segunda-feira, 4 de março de 2013

063 - "Noite de núpcias?! Para mim vai ser uma noite igual a todas as outras..."


Antes de iniciarem a leitura quero só pedir desculpas pela demora em publicar mas a inspiração andou escassa para esta história :s vou tentar ser breve mas não prometo...
Espero que continuem a acompanhar a história e que comentem... a vossa opinião é importante...
Beijocas
Mari

Mariana
Apesar de tudo, de ter descoberto que o meu pai está mais próximo do que alguma vez imaginei e de ter modo que discutido com o Mauro estava feliz, afinal olhar para o Ruben e vê-lo tão feliz é tudo o que posso pedir.
Confesso que fiquei curiosa quando o Martim o arrastou para falarem mas depressa percebi o motivo pois o Ruben mais uma vez não soube o que dizer no entanto quando ficamos só os dois o Ruben teve que mandar a piada por ter dado um conselho ao Martim inverso do que eu própria fiz durante meses, como não tinha argumentos válidos para refutar a “acusação” da qual estava a ser alvo preferi ir pelo caminho mais fácil e fugi com a desculpa de ir comer.
A fome não era nenhuma mas hoje a mesa dos doces estava a chamar por mim de uma forma persistente, logo eu que não sou de comer doces. Estava a deliciar-me a comer um bocadinho deste e daquele quando reparei que a Anabela estava a falar com o Ruben ou melhor devia estar a dar-lhe na cabeça porque pela expressão corporal dele percebi que o que quer que fosse que a mãe lhe disse não gostou. Acabei por aproximar-me e sem esperar ouvi o Ruben a admitir que se concordou com o casamento nestes modos foi porque não pode ser sempre o mesmo a ceder, neste caso eu, mas se por um lado fiquei contente pelo que disse por outro senti revolta por o Ruben ter revelado à mãe a parte do seu empresário.
- Parece que vou ter que aceitar mais uma… - uns segundos bastaram para o Ruben se virar e assim que o olhei - não tinhas o direito de revelar algo tão meu…
- Descul… - calei-o com um beijo, foi a única forma eficaz que naquele momento me passou pela cabeça e assim que o fiz senti os seus braços a prenderem-me junto do seu corpo talvez com medo que pudesse fugir.
- Ruben não devias ter falado mas não consigo aborrecer-me contigo quando sei que estás no teu limite, que tal como eu também não entendes o porquê que a tua família resolveu demonstrar o seu desagrado perante a forma como fizemos as cenas mas sabes… - sorri ao olhá-lo - foi contigo que casei, és tu a pessoa que amo e que quero para sempre do meu lado, além disso ambos sabemos que o amuo da tua família irá passar, só precisam de tempo para assimilar os fatos, é verdade que podíamos ter feito de outra forma mas para isso era necessário existir a perfeição e essa se existe nunca me foi apresentada por isso para mim o nosso dia está a ser único e nada nem ninguém o vai estragar.
O Ruben não disse nada simplesmente sorriu e puxou-me pela mão, fomos até ao jardim e por lá ficamos só os dois, era disso que estávamos a precisar, do nosso espaço sem termos ninguém a observar-nos, senti-me talvez pela primeira vez naquele dia na minha zona de conforto, senti-me eu e isso serviu para recarregar baterias para enfrentar o resto do dia que nos faltava.
***
Apesar de tudo, de ter descoberto que o empresário do Ruben é quem mais odeio e de ter percebido que por minha culpa o Ruben levou um raspanete da sua mãe, o dia estava a ser especial.
As horas passaram e o momento dos poucos convidados se despedirem de nós chegou, com ele veio mais um momento inesperado.
- Mana tu e o Ruben vão dormir a casa?! - olhei para o meu irmão algo incomodada com a pergunta principalmente porque quem nos rodeava gargalhou.
- Martim! - tentei repreende-lo mas...
- Oh mana não ralhes comigo mas agora já tás casada por isso já posso ter o mano - o Ruben já sorria - e tu podias tratar disso já hoje...
- Poder até podia mas não me parece que seja possível! - respondi-lhe e aproveitei que a Patrícia se aproximou para fugir do meu irmão uma vez que o puto estava numa de envergonhar-me.
- Queres que fique com o Martim?
- Não!
- Mariana tu diz-me que vocês não se vão enfiar em casa...
- E tu queres que fossemos para onde?
