ser sempre o mesmo a ceder, neste
caso eu, mas se por um lado fiquei contente pelo que disse por outro senti
revolta por o Ruben ter revelado à mãe a parte do seu empresário.
- Parece que vou ter que aceitar mais uma… - uns segundos bastaram para o Ruben se virar e
assim que o olhei - não tinhas o direito
de revelar algo tão meu…
- Descul… - calei-o com um beijo, foi a única forma eficaz que naquele momento
me passou pela cabeça e assim que o fiz senti os seus braços a prenderem-me
junto do seu corpo talvez com medo que pudesse fugir.
- Ruben não devias ter falado mas não consigo
aborrecer-me contigo quando sei que estás no teu limite, que tal como eu também
não entendes o porquê que a tua família resolveu demonstrar o seu desagrado
perante a forma como fizemos as cenas mas sabes… - sorri ao olhá-lo - foi contigo que casei, és tu a pessoa que amo e que quero para sempre
do meu lado, além disso ambos sabemos que o amuo da tua família irá passar, só
precisam de tempo para assimilar os fatos, é verdade que podíamos ter feito de
outra forma mas para isso era necessário existir a perfeição e essa se existe
nunca me foi apresentada por isso para mim o nosso dia está a ser único e nada
nem ninguém o vai estragar.
O Ruben não disse
nada simplesmente sorriu e puxou-me pela mão, fomos até ao jardim e por lá
ficamos só os dois, era disso que estávamos a precisar, do nosso espaço sem
termos ninguém a observar-nos, senti-me talvez pela primeira vez naquele dia na
minha zona de conforto, senti-me eu e isso serviu para recarregar baterias para
enfrentar o resto do dia que nos faltava.
***
Apesar de tudo,
de ter descoberto que o empresário do Ruben é quem mais odeio e de ter
percebido que por minha culpa o Ruben levou um raspanete da sua mãe, o dia
estava a ser especial.
As horas passaram
e o momento dos poucos convidados se despedirem de nós chegou, com ele veio
mais um momento inesperado.
- Mana tu e o Ruben vão dormir a casa?! - olhei para o meu irmão algo incomodada com a
pergunta principalmente porque quem nos rodeava gargalhou.
- Martim! - tentei repreende-lo mas...
- Oh mana não ralhes comigo mas agora já tás
casada por isso já posso ter o mano - o Ruben já
sorria - e tu podias tratar disso já
hoje...
- Poder até podia mas não me parece que seja
possível! - respondi-lhe e aproveitei que a
Patrícia se aproximou para fugir do meu irmão uma vez que o puto estava numa de
envergonhar-me.
- Queres que fique com o Martim?
- Não!
- Mariana tu diz-me que vocês não se vão enfiar
em casa...
- E tu queres que fossemos para onde?
- Rapariga é a vossa noite de núpcias... - gargalhei - onde é que está a piada?
- Noite de núpcias?! Para mim vai ser uma noite
igual a todas as outras... acredita que não vou descobrir nada de novo...
- Mariana... - olhei-a - vocês não vão
mesmo comemorar a dois este dia? - perguntou-me com o ar mais “chocado” que
pode haver.
- Comemorar o quê? Patrícia para mim não mudou
rigorosamente nada por isso não tenho nada para festejar que não festejo já
diariamente...
- Mesmo sério? Só mesmo tu para dizeres uma cena
dessas... coitado do Ruben... o que o rapaz não deve sofrer nas tuas mãos...
- Se sofre gosta porque não reclama...
Não lhe dei tempo
para refutar o que falei uma vez que virei costas e “fugi”, comigo levei a
Letícia dado que estava a par de tudo.
- Gostava de ser mosca para ver a reação do Ruben
quando perceber qual é a tua intenção... - se a Letícia gargalhou eu fiquei envergonhada - shiii também não precisas ficar assim...
- E parares de gozar comigo, não era bem melhor?
- Desculpa - sorriu - mas tem piada
ver-te assim... - olhei-a
- Assim como?
- Oh mais “solta” a viveres a tua vida sem
pensares constantemente no Martim... a verdade é que isto seria impensável há
um ano atrás...
- Pois mas mudei... - sorriu - e
por mudar está na hora de raptar o Ruben - gargalhou - e tu cuida do Martim...
- Aproveita os próximos quinze dias... fica
descansada que o Martim fica “controlado” e vê se tratam de satisfazer o pedido
do meu afilhado...
- Estás mesmo a falar do quê?