- Rapariga é a vossa noite de núpcias... - gargalhei - onde é que está a piada?
- Noite de núpcias?! Para mim vai ser uma noite igual a todas as outras... acredita que não vou descobrir nada de novo...
- Mariana... - olhei-a - vocês não vão mesmo comemorar a dois este dia? - perguntou-me com o ar mais “chocado” que pode haver.
- Comemorar o quê? Patrícia para mim não mudou rigorosamente nada por isso não tenho nada para festejar que não festejo já diariamente...
- Mesmo sério? Só mesmo tu para dizeres uma cena dessas... coitado do Ruben... o que o rapaz não deve sofrer nas tuas mãos...
- Se sofre gosta porque não reclama...
Não lhe dei tempo para refutar o que falei uma vez que virei costas e “fugi”, comigo levei a Letícia dado que estava a par de tudo.
- Gostava de ser mosca para ver a reação do Ruben quando perceber qual é a tua intenção... - se a Letícia gargalhou eu fiquei envergonhada - shiii também não precisas ficar assim...
- E parares de gozar comigo, não era bem melhor?
- Desculpa - sorriu - mas tem piada ver-te assim... - olhei-a
- Assim como?
- Oh mais “solta” a viveres a tua vida sem pensares constantemente no Martim... a verdade é que isto seria impensável há um ano atrás...
- Pois mas mudei... - sorriu - e por mudar está na hora de raptar o Ruben - gargalhou - e tu cuida do Martim...
- Aproveita os próximos quinze dias... fica descansada que o Martim fica “controlado” e vê se tratam de satisfazer o pedido do meu afilhado...
- Estás mesmo a falar do quê?
- Não te faças de parva... e sim estou a falar de encomendarem um Rubenzinho ou uma Marianinha - sorri ao ouvi-la - que sorriso foi esse?
- O meu...
- Mariana?! Amiga o que é que estás a tentar esconder?
- Eu?! Nada!
- Tu estás grávida? - foi impossível não rir com a pergunta dela mas parei assim que ouvi atrás de mim
- Isso é verdade?
- Não! - virei-me para trás e abracei o Ruben - não achas que já sabias se fosse verdade?
- Oh... sei lá... podes estar só desconfiada...
- Não estou desconfiada de nada... até porque é muito cedo para desconfianças - beijei-o calmamente - e agora vai mas é despedir-te do pessoal que falta que quero ir para casa... estou de rastos! - o Ruben nem refilou e foi fazer o que lhe pedi.
- Mariana - olhei para a Letícia - disseste a verdade ao Ruben?
- Sim! Não estou desconfiada de nada mas a verdade é que já andamos a tentar - sorri ao ver a surpresa no rosto da minha amiga - por isso pode acontecer a qualquer momento mas não comentes com ninguém.
A conversa terminou até porque a Anabela aproximou-se, estive alguns minutos a falar com a mãe do Ruben, onde a senhora pediu desculpas pelo que falou mas no fundo até a percebia, afinal o Ruben mudou mesmo e por culpa minha, despedi-me da minha sogra, sim sogra, agora já é oficial e fui ter com o meu irmão.
- Martim vem com a mana.
- O que foi? - perguntou-me com os níveis de curiosidade ao máximo.
- Amor - sentei-me numa cadeira afastada e puxei-o para o meu colo - a mana precisa de falar contigo - olhou-me muito atento - sei que já o devia ter feito mas não o fiz porque queria que fosse surpresa - não consegui continuar a falar porque o pirralho interrompeu-me
- Tu e o Ruben vão passear e eu não posso ir, né? - olhei-o sem perceber se estava chateado.
- Ficas chateado com a mana se não fores?
- Não... mas mana eu fico com quem?
- A Letícia vai ficar em Braga estes dias para cuidar de ti.
- Fixe vou poder brincar muito com a madrinha - sorri perante a alegria do meu piolho - mas mana são muitos dias?
- Duas semanas mas podes falar com a mana e com o Ruben todos os dias...
- Não é preciso - olhei-o - mana eu fico bem com a madrinha e eu sei que tu e o Ruben querem estar sozinhos, eu sei que não posso andar sempre com a mana porque tu também precisas dar miminhos ao Ruben, né? - sorri com a dedução e pergunta do miúdo.
- Amor não ficas mesmo chateado por não ires connosco?
- Não mana mas tu tens de dar muitos miminhos ao Ruben porque eu não quero que ele fique chateado e eu sei que às vezes por causa de mim tu e ele não podem fazer tudo o que querem. Mana eu gosto muito de ti mas também gosto muito do Ruben ele é como o meu pai e eu não quero perder ele por isso eu fico com a madrinha para tu e ele poderem namorar sem tarem preocupados comigo - foi impossível segurar as lágrimas, afinal o meu piolho estava a demonstrar uma maturidade que muitas crianças na idade dele não têm - tás a chorar porquê?