- Não te faças de parva... e sim estou a falar de
encomendarem um Rubenzinho ou uma Marianinha - sorri ao ouvi-la - que
sorriso foi esse?
- O meu...
- Mariana?! Amiga o que é que estás a tentar
esconder?
- Eu?! Nada!
- Tu estás grávida? - foi impossível não rir com a pergunta dela mas
parei assim que ouvi atrás de mim
- Isso é verdade?
- Não! - virei-me para
trás e abracei o Ruben - não achas que
já sabias se fosse verdade?
- Oh... sei lá... podes estar só desconfiada...
- Não estou desconfiada de nada... até porque é
muito cedo para desconfianças - beijei-o
calmamente - e agora vai mas é
despedir-te do pessoal que falta que quero ir para casa... estou de rastos!
- o Ruben nem refilou e foi fazer o que lhe pedi.
- Mariana - olhei para a Letícia - disseste
a verdade ao Ruben?
- Sim! Não estou desconfiada de nada mas a
verdade é que já andamos a tentar - sorri ao ver a
surpresa no rosto da minha amiga - por
isso pode acontecer a qualquer momento mas não comentes com ninguém.
A conversa
terminou até porque a Anabela aproximou-se, estive alguns minutos a falar com a
mãe do Ruben, onde a senhora pediu desculpas pelo que falou mas no fundo até a
percebia, afinal o Ruben mudou mesmo e por culpa minha, despedi-me da minha
sogra, sim sogra, agora já é oficial e fui ter com o meu irmão.
- Martim vem com a mana.
- O que foi? - perguntou-me com os níveis de curiosidade ao máximo.
- Amor - sentei-me numa
cadeira afastada e puxei-o para o meu colo - a mana precisa de falar contigo - olhou-me muito atento - sei que já o devia ter feito mas não o fiz
porque queria que fosse surpresa - não consegui continuar a falar porque o
pirralho interrompeu-me
- Tu e o Ruben vão passear e eu não posso ir, né? - olhei-o sem perceber se estava chateado.
- Ficas chateado com a mana se não fores?
- Não... mas mana eu fico com quem?
- A Letícia vai ficar em Braga estes dias para
cuidar de ti.
- Fixe vou poder brincar muito com a madrinha - sorri perante a alegria do meu piolho - mas mana são muitos dias?
- Duas semanas mas podes falar com a mana e com o
Ruben todos os dias...
- Não é preciso - olhei-o - mana eu fico bem
com a madrinha e eu sei que tu e o Ruben querem estar sozinhos, eu sei que não
posso andar sempre com a mana porque tu também precisas dar miminhos ao Ruben,
né? - sorri com a dedução e pergunta do miúdo.
- Amor não ficas mesmo chateado por não ires
connosco?
- Não mana mas tu tens de dar muitos miminhos ao
Ruben porque eu não quero que ele fique chateado e eu sei que às vezes por
causa de mim tu e ele não podem fazer tudo o que querem. Mana eu gosto muito de
ti mas também gosto muito do Ruben ele é como o meu pai e eu não quero perder
ele por isso eu fico com a madrinha para tu e ele poderem namorar sem tarem
preocupados comigo - foi impossível
segurar as lágrimas, afinal o meu piolho estava a demonstrar uma maturidade que
muitas crianças na idade dele não têm - tás
a chorar porquê?
- Porque a mana está muito feliz por perceberes
isso tudo.
- Tá bom - limpou-me as
lágrimas que teimavam escorrer pelo meu rosto - mas mana depois trazes um presente para mim não trazes? - gargalhei
- Fica descansado que trago muitos presentes.
- Fixe! E quando é que vão?
- Martim, hoje não vamos lá para casa mas amanhã
ao final do dia passamos por lá para ir buscar as malas e para te dar um
beijinho de despedida pode ser?
- Sim... mana o Ruben sabe disto tudo?
- Não... é surpresa para ele também.
- Ah... mana posso perguntar uma coisa?
- Podes!
- Oh mana eu quero muito que tenhas um bebé - sorri perante a insistência do Martim - quando é que achas que pode ser?
- Martim a mana não pode responder a isso porque
não sabe quando irá acontecer mas posso dizer que já falei sobre esse assunto
com o Ruben.
- E o que é que ele disse?
- Amor, nós também queremos um bebé mas a mana
não pode dizer-te quando vai ser porque na verdade não sabe quando vai
acontecer.
- Tá bem mas mana posso ir dar um beijinho ao
Ruben?
- Podes vai lá mas não lhe digas porquê.
- Tá bem eu não estrago a surpresa.