- Porque a mana está muito feliz por perceberes isso tudo.
- Tá bom - limpou-me as lágrimas que teimavam escorrer pelo meu rosto - mas mana depois trazes um presente para mim não trazes? - gargalhei
- Fica descansado que trago muitos presentes.
- Fixe! E quando é que vão?
- Martim, hoje não vamos lá para casa mas amanhã ao final do dia passamos por lá para ir buscar as malas e para te dar um beijinho de despedida pode ser?
- Sim... mana o Ruben sabe disto tudo?
- Não... é surpresa para ele também.
- Ah... mana posso perguntar uma coisa?
- Podes!
- Oh mana eu quero muito que tenhas um bebé - sorri perante a insistência do Martim - quando é que achas que pode ser?
- Martim a mana não pode responder a isso porque não sabe quando irá acontecer mas posso dizer que já falei sobre esse assunto com o Ruben.
- E o que é que ele disse?
- Amor, nós também queremos um bebé mas a mana não pode dizer-te quando vai ser porque na verdade não sabe quando vai acontecer.
- Tá bem mas mana posso ir dar um beijinho ao Ruben?
- Podes vai lá mas não lhe digas porquê.
- Tá bem eu não estrago a surpresa.
Conforme falou deu-me alguns beijinhos e abraços apertados para logo depois correr na direção do Ruben, fiquei a observar aqueles dois e sem dúvida quando estão juntos parecem duas autênticas crianças, ainda fiquei uns minutos a observa-los mas acabei por aproximar-me.
- Oh criancinhas e que tal acabarem com a brincadeira - o Ruben olhou-me - amor estou cansada...
- Ok! Então vamos - o Ruben abraçou-me, já o Martim
- Mana eu vou com a madrinha tá bem?
- Tá bem... tá - sorri pela “ajudinha” que o puto estava a dar-me.
- Martim podes ir connosco - o Ruben manifestou-se e o Martim arrumou logo a questão
- Mas eu quero ir com a madrinha... adeus! - assim que falou correu até à Letícia.
- Amor - rodei o corpo, ficando de frente para ele e com os meus braços à volta do seu pescoço - não achas que o menino está estranho - sorri - que foi?
- Nada... - beijei-o sem qualquer pudor - vamos?
- Sim... vou só pedir as chaves do carro ao Mauro - o Ruben conforme falou tentou afastar-se mas impedi e por isso - que foi?
- Não precisas... - não lhe disse mais nada, simplesmente o puxei pela mão.
- Bora? - sorri para o Nuno.
- Sim!
- Vocês importam-se de dizer o que se passa?
- Ainda não lhe disseste?
- Achas? - gargalhei ao ver a cara do Ruben.
- Amor... - calei-o com um beijo e depois puxei-o pela mão até ao exterior sempre com o Nuno a seguir-nos, afinal era ele que nos ia levar ao nosso destino.
Assim que cheguei junto do carro do Nuno vendei os olhos ao Ruben para desagrado dele mas não teve outra solução que não “comer”, o certo é que passou a curta viagem a reclamar para satisfação do nosso amigo que se divertiu à brava com a situação. O Nuno deixou-nos algures num hotel “perdido” em pleno norte de Portugal e assim que chegamos depressa nos encaminhamos para aquele que seria o nosso “ninho de amor” pelo menos durante as próximas horas.
- Amor já posso tirar esta porra dos olhos? - sorri ao ouvi-lo, a verdade é que o Ruben estava desejoso de puder ver o que tinha planeado para a nossa noite - estás a ouvir? - não lhe respondi mas também não me deixei ficar, aproximei-me dele e fui depositando alguns beijinhos pelo seu pescoço até unir os nossos lábios num longo e intenso beijo que só foi interrompido quando as portas do elevador se abriram, agarrei-o pela mão e conduzi-o até ao nosso quarto ou melhor suite.
Entramos e assim que o Ruben ouviu a porta a fechar levou as mãos à venda mas impediu-o de a retirar.
- Nem penses - sussurrei ao seu ouvido enquanto as minhas mãos percorreram o seu tronco chegando ao cinto das suas calças, ouvi o Ruben a suspirar o que fez com que sorrisse, afinal não estava a fazer nem metade do que tinha em mente para aquela noite - hoje quem manda sou eu - proferir entre beijos que lhe dava, o Ruben puxou-me mais para si mas devo o ter surpreendido novamente quando o encostei à parede e deixei os meus lábios passearem pelo seu pescoço e as mãos pelos botões da sua camisa, desapertei um a um, conforme ia abrindo caminho a minha boca foi descendo pelo seu tronco, chegando ao limite delineado pelas suas calças para voltar a fazer o mesmo trajeto mas agora no sentido oposto, uni de novo as nossas bocas e aproveitei para livrar-me da sua camisa, atirando-a ao chão para logo depois lhe retirar as calças, algo que o Ruben facilitou e quando as nossas bocas voltaram a unir-se tirei-lhe finalmente a venda, o que permitiu o Ruben olhar em volta sorrindo ao ver o meio envolvente mas depressa se concentrou em mim, beijamo-nos para de imediato sentir as mãos do Ruben nas minhas costas, ele tentava desapertar os botões do meu vestido, algo que me fez gargalhar - amor é de fecho... - murmurei junto do seu ouvido - os botões é só efeito... -  aproveitei para lhe fazer um chupão que de ligeiro teve muito pouco, ainda assim o Ruben não se queixou, até porque estava a tentar abrir o fecho, resolvi facilitar e virei-me de costas para ele, algo que aproveitou para beijar-me o pescoço e ombros enquanto deslizava o fecho do vestido lentamente, senti os seus lábios em cada bocadinho da pele das minhas costas à medida que ia abrindo o vestido para finalmente o retirar com todo o cuidado, fiquei somente em lingerie diante dele e mais uma vez vi surpresa no seu olhar talvez porque não esperava tanta ousadia da minha parte mas a verdade é que quando a comprei foi com o pensamento nesta noite e no quanto queria que fosse especial, talvez por isso fui eu que tomei as rédeas do momento que se seguiu, empurrei-o até à cama, obrigando-o a sentar-se, para logo depois colocar uma música a tocar na pequena aparelhagem que estava no quarto e sem saber bem como tive coragem retirei as meias e liga de forma sensual, algo que voltou a surpreender o Ruben e que aproveitei para sem pensar muito lhe “amarrar” as mãos com uma das minhas meias, o meu amor sorriu para logo depois suspirar quando percebeu que o iria “torturar” no bom sentido, afinal dei uso aos morangos e chocolate que tínhamos no quarto, iniciei a brincadeira a dar-lhe à boca alguns morangos mergulhados no chocolate mas depressa passei a usar o chocolate para outro fim, espalhei um pouco pelo seu corpo e com a boca fui retirando e conforme aproximava-me dos seus boxers ia ouvindo os gemidos do Ruben a aumentar de tom, percebi algures que aquilo lhe dava prazer e por isso continuei, ele estava nitidamente a ver até onde iria e talvez por isso “perdi” a pouca vergonha que ainda tinha em partilhar estes momentos com ele e acariciei-o...
- Amor... - olhei-o de solaico - queres acabar comigo... - gargalhei ao ouvi-lo, aquilo escapou-lhe pelos lábios em género de desabafo mas não ficou sem resposta.
- Ainda não viste foi nada... - falei enquanto sentada em cima do seu sexo retirei o corpete sempre sob o olhar atento dele, o Ruben apesar de continuar com as mãos presas elevou o seu tronco e beijou-me inicialmente de forma calma mas que passou a intensa quando as nossas línguas se uniram numa dança frenética, acabei por “libertá-lo” e assim que ficou com as mãos livres percebi rapidamente que iria sofrer, o Ruben brindou-me com um conjunto de “mimos” diferentes enquanto se livrava da única peça de roupa que ainda cobria o meu corpo e que levaram-me ao limite algo que só serviu para despertar em mim uma Mariana que até à data não se tinha revelado e quem sofreu a seguir foi o Ruben, voltei a “munir-me” do chocolate para continuar com a minha pequena brincadeira, não sei como tive coragem para tanto mas a verdade é que fiz com a boca algo que nunca antes tinha-me passado pela cabeça, levei-o ao limite, obrigando-o mesmo a implorar para que parasse, assim o fiz para logo a seguir o Ruben unir finalmente os nossos corpos, começou com um ritmo lento mas depressa o aumentou, conduzindo-nos ao limite dos limites, amámo-nos talvez pela primeira vez sem qualquer tipo de restrição, fizemo-lo noite dentro e em todas as vezes senti-me como nunca antes me senti, não consigo descrever mas foi algo único, talvez porque pela primeira vez estava verdadeiramente liberta de qualquer tipo de pudor, éramos só nós os dois naquele quarto.