Conforme falou
deu-me alguns beijinhos e abraços apertados para logo depois correr na direção
do Ruben, fiquei a observar aqueles dois e sem dúvida quando estão juntos
parecem duas autênticas crianças, ainda fiquei uns minutos a observa-los mas
acabei por aproximar-me.
- Oh criancinhas e que tal acabarem com a
brincadeira - o Ruben
olhou-me - amor estou cansada...
- Ok! Então vamos - o Ruben abraçou-me, já o Martim
- Mana eu vou com a madrinha tá bem?
- Tá bem... tá - sorri pela “ajudinha” que o puto estava a dar-me.
- Martim podes ir connosco - o Ruben manifestou-se e o Martim arrumou logo
a questão
- Mas eu quero ir com a madrinha... adeus! - assim que falou correu até à Letícia.
- Amor - rodei o corpo,
ficando de frente para ele e com os meus braços à volta do seu pescoço - não achas que o menino está estranho -
sorri - que foi?
- Nada... - beijei-o sem qualquer pudor - vamos?
- Sim... vou só pedir as chaves do carro ao Mauro
- o Ruben conforme falou tentou
afastar-se mas impedi e por isso - que
foi?
- Não precisas... - não lhe disse mais nada, simplesmente o puxei
pela mão.
- Bora? - sorri para o
Nuno.
- Sim!
- Vocês importam-se de dizer o que se passa?
- Ainda não lhe disseste?
- Achas? - gargalhei ao
ver a cara do Ruben.
- Amor... - calei-o com um beijo e depois puxei-o pela mão até ao exterior
sempre com o Nuno a seguir-nos, afinal era ele que nos ia levar ao nosso
destino.
Assim que cheguei
junto do carro do Nuno vendei os olhos ao Ruben para desagrado dele mas não
teve outra solução que não “comer”, o certo é que passou a curta viagem a
reclamar para satisfação do nosso amigo que se divertiu à brava com a situação.
O Nuno deixou-nos algures num hotel “perdido” em pleno norte de Portugal e
assim que chegamos depressa nos encaminhamos para aquele que seria o nosso
“ninho de amor” pelo menos durante as próximas horas.
- Amor já posso tirar esta porra dos olhos? - sorri ao ouvi-lo, a verdade é que o Ruben
estava desejoso de puder ver o que tinha planeado para a nossa noite - estás a ouvir? - não lhe respondi mas
também não me deixei ficar, aproximei-me dele e fui depositando alguns
beijinhos pelo seu pescoço até unir os nossos lábios num longo e intenso beijo
que só foi interrompido quando as portas do elevador se abriram, agarrei-o pela
mão e conduzi-o até ao nosso quarto ou melhor suite.
Entramos e assim
que o Ruben ouviu a porta a fechar levou as mãos à venda mas impediu-o de a
retirar.
- Nem penses - sussurrei ao seu ouvido enquanto as minhas mãos percorreram o seu
tronco chegando ao cinto das suas calças, ouvi o Ruben a suspirar o que fez com
que sorrisse, afinal não estava a fazer nem metade do que tinha em mente para
aquela noite - hoje quem manda sou eu
- proferir entre beijos que lhe dava, o Ruben puxou-me mais para si mas devo o
ter surpreendido novamente quando o encostei à parede e deixei os meus lábios
passearem pelo seu pescoço e as mãos pelos botões da sua camisa, desapertei um
a um, conforme ia abrindo caminho a minha boca foi descendo pelo seu tronco,
chegando ao limite delineado pelas suas calças para voltar a fazer o mesmo
trajeto mas agora no sentido oposto, uni de novo as nossas bocas e aproveitei
para livrar-me da sua camisa, atirando-a ao chão para logo depois lhe retirar
as calças, algo que o Ruben facilitou e quando as nossas bocas voltaram a
unir-se tirei-lhe finalmente a venda, o que permitiu o Ruben olhar em volta
sorrindo ao ver o meio envolvente mas depressa se concentrou em mim, beijamo-nos
para de imediato sentir as mãos do Ruben nas minhas costas, ele tentava
desapertar os botões do meu vestido, algo que me fez gargalhar - amor é de fecho... - murmurei junto do
seu ouvido - os botões é só efeito...
- aproveitei para lhe fazer um chupão
que de ligeiro teve muito pouco, ainda assim o Ruben não se queixou, até porque
estava a tentar abrir o fecho, resolvi facilitar e virei-me de costas para ele,
algo que aproveitou para beijar-me o pescoço e ombros enquanto deslizava o
fecho do vestido lentamente, senti os seus lábios em cada bocadinho da pele das
minhas costas à medida que ia abrindo o vestido para finalmente o retirar com
todo o cuidado, fiquei somente em lingerie diante dele e mais uma vez vi
surpresa no seu olhar talvez porque não esperava tanta ousadia da minha parte
mas a verdade é que quando a comprei foi com o pensamento nesta noite e no
quanto queria que fosse especial, talvez por isso fui eu que tomei as rédeas do
momento que se seguiu, empurrei-o até à cama, obrigando-o a sentar-se, para
logo depois colocar uma música a tocar na pequena aparelhagem que estava no
quarto e sem saber bem como tive coragem retirei as meias e liga de forma
sensual, algo que voltou a surpreender o Ruben e que aproveitei para sem pensar
muito lhe “amarrar” as mãos com uma das minhas meias, o meu amor sorriu para
logo depois suspirar quando percebeu que o iria “torturar” no bom sentido,
afinal dei uso aos morangos e chocolate que tínhamos no quarto, iniciei a
brincadeira a dar-lhe à boca alguns morangos mergulhados no chocolate mas
depressa passei a usar o chocolate para outro fim, espalhei um pouco pelo seu
corpo e com a boca fui retirando e conforme aproximava-me dos seus boxers ia
ouvindo os gemidos do Ruben a aumentar de tom, percebi algures que aquilo lhe
dava prazer e por isso continuei, ele estava nitidamente a ver até onde iria e
talvez por isso “perdi” a pouca vergonha que ainda tinha em partilhar estes
momentos com ele e acariciei-o...
- Amor... - olhei-o de solaico - queres
acabar comigo... - gargalhei ao ouvi-lo, aquilo escapou-lhe pelos lábios em
género de desabafo mas não ficou sem resposta.
- Ainda não viste foi nada... - falei enquanto sentada em cima do seu sexo
retirei o corpete sempre sob o olhar atento dele, o Ruben apesar de continuar com
as mãos presas elevou o seu tronco e beijou-me inicialmente de forma calma mas
que passou a intensa quando as nossas línguas se uniram numa dança frenética,
acabei por “libertá-lo” e assim que ficou com as mãos livres percebi
rapidamente que iria sofrer, o Ruben brindou-me com um conjunto de “mimos”
diferentes enquanto se livrava da única peça de roupa que ainda cobria o meu
corpo e que levaram-me ao limite algo que só serviu para despertar em mim uma
Mariana que até à data não se tinha revelado e quem sofreu a seguir foi o
Ruben, voltei a “munir-me” do chocolate para continuar com a minha pequena
brincadeira, não sei como tive coragem para tanto mas a verdade é que fiz com a
boca algo que nunca antes tinha-me passado pela cabeça, levei-o ao limite, obrigando-o
mesmo a implorar para que parasse, assim o fiz para logo a seguir o Ruben unir
finalmente os nossos corpos, começou com um ritmo lento mas depressa o
aumentou, conduzindo-nos ao limite dos limites, amámo-nos talvez pela primeira
vez sem qualquer tipo de restrição, fizemo-lo noite dentro e em todas as vezes
senti-me como nunca antes me senti, não consigo descrever mas foi algo único,
talvez porque pela primeira vez estava verdadeiramente liberta de qualquer tipo
de pudor, éramos só nós os dois naquele quarto.
Ruben
Acordei com os
primeiros raios de sol a invadirem o nosso quarto, foi impossível não sorrir ao
ver a Mariana a dormir serenamente nos meus braços, o meu amor estava com a
cabeça no meu peito e por isso tentei não me mexer muito para não a acordar, a
verdade é que usei esse tempo para assimilar tudo o que se passou desde que
entramos no quarto, pela primeira vez senti que a Mariana se entregou
completamente a mim e isso deixa-me extremamente feliz, talvez por ter a
consciência que finalmente a Mariana perdeu o medo que tinha de viver o
presente, hoje tenho-a verdadeiramente e não só aos bocadinhos, era nisso que
estava a pensar quando ela se mexeu, olhei-a e vi-a a abrir lentamente os
olhos.
- Bom dia razão do meu viver... - sorri ao ouvi-la
- Ena tão alegre que ela está - meti-me com a Mariana.
- Culpa tua - sorriu - deixas-me assim
feliz - uniu os nossos lábios num beijo calmo - amo-te tanto - suspirou - obrigada
por tudo...
- Obrigada?