Ruben
Acordei com os primeiros raios de sol a invadirem o nosso quarto, foi impossível não sorrir ao ver a Mariana a dormir serenamente nos meus braços, o meu amor estava com a cabeça no meu peito e por isso tentei não me mexer muito para não a acordar, a verdade é que usei esse tempo para assimilar tudo o que se passou desde que entramos no quarto, pela primeira vez senti que a Mariana se entregou completamente a mim e isso deixa-me extremamente feliz, talvez por ter a consciência que finalmente a Mariana perdeu o medo que tinha de viver o presente, hoje tenho-a verdadeiramente e não só aos bocadinhos, era nisso que estava a pensar quando ela se mexeu, olhei-a e vi-a a abrir lentamente os olhos.
- Bom dia razão do meu viver... - sorri ao ouvi-la
- Ena tão alegre que ela está - meti-me com a Mariana.
- Culpa tua - sorriu - deixas-me assim feliz - uniu os nossos lábios num beijo calmo - amo-te tanto - suspirou - obrigada por tudo...
- Obrigada?
- Sim... obrigada por não teres desistido de mim, por lutares contra os meus medos, por amares o Martim como se fosse teu filho, por fazeres com que finalmente me tornasse mulher, sim porque fizeste com que crescesse, com que perdesse o medo de viver, com que tenha finalmente algo porque lutar mas principalmente dás-me a única coisa que nunca tive - suspirou - amor... Ruben desde cedo aprendi a lutar para viver mas contigo descobri o quanto é bom a sensação de dependência, de ter alguém a quem agradar, a quem mimar, a quem cobrar quando acho que o tenho de fazer, mas principalmente o quanto é bom entregarmos a nossa vida nas mãos de outra pessoa que nos dá a proteção que muitas vezes precisamos e que a vida nos tenta retirar... por isto tudo e pelo que não consigo dizer porque as palavras faltam obrigada... obrigada por me teres ensinado a amar mas principalmente por estares do meu lado...
- Uiiii se começamos nos agradecimentos nunca mais de cá saímos - sorri perante o ar confuso da Mariana - porque se hoje estamos aqui devo isso a ti, Mariana a verdade é que deste outro sentido à minha vida, deste-me a responsabilidade que nunca tive, contigo aprendi a dar valor a pequenas coisas como um sorriso ou simplesmente um abraço ou então a um “dorme bem”, contigo aprendi a esperar, a lutar pelo que realmente quero, a amar desalmadamente, a abdicar de mim em prol de algo maior, contigo descobri que o amor é algo que se constrói diariamente, é algo que nunca é grande o suficiente pois cresce diariamente, cresce com as dificuldades que superamos mas também com os momentos que partilhamos com o Martim ou ainda aqueles que dedicamos um ao outro, amar é muito mais que uma palavra de quatro letras que muitas vezes é proferida de forma quase banal, amar é muito mais que uns momentos a dois, amar é saber abdicar, é compreender, é apoiar, é contrariar se for caso disso, é lutar sempre mais, é aceitar os defeitos e as virtudes do outro, é abdicar do nosso tempo para partilharmos momentos com o Martim, é simplesmente viver cada dia como se fosse o último mas sempre com a consciência que no dia seguinte temos que dar um pouco mais de nós... Mariana hoje percebo o que o meu avô me disse um dia... amar só se ama uma vez enquanto gostar gostamos milhares de vezes, gostamos de um par de sapatos, de uma camisola, de um carro, de um amigo, da nossa família, de uma ou de muitas raparigas mas amar realmente só se ama uma vez e nem todos temos a felicidade de perceber isso... amo-te!
A Mariana não conseguiu dizer nada, simplesmente uniu os nossos lábios em mais um beijo sereno para logo depois repousar a sua cabeça no meu peito, ficamos simplesmente a olharmo-nos durante algum tempo até que...
- Anda! - a Mariana resolveu sair da cama.
- Eish... volta para aqui! - reclamei mas de pouco adiantou
- Tu é que sabes... eu estava mais numa de experimentarmos ali o jacuzzi - notei-lhe uma pontinha de atrevimento no seu tom de voz - mas se preferes ficar na cama... - não levei mais que uns segundos a levantar-me e segui-la até à casa de banho.
- Bem... - olhou-me - esmeraste-te mesmo... - constatei ao ver o que tinha diante dos meus olhos, de facto a Mariana soube escolher muito bem.
- Gostas, é?! - perguntou já quando as suas mãos passeavam pelo meu corpo
- Gosto... gosto - suspirei - mas gosto ainda mais de te ver assim... - agarrei-a pela cintura e obriguei-a a sentar-se no lavatório - desinibida... - beijei-a no pescoço e fui descendo até ao seu peito - atrevida... - iniciei um conjunto de carícias que a fez gemer para de imediato ela se “vingar” e os momentos que se seguiram foram tudo, calmos e intensos, mas principalmente vividos na sua magnitude e esplendor...
Partilhamos mais um momento só nosso e acabamos por ficar a desfrutar de um banho a dois, só saímos do jacuzzi quando a água começou a arrefecer e assim que o fizemos foi impossível desgrudar os olhos do corpo da Mariana, a verdade é que o seu corpo sempre me atraiu mas hoje está especialmente a “chamar” por mim, tanto que fui apanhado em flagrante.
- Posso saber o que tanto olhas? - questionou sem qualquer tipo de vergonha coisa que na Mariana não é normal.
- Porquê? Não posso, queres ver? - olhou-me por cima do ombro - Só estou a olhar para o que é meu - agarrei-a pela cintura puxando-a para mim - tu hoje estás...
- Estou?! - o seu olhar foi de desafio
- Estás irresistível - beijei-a
- É sempre bom saber que só hoje estou irresistível... interessante... - sorri perante o falso amuo.
- Deixa de ser tonta - suspirei - não é de hoje - olhei-a fixamente - sabes bem que sempre te desejei enquanto mulher mas hoje estás mais - a Mariana olhava-me atentamente - minha... sim é isso - voltei a suspirar - ontem e hoje entregaste-te a mim sem pudores... - a Mariana sorriu.
- Já era tempo disso acontecer... certo?
- Não é certo nem errado... é sim o consumar do amor que nos une, dos meses de namoro e de todas as vezes que nos entregamos um ao outro...
- É... talvez tenhas mesmo razão mas o que dizes da ideia de nos vestirmos para ir comer e passear um pouco?
Concordei com a Mariana e depois de nos vestirmos comemos para iniciarmos imediatamente um passeio pela imediações do hotel, passamos a manhã e tarde a namorar bastante e só regressamos a casa ao final do dia, onde uma nova surpresa esperava-me, afinal a Mariana tinha pedido para não gozarmos lua-de-mel com a desculpa de não querer deixar o Martim e afinal o que quis foi ser ela a organizá-la, percebi isso quando vi as nossas malas à porta e quando pedi esclarecimentos negou-os, aliás afirmou mesmo que só iria saber o destino quando chegasse ao aeroporto, o que aconteceu horas depois.
Despedimo-nos do Martim e embarcamos com destino certo para passarmos os próximos quinze dias...
Como irá correr a lua-de-mel?
E o regresso a Braga? 
Será que o passado da Mariana a vai atormentar?