- Sim... obrigada por não teres desistido de mim,
por lutares contra os meus medos, por amares o Martim como se fosse teu filho,
por fazeres com que finalmente me tornasse mulher, sim porque fizeste com que
crescesse, com que perdesse o medo de viver, com que tenha finalmente algo
porque lutar mas principalmente dás-me a única coisa que nunca tive - suspirou - amor... Ruben desde cedo aprendi a lutar para viver mas contigo
descobri o quanto é bom a sensação de dependência, de ter alguém a quem
agradar, a quem mimar, a quem cobrar quando acho que o tenho de fazer, mas
principalmente o quanto é bom entregarmos a nossa vida nas mãos de outra pessoa
que nos dá a proteção que muitas vezes precisamos e que a vida nos tenta
retirar... por isto tudo e pelo que não consigo dizer porque as palavras faltam
obrigada... obrigada por me teres ensinado a amar mas principalmente por
estares do meu lado...
- Uiiii se começamos nos agradecimentos nunca
mais de cá saímos - sorri perante
o ar confuso da Mariana - porque se hoje
estamos aqui devo isso a ti, Mariana a verdade é que deste outro sentido à
minha vida, deste-me a responsabilidade que nunca tive, contigo aprendi a dar
valor a pequenas coisas como um sorriso ou simplesmente um abraço ou então a um
“dorme bem”, contigo aprendi a esperar, a lutar pelo que realmente quero, a amar
desalmadamente, a abdicar de mim em prol de algo maior, contigo descobri que o
amor é algo que se constrói diariamente, é algo que nunca é grande o suficiente
pois cresce diariamente, cresce com as dificuldades que superamos mas também
com os momentos que partilhamos com o Martim ou ainda aqueles que dedicamos um
ao outro, amar é muito mais que uma palavra de quatro letras que muitas vezes é
proferida de forma quase banal, amar é muito mais que uns momentos a dois, amar
é saber abdicar, é compreender, é apoiar, é contrariar se for caso disso, é
lutar sempre mais, é aceitar os defeitos e as virtudes do outro, é abdicar do
nosso tempo para partilharmos momentos com o Martim, é simplesmente viver cada
dia como se fosse o último mas sempre com a consciência que no dia seguinte
temos que dar um pouco mais de nós... Mariana hoje percebo o que o meu avô me
disse um dia... amar só se ama uma vez enquanto gostar gostamos milhares de
vezes, gostamos de um par de sapatos, de uma camisola, de um carro, de um
amigo, da nossa família, de uma ou de muitas raparigas mas amar realmente só se
ama uma vez e nem todos temos a felicidade de perceber isso... amo-te!
A Mariana não
conseguiu dizer nada, simplesmente uniu os nossos lábios em mais um beijo
sereno para logo depois repousar a sua cabeça no meu peito, ficamos
simplesmente a olharmo-nos durante algum tempo até que...
- Anda! - a Mariana
resolveu sair da cama.
- Eish... volta para aqui! - reclamei mas de pouco adiantou
- Tu é que sabes... eu estava mais numa de
experimentarmos ali o jacuzzi - notei-lhe uma
pontinha de atrevimento no seu tom de voz - mas se preferes ficar na cama... - não levei mais que uns segundos a levantar-me e segui-la até à
casa de banho.
- Bem... - olhou-me - esmeraste-te
mesmo... - constatei ao ver o que tinha diante dos meus olhos, de facto a
Mariana soube escolher muito bem.
- Gostas, é?! - perguntou já quando as suas mãos passeavam pelo meu corpo
- Gosto... gosto - suspirei - mas
gosto ainda mais de te ver assim... - agarrei-a pela cintura e obriguei-a a
sentar-se no lavatório - desinibida...
- beijei-a no pescoço e fui descendo até ao seu peito - atrevida... - iniciei um conjunto de carícias que a fez gemer para
de imediato ela se “vingar” e os momentos que se seguiram foram tudo, calmos e
intensos, mas principalmente vividos na sua magnitude e esplendor...
Partilhamos mais
um momento só nosso e acabamos por ficar a desfrutar de um banho a dois, só
saímos do jacuzzi quando a água começou a arrefecer e assim que o fizemos foi
impossível desgrudar os olhos do corpo da Mariana, a verdade é que o seu corpo
sempre me atraiu mas hoje está especialmente a “chamar” por mim, tanto que fui
apanhado em flagrante.
- Posso saber o que tanto olhas? - questionou sem qualquer tipo de vergonha coisa
que na Mariana não é normal.