9 comentários:

  1. Adorei!!! Esta historia para mim será sempre especial pois foi esta historia que me a aproximou mais de ti!!! Continua linda!!! Bj

    ResponderEliminar
  2. Fantastico adorei.Ja estava com saudades de um capitulo.bjs

    ResponderEliminar
  3. ADOREIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!!!
    Mas isso não é novidade nenhuma!
    Já tinha saudades "desta" Mariana!

    Bjokinhas

    ResponderEliminar
  4. Fantástico, adorei já tinha saudades...
    Espero que próximo demore menos.
    Bjs

    ResponderEliminar
  5. Olá :D
    Já tinha saudades deste casalinho :p
    Adorei mais um vez!
    Estou para ver essa lua de mel, e o destino!
    Quero mais ;)
    Beijinhos
    Ritááá xD

    ResponderEliminar
  6. Olá :)
    Eu sei que já disse isto mas, eu AMO o Martim.
    A sério, o rapaz é mesmo inteligente.
    E a Mariana...completamente desinibida :D
    A lua-de-mel, estou curiosa para saber de tudo.
    E infelizmente sim. Acho que o passado da Mariana a vai atormentar. Mas nada de grave porque ela tem o Rúben à beira dela :P

    Beijinhos
    Daniela^^

    ResponderEliminar
  7. Adorei, mas isso já não é novidade.
    O Martim sabe muito, anda todo encantado da vida porque agora já não há desculpas para não lhe darem o mano que ele pede há tanto tempo.
    A Mariana tá a sair da casca, a fazer-se de esquisita com a noite de nupcias e afinal tinha tudo preparado e ao pormenor, adorei, por esta Mariana acho que o Ruben não esperava, mas não tenho dúvidas de que ele adorou.
    Quanto ás perguntinhas que deixaste no final, espero que a lua de mel seja tão intensa e emocionate quanto foi a noite de nupcias, o regresso a Braga espero que seja normal, em relação à última pergunta, infelizmente acho que o passado da Mariana a vai atormentar, mas espero que com a ajuda do Ruben ela ultrapasse esse momento.
    Agora nós menina Caty, deixa-te de coisas porque o capitulo tá maravilhoso, por isso continua

    Beijocas

    Fernanda

    ResponderEliminar
  8. Olá!!:)
    Já é quase desnecessário dizer que "AMEI!",pois sempre que leio um capitulo teu falo sempre o mesmo lool!
    Adoro o Martim, todo muito "espetinho" ,e concordo no que diz respeito em vir ai um maninho para o puto :P quem sabe a lua de mel venha dar "uma mãozinha" xD
    QUERO MAIS que gosto imenso desta história :)
    Beijinhos para os 3 :P
    Rita

    ResponderEliminar