- Porquê? Não posso, queres ver? - olhou-me por cima do ombro - Só estou a olhar para o que é meu -
agarrei-a pela cintura puxando-a para mim - tu hoje estás...
- Estou?! - o seu olhar foi de desafio
- Estás irresistível - beijei-a
- É sempre bom saber que só hoje estou irresistível...
interessante... - sorri perante
o falso amuo.
- Deixa de ser tonta - suspirei - não é de hoje - olhei-a fixamente - sabes bem que sempre te desejei enquanto mulher mas hoje estás mais
- a Mariana olhava-me atentamente - minha...
sim é isso - voltei a suspirar - ontem
e hoje entregaste-te a mim sem pudores... - a Mariana sorriu.
- Já era tempo disso acontecer... certo?
- Não é certo nem errado... é sim o consumar do
amor que nos une, dos meses de namoro e de todas as vezes que nos entregamos um
ao outro...
- É... talvez tenhas mesmo razão mas o que dizes
da ideia de nos vestirmos para ir comer e passear um pouco?
Concordei com a
Mariana e depois de nos vestirmos comemos para iniciarmos imediatamente um
passeio pela imediações do hotel, passamos a manhã e tarde a namorar bastante e
só regressamos a casa ao final do dia, onde uma nova surpresa esperava-me,
afinal a Mariana tinha pedido para não gozarmos lua-de-mel com a desculpa de
não querer deixar o Martim e afinal o que quis foi ser ela a organizá-la,
percebi isso quando vi as nossas malas à porta e quando pedi esclarecimentos
negou-os, aliás afirmou mesmo que só iria saber o destino quando chegasse ao
aeroporto, o que aconteceu horas depois.
Despedimo-nos do
Martim e embarcamos com destino certo para passarmos os próximos quinze dias...
Como irá correr a
lua-de-mel?
E o regresso a
Braga?
Será que o passado da Mariana a vai atormentar?
Adorei!!! Esta historia para mim será sempre especial pois foi esta historia que me a aproximou mais de ti!!! Continua linda!!! Bj
ResponderEliminarFantastico adorei.Ja estava com saudades de um capitulo.bjs
ResponderEliminarADOREIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!
ResponderEliminarMas isso não é novidade nenhuma!
Já tinha saudades "desta" Mariana!
Bjokinhas
Fantástico, adorei já tinha saudades...
ResponderEliminarEspero que próximo demore menos.
Bjs
Olá :D
ResponderEliminarJá tinha saudades deste casalinho :p
Adorei mais um vez!
Estou para ver essa lua de mel, e o destino!
Quero mais ;)
Beijinhos
Ritááá xD
Olá :)
ResponderEliminarEu sei que já disse isto mas, eu AMO o Martim.
A sério, o rapaz é mesmo inteligente.
E a Mariana...completamente desinibida :D
A lua-de-mel, estou curiosa para saber de tudo.
E infelizmente sim. Acho que o passado da Mariana a vai atormentar. Mas nada de grave porque ela tem o Rúben à beira dela :P
Beijinhos
Daniela^^
Adorei, mas isso já não é novidade.
ResponderEliminarO Martim sabe muito, anda todo encantado da vida porque agora já não há desculpas para não lhe darem o mano que ele pede há tanto tempo.
A Mariana tá a sair da casca, a fazer-se de esquisita com a noite de nupcias e afinal tinha tudo preparado e ao pormenor, adorei, por esta Mariana acho que o Ruben não esperava, mas não tenho dúvidas de que ele adorou.
Quanto ás perguntinhas que deixaste no final, espero que a lua de mel seja tão intensa e emocionate quanto foi a noite de nupcias, o regresso a Braga espero que seja normal, em relação à última pergunta, infelizmente acho que o passado da Mariana a vai atormentar, mas espero que com a ajuda do Ruben ela ultrapasse esse momento.
Agora nós menina Caty, deixa-te de coisas porque o capitulo tá maravilhoso, por isso continua
Beijocas
Fernanda
Oi!
ResponderEliminarAdorei!!
Quero mais!
Bjs
Olá!!:)
ResponderEliminarJá é quase desnecessário dizer que "AMEI!",pois sempre que leio um capitulo teu falo sempre o mesmo lool!
Adoro o Martim, todo muito "espetinho" ,e concordo no que diz respeito em vir ai um maninho para o puto :P quem sabe a lua de mel venha dar "uma mãozinha" xD
QUERO MAIS que gosto imenso desta história :)
Beijinhos para os 3 :P
Rita